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No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

Educação: Um Mergulho No Mundo Das TICs

Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Dezembro 7, 2008


Educação: Um Mergulho No Mundo Das TICs

 

 

Durante o segundo semestre de 2008, ofereci a oportunidade aos meus alunos e alunas da disciplina “Educação, Comunicação e Mídia” de participarem do I Congresso de Tecnologias na Educação, coordenado pela professora Fátima Franco (coordenadora da lista Blogs Educativos e do Congresso). A grande maioria destes alunos e alunas são iniciantes no que diz respeito ao uso das TICs. Porém, aceitaram o desfio. Abaixo, reproduzo um dos textos produzidos a partir do congresso.

 

Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão

Disciplina: Mídia, Comunicação e Educação

Docente: wolney Honório

Alunas:

 

fotos-007.jpg

Maria Isabel Ferreira de Souza / belzitasouza@hotmail.com

Alessandra Cardoso Alencar /alencassandra@gmail.com

Juliana Ferreira Santos / juju_santos12@yahoo.com.br

Marilda Aparecida da Silva / amoraparecida@hotmail.com

 

 

Com o uso das tecnologias de informação e comunicação, professores e alunos têm a possibilidade de utilizar a escrita para descrever/reescrever suas idéias, comunicar-se, trocar experiências e produzir histórias. Assim, em busca de resolver problemas do contexto, representam e divulgam o próprio pensamento, trocam informações e constroem conhecimento, num movimento de fazer, refletir e refazer, que favorece os desenvolvimentos pessoais, profissionais e grupais, bem como a compreensão da realidade.

 

Pode parecer sem sentido escrever um texto centrado na potencialidade da produção da escrita na escola através do uso das TICs, uma vez que a ênfase dada pela escola à leitura e à escrita se direciona a elaboração de algo produzido para ser corrigido e muito pouco como prática para despertar o prazer da escrita para a leitura. Porém, com maior freqüência do que gostaríamos, temos ouvido professores reclamarem que seus alunos não sabem escrever. Os alunos têm apontado que a escola os leva a ler e a escrever sobre aquilo que não tem significado para a sua realidade ou a fazer cópias e repetir palavras desarticuladas.

 

O uso da TICs na educação tem a perspectiva de favorecer a representação do pensamento do aluno, de levar o professor a engendrar situações de aprendizagem que exigem investigação, reflexão crítica, aprimoramento e transformação de sua prática.

 

Sendo assim, poderá a se desprender do livro didático, que deixará de ser o guia da prática do professor e passará a ser mais uma, entre outras fontes de informações.

 

Assim, o uso das TICs na educação caminha no sentido da produção compartilhada de conhecimento, favorecida pela resolução de problemas ou desenvolvimento de projetos, nos quais a escrita, por meio das TICs, induz à liberdade de expressar e comunicar sentimentos, registrar percepções, idéias, crenças e conceitos, refletir sobre o pensamento representado e reelaborá-lo.

 

O uso das tecnologias de informação e comunicação - TICs - na escola tem evidenciado a necessidade de repensar questões relacionadas à aprendizagem e à prática do professor. Como lidar com a diversidade, a abrangência e a rapidez de informações e a provisoriedade do conhecimento? Como integrar as diferentes tecnologias ao trabalho pedagógico (computador, Internet, TV, vídeo…)? Para entender estas questão torna-se necessário que os professores possam assumir uma postura de “aprendente” que compartilha com seus pares, alunos e com a comunidade em geral, a busca de saberes e a construção de redes de conhecimentos, com vistas a resolver os problemas do contexto e melhorar a qualidade de vida. Pois, a revolução das tecnologias a cada dia ganha mais espaço sobre o mundo e cabem as pessoas se informatizarem para o futuro, para se socializarem com o mesmo. Devemos começar a pensar para um mundo totalmente universalizado onde as tecnologias cheguem aos ricos, mas também aos mais carentes, onde a internet, com suas informações, possa transmitir o que há de bom nela inserido, com a finalidade  de educar e formar cidadãos capazes de julgar e lidar com as novas tecnologias. Não há como negar que as tecnologias da informação  e da comunicação vem a cada dia revolucionando a forma dos textos, tantos os verbais quanto os não verbais. Diante disto, vem sendo colocado no processo de ensino-aprendizagem linguagens midiáticas, na forma de potencializar a construção dos saberes significativos para a atuação dos alunos.

