Alunas Da UFG No XIV Endipe
Filed Under Eventos | Posted on Maio 9, 2008
Alunas Da UFG No XIV Endipe
Por Denise, Joice e Lorena
De 27 a 30 de abril de 2008, aconteceu o ENDIPE XIV (ENCONTRO NACIONAL DE DIDÁTICA E PRÁTICA DE ENSINO) - congresso realizado em Porto Alegre – RS, na PUCRS, com a temática geral: TRAJETÓRIAS E PROCESSOS DE ENSINAR E APRENDER: LUGARES, MEMÓRIAS E CULTURAS.
A universidade PUC- Rs possui um amplo espaço e uma arquitetura fantástica. O congresso foi realizado a partir de diversos sub-temas, tendo conferências, simpósios, eventos culturais e sociais, com a presença de vários doutores e mestres na área da educação.
O congresso nos impulsionou a vivermos uma nova realidade de uma forma dinâmica em aspectos educacionais e culturais. Foi muito importante para nós graduandas participar deste evento, pois nos permitiu visualizar a produção de novos conhecimentos sobre a nossa realidade educacional.
Foram discutidos diversos temas, entre eles foram abordados os motivos pelo qual a nossa educação possui esta baixa qualidade no ensino. Mas o que teve maior repercussão foi a questão dos baixos salários pagos para os docentes no país.
Foram relatados várias experiências metodológicas pelos professores e professoras que estão em sala de aula, os suportes utilizados e os referenciais teóricos.
O Endipe nos proporcionou uma análise diferenciada sobre a educação, e participar deste congresso com certeza trouxe um enriquecimento educacional e cultural, pois conhecemos novos pensamentos, novas teorias e novas práticas no ensino.
obs.: na foto ao lado, da esquerda para a direita: Lorena, Denise, o professor Libânio e Joice
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Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Novembro 10, 2007
No último dia 06 de novembro desenvolvi uma mini-curso sobre Blog e Educação durante o III Simpósio de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cultura, promovido pela Coordenação de Extensão e Cultura, do Campus de Catalão, UFG.
Foram realizadas reflexões sobre:
• O que é um blog
• Como navegar por um blog
• Exemplos de blogs
• O saber na era da informação
• Blog: maior interação entre escritor e leitor?
• Perspectivas educacionais com as novas tecnologias - Blogs
Os participantes, 1 professor da rede de ensino e alunas de cursos de Geografia, Letras, Educação Física, História, Pedagogia, Matemática e Biologia, da UFG-Catalão, quase todos principiantes nas novas tecnologias, praticamente desconheciam as possibilidades educativas que os Blogs oferecem ao ensino aprendizagem.
Deste mini curso saiu a idéia de se oferecer uma disciplina de Núcleo Livre, sobre Blog e Educação, no Curso de Pedagogia, para o primeiro semestre de 2008.
Caso alguém tenha sugestões, faça seu comentário.
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aprendizagem compartilhada blog catalão educação sepec sociedade educativa ufgBiblioteca Digital De Catalão
Filed Under Notícias | Posted on Novembro 10, 2007
Inaugurada a Biblioteca Digital de Catalão, um projeto inovador da Secretaria Municipal de Educação, Prefeitura de Catalão.
A Biblioteca, com espaço físico, mobiliário e equipamentos de última geração, estará aberta a partir de dezembro mediante um cadastro de seus usuários. Eles terão à disposição 30 computadores conectados à INTERNET com um limite de 1 hora que poderá ser ampliado, caso não haja espera.
A Biblioteca não será disponibilizada para fins ilegais, salas de jogos, bate-papo e outros.
Em breve, há estimativa de se oferecer serviços diferenciados de pesquisa através de assinaturas de periódicos, de parcerias e convênios com outras bibliotecas e instituições culturais enriquecendo assim, o acervo digital.
Há uma previsão de normalização do funcionamento para o início de dezembro próximo.
Ressalto a importância de projetos deste porte, tendo em vista a crescente presença das novas tecnologias no cotidiano familiar, escolar e social.
O desafio agora é fazer links entre a Biblioteca e as escolas públicas da cidade, construindo assim intercâmbios informativos, que possa atender à demanda de pesquisas na região e em todo o país.
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Longe Da Lei E Perto Do Morro: Quando Bestialidade, Humilhação E Vingança Ocupam O Lugar Da Justiça.
Filed Under Cinema | Posted on Novembro 9, 2007
Copyright © Julio Bentivoglio
Professor de História do Brasil (UFG - Campus Catalão)
Fenômeno de bilheterias, extremamente violento e provocador, o filme Tropa de Elite revela uma tendência do cinema brasileiro de incorporar uma narrativa que se ampara no cinema comercial de entretenimento norte-americano. Assim, abdica de uma linguagem estética e cinematográfica que tem momentos expressivos como no Cinema Novo, para adotar roteiro, fotografia e edição muito calcados no “modelo” americano. E como mote, toma assuntos polêmicos e muito caros à realidade brasileira: corrupção e violência. Essa combinação produziu uma acolhida sem precedentes e, ao contrário de filmes extraordinários e que ficaram ao largo dos espectadores como o maravilhoso Lavoura Arcaica de Luiz Fernando Carvalho que trilhou um caminho original em sua confecção, optou por localizar na polêmica sua principal marca. Tanto no vazamento do filme e sua venda em dvds piratas, quanto na maneira como retrata as relações de força na sociedade brasileira, mais particularmente, na cidade do Rio de Janeiro.
