O Professor Randy Pausch E Sua Lição Final
Filed Under Notícias | Posted on Julho 26, 2008
O Professor Randy Pausch E Sua Lição Final
Randy Pausch, durante “última aula” na Carnegie Mellon, sobre sonhos de criança
A Folha de São Paulo noticiou ontem a morte do professor norte-americano Randy Pausch que ficou mundialmente conhecido com o vídeo de sua última aula, ministrada poucas semanas depois de descobrir que tinha um sério câncer no pâncreas e teria pouco tempo de vida.
A folha publicou também um trecho do livro “A Lição Final”, que o Sr. Pausch escreveu com Jeffrey Zaslow.
O que um esportista, um médico, um advogado, ou mesmo um político (isto seria interessante também) faria como última atividade profissional, para mostrar às outras gerações o seu aprendizado de vida? O professor Pausch escolheu dar uma aula. Sim, uma aula, que foi a atividade à qual dedicou a sua vida.
Uma aula à beira da morte? Acho que não. Isto pareceu ser mais uma aula à margem da vida.
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Acessibilidade, Entrosamento E Domínio No Uso Da Internet Por Pedagogos
Filed Under Pesquisa | Posted on Julho 18, 2008
Acessibilidade, Entrosamento E Domínio No Uso Da Internet Por Pedagogos
Orientanda: Carolina Purcina Dos Santos*
Orientador: Wolney Honório Filho
Esta pesquisa trata de reflexões sobre a acessibilidade e o uso da internet por pedagogos. O ponto de partida foram pesquisas feitas por alunas do 8° período de Pedagogia no ano de 2008, na disciplina Educação, Comunicação e Mídia, da Universidade Federal de Goiás, Campus Catalão, da qual eu participei.
Considerando uso da internet em sala de aula, um elemento fundamental no processo de aprendizagem, organização e construção do conhecimento, este aponta as contradições de poder e dominação que estão associados ao processo de inserção das novas tecnologias no ambiente educacional.
A internet é um meio que nos permite informação do mundo todo e hoje essas novas tecnologias são vistas como novas ferramentas e instrumentos, capazes de alterar nossa cultura.
É importante o estudo desses avanços frente a esse novo paradigma, para percebermos que se antes a única forma de acesso ao conhecimento era através dos livros, a sala de aula e os professores, hoje esse conceito se amplia, pois a internet nos fornece conhecimentos que vão além das paredes das salas de aula e dos professores. Além disso, o estudo deste tema poderá potencializar minha formação como futura professora, pois a inclusão digital nas escolas já é uma realidade, e para encarar essa nova realidade, é preciso que o professor esteja preparado para ela.
Contudo, como tudo que é novo encontra dificuldades, no processo educativo não podia ser diferente. Questões tais como a falta de recursos tecnológicos, alguma resistência de alguns docentes e a falta de preparo dos professores são evidentes nas escolas.
O foco principal dessa pesquisa será a compreensão do avanço tecnológico e a relação educação e internet. Atualmente há constantes mudanças nas tecnologias, na qual tem produzido efeitos significativos na nossa forma de vida. O computador e a internet fazem com que parte da sociedade conviva com as praticidades criadas por suas diferentes aplicabilidades.
Essas novas tecnologias têm afetado os processos educacionais de ensino e aprendizagem, o que cria desafios e expectativas, tanto para o aluno quanto para o professor. Alguns docentes ainda desconhecem o papel do professor perante o excesso de informações, por isso a informática na educação ainda não está consolidada totalmente no nosso sistema educacional.
Algumas questões: como está sendo esta adaptação do uso da internet na sala de aula? Como o professor está lidando com essa relação professor e internet?
A emergência da tecnologia no cotidiano da sociedade contemporânea produz a necessidade de incluir nos currículos escolares as habilidades e competências para lidar com as novas tecnologias. No contexto de uma sociedade do conhecimento, a educação exige uma abordagem diferente em que o componente tecnológico não pode ser ignorado. A incorporação das novas tecnologias como conteúdos básicos comuns podem contribuir para uma maior vinculação entre o contexto de ensino e as culturas que se desenvolvem fora do âmbito escolar, pois ao colocar em prática o uso da internet sem a mediação do professor, o aluno não dará conta dos vários elementos que a internet oferece.
Portanto, esta pesquisa visa problematizar a temática Educação e internet, discutir os problemas que envolvem as novas tecnologias e analisar a situação dos professores frente a essa nova tecnologia. A composição da base teórica desta pesquisa vem se referenciando em autores como Ramal, Levy, Moran, dentre outros.
Andréa Cecília Ramal, apoia o uso das tecnologias nas escolas, para ela ao conectar à internet, as portas se abrem para um novo mundo diante dos alunos e professores, pois há uma infinidade de livros e sites que podem ser acessados, o que nos coloca em um grande desafio.
