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No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

VII Seminário do Trabalho: trabalho, educação e sociabilidade

Filed Under Eventos | Posted on Março 1, 2010



VII Seminário do Trabalho: trabalho, educação e sociabilidade



Local: UNESP, Marília, São Paulo - Brasil

Data: 24 a 28 de maio de 2010

Envio de propostas: 07/01/2010 – 31/03/2010

Instituições Promotoras:

RET – Rede de Estudos do Trabalho (www.estudosdotrabalho.org)

Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais – UNESP – Marilia

Grupo de Pesquisa “Estudos da Globalização”

 

A Rede de Estudos do Trabalho convida pesquisadores para submeterem propostas de apresentações para o VII Seminário do Trabalho, evento internacional que será realizado na UNESP – Campus de Marília, em 2010, sob o tema: “Trabalho, Educação e Reprodução Social”. O objetivo deste encontro é reunir pesquisadores que estudam o mundo do trabalho em uma perspectiva critica e interdisciplinar. No decorrer do VII Seminário do Trabalho ocorrerá também a VI Mostra CineTrabalho, evento promovido pelo Projeto de extensão Tela Crítica (www.telacritica.org).

Com seis edições, o Seminário do Trabalho já se consolidou como um evento de referência para a UNESP – Campus de Marília, por se constituir como um importante espaço de debate crítico e de troca de experiências entre diversos pesquisadores do Brasil e do mundo voltados para as questões pertinentes ao mundo do trabalho, em especial para as situações decorrentes das transformações do capitalismo global.


Objetivos gerais e resultados esperados:

- Promover a colaboração de pesquisadores que estudam o mundo do trabalho numa perspectiva critica e interdisciplinar.

- Repensar a agenda teórico-metodológica de estudos do trabalho à luz do debate internacional e das novas transformações do capitalismo global

- Propor um espaço de interlocução pública sobre as perspectivas do mundo do trabalho e do sindicalismo no Brasil e no mundo.



Participantes:

Serão consideradas as propostas de pesquisadores de pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado) que investiguem temas vinculados à problemática do trabalho. Pesquisadores de Iniciação Científica e de pós-graduação latu sensu poderão ter igualmente suas propostas consideradas, desde que apresentem trabalhos que contemplem resultados maduros de suas investigações científicas. Devido às limitações de espaço e tempo, a aceitação dos trabalhos estará condicionada à avaliação da comissão científica do evento, que selecionará os trabalhos a serem apresentados.

OBS: A apresentação do texto completo será, para todos os participantes, condição final para a inclusão dos trabalhos previamente aceitos na programação do evento e publicação nos Anais.

 

Datas Importantes:

Envio de propostas: 07/01/2010 – 31/03/2010

Respostas: 10/04/2010

Prazo final para envio dos textos: 15/04/2010

Confirmação final das apresentações: 30/04/2010



Formato das propostas:

As propostas de apresentação deverão ser enviadas por email para os organizadores do evento (retst@estudosdotrabalho.org) e deverão conter um resumo de até 300 palavras, contendo título e nome do autor, além de um breve resumo do Curriculum Vitae (resumé) do(s) proponente(s).

 

Formato dos textos: eletrônico (documento do word “.DOC“), times 12, espaço: 1,5; margens: 2,5 cm; 12-20 páginas.

Formato das apresentações: os textos serão divulgados na página do evento; as apresentações serão de 15 minutos, seguidas de debate entre os participantes.

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Apresentação De Trabalhos Na Disciplina História Da Educação

Filed Under Historia da Educação 2007 | Posted on Junho 27, 2009

Apresentação De Trabalhos Na Disciplina História Da Educação

No último dia 26 de junho, as alunas da Disciplina História da Educação (Curso de Pedagogia, UFG – Catalão-GO) apresentaram o resultado do Estudo dirigido intitulado: “As idéias pedagógicas no Brasil entre 1759 e 1932: coexistência entre as vertentes religiosa e leiga da Pedagogia tradicional”, texto do Demerval Saviani*. A idéia do Estudo Dirigido foi dividir a turma em 9 grupos, propondo, aos mesmos, uma pesquisa básica, contextualizando o período histórico compreendido como Brasil Colônia, Império e início da República. Os temas propostos foram:

• Riquezas do Brasil colônia
• A escravização: índios e negros
• O conflito entre Colônia e Metrópole
• Fé e Razão
• O Marques de Pombal e o despotismo esclarecido
• Professores e aulas régias
• As instituições escolares
• Os métodos de ensino
• As reformas educacionais

O julgamento do trabalho foi dividido da seguinte forma: 50% da nota, que foi a apresentação, ficaram por conta das alunas avaliarem as colegas. Os outros 50% serão a avaliação do texto impresso entregue ao professor.

