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No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

Um Dia Sem Internet

Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Junho 26, 2009


Um Dia Sem Internet

 

 

Acordei, tomei meu banho e antes do meu café da manhã, fui até ao quarto/biblioteca, liguei o estabilizador, porque sem estabilizador ficamos meio perdidos a tantas ondas volúveis de energia prós e contras à boa navegação, ventos, como dizem os marinheiros, que ora você pensa bater de um lado, ora vem do outro, e te pega de surpresa; liguei também meu speedtouch, o Modem, para os mais íntimos, virei as costas e fui providenciar minha refeição matutina.

 

Para minha surpresa, logo depois, ao voltar os olhos para a telinha do computador percebi que não havia navegação. Foi uma sensação de morte. Como irei ler meus EMAILS? Como vou acessar ao que as pessoas que freqüentam as listas que eu freqüento estão teclando, pensando, indagando sobre o mundo desde o dia anterior? Como vou receber notícias do mundo?

 

A primeira reação foi ligar para a operadora da Internet. Alguns de vocês, leitores e leitoras, têm esse intrépido hábito? Sim, hábito, ou melhor, um verdadeiro sacrilégio contra a vossa pessoa, pois ligar para operadoras de telefone talvez seja pior do que enfrentar fila no INSS. Mas eu liguei, fui atendido, não muito rapidamente, e me disseram, depois de me fazer testar meu Moldem, conexão, etc., que havia um defeito na área. O termo “área” é dito secamente, mas a impressão que temos ao ouvir é que parece aquela idéia de área de gangue, onde todos sabem o lugar e ninguém quer passar por perto. Ou seja, o jeito é ficar quieto e sem a bendita Internet.

 

Desconectado do mundo. Passei então a imaginar esta possibilidade, a de voltarmos a nos comunicar por cartas, recados escritos, bilhetes. Ora, isto me fez valorizar ainda mais as vantagens da Internet como meio de comunicação, fundamentalmente pela sua velocidade. No meu trabalho, por exemplo, posso enviar um EMAIL para um colega logo pela manhã, sabendo que ele o vai ler a qualquer hora e que eu não o estarei perturbando com um telefonema fora de hora. Eu posso participar, ler, ou iniciar uma discussão em listas que sou membro, interagindo minhas idéias, posições, com idéias e posições favoráveis ou até contrárias às que eu tenho a inclinação de defender. Posso receber uma convocação de reunião de última hora. Posso enviar e receber textos de colegas. Posso receber trabalhos de alunos e alunas, ou mesmo uma indagação sobre algum ponto da aula anterior. Posso editar um Blog e ampliar as discussões que faço com minhas alunas em sala de aula, trazendo-as para o mundo virtual.

 

Enfim, aquela sensação de morte novamente: o que fazer sem Internet? Ora, a resposta seria simples, para quem é professor e não está em sala de aula, nem em reuniões: ler, ou escrever, ou mesmo ir conversar, trocar idéias com alguém. Porém, é justamente ai a sensação de morte, pois, para começar o dia, o hábito é justamente ler notícias online, acessar a diversos sites de notícias, nacionais e internacionais, conferindo inclusive o horóscopo (por que não?), ou a loteria (quem sabe…?). E agora, mudo de hábito?

 

Mas, num instante, não muito demorado tendo em vista o passar das horas mecânicas, porém uma eternidade, dado a carga sentimental envolvida, eu pensei: haveria algo ainda mais grave do que esse problema técnico (chamado de problemas na área) de conexão? E o pior, para a minha aflição, era que sim: o cercear a utilização livre da Internet. De onde poderia vir tamanha teo(teco)cracia? (será que eu poderia utilizar esta palavra? Estou inventando?)

 

Olhando mais detidamente a sociedade em que nós vivemos, eu diria que uma possível avalanche coibindo o uso livre da Internet poderia brotar em dois cantos: o dos políticos, que com suas propagandas de boas intenções dizem que, em nome da lei e da boa convivência entre os cidadãos, urge regulamentar o funcionamento da Internet. Veja os exemplos do senador de Minas e as manifestações contrárias ao Projeto Azeredo, e, agora, recentemente, as regras criadas para o uso da Internet em 2010.  Há aí sempre uma distância a considerar entre a propaganda bem/mal intencionada e os interesses econômicos que frequentemente ameaçam a liberdade na rede mundial de computadores.