Mas, não pretendo aqui alongar-me neste particular, cujo interesse recairia mais nos amantes da sétima arte, preocupados com a estética e a linguagem cinematográfica, com os rumos do cinema brasileiro, e sim, deter-me no mote, a meu ver, fundamental de Tropa de Elite que, embora se ampare na relação entre violência e corrupção não é exatamente este. Um olhar mais cuidadoso descobriria que toda a trama encontra-se tecida a partir de algo mais complexo: a vingança.
Acompanhei algumas discussões sobre o filme na TV e também na imprensa escrita, sem grande interesse, confesso. Mas, depois de assistir ao filme, não existe pessoa que consiga ficar impassível. É o tipo de filme bem feito, no sentido de atrair a atenção dos espectadores, de provocar suspense, de envolver. Bem conduzido, com linguagem ágil e boa interpretação dos atores, Tropa de Elite convence. Queira-se ou não, já constitui, em si, um marco do cinema brasileiro. Embora comparações possam ser estabelecidas com Cidade de Deus, é um filme diferente daquele, especialmente porque em Tropa de Elite o olhar é exógeno à favela. Ainda que também se utilize do recurso da narrativa em off, neste último, o narrador é alguém que não mora no morro. Tampouco nasceu ou cresceu lá. É um policial do BOP que deseja deixar aquele destacamento e encontrar outra ocupação.
A face oculta pelo excesso de violência exibida - sugiro um exercício de se contar o número de pessoas mortas nas várias trocas de tiros retratadas no filme - é a da ausência da lei e da justiça e o puro e simples exercício da vingança. Os oficiais vingam-se dos recrutas durante o treinamento, porque muitos deles eram corruptos. Os jovens recrutas vingam-se de seus oficiais, atrapalhando seu esquema corrompido de propinas, logo que descobrem o funcionamento do “sistema” na polícia do Rio. O coronel vinga-se do policial que teria lhes inteirado do “sistema” colocando-o numa missão suicida. O traficante mata um dos policiais da trama, acreditando ter se vingado da intromissão em “seu território”. E então, o capitão Nascimento se encarrega, ao lado daquele que deveria ter sido morto, de lavar com sangue a honra do batalhão. E o desfecho da trama é o “tiro de misericórdia” dado com um calibre 12 na cabeça do traficante, a despeito de seu pedido de não atirar em sua face para não estragar o velório. Fazia tempo que tamanho exercício de truculência e ferocidade aparecia nas telas. Pelo menos no cinema brasileiro.
O que a história revela é que justiça mesmo, só na base da vingança. Ele mostra como em um universo absolutamente machista (vide os papéis desempenhados pelas mulheres na trama), a relação entre a casa, a rua e o Estado é urdida por meio da violência e da corrupção.
A polícia, no filme em questão, é uma instituição falida, que age à margem da lei e do Estado. Somente o BOP é digno de sua farda, que por sinal é uma expressão do luto. Toda negra, ostenta como emblema uma caveira. O BOP é uma das faces da morte. Nesse sentido, se iguala às demais polícias corrompidas, visto não desempenhar como deveria a sua missão. Nas ruas o medo da polícia, que age segundo suas próprias regras, na favela o medo e a imposição dos traficantes. Detalhe curioso é que em sua ação, é como se igualassem, porque no morro também o tráfico tem suas próprias leis e, não por acaso a polícia, quando age naquele espaço, precisa operar segundo aquela lógica: é como se houvesse um código de honra entre policiais e traficantes. O traço fundamental deste seria a “macheza”. Resolver tudo, se possível, diretamente e com as próprias mãos; e como assunto de homens. Basta lembrar da sessão que o capitão Nascimento teve com a analista. Não confiar na lei, não confiar na polícia, não confiar no Estado, não confiar em ninguém. Desse modo, a única garantia da justiça seria fazê-la por conta própria. E, como resultado natural dessa lógica: o exercício da vingança. E esta se nos apresenta gradativamente, em forte apelo sádico, com cenas de humilhação, tortura, desumanização culminando no homicídio. E é este apelo sádico constituído em torno do ato de vingar que, como pude observar nas sessões que assisti, levou as platéias ao delírio. Diante de tantas atrocidades, de tanta bestialidade, muitos iam às lágrimas e urravam de felicidade quando, na tela, pessoas eram torturadas, espancadas e assassinadas.
Faço votos que essa catarse sirva para evitar, a reprodução daquelas condutas na vida real e que, ao mesmo tempo, o debate em torno do filme possa colocar as pessoas frente ao problema que, de fato é real, da violência e da corrupção na sociedade brasileira como um todo e não apenas numa e outra instituição, no entanto, não se poderia descuidar do cerne da questão colocada pelo filme. A de que a vingança pessoal seria a única forma possível de resolução dos
problemas que afligem as cidades brasileiras.
Revolução Das Letras – O Caso Da Letra I
Filed Under Notícias | Posted on Novembro 9, 2007
A Letra “I”
















