Mídias, Mediações E Educação - Telégrafo
Filed Under Tecnologia | Posted on Junho 26, 2008
Mídias, Mediações E Educação - Telégrafo
Numa das disciplinas que desenvolvo no curso de Pedagogia – UFG – Catalão, “Mídias, Mediações e Educação” foi combinado com as alunas e alunos 5 trabalhos como avaliação final. Trata-se da construção de material didático para crianças entre 9 e 12 anos, com as seguintes temáticas:
• Telefone
• Televisão
• Telégrafo
• Rádio
• Internet
Cada grupo ficou de preparar um texto e ficou de indicar a forma de como este texto será trabalhado com as crianças. Abaixo segue o texto sobre o Telégrafo.
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O Telégrafo E A Comunicação Social*
A comunicação consiste no ato de emitir, transmitir ou receber mensagens, seja por meio de sons, sinais, gestos ou por meio da linguagem oral e escrita. Para ser completa, é preciso haver um emissor, que produz e envia a mensagem, e um receptor, que recebe e decodifica essa mensagem, procurando apreender o seu conteúdo.
A importância da comunicação para a vida humana pode ser dimensionada por meio de um exercício simples: listar todos os momentos em que ela ocorre durante um dia inteiro na vida de uma pessoa. A lista pode ser incrivelmente longa, desde o primeiro “bom dia” até a hora de ir dormir. A comunicação se confunde com a vida de todos nós, e tem sido assim desde o princípio da aventura humana.
Vale lembrar que quem recebe a mensagem não é um ser passivo, que apenas absorve informações. Direta ou indiretamente, o receptor exerce influência sobre quem transmite a mensagem. Para ser compreendido, o emissor precisa saber em que condições sua mensagem será recebida. Isso vale também para meios de difusão de informações como o rádio e a TV: o ouvinte ou o telespectador não fala diretamente com o emissor, mas de alguma forma interfere na programação por meio de pesquisas de audiência. Com a internet, os sistemas interativos com o público tornam-se cada vez mais freqüentes.
A mensagem é formada por uma estrutura organizada de sinais que viajam entre o transmissor e o receptor. Esse caminho é percorrido com a ajuda de um meio ou suporte, que pode ser a fala, a escrita impressa em um papel, um sinal sonoro, uma placa, um mapa, uma transmissão de rádio.
Ao longo do tempo, os grupos humanos sempre buscaram meios para superar as distâncias espaciais e estabelecer interações sociais, levando cada vez mais longe as mensagens por meio de sinais sonoros, visuais ou escritos. Assim, a comunicação não existe separada da vida social. Não existe comunicação sem sociedade e vice-versa.
A escrita mostrou ser um modo eficiente de levar mensagens a longa distância. Dependendo do desenvolvimento técnico da sociedade e dos recursos disponíveis, as mensagens escritas puderam viajar de barco, veículos automotores, avião, ondas eletromagnéticas ou no lombo de um animal. No mundo contemporâneo já existem a disposição sofisticados meios de comunicação e informação, baseados no extraordinário desenvolvimento científico-tecnológico desse campo nas últimas décadas: telégrafo, correios, telefones fixos e móveis, rádio, TV, satélites artificiais, internet e outros. Alguns deles atingem milhões de pessoas simultaneamente, como é o caso da TV.
Esta seqüência didática propõe atividades que têm como objetivo permitir aos estudantes se aproximarem desses meios e saberem mais sobre sua estrutura e funcionamento. Visam também a possibilitar que exercitem livremente a elaboração e o envio de textos diversos, considerando os destinatários e os meios utilizados para circulação das mensagens.
O telégrafo de Chappe e a comunicação à distância
Todos os seres vivos sentem, em determinados momentos, a necessidade de comunicar aos membros do grupo ao qual pertencem informações necessárias ou importantes. A aproximação de um perigo ou o pressentimento de uma calamidade suscitam gritos, cujo sentido é perfeitamente compreendido pelas espécies envolvidas. As comunidades humanas também procuraram os meios para transmitir ao longe tudo àquilo que a sua linguagem lhes permite exprimir.
Um simples sinal, sonoro ou visual, pode ser suficiente para dar uma ordem, anunciar uma vitória ou uma derrota, desde que o significado esteja convencionado anteriormente.
Os romanos utilizavam tochas a arder no cimo de uma torre, os gauleses, feixes em fogo no cimo de uma colina, os marinheiros, um pavilhão içado no alto de um mastro e o tocar dos sinos das igrejas também foi muito utilizado. Mas, como os limites da vista e do ouvido são rapidamente atingidos, era lógico procurar reproduzir de longe em longe o sinal de origem. A esta técnica, damos hoje o nome de « tele sinalização ».
Contudo, os textos antigos ensinam-nos que, em diferentes épocas, investigadores propuseram sistemas que permitiam dar informações mais precisas e mais diversificadas.
É assim que o príncipe troiano Eneias imagina, em 330 antes da nossa era, um novo procedimento: dois correspondentes enchem vasos idênticos de água, depois mergulham réguas verticais graduadas apoiadas por flutuadores de cortiça. Ao sinal dado por uma tocha, abrem-se os orifícios do fundo dos vasos para fechá-los quando aparece um novo sinal. O nível ao qual o líquido chegou indica a frase que é preciso reter. Evidentemente, o número de mensagens assim transmissíveis é muito limitado.
Mais de um século mais tarde, o histórico grego Políbio pensa em transmitir letras do alfabeto. Divide-as em cinco grupos, representados por cinco tochas. A sua localização e a sua chama ou a sua extinção permitem designar a letra escolhida. O procedimento não é, no entanto, nem muito cômodo, nem muito rápido.