 

E há também os próprios cidadãos imersos nas teias sociais, que ou por um rompante tradicionalista ou mesmo por ignorância, no bom sentido da palavra desconhecimento, temem as tecnologias da informação e por isto as combatem, combatendo também seus fiéis usuários, como este que vos fala aqui. Os interesses não se restringem, neste caso, a apenas às questões econômicas.

 

Mas não vamos atolar nossa imaginação nesses pensamentos. Afinal, no outro dia um grande sorriso voltou a brilhar: a Internet funcionou e a revolução copernicana que a Ciência produziu no século XX com a rede mundial de computadores ainda vivia. Depois de um suspiro profundo, justificado pela auto-explicação de que pelo menos vivemos só um dia sem Internet, acessei os EMAILS, as notícias e voltei para o livro que comecei a ler quando o buraco negro da ausência da Internet se manifestou sobre nossas cabeças: “Diagnóstico do nosso tempo”, de K. Mannheim.

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Quem Decide O Quê O Professor Deve Ler?

Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Março 5, 2009


Quem Decide O Quê O Professor Deve Ler?

 

Encontrei no Blog do Luiz Nassif Online: “Negócio da Educação, um post abordando as negociatas entre a Editora Abril e a gestão Serra, no Estado de São Paulo. Além de decidir o que os professores e professoras devam ler, o Estado de São Paulo deixa de lado qualquer consulta prévia aos docentes sobre se querem, ou o que querem ler, presenteando-os com assinaturas gratuitas da Revista Nova Escola da Editora Abril. Presente de Grego latino americano?

 

Leia toda a matéria aqui:

 

Negócio da Educação

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As Novas Tecnologias Da Educação De Forma Interativa

Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Dezembro 11, 2008



As Novas Tecnologias Da Educação De Forma Interativa

 

 

Durante o segundo semestre de 2008, ofereci a oportunidade aos meus alunos e alunas da disciplina “Educação, Comunicação e Mídia” de participarem do I Congresso de Tecnologias na Educação, coordenado pela professora Fátima Franco (coordenadora da lista Blogs Educativos e do Congresso). A grande maioria destes alunos e alunas são iniciantes no que diz respeito ao uso das TICs. Porém, aceitaram o desfio. Abaixo, reproduzo um dos textos produzidos a partir do congresso.

 

Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão

Disciplina: Mídia, Comunicação e Educação

Docente: Wolney Honório Filho

Alunas:

 

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Luciana Maria A. Guimarães

Nayara Alves Fernandes

Cirlandia R. Almeida Costa

 

Cabe ao professor usar metodologias adequadas dentro de cada disciplina, observando as diferenças dos alunos e respeitando-as. O importante é usar um método que chame a atenção do aluno para o aprendizado, que envolva os educandos de forma tal que consiga despertar o interesse do aluno para determinado conteúdo e as novas tecnologias aplicadas a educação é um referencial importante.

 

Para que isto aconteça o educador tem que fazer uma análise, de forma refletida para avaliar qual ou quais métodos funcionam melhor dentro de cada disciplina. Não existem receitas, é preciso ser criativo para alcançar o objetivo proposto, ou seja, uma aprendizagem gradual e que com o tempo vai se tornando mais complexa e, conseqüentemente, ajuda o educando a ser agente de transformação de uma sociedade em constante mudanças.

 

O professor consciente de seu papel de educador deve utilizar os aparatos pedagógicos existentes na escola em que atua como forma de incrementar e dinamizar as aulas, assim como o DVD, a TV, o computador, o aparelho de som e outros. Assim, ele pode transformar o processo educacional e resgatá-lo da mesmice.

 

O professor poderá utilizar o DVD para aprimorar as suas aulas, um filme, um documentário pode enriquecer as aulas tornando-as mais sugestivas, participativas ou até mesmo mais atrativas. Porém, para que isso aconteça, o educador precisa planejar suas atividades de forma refletida e buscar o mecanismo necessário para despertar o interesse do aluno. Não se pode usar um jogo pedagógico, por exemplo, sem um planejamento consciente e com metas a serem atingidas. Todo trabalho requer um processo de reflexões sobre a maneira, o para que, o como e o por quê usar determinado material.

