Formação de Professor|Cultura Educacional |Educação E Blog

No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

A Qualidade De Ensino E A Formação De Professores Em Blog

Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Dezembro 9, 2008


A Qualidade De Ensino E A Formação De Professores Em Blog

 

 

 

Durante o segundo semestre de 2008, ofereci a oportunidade aos meus alunos e alunas da disciplina “Educação, Comunicação e Mídia” de participarem do I Congresso de Tecnologias na Educação, coordenado pela professora Fátima Franco (coordenadora da lista Blogs Educativos e do Congresso). A grande maioria destes alunos e alunas são iniciantes no que diz respeito ao uso das TICs. Porém, aceitaram o desfio. Abaixo, reproduzo um dos textos produzidos a partir do congresso.

 

Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão

Disciplina: Mídia, Comunicação e Educação

Docente: wolney Honório

Alunas:

 

imagem.JPG

Simone Pereira dos Santos

Lazara Maria dos Reis

Juliana Aparecida Silva

Carolina de Oliveira Sousa

Laura Maria da Silva



 

 

A escola é considerada hoje o espaço de construção e autonomia, devido ao grande crescimento do uso das Tecnologias da Informação e Comunicação por parte dos professores em práticas inovadoras. Isso se deve pelo fato de estarmos vivendo uma era da globalização dos grandes negócios e dos grandes mercados, o que é danoso para o mundo, mas é preciso que batalhemos para uma globalização que comece de baixo para cima, onde os povos, grupos, nações entre neste universo fantástico que é o mundo das tecnologias. Através deste contato é que vamos conseguir promover a interação do individual com o coletivo e isto está acontecendo através dos blogs onde as pessoas têm acesso aos mesmos, pois é interagindo que o sujeito produz sua capacidade de conhecer.

 

Desse modo vale ressaltar a importância de se trabalhar com projetos relacionados com a tecnologia dentro da escola, e o grande desafio que a maioria das escolas tem enfrentado é o de trabalhar com tais projetos, pois são poucas as escolas que trabalham com este método e a maioria são particulares. Então fica a indagação: O que fazer para mudar isto? Será que estamos preparados (as) para mudar nossa prática pedagogia?

 

Neste sentido, apesar de presenciamos nas escolas, a resistência de continuar fragmentando o conhecimento em disciplinas e descolá-lo de seu contexto de produção ou vivência, cabe a nós professores entender que o conhecimento é formado pela articulação de vários saberes e que para isso, precisamos nos conscientizar da importância de partilharmos saberes para construirmos novos conhecimentos.

 

Nessa perspectiva, para que possamos ter um relacionamento mais abrangente, uma alternativa é compartilhar saberes através dos blogs. Pois o blogueiro (ou professor-blogueiro) não se envolve em apenas um projeto, mas em vários, dando espaço para a reflexão sobre suas práticas. O compartilhar de idéias, a busca de novas teorias e a visibilidade para a leitura que faz delas, discutir com outros, argumentar, ou seja, o “se fazer fazendo” que constitui o professor um ser em constante re-construção. 

 

É sobre este olhar que nasce os blogs de acordo com uma série de necessidades, como, por exemplo, manter o registro de certos processos na web, propiciando outras formas de ver o mundo e agir sobre ele. Assim os sujeitos vão se apropriando disto, adaptando os blogs às suas necessidades, gerando novos processos de ensino aprendizagem. Assim, o que nós teremos é o intelectual coletivo, é a mídia eletrônica, que reúne a interpretação, na divulgação, na produção de novelas, minisséries, filmes, que influenciam decisivamente na maneira pelas quais as pessoas se situam no mundo.

 

Mas é preciso ter orientação sobre como inserir os alunos no mundo das tecnologias principalmente em relação à internet, se escutamos, por diversas vezes, chamadinhas de nossos pais como: “não fale com estranhos”; “não pegue carona com estranhos”; “não aceite bala de estranhos”, mas não escutamos que “não devemos pegar carona em comunidades de estranhos” ou “não abrir e-mail de estranhos”…

 

Hoje em dia acontece com freqüência a falta de preparo dos pais e dos educadores para lidar com as questões que envolvem a internet, pois, infelizmente, muitos ainda passam à impressão de que se trata de um espaço além da vida, sem limites, sem regras. O fato é que se as escolas, educadores e pais dessa garotada, não assumirem o papel de orientar de forma continuada (afinal educação acontece durante toda a vida), teremos no futuro sérios problemas. Temos sim que ser exemplos, sejam de que profissão for.