No final, fizemos um breve comentário. Primeiramente, sobre o nervosismo da turma. Eu disse que isto era normal, ou seja, tremer as pernas, ter dor de barriga e que na maioria das vezes acontece com todos os professores. Eu, inclusive, já ouvi isto de professores quando fazia o doutorado, e, sem sombra de dúvidas, fico também, se não nervoso, apreensível toda vez que estou para iniciar um novo curso, com uma nova turma.

Chamei a atenção para o fato de que ao se apresentar um trabalho não basta ler, seja no papel, no Retro Projetor ou na imagem projetada no Data Show. O argumento é que ao se apresentar um trabalho, uma idéia o(a) apresentador(a) está sendo um(a) mensageiro(a), alguém que é portador(a) de uma mensagem e que portanto tem que cativar quem o(a) está ouvindo. Despertar o interesse, mostrando domínio de conteúdo, versatilidade de movimentos, gestos ao falar, enfim, faz-se aproximadamente um show. No bom sentido do termo, pois eu já vi pessoas fazerem piruetas e não apresentarem nada de interessante, como já vi também pessoas de bom conteúdo conferindo palestras difíceis de engolir. Afinal, não é todo dia que estamos dando chute e marcando gol. Mas o importante é não fazer qualquer coisa, de qualquer jeito. E isto foi muito comum nas apresentações.

Eu não tenho o hábito de praticar estas estratégias de aula, quais sejam, os seminários apresentados por alunos(as) na graduação. Um dos motivos é este: os alunos ficam atordoados com o nervosismo e imaginam, principalmente nos primeiros anos, que o importante é falar, mesmo que seja qualquer coisa. Como se a fala fosse pontinhos que eles iriam ganhando, cada vez que se pronunciassem independente da forma. Ora, falar é algo que está diretamente relacionado com a forma, postura. É uma arte. Mas, nos últimos anos, venho percebendo que se os alunos e alunas não passarem por estes momentos difíceis e nós não os presenciamos praticando a oratória, nós pouco podemos contribuir para seu aperfeiçoamento. E não se trata apenas de avaliá-los(as). Fazemos com isto uma necessária auto avaliação.

Isto nos leva a pensar também sobre a formação que oferecemos na Universidade. Vou colocar o problema apenas como indício de suspeição, pois ainda não analisei o problema detalhadamente. Trata-se de imaginar sobre a Educação Integral. Com o crescimento das tecnologias da informação, a meu ver, há uma necessidade do aluno dedicar mais tempo com seus estudos e pesquisas pessoais e aproveitar de forma mais intensiva os momentos que nós chamamos de aula. Alunos e professores bem preparados para este momento especial que é a aula é como ver uma partida de sinuca bem disputada. Por outro lado, quando os textos não são lidos, ou o professor não prepara a sua aula, nada acontece, o tempo é perdido, as bolas, da sinuca, não são encaçapadas, não se faz gol.

Para fazer o debate responsável das idéias, tendo em vista a formação do cidadão, da pessoa educada nos “valores da solidariedade humana e respeito pela paz” (chamo a atenção para os dois textos que o Saramago escreveu recentemente no seu blog: Formação 1 e Formação 2) o vínculo entre uma aula/seminário e a perspectiva de tornar o aluno cidadão com estas práticas deveria ser mais estreito possível. Será que estamos no caminho?

Abaixo, algumas fotos da turma.

* SAVIANI, Dermeval. História das idéias pedagógicas no Brasil. 2 ed. rev. ampl. Campinas, SP: Autores Associados, 2008.

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O Diálogo Com Autores E Consigo Mesmo No Trabalho Científico

Filed Under Trabalhos Científicos | Posted on Junho 24, 2009


O Diálogo Com Autores E Consigo Mesmo No Trabalho Científico

 

 

pict0012.JPGA proposta de trazer colegas para o debate sobre o texto/trabalho científico está tomando corpo. Além do post da Clemida, Como redigir textos, do Sergio, Por quem e por que foi silenciado o debate sobre o esteticismo, na cultura brasileira, outros colegas, poucos ainda, parabenizaram a iniciativa e disseram que tentarão contribuir com o debate.