 

O educador não deve se prender ao quadro-negro ou livro didático,  e sim procurar inovar utilizando mais o trabalho com as novas tecnologias da educação. Se utiliza uma música, deve explorar desde a expressão corporal até a interpretação das letras. Propor que os alunos façam paródias da música, que dancem e cantem de forma que a atividade lúdica proposta gere uma aprendizagem ampla e necessária ao processo no desenvolvimento integral do educando.

 

Segundo Cavalcante (2008)

 

Trabalhar com as tecnologias (novas ou não) de forma interativa nas salas de aula requer: a responsabilidade de aperfeiçoar as compreensões de alunos sobre o mundo natural e cultural em que vivem. Faz-se, indispensável o desenvolvimento contínuo de intercâmbios cumulativos desses alunos com dados e informações sobre o mundo e a história de sua natureza, de sua cultura, posicionando-se e expressando-se, de modo significativo, com os elementos observados, elaborados que serão melhor avaliados. Ao se trabalhar, adequadamente, com essas novas tecnologias, Kenski constata-se que: “a aprendizagem pode se dar com o envolvimento integral do indivíduo, isto é, do emocional, do racional, do seu imaginário, do intuitivo, do sensorial em interação, a partir de desafios, da exploração de possibilidades, do assumir de responsabilidades, do criar e do refletir juntos.” (KENSKI,1996, apud CAVALCANTE, 2008, p. 2). 

 

As novas tecnologias da educação devem ser trabalhadas de forma interativa, é uma metodologia de trabalho que requer muita responsabilidade. Dessa forma, é indispensável o envolvimento dos alunos. Acreditam que a escola é um veículo que poderá ajudar o aluno a ter contato com tecnologias que muitos desconhecem. No entanto, é necessário ter cuidado para não deixar a criança frustrada, pois ela pode sentir-se excluída desse avanço tecnológico em função de sua carência econômica.

 

No nosso dia-a-dia percebemos que a criança aprende muito rápido a lidar com essa nova demanda social, a tecnologia, além da curiosidade natural as crianças têm muita facilidade para aprender sobre as coisas que lhes chamam a atenção e a modernidade desperta no educando o prazer de aprender a manusear botões de forma fantástica.

 

No entanto, é importante que todos participem desse processo de aprendizagem, uma vez que temos alunos tímidos e, conseqüentemente, que têm medo de serem criticados pelos colegas de sala de aula. É muito gratificante quando percebemos que eles ficam com os olhos brilhando quando assistem a um filme e que são eles que nos ajudam com o vídeo e a televisão.

 

Como a sociedade vive o momento da terceira revolução industrial, é importante que a escola reveja algumas ações educativas, para fazer da escola um local mais atraente e que dê condições de integrar o educando dentro de um contexto histórico-social necessário aos avanços da sociedade globalizada.

 

Ao nosso ver, o professor deve utilizar a tecnologia que a escola possui para despertar no aluno uma visão crítica sobre as informações recebidas e canalizá-las para a formação de cidadãos responsáveis, informados e conscientes de seu papel dentro dessa sociedade que exclui o pobre das possibilidades de crescimento.

 

Laboratórios de informática costumam, por exemplo, viabilizar a adoção de modelos de informatização das escolas, em que o professor regular não tem vez! Aquele professor do dia-a-dia, que ministra aulas das disciplinas curriculares, muitas vezes não entra nesses laboratórios. Um outro profissional é contratado para cuidar especificamente do laboratório de informática e dos alunos. Esse modelo é bastante comum ainda hoje, apesar do flagrante equívoco. É evidente que a responsabilidade pelo equívoco não da existência do laboratório! Pode-se, muito bem, programar um laboratório e utilizá-lo com os professores das disciplinas. (ALMEIDA e FONSECA 2000)

 


Sobre as novas tecnologias na educação Perrenoud (2000) diz: “Formar para as novas tecnologias é formar o julgamento, o senso crítico, o pensamento hipotético e dedutivo, as faculdades de observação e de pesquisa, a imaginação, a capacidade de memorizar e classificar, a leitura e a análise de textos e de imagens, a representação de redes, de procedimentos e de estratégias de comunicação.” Para Perrenoud, as novas tecnologias contribuem para a formação e desenvolvimento do senso crítico, tendo em vista melhorar as estratégias de comunicação da formação de opiniões e outros.