 

A educação para a formação da cidadania é uma transmissão de informações histórico-cultural, pois, os componentes de formação que ela deve propiciar ao ser humano são algo muito mais rico e mais complexo do que simples transmissão de informações. A mediação de conteúdos para a apropriação histórica da herança cultural a que supostamente têm direito os cidadãos. O principal objetivo da educação é favorecer uma vida com maior satisfação individual e melhor convivência social.

 

A educação, como parte da vida, é principalmente aprender a viver com a maior plenitude que a história possibilita. É através da educação que prepara o cidadão para o contato com o justo e com o verdadeiro, aprendendo a compreender as culturas, a admirá-la, a valorizá-la e a concorrer para sua construção histórica, ou seja, é pela educação da cidadania. Isso não se dá como simples aquisição de informação, mas como parte da vida, que forma e transforma a personalidade viva de cada um, nunca esquecendo que “cada um” não vive sozinho, sendo então precisa pensar o viver de forma social, em companhia e em relação com pessoas, grupos e instituições.

 

Neste sentido a educação se faz, assim, também, com a assimilação de valores, gostos e preferências, a incorporação de comportamentos, hábitos e posturas, o desenvolvimento de habilidades e aptidões e a adoção de crenças, convicções, expectativas em busca de uma educação que possa contribuir para a formação da cidadania com direitos iguais que atinja todas as classes sociais, o que não está presente no mundo contemporâneo.

 

Por sua vez, a capacidade social está relacionada à formação do cidadão tendo em vista a contribuição da educação, de modo que sua atuação ocorra para a construção de uma ordem social mais adequada. Com relação à dimensão social, a atuação da escola parece tanto mais ausente quanto mais necessária, diante dos inúmeros e graves problemas sociais da atualidade.

 

É importante ressaltar que é através da educação como um direito social básico e universal que o cidadão se interligará no universo das tecnologias de informações que hoje estão presente no nosso dia-a-dia, ou seja, o desafio não é ensinar as tecnologias, mas formar cidadãos usando as tecnologias, como diria Ianni “ah, está vendo, as conquistas da eletrônica podem transformar a mídia num poderoso agente pedagógico e a hegemonia, a construção de novas hegemonias, passa por aí”.

Leave a Comment

Como Se Mede A Qualidade Da Educação

Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Maio 20, 2008

Como Se Mede A Qualidade Da Educação

educarede1.JPG

Neste nosso país, tão cheio de diversidades, culturais, sociais, econômicas, políticas, étnicas, um desafio para as políticas públicas educacionais é a medida da qualidade da educação de norte a sul, de leste a oeste. Um padrão de qualidade numa cidade do interior de Goiás seria o mesmo de uma cidade no Amazonas, ou em São Paulo?

O site Educarede publicou uma interessante matéria intitulada “O que é uma escola de qualidade?”, apontando formas alternativas de indicar padrões de qualidade para a escola. E um critério significativo de se levar em consideração é a realidade contextual da escola.

De um lado, a proposta de uma metodologia de operacionalização indicada para a Escola. Por outro, a Escola se reuni com sua comunidade e avalia a significância do material para a realidade escolar, apontando oportunidade para a elaboração ou re-elaboração de material político pedagógico para a escola.

O que me chama a atenção aqui é esta política de interação: Escola – comunidade – Estado – organismos sociais. Na minha formação como docente, lá nos anos 1985, quando entrei no curso de História, as disciplinas didático-pedagógicas que fizemos ressaltavam este lado democrático, ou melhor, esta necessidade democrática de atividades educativas na Escola. Lembrei-me disso aqui porque quando vimos ou ouvimos determinadas propostas ditas participativas fica aquela sensação de populismo.

Por um lado, penso que é por causa deste jeito de pensar que as massas não têm condições de se auto-dirigirem e que necessitam de líderes que façam por elas. Por outro, é o temor causado pela possibilidade desgovernada (em outros termos, fora dos rumos tradicionais de poder) a que as massas populacionais poderiam dar à história, aqui escolar, da nossa sociedade.

Não acredito que a Escola deva passar das mãos do Estado para a das massas populacionais. E nem que fique exclusivamente sob os auspícios do poder Estatal. Ao Estado cabe sim o financiamento da Educação e a destinação de pessoas qualificadas para oportunizar o surgimento de novas alternativas para a Escola pública, que não anda muito bem das pernas. E fazer isto não só como atores, mas também como coadjuvantes de propostas nascidas em todos os cantos possíveis.

Ora, este é um desafio permanente, não é mesmo?

2 Comentários


Close
E-mail It