No fim do século XVII, o erudito inglês Robert Hooke coloca um quadro sobre uma estrutura. Nesse quadro podemos deslizar letras ou figuras cortadas num painel de cor escura; estas aparecem então muito nítidas num fundo de céu claro.
Houve muitos outros projetos, mas nenhum passou do estado de experimentação. E quando Claude Chappe empreendeu a criação de um novo meio de transmissão a grandes distâncias, que, em muito pouco tempo, transmitisse tudo o que podia ser objeto de correspondência, nada tinha sido encontrado para resolver este problema.
Claude Chappe nasce em Brûlon, na Sarthe, em 1763. Começa os seus estudos no colégio de Joyeuse, em Rouen, e prosseguiu no seminário de La Flèche. Fortemente influenciado pela carreira do seu tio, o padre Jean Chappe d’Hauteroche, astrónomo e membro da Academia das Ciências, cujos trabalhos conduziram até à Sibéria, depois à Califórnia, Chappe pensa consagrar-se também ao estudo das ciências físicas. A época parece muito favorável ao seu progresso, pois desenvolvem-se novas idéias em todos os domínios e o interesse das descobertas anunciadas pelos eruditos, franceses e estrangeiros, iniciado vários anos antes, incita os cidadãos que dispõem de tempo, de meios e de uma certa erudição a empreender pesquisas.
Na hierarquia eclesiástica Claude Chappe não ultrapassa o nível de clero tonsurado, mas isto é o suficiente para lhe assegurar uma determinada percentagem sobre os benefícios modestos de dois priores, o de Saint-Martin-de-Châlautre, perto de Provins, e o de Baignolet, perto de Bonneval. Assim, pode abrir o seu próprio gabinete de física e dedicar-se a experiências, que relata em jornais especializados ou diante dos membros da Sociedade filomática. Esta sociedade erudita, de criação recente, permite àqueles que a freqüentam encontrar outros cientistas e dar certa publicidade aos seus trabalhos.
Claude Chappe debruça-se particularmente sobre diversas particularidades da criação de bichos-da-seda e sobre as propriedades da eletricidade. Procura, também, um meio de comunicar à distância. Mas quando a Assembléia Constituinte vota a supressão de todos os benefícios, vê-se obrigado a voltar a Brûlon, onde encontra os seus irmãos, também eles vítimas do novo regime.
Neste pequeno município da Sarthe, situado a mais de 200 km da capital, constata como a falta de notícias pode ser desesperante, quando se desenrolam graves acontecimentos. Decide então, concentrar todos os seus esforços no meio de transmitir informações ao longe. Imagina primeiro colocar, face a face, sobre duas alturas bem acessíveis, grandes mostradores cuja leitura será possível, apesar da distância, pela utilização de lunetas de observação. Estes mostradores, divididos em vários setores caracterizados por números, serão percorridos por agulhas, comandadas por movimentos de relojoaria de pêndulos em segundos perfeitamente sincrônicos. Provocando a partida e depois a paragem simultânea das duas agulhas por meio de um som (obtido batendo numa panela, por exemplo) indicaremos o número a transmitir. A este número será associado um membro de frase, recolhido num registro chamado « vocabulário ». Mas o som perde-se rapidamente. A fim de poder afastar suficientemente os observadores, Chappe escolheu finalmente indicar a posição desejada brandindo uma vasta superfície pintada de preto.
Em Março de 1791, está pronto a trocar em público frases compostas por mais de vinte e cinco palavras. As tentativas tiveram lugar entre os municípios de Brûlon e de Parcé, com a distância de 15 km. Os resultados satisfatórios são objetos de processos verbais assinados pelos notáveis do país. Contudo, para obter o interesse dos representantes do povo, Claude Chappe deve agora renovar as suas experiências na capital. Depois de várias diligências obtém do município de Paris a autorização para instalar a sua máquina sobre um dos pavilhões da barreira de l’Étoile, mas uma noite, antes mesmo de ter conseguido dar conhecimento da sua invenção, indivíduos sem escrúpulos roubam todo o seu material.
Longe de se deixar desencorajar por esta desventura, Claude Chappe retoma as suas pesquisas. Constata efetivamente que o sistema que ele imaginou, facilmente exeqüível entre dois correspondentes, se torna difícil de desenvolver se o número de correspondentes aumentarem. A sincronia absoluta em toda a linha é de uma exigência impraticável. O atraso necessário nas observações e manobras, variável no decurso das retransmissões, provoca erros. Decide então abandonar o sistema de pêndulos e imagina colocar no alto de um grande caixilho cinco painéis susceptíveis de aparecer ou desaparecer ao girar. São as diferentes combinações formadas que permitirão exprimir as mensagens.
Desta vez obtém permissão para instalar a sua máquina num local mais protegido: o parque do deputado Le Peletier de Saint-Fargeau, em Ménilmontant. Em Março de 1792, achando os resultados obtidos satisfatórios, decide apresentar-se à Assembléia para lhe fazer uma homenagem com a sua invenção. A sua proposta é enviada para exame perante o comitê de Instrução Pública.
E os meses passam. Os habitantes do município de Belleville inquietam-se com os preparativos que, para eles, são incompreensíveis. Corre o rumor de que se trata de um meio para entrar em contacto com o rei, então cativo ao Templo, e para fomentar uma conspiração destinada libertá-lo. Não foi preciso mais para que a população se dirigisse ao parque e incendiasse a instalação.