Além disso, ela mostra caminhos para alcançar uma formação neste contexto, capaz de nos tornar profissionais capazes de aprender sempre.
Pierre Levy destaca a importância de construir novos modelos de espaço dos conhecimentos, na qual rompe práticas obsoletas e estabelece uma mudança qualitativa.
Ressalta também sobre o hipertexto, a cibercultura e o cyberespaço, que é um universo de infra-estrutura e de uma interconexão mundial dos computadores, material de comunicação digital, ligados a nós que pode ser, palavras, páginas, imagens, gráficos, documentos, ou seja, dado de aquisição de informações e comunicação.
JoséManuel Moran segue o mesmo conceito de Ramal, onde o uso da internet e seus recursos na educação pode ampliar o mundo daqueles que utilizam. Ele salienta também sobre a importância da internet mediada pelo professor, pois ela é apenas um apoio indispensável para que se tenha total aproveitamento do conhecimento de modo geral.
*Aluna do Curso de Pedagogia, Universidade Federal de Goiás - Campus Catalão.
Como Está O Prestígio Da Profissão Professor?
Filed Under Notícias | Posted on Junho 16, 2008
Como Está O Prestígio Da Profissão Professor?
Nós, professores do Ensino Superior, encontramos ano a ano, uma realidade estudantil entrando para a universidade com muitas dificuldades em conhecimentos básicos, tais como ler, escrever e interpretar textos. Por um lado, alunos e alunas com uma escolarização de baixa qualidade. Por outro, professores universitários com altas exigências para os discentes e por fim, uma profissão, a de professor(a) com muito pouco prestígio social. De fato, uma realidade complexa.
A Folha de São Paulo publicou no último dia 09 de junho uma matéria intitulada “Carreira de professor atrai menos preparados”, onde destaca que apenas “5% dos melhores alunos formados no ensino médio querem atuar como docentes do ensino básico”. E o motivo está no baixo retorno financeiro e desprestígio social da carreira.
Na verdade, isto não é novidade entre os profissionais da educação. Não é raro vermos os próprios professores incentivando os seus filhos a buscarem áreas profissionais no campo da saúde (medicina, odontologia) ou nas ciências exatas (engenharias). O ditado “filho de peixe, peixinho é” vem sendo renegado pelos professores e professoras. E não é sem motivos.
O estudo citado acima, encomendado pela Fundação Lemann e pelo Instituto Futuro Brasil, feito entre os alunos do Enem 2005, mostra como estamos distantes, culturalmente, no que diz respeito ao valor dado a quem forma as gerações seguintes, em relação, por exemplo, à Coréia e Finlândia, considerados os melhores sistemas de educação do mundo. A consultoria Mackinsey, autora deste estudo que revelou Coréia e Finlândia como países de excelência educacional, destaca que nestes paises são escolhidas as melhores pessoas para serem professores.
Na Coréia, por exemplo, os futuros professores são escolhidos entre os 5% melhores colocados em um exame nacional para o ingresso no ensino superior, destaca a matéria da folha. No Brasil a realidade é outra bem diferente. Os estudantes vão escolher cursos de Pedagogia por serem os que mais possibilitem o acesso ao ensino do terceiro grau.
Ora, o círculo é vicioso: alunos de baixo rendimento escolar procuram cursos de formação de professores, por serem mais fáceis o processo de aprovação, devido à baixa concorrência, e formam novos alunos de baixo rendimento escolar. Se esta matemática for verdadeira, há muito que fazer para que o país realmente alcance patamares de título de primeiro mundo. Não basta a economia anunciar boa saúde, se a cultura escolar está ainda em níveis degradantes.
Há alternativas? Eu penso que sim. E começar a melhorar o salário e as condições de trabalho do professor de escolas públicas é o primeiro passo necessário. Aqui voltamos ao conceito, já bastante escrito em outros posts deste blog: maiores e melhores políticas públicas para a área da educação. Sem tanta maquiagem e mais seriedade.
notÃcias Notícias prestigio professor profissãoFormação Docente: Palestra Na UFG Catalão
Filed Under Notícias | Posted on Maio 9, 2008
Formação Docente: Palestra Na UFG Catalão
Foi realizado no dia 09 de maio no anfiteatro da UFG, em Catalão, a palestra “Formação Docente: tendências internacionais nas últimas décadas desafios futuros”, conferida pelo professor A. Akkari, da Universitè de Genève, Suíça.
