Quem Decide O Quê O Professor Deve Ler?
Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Março 5, 2009
Quem Decide O Quê O Professor Deve Ler?
Encontrei no Blog do Luiz Nassif Online: “Negócio da Educação”, um post abordando as negociatas entre a Editora Abril e a gestão Serra, no Estado de São Paulo. Além de decidir o que os professores e professoras devam ler, o Estado de São Paulo deixa de lado qualquer consulta prévia aos docentes sobre se querem, ou o que querem ler, presenteando-os com assinaturas gratuitas da Revista Nova Escola da Editora Abril. Presente de Grego latino americano?
Leia toda a matéria aqui:
As Novas Tecnologias Da Educação De Forma Interativa
Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Dezembro 11, 2008
As Novas Tecnologias Da Educação De Forma Interativa
Durante o segundo semestre de 2008, ofereci a oportunidade aos meus alunos e alunas da disciplina “Educação, Comunicação e Mídia” de participarem do I Congresso de Tecnologias na Educação, coordenado pela professora Fátima Franco (coordenadora da lista Blogs Educativos e do Congresso). A grande maioria destes alunos e alunas são iniciantes no que diz respeito ao uso das TICs. Porém, aceitaram o desfio. Abaixo, reproduzo um dos textos produzidos a partir do congresso.
Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão
Disciplina: Mídia, Comunicação e Educação
Docente: Wolney Honório Filho
Alunas:
Luciana Maria A. Guimarães
Nayara Alves Fernandes
Cirlandia R. Almeida Costa
Cabe ao professor usar metodologias adequadas dentro de cada disciplina, observando as diferenças dos alunos e respeitando-as. O importante é usar um método que chame a atenção do aluno para o aprendizado, que envolva os educandos de forma tal que consiga despertar o interesse do aluno para determinado conteúdo e as novas tecnologias aplicadas a educação é um referencial importante.
Para que isto aconteça o educador tem que fazer uma análise, de forma refletida para avaliar qual ou quais métodos funcionam melhor dentro de cada disciplina. Não existem receitas, é preciso ser criativo para alcançar o objetivo proposto, ou seja, uma aprendizagem gradual e que com o tempo vai se tornando mais complexa e, conseqüentemente, ajuda o educando a ser agente de transformação de uma sociedade em constante mudanças.
O professor consciente de seu papel de educador deve utilizar os aparatos pedagógicos existentes na escola em que atua como forma de incrementar e dinamizar as aulas, assim como o DVD, a TV, o computador, o aparelho de som e outros. Assim, ele pode transformar o processo educacional e resgatá-lo da mesmice.
O professor poderá utilizar o DVD para aprimorar as suas aulas, um filme, um documentário pode enriquecer as aulas tornando-as mais sugestivas, participativas ou até mesmo mais atrativas. Porém, para que isso aconteça, o educador precisa planejar suas atividades de forma refletida e buscar o mecanismo necessário para despertar o interesse do aluno. Não se pode usar um jogo pedagógico, por exemplo, sem um planejamento consciente e com metas a serem atingidas. Todo trabalho requer um processo de reflexões sobre a maneira, o para que, o como e o por quê usar determinado material.
O educador não deve se prender ao quadro-negro ou livro didático, e sim procurar inovar utilizando mais o trabalho com as novas tecnologias da educação. Se utiliza uma música, deve explorar desde a expressão corporal até a interpretação das letras. Propor que os alunos façam paródias da música, que dancem e cantem de forma que a atividade lúdica proposta gere uma aprendizagem ampla e necessária ao processo no desenvolvimento integral do educando.
Segundo Cavalcante (2008)
Trabalhar com as tecnologias (novas ou não) de forma interativa nas salas de aula requer: a responsabilidade de aperfeiçoar as compreensões de alunos sobre o mundo natural e cultural em que vivem. Faz-se, indispensável o desenvolvimento contínuo de intercâmbios cumulativos desses alunos com dados e informações sobre o mundo e a história de sua natureza, de sua cultura, posicionando-se e expressando-se, de modo significativo, com os elementos observados, elaborados que serão melhor avaliados. Ao se trabalhar, adequadamente, com essas novas tecnologias, Kenski constata-se que: “a aprendizagem pode se dar com o envolvimento integral do indivíduo, isto é, do emocional, do racional, do seu imaginário, do intuitivo, do sensorial em interação, a partir de desafios, da exploração de possibilidades, do assumir de responsabilidades, do criar e do refletir juntos.” (KENSKI,1996, apud CAVALCANTE, 2008, p. 2).