Claude Chappe vai então narrar este acontecimento diante da Assembléia e declarar que não tem mais meios de proceder à experiência prometida, se não obtiver um apoio financeiro e se não forem tomadas medidas próprias a assegurar a sua proteção. Será, no entanto, necessário esperar ainda alguns meses e a intervenção do deputado Charles Gilbert Romme para que se tome em consideração o seu projeto.
Em Abril de 1793, o deputado Delacroix informou a Convenção que os inimigos da República, aproveitando a falta de notícias oficiais, faziam circular rumores alarmantes sobre a situação dos exércitos. Devido a reformas desastrosas e a uma mobilização geral que impede a manutenção de determinadas atividades para a Nação, os Correios não conseguem assumir corretamente a sua tarefa. O correio leva muitas vezes cinco dias para chegar de Lille a Paris. Lembrando-se do projeto que Chappe lhe submeteu, o deputado Romme propõe então a construção de uma linha de teste entre Ménilmontant e Saint-Martin-du-Tertre, dois municípios com mais de 26 km de distância e obtém os créditos necessários para fazê-lo. Os sinais serão retransmitidos por uma estação intermediária instalada em Écouen.
Claude Chappe, por seu lado, aproveitou os atrasos que lhe foram impostos para aperfeiçoar um novo dispositivo de correspondência por sinais, uma vez que os painéis móveis lhe pareceram muito sensíveis ao vento. A nova máquina é constituída por um grande braço horizontal que termina em cada uma das suas extremidades por persianas de comprimento menor. Este conjunto é colocado no alto de um grande mastro e pode também tomar a posição vertical. Todo um sistema de cordas e polias permite comandar cada elemento, de forma independente em relação aos outros. Pode-se assim compor rapidamente figuras reconhecíveis que correspondem a algarismos cuja sucessão forma números. Estes números são inscritos numa grande lista que serve para traduzir as frases a transmitir.
Três comissários são designados para seguir a experiência. Entre eles, o deputado Joseph Lakanal, que se mostra um grande defensor da invenção: « desde há vários anos que o cidadão Chappe trabalhava para aperfeiçoar a linguagem dos sinais, convencido de que, levada ao grau de perfeição de que é susceptível, pode ser muito útil numa quantidade de circunstâncias, sobretudo nas guerras em terra e em mar onde as comunicações rápidas e o conhecimento rápido das manobras podem ter uma grande influência no sucesso. […] Para obter resultados conclusivos, os vossos comissários acompanhados de vários eruditos e artistas célebres fizeram a experiência do procedimento numa linha de correspondência de oito a nove léguas de comprimento.»
Durante este teste, Belleville transmitiu: «Daunou chegou cá. Anuncia que a Convenção Nacional acaba de autorizar o seu comitê de Segurança Geral a selar os papéis dos deputados [suspeitos]» e Saint-Martin-du-Tertre respondeu: «Os habitantes desta bonita região são dignos da liberdade, pelo seu amor por ela e pelo seu respeito pela Convenção Nacional e pelas suas leis.» Em conclusão à sua intervenção, Lakanal propõe o texto de um decreto: «A Convenção Nacional, ouvido o relatório dos seus comissários nomeados por decreto do passado dia 27 de Abri, acorda ao cidadão Chappe o título de engenheiro telégrafo e salário de tenente de engenharia, e encarrega o comitê de Salvação Nacional de examinar quais as linhas de correspondência que interessam à República estabelecer, nas presentes circunstâncias.» Lakanal não refere a perspicácia, a coragem nem a tenacidade de que foi preciso fazer prova para chegar tal resultado.
Será preciso, contudo, um ano para realizar a ligação entre Paris e Lille, pois todos os problemas estavam longe de ser resolvidos. E indispensável procurar as posições altas susceptíveis, à distância conveniente, de receber um telegrama, encontrar os materiais necessários para construir as casinhas dos agentes que manipularão as máquinas, obter os meios de transporte para levá-los ao local, equipar os postos de lunetas, recrutar o pessoal que, embora não tendo que conhecer o significado das mensagens transmitidas, deve saber ler e escrever, por fim, fixar as regras de transmissão de sinais.
Estes, visíveis por todos, não devem ser compreendidos senão pelos diretores, que, colocados nas extremidades da linha, serão os únicos a possuir o vocabulário indispensável, que foi preciso criar de origem. Este documento reparte palavras e expressões por freqüência de utilização, depois ordena-as alfabeticamente. No entanto, o primeiro vocabulário mostrará rapidamente a sua insuficiência. Uma modificação importante do mecanismo de comando das asas vai então permitir formar ângulos de 135º, elevando o número de figuras exeqüíveis a noventa e seis, das quais noventa e duas serão utilizadas para a confecção de um novo vocabulário. O princípio é indicar a página pelo primeiro sinal e a linha na página por um segundo sinal.
Desde a adoção do projeto, os irmãos Chappe, Ignace e Pierre-François, auxiliados por Abraham e René, encarregam-se da gestão da empresa e, sobretudo, mantêm as relações com as instâncias governamentais, enquanto Claude prossegue na escolha de locais elevados que permitam o estabelecimento das linhas. No entanto, quando fica doente no decurso das pesquisas, não vai voltar a recuperar a sua saúde e desesperado suicida-se em 1805.
A construção da linha de Estrasburgo deveria ser feita a seguir à da linha de Lille, mas a decisão foi afastada vários anos por causa de dificuldades financeiras de governo. A linha de Brest, que os marinheiros queriam, será construída pouco depois. A de Lyon, começada por Claude Chappe, só será concluída em 1805.