 

A inspiração para abrir este debate aqui no Blog nasceu quando me deparei, este semestre, com dois tipos de produções acadêmicas com problemas semelhantes. As produções eram: um trabalho de uma disciplina da graduação e uma monografia de especialização. Ambos, pressupostamente, de graus de conhecimento diferentes.

 

Porém, os dois trabalhos apresentaram uma perspectiva de apropriação indevida dos autores, com quem estavam dialogando. O primeiro, fazia uso de grandes partes do texto consultado, sem citar o autor, ou colocar a referência bibliográfica que consultou. O segundo, transformando, o que um conjunto de autores dizia sobre a infância, em sua auto-reflexão sobre a infância. Ou seja, o resumo de determinados autores estava sendo considerado como uma produção própria e alternativa, constando como capítulo de uma monografia.

 

No primeiro caso, podemos dizer que isto não é fato isolado. É comum, alunos que estão no primeiro ano da Universidade (como também foi o caso aqui relatado) comporem seus trabalhos acadêmicos dessa forma, ou seja, copiando os autores pesquisados. Lembro-me quando estava no ensino fundamental e alguns professores pediam para fazer pesquisa na biblioteca pública. Quando o grupo de alunos(as) lá chegavam, havia uma senhora muito comportada que nos dirigia até uma mesa, perguntava sobre o que era nossa pesquisa, pedia para nós aguardarmos e em seguida trazia um livro aberto, dizendo mais ou menos assim: podem copiar daqui até acolá. Nossa pesquisa se restringia a uma cópia. Sim, a uma cópia.

 

Até parecia que a professora havia combinado com a bibliotecária. E isto era a pesquisa que fazíamos. Claro que nem sempre foi assim.

 

Os primeiros trabalhos acadêmicos são talvez um rito de passagem para o(a) aluno(a) iniciante. Trata-se de aprender novas linguagens e procedimentos educacionais, mais próximos do ensino superior no país. Traduz-se do aprendizado do diálogo com autores e consigo mesmo. Digo diálogo consigo mesmo porque penso que a escrita tem sempre um pé nos conhecimentos adquiridos e, outro, na impressão, interpretação que a pessoa faz destes conhecimentos para si, para sua vida individual e coletiva. Não se trata de buscar a objetividade na escrita, mas a solidariedade, a compreensão e colaboração.

 

Diálogo com autores na medida em que a leitura de teóricos sejam eles clássicos ou não, oferecida nas disciplinas, é imprescindível a quem está iniciando. E é imprescindível também a compreensão dos mesmos, tendo em vista um distanciamento do(a) leitor(a) em relação ao autor. Ou seja, ao ler um determinado autor, o(a) leitor(a) estará num cenário de diálogo com quem lê e consigo mesmo, na medida em que é levado a refletir os significados possíveis daquelas leituras. E tirar significados da leitura é um passo importante para o(a) aluno(a).

 

Isto, certamente, é um elemento significativo na produção de textos do alunado. Produzir compreensão do texto, distanciando-se dos autores que leram, e mostrando suas próprias interpretações. Trata-se de arriscar a dizer o que entendeu, como entendeu e dizê-lo.

 

No segundo caso, o excesso de outros autores, compondo o capítulo, indicava uma ausência de objeto de pesquisa. O objeto da pesquisa é substituído pelo resumo de algumas referências bibliográficas. Um capítulo inteiro de uma monografia, resumindo autores diferenciados, é muito pouco ou quase nada em termos de conteúdo para uma pesquisa. Utilizar-se de autores (referências bibliográficas) para pensar um tema, um recorte de um objeto de pesquisa seria sim aconselhável e teria uma produção de efeito diferenciada sobre a proposta da monografia. É colocar-se como autor(a) em relação a outros autores(as) (referências bibliográficas).

 

Acredito que estas atividades do pensar e expor-se, através da escrita, são fundamentais no aprendizado de qualquer ser humano, seja ele/ela aprendente, ou mesmo o(a) professor(a). Pode-se dizer que é uma outra característica do letramento do humano, numa perspectiva mais específica do ensino superior. Ler e escrever estão vinculados à idéia da escolarização moderna contemporânea. E na Universidade a expectativa/exigência aponta novos desafios ao aprendente, nesta arte/ciência da escrita e da leitura.

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