 

 

REFERÊNCIAS

 

CAVALCANTE, Márcio Balbino. A educação frente às novas tecnologias: perspectivas e desafios.http://www.profala.com/arteducesp149.htm. Acesso em 5/11/08.

ALMEIDA, F. J. Educação e Informática: os computadores na escola. São Paulo, Cortez, 2000.

Análise Semiótica da Sala de Aula no tempo da EAD.pdf

Aprendizagem Colaborativa na Web Fatima Franco.pdf

Comunidades de prática, comunidades de paixão e aprendizagem na web.pdf

EXPERIENCIANDO O LETRAMENTO DIGITAL - SISTEMATIZAÇÃO DE UMA.pdf

Formação de Professores para o uso adequado das Tic’s uma pf

Inclusão Digital na Comunidade.pdf

INTERNET COM EDUCAÇÃO – RISCOS JURÍDICOS.pdf

Professores conectados.pdf

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Educação E As TICs

Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Dezembro 10, 2008


Educação E As TICs

 

 

Durante o segundo semestre de 2008, ofereci a oportunidade aos meus alunos e alunas da disciplina “Educação, Comunicação e Mídia” de participarem do I Congresso de Tecnologias na Educação, coordenado pela professora Fátima Franco (coordenadora da lista Blogs Educativos e do Congresso). A grande maioria destes alunos e alunas são iniciantes no que diz respeito ao uso das TICs. Porém, aceitaram o desfio. Abaixo, reproduzo um dos textos produzidos a partir do congresso.

 

Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão

Disciplina: Mídia, Comunicação e Educação

Docente: wolney Honório

Alunas:

 

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Ruth Maria da Silva – sherazady_1@hotmail.com

Marisa Sucena Coelho - marisasucena_g12@hotmail.com

Lara Cristina de Andrade - ga-tti-nha@hotmail.com

Simone Pereira da Silva - sicapingote@hotmail.com

 

 

Em poucas décadas o processo de globalização desencadeou a revolução das comunicações e a difusão da tecnologia da informação, onde é possível uma interação social em escala global. Costa e Mendes (2003).

 

Para Alves e Carli essas diversas mídias chegaram à escola e tornaram-se grandes desafios para os professores, que necessitam buscar formas de apropriar-se delas como subsídios para sua prática pedagógica. Não é possível negar essas mudanças e ficar alheio a tudo que vem acontecendo. “Grande parte de nossos alunos nasceram nesta “era virtual” e trazem consigo informações, experiências e muita criatividade aliada à curiosidade” (2008, p.1). 

 

Um dos grandes problemas enfrentados pelos professores nos dias atuais é a dificuldade que os alunos têm em acompanhar argumentações que exigem muito tempo de exposição ou estudo, o que compromete sua aprendizagem.  Para reverter essa situação, Barato (s/d), afirma que “a educação precisa ser divertida”, onde o profissional docente adote métodos e procedimentos que melhorem a educação.

 

Halmann afirma que é necessário que a escola estabeleça sistemas de cooperação para a construção coletiva de objetos comuns, e para isso é necessário repensarmos os modelos instituídos. “Nessa perspectiva, toda a comunidade escolar, em especial os professores, deve estar atento às novas formas de educar, ressignificar espaços e metodologias que levem em conta as diversidades em um contexto global (não universalizante, não homogêneo), bem como as técnicas e o modo como são vistas.” (2006, p.42).

 

O trabalho com blogs, por exemplo, cria uma ampla discussão, uma possibilidade de aprender a aprender, de colaborar, de tirar dúvidas. Franco ainda afirma que:

 

Esta é uma das vantagens da aprendizagem colaborativa em rede: trocar experiências, descobrir o que dá certo, compartilhar os sucessos e os fracassos e receber sugestões de uso de novas metodologias e novas descobertas na rede. Compartilhar de tal forma, que a lista de discussão pode tornar-se uma comunidade virtual de aprendizagem colaborativa. (2008, p.1).

 

Dessa forma é possível que nos relacionemos com pessoas distantes que podem contribuir de alguma forma para nossa aprendizagem, principalmente nos dias atuais em que o tempo às vezes não nos permite uma relação presencial. Professores podem usar dessa ferramenta para trocar idéias e experiências com outros profissionais docentes, os momentos de interação também desempenham uma abertura para o aprender. Dentro da sala de aula as TICs podem ser usadas objetivando uma interação e a melhoria dos resultados educacionais.