Em 1802, Bonaparte tinha decidido suspender as linhas de Lille e Estrasburgo, a qual julgava demasiado cara. Serão, no entanto, retomadas no ano seguinte (mas com um pessoal reduzido), por pedido dos administradores da Lotaria, que ofereceram os ganhos obtidos na sua atividade para pagar esta despesa. Depois, quando as finanças nacionais estão restabelecidas, o Primeiro Cônsul entende tirar partido da rapidez de transmissão que o telégrafo oferece. A rede vai estender-se para norte, até Anvers, Flessinga e Amesterdão, e para sul, até Milão, Mântua e Veneza.
No final do Império, as linhas encontram os seus antigos destinos. Nos anos seguintes, a rede desenvolve-se no interior das fronteiras. A linha de Lyon é prolongada até Toulon, a ligação com Bayonne é estabelecida, depois liga-se Bordéus e Perpignan. Outras ramificações permitem pouco a pouco atingir todas as cidades importantes. Em 1854, quinhentos e cinqüenta postos estão então repartidos por 5000 km de linhas.
Durante toda a sua existência, o telégrafo aéreo ficará para utilização estritamente governamental, mas não consegue vencer duas grandes deficiências: as más condições climáticas tornam-no inoperante e o seu funcionamento noturno não pode ser obtido de forma satisfatória. Sem estes inconvenientes, o telégrafo elétrico vai então impor-se rapidamente.
Metodologia do Trabalho
Todas as crianças sabem que para falar com um amigo que esteja a uns metros de distância, basta levantar a voz e chamá-lo; ele aproxima-se e a conversa pode começar: é assim que as crianças comunicam oralmente na escola. Se algum deles está em casa, podem escrever-lhe, mas a carta levará, geralmente, 24 horas para chegar ao destino. Atualmente com muita freqüência, as crianças também utilizam o telefone ou a Internet com o «texto», a mensagem eletrônica ou o «Chat» com a câmara de vídeo ligada ao computador on-line. Isto quer dizer que, para uma criança se comunicar com os que a rodeiam, os seus amigos ou outros, não é problema: as técnicas existentes permitem-lho.
O aperfeiçoamento destas técnicas torna o processo de comunicação tão fácil e imediato que as crianças o percebem como é acostumado dizer. Será, portanto interessante levá-las a interrogarem sobre o que envolve a comunicação à distância e fazê-las refletir sobre a maneira como cada uma delas pode utilizar os meios simples à sua disposição para se comunicar.
Situações de jogo serão postas em prática, cada uma escondendo um problema: por exemplo, como entrar em comunicação no pátio de uma escola barulhenta? Como é que o professor interrompe o recreio? Como ir ao pé de um amigo a uma determinada distância no meio da Natureza, ou então quando não nos vemos e nos encontramos em duas peças contíguas? E o que acontece quando batemos nos tubos de água em cima e debaixo da casa? Por fim, poderemos imaginar que nos encontramos na presença de pessoas que falam uma língua diferente ou que não ouvem: como fazem os deficientes auditivos?
Por contraste e para que no fim as crianças inscrevam a descoberta de Claude Chappe no seu contexto histórico, convidá-los-emos a pesquisar como os homens conseguiam se comunicar antes do nascimento das « telecomunicações ».
Nos anos de 1790, a invenção do telégrafo por Chappe muda totalmente o princípio da comunicação à distância. Os alunos poderão, numa primeira fase, apreender esta revolução examinando uma fotografia de um dos aparelhos que ainda existe ou indo observar diretamente um telégrafo antigo num museu.
Deve-se, desde cedo, incitar a criança a conceber um objeto técnico cuja função será determinada. Depois de ter refletido e efetuado pesquisas sobre a comunicação à distância, poderemos lançar um tipo de desafio no quais grupos de alunos deverão comunicar entre si uma breve mensagem, o mais rapidamente possível. Este gênero de prática agrada às crianças e estimula a sua imaginação.
Identificando-se com um inventor, o aluno tenta adaptar o mesmo procedimento. Poderemos então pedir aos alunos para fabricar um telégrafo parecido com o de Chappe partindo das maquetas ou das imagens que o representam, documentos antigos ou reproduções. O material utilizado deve ser simples: utilizaremos proveitosamente as peças, roldanas, fios. O recurso à nomenclatura de origem (regulador, indicador, montante, roldana, etc.) facilitará as trocas na altura da concepção e da realização.
As condições de utilização do telégrafo « final » e os seus desempenhos serão igualmente analisados, o que permitirá às crianças apreender os inconvenientes ligados ao aspecto óptico e mecânico da exposição e da sua transmissão: em que condições é que os sinais são visíveis? O que acontece quando está nevoeiro, chove ou neva ou quando começa a anoitecer? Quanto tempo demora a ler uma mensagem e transcrevê-la? Com este tipo de codificação, quantas palavras diferentes podemos compor? Os espiões não conseguirão decodificar as mensagens?… Inconvenientes que justificarão o aparecimento do telégrafo elétrico meio século mais tarde.
FONTES
Google
TEXTOS DE APOIO
O que é uma rede de comunicação?
A estrutura dos Correios ou das telecomunicações é hoje bem conhecida das crianças (o empregado dos correios, o carteiro, o balcão, os comboios postais, os impressos ou os portáteis, os telefones SOS, os as estações, os anuários, o pessoal técnico…). Um primeiro balanço do que os alunos sabem sobre este assunto vai permitir-lhes familiarizarem-se um pouco com a idéia de rede.
