Mídias, Mediações E Educação - Telefone
Filed Under Tecnologia | Posted on Junho 25, 2008
Mídias, Mediações E Educação - Telefone
Numa das disciplinas que desenvolvo no curso de Pedagogia – UFG – Catalão, “Mídias, Mediações e Educação” foi combinado com as alunas e alunos 5 trabalhos como avaliação final. Trata-se da construção de material didático para crianças entre 9 e 12 anos, com as seguintes temáticas:
- Telefone
- Televisão
- Telégrafo
- Rádio
- Internet
Cada grupo ficou de preparar um texto e ficou de indicar a forma de como este texto será trabalhado com as crianças. Abaixo segue o primeiro texto.
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O telefone é um dispositivo de telecomunicações desenhado para transmitir sons por meios de sinais elétricos, tornando-se hoje uns dos meios de comunicação mais utilizados, facilitando a vida, porque permite resolvermos problemas à distância e em qualquer lugar.
Hoje podemos considerar que o telefone é essencial na vida das pessoas, a velocidade da comunicação possibilita evitar que tragédias venham a ocorrer, principalmente as tecnologias sem fio tornam os serviços de comunicação mais facilmente disponíveis, possibilitando o contato nos locais mais remotos. O telefone é instrumento fundamental de grande importância, podendo dizer que hoje é impossível vivermos sem seu uso.
E a partir do desenvolvimento e a disseminação das tecnologias de comunicação, o indivíduo passou a experimentar duas formas de interagir com o conhecimento e com outras pessoas: uma física, concreta e outra virtual, imaterial.
As tecnologias de comunicação ampliaram e acentuaram as capacidades humanas de falar, ouvir e ver.
Mas uma coisa importante a ser discutida sobre esse meio de comunicação é a privatização, uma promessa com preços mais acessíveis como uma forma de sociabilidade rápida como nunca vista.
Porque a privatização popularizou o acesso ao telefone no Brasil, mas a esperada concorrência no setor permanece. O resultado foi uma transferência do antigo monopólio do Estado para mãos privadas.
O número de telefones fixos instalados no Brasil cresceu 144% desde a privatização do sistema Telebrás, uma explosão que melhorou a posição do país em relação a outras nações em desenvolvimento de Telecomunicações. Existem hoje 49,4 milhões de linhas –38 milhões em operação e 11,4 milhões ociosas–, contra 20,2 milhões em julho de 1998, data da privatização.
Naquela época, o consumidor esperava alguns anos para ter seu telefone instalado. Hoje, pelas regras da Anatel, nenhuma empresa pode demorar mais de duas semanas para atender um pedido.
Há cinco anos, as linhas telefônicas eram consideradas um bem, como uma casa ou um carro, e custavam mais de R$ 3.000,00. Hoje, a assinatura custa R$ 19,00.
Mesmo com todos os avanços feitos no setor de telefonia após a privatização da Telebrás, um problema permanece: a falta de concorrência na telefonia fixa. Diferente da telefonia móvel, que estabelece uma grande concorrência umas com as outras, visando a baixar os preços das tarifas e dos aparelhos.
Linha telefônica ficou 98% mais barata, mas tarifas subiram 512%
Linha barata, tarifa cara. É esse o novo problema enfrentado pelo consumidor brasileiro cinco anos após a privatização do Sistema Telebrás. Segundo dados da FIPE(Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) linha telefônica foi o produto que ficou mais barato desde o início do Plano Real, com uma queda de 98% no preço. Em compensação, a conta de telefone subiu 512% no mesmo período
Quando as operadoras cometem seus abundantes e grotescos erros, tudo é mais difícil de se resolver, não facilitam em nada para o usuário e criam todo o tipo de obstáculo para que este não consiga reaver aquilo que é seu de direito.
O PROCON é um órgão de defesa do consumidor e os recordes de reclamações são em relação às contas telefônicas.
Esse texto foi pesquisado para ser trabalhado com crianças de
A privatização do telefone veio de forma rápida, buscando promover a sociabilidade e assim conquistar a aceitação de todos com promessas de linhas e serviços mais acessíveis.