 

O professor de hoje tem um grande papel a desenvolver junto a sua escola, um espaço de participação interativa de construção coletiva ao uso da tecnologia e sua formas de linguagens.

 

Tanto os adultos quanto as crianças são hoje atraídos a esse universo mdiático, onde circula essa variedade lingüística. Cabe ao professor planejar aulas que leve aos alunos a usarem essa forma lingüística na construção para novos conhecimentos, saberes futuros. A distância hoje não é principalmente a geográfica, mas a econômica (ricos e pobres), a cultural (acesso efetivo pela educação continuada), a ideológica (diferentes formas de pensar e sentir) e a tecnológica (acesso e domínio ou não das tecnologias de comunicação). Uma das expressões claras de democratização digital se manifesta na possibilidade de acesso à Internet e em dominar o instrumental teórico para explorar todas as suas potencialidades.

 

A educação presencial pode modificar-se significativamente com as redes eletrônicas. As paredes das escolas e das universidades se abrem, as pessoas se intercomunicam, trocam informações, dados, pesquisas. A educação continuada é otimizada pela possibilidade de integração de várias mídias, acessando-as tanto em tempo real como no horário favorável a cada indivíduo. E, também, pela facilidade de pôr em contato, educadores e educandos.

 

Na Internet, encontramos vários tipos de aplicações educacionais: de divulgação, de pesquisa, de apoio ao ensino e de comunicação. A divulgação pode ser institucional - a escola mostra o que faz - ou particular - grupos, professores ou alunos criam suas home pages pessoais, com o que produzem de mais significativo. A pesquisa pode ser feita individualmente ou em grupo, ao vivo - durante a aula - ou fora da aula, pode ser uma atividade obrigatória ou livre. Nas atividades de apoio ao ensino, podemos conseguir textos, imagens, sons do tema específico do programa, utilizando-os como um elemento a mais, junto com livros, revistas e vídeos. A comunicação ocorre entre professores e alunos, entre professores e professores, entre alunos e outros colegas da mesma ou de outras cidades e países. A comunicação se dá com pessoas conhecidas e desconhecidas, próximas e distantes, interagindo esporádica ou sistematicamente.

 

As redes atraem os estudantes. Eles gostam de navegar, de descobrir endereços novos, de divulgar suas descobertas, de comunicar-se com outros colegas. Mas também podem perder-se entre tantas conexões possíveis, tendo dificuldade em escolher o que é significativo, em fazer relações, em questionar afirmações problemáticas.

 

É importante que o professor fique atento ao ritmo de cada aluno, às suas formas pessoais de navegação. O professor não impõe; acompanha, sugere, incentiva, questiona, aprende junto com o aluno.

 

Ensinar utilizando a Internet pressupõe uma atitude do professor diferente da convencional. O professor não é o “informador”, o que centraliza a informação. A informação está em inúmeros bancos de dados, em revistas, livros, textos, endereços de todo o mundo. O professor é o coordenador do processo, o responsável na sala de aula. Sua primeira tarefa é sensibilizar os alunos, motivá-los para a importância da matéria, mostrando entusiasmo, ligação da matéria com os interesses dos alunos, com a totalidade da habilitação escolhida.

 

A Internet é uma tecnologia que facilita a motivação dos alunos, pela novidade e pelas possibilidades inesgotáveis de pesquisa que oferece. Essa motivação aumenta, se o professor a faz em um clima de confiança, de abertura, de cordialidade com os alunos. Mais que a tecnologia, o que facilita o processo de ensino-aprendizagem é a capacidade de comunicação autêntica do professor, de estabelecer relações de confiança com os seus alunos, pelo equilíbrio, competência e simpatia com que atua.



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