Desde logo, poderão interrogar-se sobre o tipo de rede que se impôs no caso do telégrafo de Chappe. Com este objetivo, irão simular comunicações com o telégrafo que construíram, utilizando uma codificação aceite por todos. Assim irá emergir, além das questões do material e das construções, a do pessoal e da sua hierarquia.
Dois « estacionários » eram requisitados para cada estação: um para acionar os braços do telégrafo, o outro para observar com a luneta, e isto 365 dias por ano, da aurora ao crepúsculo. Os diretores que supervisionavam uma divisão de estações, e que eram os únicos depositários do vocabulário (ou dicionário), guardados em segredo absoluto, codificavam, decodificavam e transmitiam as mensagens.
Representantes da administração telegráfica, os inspetores, de origem nobre ou burguesa, como os diretores, visitavam uma vez por mês, e muitas vezes a pé, todas as estações, ou seja, quinze a vinte dias de viagem aproximadamente. Por um salário que era metade do salário do diretor, controlavam o material, vigiavam e pagavam aos estacionários.
O conceito de linha telegráfica será também retirado: uma linha marcada por estações equipadas de semáforos, lunetas e pessoal; daqui a rede de 5.000 km em estrela em redor de Paris que, pouco a pouco, vai adquirindo forma, ligando vinte e nove cidades graças a 550 estações.
As crianças tentarão avaliar as vantagens desta rede naquela época, admirada e copiada na Europa: rapidez de informação e eficácia – salvo, como já vimos, no caso de chuva, neve ou nevoeiro, o que será uma das causas do seu declínio. Mas esta fraqueza face às intempéries e a outros inconvenientes técnicos já listados não foram as únicas causas de abandono.
Com efeito, a rede tinha sido desenvolvida pela Convenção que tinha aí visto uma solução para o problema da transmissão das informações urgentes em tempo de guerra. Nestas condições, a rede bancária ainda não existia, a construção das linhas, das estações, da rede, o pagamento dos estacionários, dos inspetores foi tomado como responsabilidade do Estado, o qual, em contrapartida, o utilizou unicamente para o seu serviço – um ponto no qual nunca transigiu, não incentivando os particulares a fazerem parte do dispositivo. Competia lhe, por conseguinte, manter esta rede. Ora, quando a paz voltou, o orçamento dado à rede diminuiu; Bonaparte, o primeiro cônsul, fez mesmo fechar linhas, com medo das desordens revolucionárias. As linhas foram reabertas sob a Restauração, quando a transmissão dos resultados da Lotaria Nacional assegurou a sua sobrevivência.
Mas, o Estado já não suportava os lugares requisitados, o material, cada vez mais ao abandono, desapareceu da paisagem enquanto que se começava a desenvolver novos meios de comunicação – nomeadamente o telégrafo elétrico, já mencionado, chamado seguidamente « telégrafo Morse », o nome do inventor da codificação.
O Telegrafo e o Telefone
Na virada do século XIX para o XX, a aplicação da eletricidade à comunicação já não era nenhuma novidade. Não só as nações industrializadas tinham desenvolvido extensas redes telegráficas internas, como também já existiam sistemas internacionais viáveis. Desde os princípios do século XIX, uma série de experimentos e descobertas científicas propiciou essa condição.
Em 1809, o alemão Von Soemerring cria um telégrafo eletroquímico, servindo da pilha elétrica desenvolvida anos antes pelo físico italiano Alessandro Volta. Em 1827, Samuel Morse inventa o manipulador de telegrafia e um código que leva seu nome, com traços e pontos representando o alfabeto e outros sinais gráficos. As mensagens começaram a vencer as distâncias. O manipulador de Morse consistia na abertura e fechamento de um contato metálico, de modo a fazer fluir uma corrente elétrica. A partir dela, traçava-se pontos e traços em uma fita de papel, formando frases e palavras. Assim, o telégrafo demonstrava ser possível a transmissão de informações a longa distância, por meio de impulsos elétricos em fios condutores.
Em 1861, a primeira linha transcontinental ligava as costas leste e oeste dos EUA pelo telégrafo Morse. Já em 1874, instala-se o primeiro cabo telegráfico submarino ligando o Brasil à Europa, uma das tantas iniciativas pioneiras do Barão de Mauá. O princípio do telefone, por sua vez, é relativamente simples: se se produz ondas acústicas ao redor de um fino diafragma, este vibra em sintonia com elas. Estas vibrações podem traduzir-se em impulsos elétricos, os quais produzem vibrações correspondentes no diafragma de um receptor no outro extremo da linha. Nos primeiros telefones de Grahan Bell, as vibrações da voz provocavam variações elétricas em uma bobina enrolada em volta de um imã posto atrás do diafragma.
Assim, surge a primeira central telefônica explorada comercialmente em 1878, em New Haven (EUA). Com o passar dos anos, surgem as primeiras centrais de comutação telefônica automáticas, substituindo os aparelhos com manivelas e ligações intermediadas por um operador. Com o tempo, separam-se também os fios condutores de telégrafo e telefone. O crescimento global da rede telefônica veio a crescer de forma notável na primeira metade do século XX. Só nos EUA havia 17 milhões de aparelhos funcionando em 1934, aumentando para 32 milhões em 1947.
Fonte: WILLIAMS, Trevor. Historia de la tecnologia: desde 1900 hasta 1950 (II). 2. ed., v. 5. Madrid: Siglo Veintiuno, 1987, p. 436-445. Texto adaptado.