As novas tecnologias da educação devem ser trabalhadas de forma interativa, é uma metodologia de trabalho que requer muita responsabilidade. Dessa forma, é indispensável o envolvimento dos alunos. Acreditam que a escola é um veículo que poderá ajudar o aluno a ter contato com tecnologias que muitos desconhecem. No entanto, é necessário ter cuidado para não deixar a criança frustrada, pois ela pode sentir-se excluída desse avanço tecnológico em função de sua carência econômica.
No nosso dia-a-dia percebemos que a criança aprende muito rápido a lidar com essa nova demanda social, a tecnologia, além da curiosidade natural as crianças têm muita facilidade para aprender sobre as coisas que lhes chamam a atenção e a modernidade desperta no educando o prazer de aprender a manusear botões de forma fantástica.
No entanto, é importante que todos participem desse processo de aprendizagem, uma vez que temos alunos tímidos e, conseqüentemente, que têm medo de serem criticados pelos colegas de sala de aula. É muito gratificante quando percebemos que eles ficam com os olhos brilhando quando assistem a um filme e que são eles que nos ajudam com o vídeo e a televisão.
Como a sociedade vive o momento da terceira revolução industrial, é importante que a escola reveja algumas ações educativas, para fazer da escola um local mais atraente e que dê condições de integrar o educando dentro de um contexto histórico-social necessário aos avanços da sociedade globalizada.
Ao nosso ver, o professor deve utilizar a tecnologia que a escola possui para despertar no aluno uma visão crítica sobre as informações recebidas e canalizá-las para a formação de cidadãos responsáveis, informados e conscientes de seu papel dentro dessa sociedade que exclui o pobre das possibilidades de crescimento.
Laboratórios de informática costumam, por exemplo, viabilizar a adoção de modelos de informatização das escolas, em que o professor regular não tem vez! Aquele professor do dia-a-dia, que ministra aulas das disciplinas curriculares, muitas vezes não entra nesses laboratórios. Um outro profissional é contratado para cuidar especificamente do laboratório de informática e dos alunos. Esse modelo é bastante comum ainda hoje, apesar do flagrante equívoco. É evidente que a responsabilidade pelo equívoco não da existência do laboratório! Pode-se, muito bem, programar um laboratório e utilizá-lo com os professores das disciplinas. (ALMEIDA e FONSECA 2000)
Sobre as novas tecnologias na educação Perrenoud (2000) diz: “Formar para as novas tecnologias é formar o julgamento, o senso crítico, o pensamento hipotético e dedutivo, as faculdades de observação e de pesquisa, a imaginação, a capacidade de memorizar e classificar, a leitura e a análise de textos e de imagens, a representação de redes, de procedimentos e de estratégias de comunicação.” Para Perrenoud, as novas tecnologias contribuem para a formação e desenvolvimento do senso crítico, tendo em vista melhorar as estratégias de comunicação da formação de opiniões e outros.
REFERÊNCIAS
CAVALCANTE, Márcio Balbino. A educação frente às novas tecnologias: perspectivas e desafios.http://www.profala.com/arteducesp149.htm. Acesso em 5/11/08.
ALMEIDA, F. J. Educação e Informática: os computadores na escola. São Paulo, Cortez, 2000.
Análise Semiótica da Sala de Aula no tempo da EAD.pdf
Aprendizagem Colaborativa na Web Fatima Franco.pdf
Comunidades de prática, comunidades de paixão e aprendizagem na web.pdf
EXPERIENCIANDO O LETRAMENTO DIGITAL - SISTEMATIZAÇÃO DE UMA.pdf
Formação de Professores para o uso adequado das Tic’s uma pf
Inclusão Digital na Comunidade.pdf
INTERNET COM EDUCAÇÃO – RISCOS JURÍDICOS.pdf
Professores conectados.pdf
Educação E As TICs
Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Dezembro 10, 2008
Educação E As TICs
Durante o segundo semestre de 2008, ofereci a oportunidade aos meus alunos e alunas da disciplina “Educação, Comunicação e Mídia” de participarem do I Congresso de Tecnologias na Educação, coordenado pela professora Fátima Franco (coordenadora da lista Blogs Educativos e do Congresso). A grande maioria destes alunos e alunas são iniciantes no que diz respeito ao uso das TICs. Porém, aceitaram o desfio. Abaixo, reproduzo um dos textos produzidos a partir do congresso.
Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão
Disciplina: Mídia, Comunicação e Educação
Docente: wolney Honório
Alunas:
Ruth Maria da Silva – sherazady_1@hotmail.com
Marisa Sucena Coelho - marisasucena_g12@hotmail.com
Lara Cristina de Andrade - ga-tti-nha@hotmail.com
Simone Pereira da Silva - sicapingote@hotmail.com
Em poucas décadas o processo de globalização desencadeou a revolução das comunicações e a difusão da tecnologia da informação, onde é possível uma interação social em escala global. Costa e Mendes (2003).
Para Alves e Carli essas diversas mídias chegaram à escola e tornaram-se grandes desafios para os professores, que necessitam buscar formas de apropriar-se delas como subsídios para sua prática pedagógica. Não é possível negar essas mudanças e ficar alheio a tudo que vem acontecendo. “Grande parte de nossos alunos nasceram nesta “era virtual” e trazem consigo informações, experiências e muita criatividade aliada à curiosidade” (2008, p.1).
Um dos grandes problemas enfrentados pelos professores nos dias atuais é a dificuldade que os alunos têm em acompanhar argumentações que exigem muito tempo de exposição ou estudo, o que compromete sua aprendizagem. Para reverter essa situação, Barato (s/d), afirma que “a educação precisa ser divertida”, onde o profissional docente adote métodos e procedimentos que melhorem a educação.
Halmann afirma que é necessário que a escola estabeleça sistemas de cooperação para a construção coletiva de objetos comuns, e para isso é necessário repensarmos os modelos instituídos. “Nessa perspectiva, toda a comunidade escolar, em especial os professores, deve estar atento às novas formas de educar, ressignificar espaços e metodologias que levem em conta as diversidades em um contexto global (não universalizante, não homogêneo), bem como as técnicas e o modo como são vistas.” (2006, p.42).
O trabalho com blogs, por exemplo, cria uma ampla discussão, uma possibilidade de aprender a aprender, de colaborar, de tirar dúvidas. Franco ainda afirma que:
Esta é uma das vantagens da aprendizagem colaborativa em rede: trocar experiências, descobrir o que dá certo, compartilhar os sucessos e os fracassos e receber sugestões de uso de novas metodologias e novas descobertas na rede. Compartilhar de tal forma, que a lista de discussão pode tornar-se uma comunidade virtual de aprendizagem colaborativa. (2008, p.1).
Dessa forma é possível que nos relacionemos com pessoas distantes que podem contribuir de alguma forma para nossa aprendizagem, principalmente nos dias atuais em que o tempo às vezes não nos permite uma relação presencial. Professores podem usar dessa ferramenta para trocar idéias e experiências com outros profissionais docentes, os momentos de interação também desempenham uma abertura para o aprender. Dentro da sala de aula as TICs podem ser usadas objetivando uma interação e a melhoria dos resultados educacionais.
Vygotsky (apud ALVES e CARLI,), através de sua teoria sócio-histórica enfatiza que o processo de interação social e a colaboração entre os sujeitos no ambiente é uma ação fundamental para a aprendizagem, “pois expressa que a diversidade presente nos grupos auxilia o processo cognitivo, implícito nas formas de interação e comunicação.” (2008, p.3).
Alvis e Carli salientam que:
Interação aqui pode ser concebida como encontro entre duas ou mais pessoas, podendo ser mediada pelo uso de algum meio de comunicação, favorecendo a colaboração ou a cooperação entre aluno-professor, alunos-aluno. Aprender torna-se uma proposta partilhada. Desta maneira todos participam de forma efetiva para o crescimento individual e do grupo. Aprender em um ambiente participativo valoriza a experiência e o conhecimento de cada sujeito, encorajando e respeitando as diferenças e construindo com as similaridades. (2008, p.3).
