As Novas Tecnologias Da Educação De Forma Interativa
Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Dezembro 11, 2008
As Novas Tecnologias Da Educação De Forma Interativa
Durante o segundo semestre de 2008, ofereci a oportunidade aos meus alunos e alunas da disciplina “Educação, Comunicação e Mídia” de participarem do I Congresso de Tecnologias na Educação, coordenado pela professora Fátima Franco (coordenadora da lista Blogs Educativos e do Congresso). A grande maioria destes alunos e alunas são iniciantes no que diz respeito ao uso das TICs. Porém, aceitaram o desfio. Abaixo, reproduzo um dos textos produzidos a partir do congresso.
Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão
Disciplina: Mídia, Comunicação e Educação
Docente: Wolney Honório Filho
Alunas:
Luciana Maria A. Guimarães
Nayara Alves Fernandes
Cirlandia R. Almeida Costa
Cabe ao professor usar metodologias adequadas dentro de cada disciplina, observando as diferenças dos alunos e respeitando-as. O importante é usar um método que chame a atenção do aluno para o aprendizado, que envolva os educandos de forma tal que consiga despertar o interesse do aluno para determinado conteúdo e as novas tecnologias aplicadas a educação é um referencial importante.
Para que isto aconteça o educador tem que fazer uma análise, de forma refletida para avaliar qual ou quais métodos funcionam melhor dentro de cada disciplina. Não existem receitas, é preciso ser criativo para alcançar o objetivo proposto, ou seja, uma aprendizagem gradual e que com o tempo vai se tornando mais complexa e, conseqüentemente, ajuda o educando a ser agente de transformação de uma sociedade em constante mudanças.
O professor consciente de seu papel de educador deve utilizar os aparatos pedagógicos existentes na escola em que atua como forma de incrementar e dinamizar as aulas, assim como o DVD, a TV, o computador, o aparelho de som e outros. Assim, ele pode transformar o processo educacional e resgatá-lo da mesmice.
O professor poderá utilizar o DVD para aprimorar as suas aulas, um filme, um documentário pode enriquecer as aulas tornando-as mais sugestivas, participativas ou até mesmo mais atrativas. Porém, para que isso aconteça, o educador precisa planejar suas atividades de forma refletida e buscar o mecanismo necessário para despertar o interesse do aluno. Não se pode usar um jogo pedagógico, por exemplo, sem um planejamento consciente e com metas a serem atingidas. Todo trabalho requer um processo de reflexões sobre a maneira, o para que, o como e o por quê usar determinado material.
O educador não deve se prender ao quadro-negro ou livro didático, e sim procurar inovar utilizando mais o trabalho com as novas tecnologias da educação. Se utiliza uma música, deve explorar desde a expressão corporal até a interpretação das letras. Propor que os alunos façam paródias da música, que dancem e cantem de forma que a atividade lúdica proposta gere uma aprendizagem ampla e necessária ao processo no desenvolvimento integral do educando.
Segundo Cavalcante (2008)
Trabalhar com as tecnologias (novas ou não) de forma interativa nas salas de aula requer: a responsabilidade de aperfeiçoar as compreensões de alunos sobre o mundo natural e cultural em que vivem. Faz-se, indispensável o desenvolvimento contínuo de intercâmbios cumulativos desses alunos com dados e informações sobre o mundo e a história de sua natureza, de sua cultura, posicionando-se e expressando-se, de modo significativo, com os elementos observados, elaborados que serão melhor avaliados. Ao se trabalhar, adequadamente, com essas novas tecnologias, Kenski constata-se que: “a aprendizagem pode se dar com o envolvimento integral do indivíduo, isto é, do emocional, do racional, do seu imaginário, do intuitivo, do sensorial em interação, a partir de desafios, da exploração de possibilidades, do assumir de responsabilidades, do criar e do refletir juntos.” (KENSKI,1996, apud CAVALCANTE, 2008, p. 2).
As novas tecnologias da educação devem ser trabalhadas de forma interativa, é uma metodologia de trabalho que requer muita responsabilidade. Dessa forma, é indispensável o envolvimento dos alunos. Acreditam que a escola é um veículo que poderá ajudar o aluno a ter contato com tecnologias que muitos desconhecem. No entanto, é necessário ter cuidado para não deixar a criança frustrada, pois ela pode sentir-se excluída desse avanço tecnológico em função de sua carência econômica.
No nosso dia-a-dia percebemos que a criança aprende muito rápido a lidar com essa nova demanda social, a tecnologia, além da curiosidade natural as crianças têm muita facilidade para aprender sobre as coisas que lhes chamam a atenção e a modernidade desperta no educando o prazer de aprender a manusear botões de forma fantástica.
No entanto, é importante que todos participem desse processo de aprendizagem, uma vez que temos alunos tímidos e, conseqüentemente, que têm medo de serem criticados pelos colegas de sala de aula. É muito gratificante quando percebemos que eles ficam com os olhos brilhando quando assistem a um filme e que são eles que nos ajudam com o vídeo e a televisão.
Como a sociedade vive o momento da terceira revolução industrial, é importante que a escola reveja algumas ações educativas, para fazer da escola um local mais atraente e que dê condições de integrar o educando dentro de um contexto histórico-social necessário aos avanços da sociedade globalizada.
Ao nosso ver, o professor deve utilizar a tecnologia que a escola possui para despertar no aluno uma visão crítica sobre as informações recebidas e canalizá-las para a formação de cidadãos responsáveis, informados e conscientes de seu papel dentro dessa sociedade que exclui o pobre das possibilidades de crescimento.
Laboratórios de informática costumam, por exemplo, viabilizar a adoção de modelos de informatização das escolas, em que o professor regular não tem vez! Aquele professor do dia-a-dia, que ministra aulas das disciplinas curriculares, muitas vezes não entra nesses laboratórios. Um outro profissional é contratado para cuidar especificamente do laboratório de informática e dos alunos. Esse modelo é bastante comum ainda hoje, apesar do flagrante equívoco. É evidente que a responsabilidade pelo equívoco não da existência do laboratório! Pode-se, muito bem, programar um laboratório e utilizá-lo com os professores das disciplinas. (ALMEIDA e FONSECA 2000)
Sobre as novas tecnologias na educação Perrenoud (2000) diz: “Formar para as novas tecnologias é formar o julgamento, o senso crítico, o pensamento hipotético e dedutivo, as faculdades de observação e de pesquisa, a imaginação, a capacidade de memorizar e classificar, a leitura e a análise de textos e de imagens, a representação de redes, de procedimentos e de estratégias de comunicação.” Para Perrenoud, as novas tecnologias contribuem para a formação e desenvolvimento do senso crítico, tendo em vista melhorar as estratégias de comunicação da formação de opiniões e outros.
REFERÊNCIAS
CAVALCANTE, Márcio Balbino. A educação frente às novas tecnologias: perspectivas e desafios.http://www.profala.com/arteducesp149.htm. Acesso em 5/11/08.
ALMEIDA, F. J. Educação e Informática: os computadores na escola. São Paulo, Cortez, 2000.
Análise Semiótica da Sala de Aula no tempo da EAD.pdf
Aprendizagem Colaborativa na Web Fatima Franco.pdf
Comunidades de prática, comunidades de paixão e aprendizagem na web.pdf
EXPERIENCIANDO O LETRAMENTO DIGITAL - SISTEMATIZAÇÃO DE UMA.pdf
Formação de Professores para o uso adequado das Tic’s uma pf
Inclusão Digital na Comunidade.pdf
INTERNET COM EDUCAÇÃO – RISCOS JURÍDICOS.pdf
Professores conectados.pdf
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