*Alunas: Alessandra, Cleusidete, Luciana, Regiane, Marilda, Ruth, Marise, Lara, Aline
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O trabalho do telégrafo foi uma nova realidade para o meu conhecimento percebendo que o telégrafo é uma forma de comunicação no qual as informações são transmitidas em código de sinais longos e breves e decodificadas na recepção, sendo impressas ou anotadas. A partir deste trabalho percebo o quanto era dificil para as pessoas se comunicarem e trazendo para a nossa realidade temos uma diversidade de meios para a comunicação e com muita facilidade e rapidez.
A proposta do trabalho didático para o professor é muito interessante em levá-las a interrogarem sobre o que envolve a comunicação à distância e fazê-las refletir sobre a maneira como cada uma delas pode utilizar os meios simples à sua disposição para se comunicar. Estimulando a criança a perceber a diferença existente nos meios de comunicações.
O trabalho apresentado pelas as alunas de telégrafo , foi muito interessante ,pois mostrou a forma de comunicar que consiste no ato de emitir,transmitir ou receber mensagens, por meio de de sons,sianis,gestos ou pela linguagem oral e escrita.É interessante mostrar para a criança o quanto a comunicação é interessante.
O trabalho sobre o telégrafo foi muito importante para meu aprendizado, pois até então não sabia o quanto era difícil para as pessoas se comunicarem.
Hoje não há necessidade das pessoas comunicarem através de código de sinais, pois a tecnologia esta muito avançada, hoje temos a internet que é um meio mais rápido para as pessoas se cominicarem.
Mais é necessário que o professor mostre para a criança o quanto a comunicação vem mudando a cada dia que se passa.
Na minha opinia só o tema do trabalho já chama a atenção o telégrafo é um aparelho que muitas pessoas não conhecem ou quando tem algum conhecimento é porque já ouviram alguém falar alguma coisa sobre o assunto porém a palavra “alguma” particulamente me da a ídeia de istabilidades seguida de incertezas. Pela importância que o telégrafo teve dêntro de um período histórico e o seu auxílio ás comunicações ele com certeza mereçe um real conhecimento.
Agora vem o ponto importante como as pessoas podêm dar importancia aquilo que mal conhecem nesse trabalho que foí apresentado pelas alunas elas trataram
do assunto de uma forma natural e com traquilidade e com ísso elas conseguiram passar informações importantes sobre a história do telégrafo e como surgiu informaçãoes que com certeza vão ser de grade útilidade para aumentar o seu conhecimento.
Por outro lado como o telégrafo foi um aparelho muito utilizado porém no passado elas ficaram na minha opinião um pouco prejudicadas na questão, como fazer associações e comparações com os meios de telecomunicações que temos nos tempos atuais é não deixa de ser um desafio, eu quero parabênizar a todas pelo esforço e pelo belo resultado e confessar que no dia que estava sêndo feito a distribuição dos temas dos trabalhos eu torci para não sair com o telegráfo.
E interessante falar sobre o telegrafo na escola porque com os avancos tecnologicos foram surgindo outros meios de comunicação e nos dias atuais varias criancas desconhecem este meio de comunicação que foi muito utilizado em um determinado periodo historico e atraves desses dados sobre o telegrafo as criancas vão serem capazes de perceber como e facil se comunicar nos dias de hoje.
É de fato importante mostrar o quanto Claude Chappe esforçou para conseguir levar adiante sua pesquisa em redes de comunicação. E o quanto era difícil mandar ou receber mensagens. Como vimos no texto inicial Chappe passou por muitos problemas pessoais, sociais e políticos e mesmo assim se encorajou em seguir com sua pesquisa, lutando por suas idéias de obter a comunicação entre os seres humanos.
Os métodos pedagógicos que temos nesta matéria são ótimos em relação ao desenvolvimento da autonomia das crianças, provocando-as para pesquisas ousadas, para prestarem mais atenção no cotidiano em que vivem, podendo tirar como exemplo os meios de comunicação que usam. E também indo em busca de novas comunicações, dento em vista a forma em que os deficientes auditivos usam para se comunicam.
A forma de levar as crianças a pensarem e pesquisarem no sistema que constitui as redes que transmite nossas mensagens aos outros, é rico em fatores de informações para o próprio conhecimento da criança.
Assim as crianças com sua autonomia perceberão que a tecnologia facilitou e muito a nossa comunicação!
Telégrafo
Seria de grande importância que o professor ao falar de meios de comunicação, começasse pelo telegrafo, que foi de onde tudo começou. O trabalho apresentado pelo grupo se tornou uma fonte rica de esclarecimento sobre o telégrafo tanto para professores quanto para alunos sendo este, um assunto não muito conhecido surgiu o telégrafo e qual foi sua contribuição para o mundo das comunicações.
Os alunos devem ser levados a refletir a partir do surgimento de telégrafo até os avanços dos dias atuais no que se diz respeito à comunicação. Isto faria com que a criança conhecesse o passado histórico de um aparelho e se interagisse com o presente, fazendo comparações lógicas da evolução tecnológica, tendo noções básicas de como eram os aparelhos, como eram usados, e como é feita a comunicação nos dias de hoje levando-os a refletir com responsabilidade sobre as ciências tecnológicas.
Vera Lúcia da Silva
O trabalho sobre o telegráfo foi muito interessante,aprendi que o telégrafo é uma forma de comunicação muito importante.O interessante é que se mostrou como é a forma de se comunicar que pode ser atraves da linguagem oral e escrita.
O telegrafo é uma ótima forma de levar as crianças a pesquisarem sobre como era transmitido a mensagem e fazer com que eles possam refletir sobre o telegrafo e os avanços atuais da comunicação.