Essa interação, geralmente não existe nem mesmo na sala de aula, com o colega do lado, pois o individualismo não permite que experiências e conhecimentos sejam partilhados. Portanto, o professor deve desenvolver um trabalho que vise utilizr as TICs no contexto escolar, de forma potencializada e que contribua efectivamente para a promoção da qualidade educativa.
Referências
ALVES, Antônia; CARLI, Andréa de. Formação de Professores para o uso adequado das Tic’s: uma reflexão em construção.
BARATO, Jarbas Novelino. Comunidades de prática, comunidades de paixão e aprendizagem na Web.
COSTA, Alda, C. S.; MENDES, Ana, M. P. Globalização e Televisão: Alterando as Relações sociais. V.8, n. 14. Belém: Movendo Idéias, 2003.
FRANCO, Maria de Fátima. Aprendizagem Colaborativa na Web.
HALMANN, Ariane, Lizbehd. Reflexões entre professores em blogs: aspectos e possibilidades. Dissertação (Mestrado). Salvador: UFB, 2006.
A Qualidade De Ensino E A Formação De Professores Em Blog
Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Dezembro 9, 2008
A Qualidade De Ensino E A Formação De Professores Em Blog
Durante o segundo semestre de 2008, ofereci a oportunidade aos meus alunos e alunas da disciplina “Educação, Comunicação e Mídia” de participarem do I Congresso de Tecnologias na Educação, coordenado pela professora Fátima Franco (coordenadora da lista Blogs Educativos e do Congresso). A grande maioria destes alunos e alunas são iniciantes no que diz respeito ao uso das TICs. Porém, aceitaram o desfio. Abaixo, reproduzo um dos textos produzidos a partir do congresso.
Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão
Disciplina: Mídia, Comunicação e Educação
Docente: wolney Honório
Alunas:
Simone Pereira dos Santos
Lazara Maria dos Reis
Juliana Aparecida Silva
Carolina de Oliveira Sousa
Laura Maria da Silva
A escola é considerada hoje o espaço de construção e autonomia, devido ao grande crescimento do uso das Tecnologias da Informação e Comunicação por parte dos professores em práticas inovadoras. Isso se deve pelo fato de estarmos vivendo uma era da globalização dos grandes negócios e dos grandes mercados, o que é danoso para o mundo, mas é preciso que batalhemos para uma globalização que comece de baixo para cima, onde os povos, grupos, nações entre neste universo fantástico que é o mundo das tecnologias. Através deste contato é que vamos conseguir promover a interação do individual com o coletivo e isto está acontecendo através dos blogs onde as pessoas têm acesso aos mesmos, pois é interagindo que o sujeito produz sua capacidade de conhecer.
Desse modo vale ressaltar a importância de se trabalhar com projetos relacionados com a tecnologia dentro da escola, e o grande desafio que a maioria das escolas tem enfrentado é o de trabalhar com tais projetos, pois são poucas as escolas que trabalham com este método e a maioria são particulares. Então fica a indagação: O que fazer para mudar isto? Será que estamos preparados (as) para mudar nossa prática pedagogia?
Neste sentido, apesar de presenciamos nas escolas, a resistência de continuar fragmentando o conhecimento em disciplinas e descolá-lo de seu contexto de produção ou vivência, cabe a nós professores entender que o conhecimento é formado pela articulação de vários saberes e que para isso, precisamos nos conscientizar da importância de partilharmos saberes para construirmos novos conhecimentos.
Nessa perspectiva, para que possamos ter um relacionamento mais abrangente, uma alternativa é compartilhar saberes através dos blogs. Pois o blogueiro (ou professor-blogueiro) não se envolve em apenas um projeto, mas em vários, dando espaço para a reflexão sobre suas práticas. O compartilhar de idéias, a busca de novas teorias e a visibilidade para a leitura que faz delas, discutir com outros, argumentar, ou seja, o “se fazer fazendo” que constitui o professor um ser em constante re-construção.
É sobre este olhar que nasce os blogs de acordo com uma série de necessidades, como, por exemplo, manter o registro de certos processos na web, propiciando outras formas de ver o mundo e agir sobre ele. Assim os sujeitos vão se apropriando disto, adaptando os blogs às suas necessidades, gerando novos processos de ensino aprendizagem. Assim, o que nós teremos é o intelectual coletivo, é a mídia eletrônica, que reúne a interpretação, na divulgação, na produção de novelas, minisséries, filmes, que influenciam decisivamente na maneira pelas quais as pessoas se situam no mundo.