O professor A. Akkari discorreu sobre os seguintes pontos:
• A formação de professores: um problema mundial
• Tendências internacionais em matéria de formação de professores
• Especificidades Brasileiras
• Desafios futuros
Contando o ensino fundamental e médio (usando os termos legais do Brasil), hoje existem cerca de 60 milhões de professores no mundo. Do ponto de vista econômico, é a mão de obra mais importante do planeta, segundo o professor Akkari.
Entre os pontos apontados na palestra, gostaria de ressaltar aqui a relação entre ensino profissional e a base pedagógica para este profissional. Explico: foi apontado como um desafio para a universidade a formação de professores em áreas como química, biologia, física, quando em geral os cursos oferecem uma profissionalização necessária em conteúdo, mas não suficiente para o professor exercer a docência. Isto porque o aspecto pedagógico deixa a desejar.
Minha formação (graduação) é em licenciatura plena em História e eu me lembro bem que quando tínhamos aula de didática, psicologia ou estrutura, tudo isto parecia uma conspiração contrária à nossa formação. Era como que não ter sentido estudar didática/metodologias de ensino para quem queria dominar o conhecimento em História.
E um dado apontado pelo professor em suas pesquisas foi que as disciplinas pedagógicas são mais bem aproveitadas por alunos de graduação que ou fizeram o magistério, ou estão em sala de aula. Ou seja, os alunos e alunas que já têm uma certa experiência com a sala de aula.
Um outro dado não desconhecido de todos nós foi a baixa qualidade do salário do professor. Em resumo: os professores no Brasil (foi feito comparação com outros países pelo PIB per capita) ganham muito mal. O PIB per capita no Brasil em 2006 foi em torno de 12 mil reais (veja o site http://br.geocities.com/sousaraujo/pib_2004.htm).
Pois bem, se hoje fosse montar uma tabela internacional o critério padrão para se calcular o salário de um professor deveria ser de 2 ou 3 vezes o valor do PIB per capita. Nossa! Ninguém iria mais querer fazer vestibular para medicina, não é mesmo?
A pesquisa do professor A. Akkari é feita através de um convênio internacional entre a UFU – Universidade Federal de Uberlândia e a universidade de Genebra. No momento, o professor está fazendo uma pesquisa nos Estados de Goiás, Minas Gerais e Paraná. Dia 30 de junho próximo haverá um seminário em Uberlândia discutindo os resultados desta pesquisa.
obs. o evento foi organização pela Coordenação de Extensão e Cultura do Campus de Catalão - UFG
catalão educação formação docente Notícias professor ufgO Professor Na Sociedade Em Rede
Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Abril 24, 2008
O professor na Sociedade em Rede
Após entrar na universidade, alunos e alunas enfrentam outros desafios para concretizar a formação profissional. É isto o que tenho visto com o alunado da Pedagogia – UFG-Catalão, onde trabalho como professor.
O primeiro desafio é conhecer este novo mundo chamado academia. E logo de cara o primeiro susto: a forma de estudar e aprender na Universidade são completamente diferentes do ensino fundamental e médio.
É o que percebem quando descobrem que escrever e ler tem uma dimensão diferente daquela apreendida na educação anterior. E esta é uma dificuldade comprometedora do aproveitamento destes alunos e alunas logo no primeiro ano de faculdade.
O fato é que apesar de estudarem língua portuguesa durante todo o período de escolarização a grande maioria ainda tem sérias dificuldades para organizar as idéias no papel, bem como para entender textos mais teóricos.
Além disso, venho notando também que a maioria é mulher e numa faixa etária de 19 a 22 anos em média. Ou seja, a única experiência escolar que tiveram foi na qualidade de alunas.
Isto faz com que simultaneamente à entrada na universidade surge também o momento, também para grande parte delas, de ir atrás do primeiro emprego, não podendo dedicar exclusivamente 4 anos à formação profissional.
Formar é preciso, mas trabalhar também é preciso. Este é um pedaço da nossa realidade estudantil. E esses conflitos podem ser maiores ou menores, dependendo do histórico escolar da aluna, origem sócio-econômica, cultural, etc.
Enquanto professor do primeiro ano de Pedagogia eu fico, a cada ano, perplexo com esta realidade, que ao invés de diminuir, está se agravando. O que fazer para melhorar a qualidade destes futuros professores?
Não acredito que haja uma única resposta e que muito menos seja fácil encontrar respostas. Mas eu acredito que o debate é fundamental para encontrar soluções. Afinal, o próprio Paulo Freire já clamava por uma educação mais dialógica. Então vamos a ela.
Abaixo, reproduzo um vídeo sobre o professor na sociedade em rede. O vídeo aponta que o professor e o aluno, numa perspectiva das novas tecnologias, se transformarão. Seus papéis se modificarão. Vejam!
O professor na Sociedade em Rede