O trabalho sobre o telegrafo nos fez aprender sobre os antigos meio de comunicação , que na verdade não sabíamos muita coisa sobre mas através do trabalho pudemos compreender mas sobre os meios de comunicação que era utilizada no passado …….Este trabalho e de suma importância para ser usado na escola porque levara as crianças a pesquisar na Internet sobre o telegrafo elas também poderão visitar museus que tem telegrafo e ir as agencias dos correios saber se tem telegrafo no correio e procurar saber como era o trabalho deles com o telegrafo……..
Podemos observar hoje a facilidade que as pessoas têm para se comunicarem mesmo estando em grande distância umas das outras, não são todas, pois vivemos em uma sociedade desigual, mas é inegável que a tecnologia possibilita este acesso a muitos.
O telefone que usamos hoje, com frequência, é resultado de muita investigação e diversas tentativas de pessoas no decorrer de muitas décadas. O telégrafo é o início da comunicação à distância, com todas suas dificuldades e limitações foi se desenvolvendo e se aperfeiçoando até chegar à forma de comunicação à distância que temos hoje.
O trabalho do telégrafo foi bom, mas minha sugestão para o grupo seria a tentativa de encontrar um telegráfo,pra levar pra a sala de aula,uma vez que até nós adultos,nao temos conhecimento de como funciona,e como é o telegráfo.Mostrando assim um dos primeiros meios de comunicação social!
O trabalho do télégarafo foi uma trabalho muito importante pois mostra ate mesmo para os adultos a dificuldade em que as pessoas tinham em se comunicarem antiguamente e ate mesmo a tentativa do grupo em tentar encontar um telégrafo.
E faria com que as crianças tenham curiosidade em conhecer e ate mesmo visitar museus,pesquisar como é um telégrafo assim sendo como a tecnologia evolui e como hoje em dia como é facil a forma de comunicação.
Considero que seja importante conhecer os meios de comunicação e seu processo histórico, as transformações que eles sofreram ao longo dos tempos. No caso do telegrafo sabemos que ele foi muito importante pela necessidade de comunicação e carência de outros meios. Mas hoje, muitas crianças não sabem nem da existência do telégrafo, então acredito que, qualquer trabalho a ser desenvolvido a respeito desse meio de comunicação já praticamente extinto, deve contemplar a fisionomia do aparelho, nem que seja através de fotos ou gravuras. Porque criança se interessa muito pelos recursos visuais, e para que ela possa compreender melhor o aparelho, sua importância histórica e seus mecanismos, é necessário que de alguma forma ela visualize esse aparelho até mesmo para despertar nela o interesse.
O trabalho do telegrafo ficou muito bom, mas faltou um pouco a dinâmica do grupo. Mais sobre o telegrafo: http://www.if.ufrgs.br/fis/EMVirtual/crono/morse.html
http://www.museudotelefone.org.br/invencao.htm
Este trabalho ficou um pouco difícil de entender, talvez pelo fato de que não conhecesse este meio de comunicação, mas achei que faltou empenho do grupo em estar descrevendo tal processo que era utilizado para a comunicação, fiquei instigada ao perceber o quanto era difícil a comunicação na algum tempo através e surpresa por ver o quanto as coisas evoluem.
O telegrafo e um meio de comunicação que eu em particular não tinha nenhum conhecimento até a apresentação do trabalho, o grupo contou a história e mostrou imagens sobre o telegrafo e também as forma antigas que se usavam para se comunicar, acho que dessa forma hoje as crianças podem compara como e fácil se comunicar com todos e a qualquer momento, a metodologia sugerida pelo grupo e muito boa visando que a crianças criem outra forma de se comunicar sem os meios modernos e que elas mesmas construa um telegrafo para assim ter um melhor entendimento sobre este meio de comunicação.
O telegrafo no começo da apresentação, começaram a falar sobre a história do telegrafo. Entretanto no decorrer do trabalho focalizam mais imagens e não desenvolveram a história do telegrafo, a importância para a comunicação.
Acho que faltou determinar o foco do trabalho.
Esse é um tema interessante para ser trabalhado com os alunos.Mostrar a evolução histórica da comunicação, como foi o processo de evolução até chegar nos dias atuais e depois fazer uma reflexão comparando as dificuldades de de comunicação daquele tempo com os dias atuais.Parabelizo o grupo pelo trabalho por ser um tema não muito conhecido, imagino a dificuldade que tiveram para pesquisar sobre o mesmo.Para mim foi novidade conhecer a história do telégrafo.Muito interessante.
O conhecimento só é pleno se for mobilizado em situações diferentes, foi o que aconteceu em nossas aulas de mídias e comunicação, onde o professor Wolney nos mostrou como trabalhar os conteudos, envolvendo o telégrafo, a televisão, a internet, o telefone, e o rádio. A importância desse trabalho desenvolvido em sala de aula foi de grande aprendizado, quero mostrar aqui meu agradecimento. É possível sim o professor fazer a diferença e focar as suas funçoes educativas em assuntos do dia-a-dia. Todos os trabalhos estão de parabéns e foi a partir dele que aprendemos como transformar um conteudo em objeto de estudo.
O tema por si já desperta a atenção das crianças por ser pouco conhecido.O professor pode através dessa curiosidade influênciar o aprendizado das crianças.O grupo demostrou segurança e tranqulilidade,transmitindo sobre a importância que o telégrafo teve em em um determinado período da história e sobre sua contribuição para a comunicação. Mas deixaram a desejar em questão da transmissão desse tema para a criança visto que elas não viveram nessa época e podem ter dificuldade na comparação daquela época para a atualidade em que vivem.