 

Vygotsky (apud ALVES e CARLI,), através de sua teoria sócio-histórica enfatiza que o processo de interação social e a colaboração entre os sujeitos no ambiente é uma ação fundamental para a aprendizagem, “pois expressa que a diversidade presente nos grupos auxilia o processo cognitivo, implícito nas formas de interação e comunicação.” (2008, p.3).

 

Alvis e Carli salientam que:

 

Interação aqui pode ser concebida como encontro entre duas ou mais pessoas, podendo ser mediada pelo uso de algum meio de comunicação, favorecendo a colaboração ou a cooperação entre aluno-professor, alunos-aluno. Aprender torna-se uma proposta partilhada. Desta maneira todos participam de forma efetiva para o crescimento individual e do grupo. Aprender em um ambiente participativo valoriza a experiência e o conhecimento de cada sujeito, encorajando e respeitando as diferenças e construindo com as similaridades. (2008, p.3).

 

Essa interação, geralmente não existe nem mesmo na sala de aula, com o colega do lado, pois o individualismo não permite que experiências e conhecimentos sejam partilhados. Portanto, o professor deve desenvolver um trabalho que vise utilizr as TICs no contexto escolar, de forma potencializada e que contribua efectivamente para a promoção da qualidade educativa.

 

 

Referências

 

ALVES, Antônia; CARLI, Andréa de. Formação de Professores para o uso adequado das Tic’s: uma reflexão em construção.

 

BARATO, Jarbas Novelino. Comunidades de prática, comunidades de paixão e aprendizagem na Web.

 

COSTA, Alda, C. S.; MENDES, Ana, M. P. Globalização e Televisão: Alterando as Relações sociais. V.8, n. 14. Belém: Movendo Idéias, 2003.

 

FRANCO, Maria de Fátima. Aprendizagem Colaborativa na Web.

 

HALMANN, Ariane, Lizbehd.  Reflexões entre professores em blogs: aspectos e possibilidades. Dissertação (Mestrado). Salvador: UFB, 2006.

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A Qualidade De Ensino E A Formação De Professores Em Blog

Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Dezembro 9, 2008


A Qualidade De Ensino E A Formação De Professores Em Blog

 

 

 

Durante o segundo semestre de 2008, ofereci a oportunidade aos meus alunos e alunas da disciplina “Educação, Comunicação e Mídia” de participarem do I Congresso de Tecnologias na Educação, coordenado pela professora Fátima Franco (coordenadora da lista Blogs Educativos e do Congresso). A grande maioria destes alunos e alunas são iniciantes no que diz respeito ao uso das TICs. Porém, aceitaram o desfio. Abaixo, reproduzo um dos textos produzidos a partir do congresso.

 

Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão

Disciplina: Mídia, Comunicação e Educação

Docente: wolney Honório

Alunas:

 

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Simone Pereira dos Santos

Lazara Maria dos Reis

Juliana Aparecida Silva

Carolina de Oliveira Sousa

Laura Maria da Silva



 

 

A escola é considerada hoje o espaço de construção e autonomia, devido ao grande crescimento do uso das Tecnologias da Informação e Comunicação por parte dos professores em práticas inovadoras. Isso se deve pelo fato de estarmos vivendo uma era da globalização dos grandes negócios e dos grandes mercados, o que é danoso para o mundo, mas é preciso que batalhemos para uma globalização que comece de baixo para cima, onde os povos, grupos, nações entre neste universo fantástico que é o mundo das tecnologias. Através deste contato é que vamos conseguir promover a interação do individual com o coletivo e isto está acontecendo através dos blogs onde as pessoas têm acesso aos mesmos, pois é interagindo que o sujeito produz sua capacidade de conhecer.

 

Desse modo vale ressaltar a importância de se trabalhar com projetos relacionados com a tecnologia dentro da escola, e o grande desafio que a maioria das escolas tem enfrentado é o de trabalhar com tais projetos, pois são poucas as escolas que trabalham com este método e a maioria são particulares. Então fica a indagação: O que fazer para mudar isto? Será que estamos preparados (as) para mudar nossa prática pedagogia?

 

Neste sentido, apesar de presenciamos nas escolas, a resistência de continuar fragmentando o conhecimento em disciplinas e descolá-lo de seu contexto de produção ou vivência, cabe a nós professores entender que o conhecimento é formado pela articulação de vários saberes e que para isso, precisamos nos conscientizar da importância de partilharmos saberes para construirmos novos conhecimentos.