· Procuramos também mostrar a ineficiência dos serviços prometidos pelas operadoras de telemarketing. Elas criam todo o tipo de obstáculo para que o consumidor não consiga reaver aquilo que é seu de direito, e se o cliente tenta reclamar, passa horas ouvindo música e uma voz gravada até desistir, dando a entender que é o que eles realmente almejam.
· Para trabalhar com esse tema propomos discussões sobre o texto acima.
· Usar contas telefônicas para comparação de quem usa mais, e quem economiza. Podendo utilizar gráficos como material pedagogico.
· Usamos recurso de vídeos engraçados (youtube - “telemarketing”)
· Encenação de teatro feito pelas crianças, através de uma história produzida (pelos professores e/ou alunos).
Fontes de Pesquisas
wwwrazonypalabra.org.mx/anteriores/n41/gazevedo.html
WWW.Museudotelefone.com.br
www.folhadesaopaulo.com.br
www.noticiadorweb.com.br
www.youtube.com.br
www.google.com.br
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Texto complementar
História: O pesadelo do telefone
Dona Cristina morava em uma vila distante do centro da cidade, ela gostava muito de reunir os amigos, mas não era fácil convidar todos para uma festinha relâmpago, porque, alguns moravam longe distante o que tornava tudo complicado.
Quando tinha que mandar um recado urgente para uma vizinha que morava do outro lado do bairro ela logo chamava Carlinhos, um menino muito esperto que morava próximo a sua casa, ele era rápido ia correndo levar o recado e trazer a resposta.
Era só precisar que ela gritava:
- Carlinhos leva um recado para Paula pra mim, fala pra ela que eu to esperando ela para lanchar comigo, não se esquece de vir me trazer a resposta.
Carlinhos muito prestativo, e sonhando com os bolos e bolachas que dona Cristina lhe daria para na hora do lanche disse:
- vou rapidinho e já volto.
E assim ele foi mais rápido que suas pernas lhe permitiam. Assim eram as coisas, se dona Maria precisava de algo no mercado e não pudesse ir com urgência ela chamava o Carlinhos e pedia para que ele entregasse a lista de compras no supermercado para que assim eles pudessem entregar em sua casa.
Mas o sonho de dona Cristina era comprar um telefone, apesar de que nem todos seus amigos e parentes possuíam a tão cobiçada linha telefônica. Mas ela também poderia usá-lo para ligar no mercado, na padaria e em tantos outros lugares e fazer suas compras sem ter que sair de casa, nos dias em que chegava cansada do serviço, depois de ter dado aula para tantas crianças o dia todo.
Ah! mas essa tal linha telefônica, era um absurdo de cara, ah! mas como seria bom ligar para seus amigos quando se sentisse sozinha e se ele resolvesse fazer uma festa no dia seguinte daria tempo de avisar a todos, até os que moram em cidades vizinhas.
Mas a vida ia seguindo até que dona Cristina ouviu no rádio e leu no jornal sobre a privatização da telefonia no Brasil, e que a promessa que as linhas telefônicas iriam ficar bem, mais baratas, que seria acessível para todos, dona Cristina achou aquilo uma maravilha, e falou:
1. Nossa vou poder ter o tão sonhado telefone, e assim dar um descanso para o Carlinhos, porque coitadinho dele ele vive andando pra lá e pra cá dando os meus recados.
2.
Passado algum tempo dona Cristina conseguiu compra a linha telefônica. Ela ficou muito feliz quando foram instalar em sua casa. Assim que ficou pronto, dona Cristina começou a ligar para todos que ela conhecia e que possuía telefone. Como era bom falar com todos a qualquer hora, mas no fim do mês dona Maria levou um grande susto: quando chegou sua conta ela olhou e não acreditou e gritou
-Que absurdo! Que roubo
E assim ela foi conferir as suas ligações: estavam todas corretas. Ela tinha mesmo ligado para toda aquela gente. E também falado aqueles tantos minutos, mas não sabia que era tão caro. Onde estava aquela promessa que o telefone era barato e acessível a todos?
Mas com muita consciência dona Cristina passou a economizar e falar somente o necessário. O telefone era muito bom resolvia um monte de problemas, mas ir à casa de seus amigos e reunir-se com eles era muito melhor, coisa que tinha deixado de fazer por conta do telefone.
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*Alunas: Rúbia, Josiele, Kaléria, Lucélia, Tâmira, Elisângela, Sinara.
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