As Tecnologias Da Educação E A Universidade
Filed Under Tecnologia | Posted on Outubro 30, 2008
As Tecnologias Da Educação E A Universidade
Alguns acontecimentos do meu dia a dia na educação tem feito pensar sobre a relação de uma política universitária e as TICs – Tecnologias da Informação e Comunicação. Primeiro, o I Congresso de Tecnologias na Educação, totalmente online e desbravador no tocante a discussões atualizadas sobre o uso das tecnologias na Educação.
Segundo, o fato do Campus de Catalão, unidade da UFG, onde eu trabalho, estar às voltas em pensar numa autonomia acadêmica para ofertar seus próprios cursos de Educação à Distância (EAD). Atualmente, alguns professores estão envolvidos na execução de cursos de licenciatura e especialização à distância, mas avaliando que participar da execução de projetos já não basta. A unidade deveria partir para uma autonomia propositiva de cursos não presenciais.
A questão central aqui é: como e quais políticas poderiam ser implementadas para, enquanto uma unidade da universidade, ser co-autora de cursos à distância? O que o leitor tem a dizer?
Para não riscar o fósforo e apenas deixar queimar, adianto minha participação. Em primeiro lugar, cabe lembrar que a introdução de tecnologias na educação não é coisa nova na História do Brasil, e, por extensão, da Educação. Objetos como o lápis, a caneta, o caderno individuais, bem como a criação dos grupos escolares, entre tantos, foram acontecimentos que se não marcaram mudanças pedagógicas, tiveram sua participação, como motivos para se repensar os métodos educacionais, por exemplo. Não muito menos, o uso do rádio, da fotografia, da televisão, vídeo cassete vêm mostrando que não só são importantes no processo de ensino aprendizagem, como também sinalizam outras luzes de se pensar a própria Educação. Com a chegada do Computador e da Internet parece que o impacto provocou reações mais intensas e extensivas.
Daí a se pensar uma política para um campus universitário é um outro pulo. Ora, envolver-se com as TICs não significa criar departamentos, laboratórios e dizer que estamos no século XXI educacional (não que isto não faça parte). E, penso, não basta também sair inventando cursos à distância. Neste sentido, aponto alguns itens para o debate, mais com o espírito de iniciar um pensar coletivo, do que dizer que esta é a saída apropriada.
· Implantar uma política de softwere livre – do aprendizado por toda comunidade acadêmica à sua utilização.
· Implantar, paulatinamente, as TICs nas disciplinas da graduação, o que seria diferente de criar uma disciplina exclusiva de comunicação e mídias.
· Privilegiar a implantação de cursos à distância no nível da Especialização. Com a demanda de jovens, cada vez mais com problemas de formação básica, entrando para as graduações, significa priorizar a graduação presencial.
· Criar uma secretaria especial que possa fazer o diálogo pedagógico com a graduação, pós-graduação, a direção e o MEC.
· Ampliar as bases de acesso à rede mundial de computadores, abrindo, em 2009, um laboratório de informática para cada curso de graduação.
· Criar quiosques de acesso virtual ao longo de todo o espaço geográfico do Campus.
· Implantar Internet Wireless em todo o Campus
O que você pensa disso? Quais são suas idéias?
Share This
5 Responses to “As Tecnologias Da Educação E A Universidade”
Deixe seu comentário












Olá, Wolney! Sou lá do Blogs Educativos e passei aqui para dar uma olhada no que postou.
Como professora dos Ensinos Fundamental e Médio de classe média-alta, vejo a urgência cada vez maior de os professores saírem formados das universidades com total domínio das TIC e em condições de se tornarem autodidatas nesse meio. Para isso, lógico, quanto mais os estudantes puderem usufruir desses recursos na universidade, melhor.
Oi Wolney!
Infelizmente não participei do Congresso porque estava participando do VI Simpósio de Educomunicação (compromisso aceito desde o início do ano). Só agora estou me interando e atualizando…
Sobre a inserção das novas tecnologias na universidade, penso que está mais que na hora, especialmente nas faculdades de Pedagogia, pois ainda há educadores que simplesmente transfere o giz e o apagador para uma lousa branca com um projetor de slides. E para alguns, isso é nova tecnologia! Acredito muito na Educação a Distância para formação desses profissionais e espero que suas sugestões cheguem aos olhos e ouvidos de quem realmente precisa ver e entender…Abraço,
Josete
Tati, este é o um sonho nosso possível, que todos os estudantes e professores encarem as TICs de frente, buscando melhorar e avançar a qualidade de nossa educação.
Josete, aqui no curso de Pedagogia da UFG, eu estou tentando implementar a discussão com as alunas. Há pouca acessibilidade, mas já venho sentindo diferença quanto à aceitação do uso das TICs na educaçaõ.
Abraço a vocês e obrigado pela visita!
Oi, Wolney, Tati e Josete, participei do Congresso e adorei. Porém, não o explorei mais porque, mesmo tendo acesso ao computador e a internet a algum tempo, ainda não os domino muito bem. E concordo, com vocês, que os professores tenham de ter domínio das TICs ou pelo menos buscar algo nesse sentido, pois estou no 8º período de pedagogia e só agora tive a oportunidade de conhecer textos e discutir questões sobre as TICs e o que elas trazem de positivo e negativo para nós.
Oi Silviene, não importa se dominas ou não o computador, o importante é que está tentando. Isto fará a diferença na sua formação.