 

Nessa perspectiva, para que possamos ter um relacionamento mais abrangente, uma alternativa é compartilhar saberes através dos blogs. Pois o blogueiro (ou professor-blogueiro) não se envolve em apenas um projeto, mas em vários, dando espaço para a reflexão sobre suas práticas. O compartilhar de idéias, a busca de novas teorias e a visibilidade para a leitura que faz delas, discutir com outros, argumentar, ou seja, o “se fazer fazendo” que constitui o professor um ser em constante re-construção. 

 

É sobre este olhar que nasce os blogs de acordo com uma série de necessidades, como, por exemplo, manter o registro de certos processos na web, propiciando outras formas de ver o mundo e agir sobre ele. Assim os sujeitos vão se apropriando disto, adaptando os blogs às suas necessidades, gerando novos processos de ensino aprendizagem. Assim, o que nós teremos é o intelectual coletivo, é a mídia eletrônica, que reúne a interpretação, na divulgação, na produção de novelas, minisséries, filmes, que influenciam decisivamente na maneira pelas quais as pessoas se situam no mundo.

 

Mas é preciso ter orientação sobre como inserir os alunos no mundo das tecnologias principalmente em relação à internet, se escutamos, por diversas vezes, chamadinhas de nossos pais como: “não fale com estranhos”; “não pegue carona com estranhos”; “não aceite bala de estranhos”, mas não escutamos que “não devemos pegar carona em comunidades de estranhos” ou “não abrir e-mail de estranhos”…

 

Hoje em dia acontece com freqüência a falta de preparo dos pais e dos educadores para lidar com as questões que envolvem a internet, pois, infelizmente, muitos ainda passam à impressão de que se trata de um espaço além da vida, sem limites, sem regras. O fato é que se as escolas, educadores e pais dessa garotada, não assumirem o papel de orientar de forma continuada (afinal educação acontece durante toda a vida), teremos no futuro sérios problemas. Temos sim que ser exemplos, sejam de que profissão for.

 

A educação para a formação da cidadania é uma transmissão de informações histórico-cultural, pois, os componentes de formação que ela deve propiciar ao ser humano são algo muito mais rico e mais complexo do que simples transmissão de informações. A mediação de conteúdos para a apropriação histórica da herança cultural a que supostamente têm direito os cidadãos. O principal objetivo da educação é favorecer uma vida com maior satisfação individual e melhor convivência social.

 

A educação, como parte da vida, é principalmente aprender a viver com a maior plenitude que a história possibilita. É através da educação que prepara o cidadão para o contato com o justo e com o verdadeiro, aprendendo a compreender as culturas, a admirá-la, a valorizá-la e a concorrer para sua construção histórica, ou seja, é pela educação da cidadania. Isso não se dá como simples aquisição de informação, mas como parte da vida, que forma e transforma a personalidade viva de cada um, nunca esquecendo que “cada um” não vive sozinho, sendo então precisa pensar o viver de forma social, em companhia e em relação com pessoas, grupos e instituições.

 

Neste sentido a educação se faz, assim, também, com a assimilação de valores, gostos e preferências, a incorporação de comportamentos, hábitos e posturas, o desenvolvimento de habilidades e aptidões e a adoção de crenças, convicções, expectativas em busca de uma educação que possa contribuir para a formação da cidadania com direitos iguais que atinja todas as classes sociais, o que não está presente no mundo contemporâneo.

 

Por sua vez, a capacidade social está relacionada à formação do cidadão tendo em vista a contribuição da educação, de modo que sua atuação ocorra para a construção de uma ordem social mais adequada. Com relação à dimensão social, a atuação da escola parece tanto mais ausente quanto mais necessária, diante dos inúmeros e graves problemas sociais da atualidade.

 

É importante ressaltar que é através da educação como um direito social básico e universal que o cidadão se interligará no universo das tecnologias de informações que hoje estão presente no nosso dia-a-dia, ou seja, o desafio não é ensinar as tecnologias, mas formar cidadãos usando as tecnologias, como diria Ianni “ah, está vendo, as conquistas da eletrônica podem transformar a mídia num poderoso agente pedagógico e a hegemonia, a construção de novas hegemonias, passa por aí”.

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