Mas é preciso ter orientação sobre como inserir os alunos no mundo das tecnologias principalmente em relação à internet, se escutamos, por diversas vezes, chamadinhas de nossos pais como: “não fale com estranhos”; “não pegue carona com estranhos”; “não aceite bala de estranhos”, mas não escutamos que “não devemos pegar carona em comunidades de estranhos” ou “não abrir e-mail de estranhos”…
Hoje em dia acontece com freqüência a falta de preparo dos pais e dos educadores para lidar com as questões que envolvem a internet, pois, infelizmente, muitos ainda passam à impressão de que se trata de um espaço além da vida, sem limites, sem regras. O fato é que se as escolas, educadores e pais dessa garotada, não assumirem o papel de orientar de forma continuada (afinal educação acontece durante toda a vida), teremos no futuro sérios problemas. Temos sim que ser exemplos, sejam de que profissão for.
A educação para a formação da cidadania é uma transmissão de informações histórico-cultural, pois, os componentes de formação que ela deve propiciar ao ser humano são algo muito mais rico e mais complexo do que simples transmissão de informações. A mediação de conteúdos para a apropriação histórica da herança cultural a que supostamente têm direito os cidadãos. O principal objetivo da educação é favorecer uma vida com maior satisfação individual e melhor convivência social.
A educação, como parte da vida, é principalmente aprender a viver com a maior plenitude que a história possibilita. É através da educação que prepara o cidadão para o contato com o justo e com o verdadeiro, aprendendo a compreender as culturas, a admirá-la, a valorizá-la e a concorrer para sua construção histórica, ou seja, é pela educação da cidadania. Isso não se dá como simples aquisição de informação, mas como parte da vida, que forma e transforma a personalidade viva de cada um, nunca esquecendo que “cada um” não vive sozinho, sendo então precisa pensar o viver de forma social, em companhia e em relação com pessoas, grupos e instituições.
Neste sentido a educação se faz, assim, também, com a assimilação de valores, gostos e preferências, a incorporação de comportamentos, hábitos e posturas, o desenvolvimento de habilidades e aptidões e a adoção de crenças, convicções, expectativas em busca de uma educação que possa contribuir para a formação da cidadania com direitos iguais que atinja todas as classes sociais, o que não está presente no mundo contemporâneo.
Por sua vez, a capacidade social está relacionada à formação do cidadão tendo em vista a contribuição da educação, de modo que sua atuação ocorra para a construção de uma ordem social mais adequada. Com relação à dimensão social, a atuação da escola parece tanto mais ausente quanto mais necessária, diante dos inúmeros e graves problemas sociais da atualidade.
É importante ressaltar que é através da educação como um direito social básico e universal que o cidadão se interligará no universo das tecnologias de informações que hoje estão presente no nosso dia-a-dia, ou seja, o desafio não é ensinar as tecnologias, mas formar cidadãos usando as tecnologias, como diria Ianni “ah, está vendo, as conquistas da eletrônica podem transformar a mídia num poderoso agente pedagógico e a hegemonia, a construção de novas hegemonias, passa por aí”.
Tecnologia E Educação: Possibilidades E Desafios Para A Educação Do Futuro
Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Dezembro 8, 2008
Tecnologia E Educação: Possibilidades E Desafios Para A Educação Do Futuro
Durante o segundo semestre de 2008, ofereci a oportunidade aos meus alunos e alunas da disciplina “Educação, Comunicação e Mídia” de participarem do I Congresso de Tecnologias na Educação, coordenado pela professora Fátima Franco (coordenadora da lista Blogs Educativos e do Congresso). A grande maioria destes alunos e alunas são iniciantes no que diz respeito ao uso das TICs. Porém, aceitaram o desfio. Abaixo, reproduzo um dos textos produzidos a partir do congresso.
Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão
Disciplina: Mídia, Comunicação e Educação
Docente: wolney Honório
Alunas:
Kênia Calaça keniacalaca@yahoo.com.br
Cristiane Rocha cristianef.rocha@hotmail.com
Renata Lopes renata_l_silva@hotmail.com
Marília Rita dos Santos mariliarita.senai@sistemafieg.org.br
Silviene Apª do Prado pradoorg@hotmail.com
Sabemos que o uso das tecnologias na educação é um dos grandes desafios que a escola tem a enfrentar, pois não dá para desconsiderá-la. Hoje o grande problema é difundir tecnologias em escolas públicas, pois, ainda é grande a falta de conhecimento e interesse dos educadores/gestores em proporem uma prática pedagógica que envolva os meios tecnológicos. Além disso, outros fatores também dificultam esse avanço, entre eles a falta de recursos e a escassez de investimentos no âmbito educacional.
Estamos vivendo um momento em que os alunos vão para sala de aula com uma grande bagagem tecnológica, em que apenas o uso do giz e o quadro negro já não têm sentido para eles, pois necessitam de aulas dinâmicas e significativas. É a nova pedagogia relacionada ao uso das Tecnologias da Informação e Comunicação.
Atualmente, a função da escola não se resume na transmissão de conhecimento, pois o professor além de ensinar o conteúdo, precisa se preocupar com a relação familiar, a saúde, o social, o emocional, entre outros, ou seja, questões que influenciam no desenvolvimento integral do aluno dentro e fora da escola.
Além de exercer essas funções, a escola precisa adaptar-se ao desenvolvimento tecnológico contribuindo para o ensino-aprendizagem do aluno permeado de interação, experiências e descobertas.
Na busca de ampliar nossos conhecimentos acerca do uso das tecnologias na educação, participamos do 1º Congresso de Tecnologias de Informação e Comunicação, permitindo que o grupo de alunos e professores, discutisse diferentes assuntos relacionados à educação tecnológica, possibilitando a aprendizagem e troca de experiências. Percebemos que os blogs vieram atender a esta nova demanda na educação, propiciando conhecimento, troca de informações, diálogo, reflexão e confronto de idéias.
Constatamos que a tecnologia propicia esta oportunidade ao professor, de vivenciar as experiências colaborativas, em busca de clarear suas práticas em relação à demanda atual e ainda sem sair de casa e sem custos, é uma nova possibilidade de o professor buscar sua capacitação continuada.
A participação no congresso nos possibilitou entender que o meio tecnológico proporciona a interação e acesso aos novos conhecimentos, desencadeando o desenvolvimento do educador de forma individual ou coletiva, no momento em que refletem em relação a suas práticas.
Nesse sentido, o professor deixa de ser a pessoa que só transmite a informação e passa a des(re)construir novas práticas permanentes, isso conforme citado acima, atendendo a demanda atual.
Alguns textos do congresso, como Internet com educação – Riscos Jurídicos nos chamou a atenção para o outro lado da tecnologia, nos informando sobre as responsabilidades legais, riscos mais comuns e sua prevenção. Enquanto futuras educadoras, nós ficamos inquietas, pois verificamos a necessidade do professor entender como se utiliza a internet e estar atentos aos riscos e limites que a mesma oferece.
Sabemos que o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação é um avanço na sociedade, mas até que ponto elas podem ser utilizadas em prol da formação do ser humano? O uso indevido da internet causa uma ameaça à integridade da humanidade, pois presenciamos diversos casos em que as pessoas têm suas vidas expostas, sofrendo agressões morais e físicas, danos emocionais, degradações de imagens e valores. Vemos casos de pedofilia e pornografia infantil circulando pela internet e como o exemplo mais recente, o professor que foi ridicularizado em um site de relacionamento pelos seus próprios alunos.
Com base nesses aspectos apontados acima, acreditamos que devemos sim utilizar as tecnologias para o melhor desenvolvimento educacional. Portanto, devemos estar preparadas para utilizá-las de maneira adequada, incentivando os alunos a explorar suas possibilidades.
Referências:
FRANCO, Maria de Fátima. Aprendizagem Colaborativa na Web. Doutoranda em Lingüística – Linguagens e Tecnologias –UFMG, Moderadora do grupo de Discussão: Blogs, Internet e Web na Educação.
Reflexões entre professores em blogs
SLEIMAN, Cristina. Internet com Educação – Riscos jurídicos.
GUTIERREZ, Suzana. Professores conectados.
ALVES, Antonia; CARLI, Andréa de. Formação de Professores para o uso adequado das Tic’s: uma reflexão em construção.