A ciência e a tecnologia têm satisfeito o vivo desejo do homem de comunicar-se. Desejo o qual provém de diversos interesses. A capacidade e a velocidade com que informações são transmitidas podem decidir o desfecho de uma guerra, o sucesso de uma empresa, enfim, é uma ferramenta de grande e indiscutível valor.
Na Antiguidade, os povos utilizavam-se de artifícios naturais e de engenhosidade mais simples pra comunicar-se. Acendiam-se fogueiras, levantavam-se bandeiras, usava-se colunas de fumaça, faziam-se muitos e variados sinais. Porém tais recursos não possuíam grande eficiência quando se tratava de distâncias muito grandes, problema o qual persistiu por muito tempo.
Uma significativa evolução na comunicação à distância foi a invenção de um sistema visual que se denominava telégrafo (do grego: tele > distância e grapho > escrevo). Tal processo foi desenvolvido nos princípios da década de 1790 pelo engenheiro francês Claude Chappe.
Consistia em transmitir letras, palavras e frases através de um código visualizado a partir de três réguas de madeira articuladas colocadas na parte alta de um poste ou edifício. A primeira linha de semáforos data de 1794 e ligava Paris a Lille, distantes de 225 quilômetros. Este sistema teve larga difusão no século XVIII e princípios do século XIX na França e noutros países. Um destes telégrafos óticos de semáforos esteve instalado no alto das Torres de São Sulpício em Paris e foi usado para transmitir as notícias das campanhas napoleônicas. Estes processos óticos de comunicação estavam obviamente dependentes das condições naturais de visibilidade. Porém o telégrafo propriamente dito só foi possível mediante avanços nas áreas da eletricidade e do magnetismo.
Podemos perceber que o assunto telégrafo foi bem informado através do grupo que ficou responsável pelo tema.O texto anterior é apenas uma complementação sobre o meio de comunicação tratado (telégrafo). Não ouvimos muito falar deste tal meio de comunicação. Assim o presente trabalho nos proporcionou um grande conhecimento. É visto que este meio de comunicação é um pouco mais complexo que os outros, mas o grupo se esforçou e conseguiu passar bem as devidas informações.
Conhecer a história do telégrafo foi muito interessante, perceber o quanto era dicifil se comunicar antigamente com rapidez e agilidade me deu a chance de ver o quanto o uso do telegrafo foi importante para nossa história.
O grupo de maneira ampla trouxe a história do telégrafo com muitas informações dando a chance do educador que for trabalhar sobre esse tema fazer uma boa pesquisa bibliográfica.
Telegrafo
O tema nos trás muita curiosidade, pois é um meio muito diferente,o professor pode através dessa curiosidade influenciar o aprendizado das crianças, renovando de várias formas, este é um material rico de se trabalhar, o grupo em si foi ótimo mostrou bastante entendimento no conteúdo, para min. foi um dos melhores, gostei muito…………….
Bem, falar de telegrafo ainda hoje é muito dificil, pois pouquíssimas pessoas sabem o que é ou como era usado. Neste trabalho ressalta- se o uso do telegrafo de Chappe, mas mesmo com tanta leitura sei que ainda é meio dificil de entender essa tão antiga forma de comunicação por codigos. Assim sendo que estudando este meio de comunicação tao raro damos mais valor aos nossos queridos telefones, radios e tvs, pois como percebemos na historia dotelegrafo não foi muito facil para os mais antigos se comunicarem com a rapidez e facilidade que temos hoje. Bom mesmo seria se tivessemos um telegrafo para vermos cara a cara como funciona, apesar que mesmo nos links da historia doo telegrafo de CHAPPE, encontamos modelos e formas de uso do telegrafo. Mas seria de grande valia conhecermos um de verdade…
Gostei muito do trabalho do telégrafo, o grupo nos apresentou a história dele e como funciona mas penso que teria sido mais interessante se tivesse levado um telégrafo para a sala, visto que nós não conhecemos.
E interessante falar sobre o telegrafo na escola porque A comunicação entre as pessoas sempre foi uma necessidade, mas a comunicação à distância apresentou problemas durante muito tempo e com os avancos tecnologicos foram surgindo outros meios de comunicação e nos dias atuais varias criancas desconhecem este meio de comunicação que foi muito utilizado em um determinado periodo historico e atraves desses dados sobre o telegrafo as criancas vão serem capazes de perceber como e facil se comunicar nos dias de hoje.
O telégrafo pode ser definido como um sistema de comunicação à distância baseado na emissão de impulsos eletromagnéticos, através do qual se transmitem informações escritas, de forma impressa ou pictórica.
Pode-se delinear a evolução da telegrafia a partir dos métodos e códigos de sinalização usados pelos povos primitivos e antigos, passando pelo sistema visual de Claude Chappe, chegando-se, com as aplicações práticas da eletricidade e do magnetismo, ao “telégrafo elétrico”.
Os aperfeiçoamentos introduzidos no telégrafo entre o séc. XVIII e meados do séc. XIX transformaram-lhe o único meio rápido de comunicação disponível, até que o advento e a difusão do telefone determinaram acentuado declínio no tráfego telegráfico, sobretudo no séc. XX.
Contudo, o desenvolvimento técnico do telégrafo, como a invenção do teleimpressor e de vários outros métodos de transmissão, demonstrou sua utilidade em certas áreas de atividade. Diversas organizações passaram a operar redes próprias e, além disso, a capacidade que tem o sistema telegráfico de enviar volumosa quantidade de mensagens e o elevado valor da informação impressa, faz com que esse pioneiro na área das comunicações possa prestar serviços que jamais poderiam ser efetuados por telefone.