Formação de Professor|Cultura Educacional |Educação E Blog

No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

Sobre Os Salários Dos Professores Da Rede Pública

Filed Under Púlpito | Posted on Abril 14, 2009


Sobre Os Salários Dos Professores Da Rede Pública

 

Onde há uma mínima intenção de luta por melhores salários para professores e professoras, ou denúncias sobre os baixos salários dos docentes da rede pública, eu creio que é necessário parar e pensar a respeito. Em tempos de crise parecontracheque02.JPGce que falar em aumento real de salários é um desvario, um delírio. E é sempre bom contrapor aos soldados naturais da ordem mundial que comer, vestir, morar e divertir-se é atividade do dia a dia de todo ser humano trabalhador. E se até o Presidente da República já disse que acha pouco o piso salarial de R$950,00 para um professor no Brasil cuidar, durante o dia todo, de 40 ou 50 crianças, porque então não mostrar a cara do Brasil, dos Estados e Municípios, que pagam os seus professores para educar suas crianças. Esta é a proposta que vi ser divulgada no Blog da Gládis, Educação, tecnologia e algo mais… , com o post Quanto ganha um professor na Rede Pública. A exposição de quem somos, enquanto Estado, pode talvez criar constrangimento e uma necessária campanha para a melhoria da educação em termos de salário e condições pedagógicas de trabalho. Não custa acreditar, não é mesmo?

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Quando O Professor Estuda O Aluno Aprende Melhor

Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Fevereiro 10, 2009

Quando O Professor Estuda O Aluno Aprende Melhor


O Robson Garcia, lá do Caldeirão de Idéias, fez uma sugestão na lista dos Blogs Educativos: a leitura do texto do Professor Pedro Demo, intitulado PROFESSSOR – PROFISSIONAL DA APRENDIZAGEM. Demo aponta uma série de características que evidenciam uma cultura de formação do professor pautada no instrucionismo, qual seja, a que fazem os professores suporem que devam “aprimorar seu jeito de ensinar, não de aprender”. E para o autor, “aprimorar a aprendizagem discente implica aprimorar a aprendizagem docente”.

 

Identificado como um vício capital, o instrucionismo é caracterizado dentro de uma “tradição reprodutivista escolar, calçada no argumento de autoridade, na disciplina, na transmissão de conhecimento, no currículo como “grade”. O aluno é mantido na condição de objeto de instrução, evitando-se que compareça como autor. Na prática, nem o professor é autor, muito menos o aluno. Faz parte do instrucionismo também a aleivosia de confundir aprendizagem com aula. Embora aula sempre caiba como expediente auxiliar, grande parte das aulas não ultrapassa o argumento de autoridade, esvaindo-se em pretensões disciplinares arcaicas”.

 

Em tese, o aluno é a figura central na escola, mas o professor é a centralidade da aprendizagem do aluno. Na prática, o aluno aprende como o professor aprende.

 

Bom, a pergunta que me fiz, no final da leitura do texto, foi: qual é meu jeito de aprender? Tomar consciência do meu jeito aprendiz irá melhorar o aprendizado das minhas alunas? Este é um desafio interessante. Mas como apreender como eu aprendo? Cabe lembrar também que o objeto aqui não é o que eu aprendo, mas como aprendo. Isto já é um bom ponto de partida. Porém, como diz um amigo meu, se estou ensinando história da educação caberia levar para a sala de aula como eu aprendi a fazer bolo? Eu posso estar exagerando, mas isto tem sentido, ou seja, o tema/conteúdo do aprendizado está relacionado ao aprendizado de determinada disciplina. Do contrário estaríamos, todos, apenas aprendendo em como fazer bolos.

 

Salvos pelo gongo do bom senso, acredito que o acordo é sim ensinar/aprender colaborativamente junto com os(as) alunos(as), respeitando as diferenças de experiências entre professor e corpo discente.

 

Minha forma de aprender é um tanto quanto eclética. Sou lento nas leituras, preciso anotar, rabiscar os textos para capturar as idéias e dialogar com as mesmas. Na infância, lembro que sentia dificuldade em concordar com a professora de português sobre o que era o tema principal de determinados textos que ela nos passava. Mas isto não acontecia em todos os textos, claro. Hoje entendo que esta dificuldade estava na pouca autonomia que tínhamos na interpretação e no medo de estar fazendo interpretações erradas.

 

Percebo também que é importante a fonte de informações. Hoje busco informações em citações bibliográficas de livros/artigos que leio; nas listas de discussões on-line que participo; blogs; conversas com colegas de trabalho e outros pesquisadores. Vejo que na universidade, há certa dificuldade ao propor uma disciplina, em eleger o que os alunos devem ler prioritariamente. Quando seleciono um texto significa que outras leituras e entendimentos foram feitos, o que certamente adjetiva a minha compreensão, que será diferente das alunas. Explicitar estes procedimentos não seria um caminho de pensar o como aprendi?

 

Mas este aprendizado está pronto quando vou para a sala de aula? Não. Ao problematizar textos, sugerir o debate de idéias, outras possibilidades de aprendizado/interpretação são lançadas no jogo. Acredito que ao fazer isto, lanço mão do meu esforço em ter estudado para publicar a aula, mostrando meu próprio percurso. E mais, propondo a produção de textos sobre questões abertas do tema estudado. Faço isto também utilizando este blog como referência para a continuidade da produção intelectual de sala de aula, oportunizando às alunas outro local de debate.

 

Eu me alonguei neste relato, eu sei. Mas foi por pura vontade de explicitar um pouco de como eu aprendo e ensino. Talvez se falarmos mais sobre isto nós possamos ir detectando um pouco mais nossas falhas e possíveis acertos quando ensinamos e aprendemos. E você leitor(a), como faz?

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Avaliação Do Professor

Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Novembro 28, 2008


Avaliação Do Professor

 

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O final do semestre se aproxima e tentando ser mais blogueiro e menos acadêmico (se é que isto é possível para este que vos fala aqui), lanço o desafio, aos alunos e alunas das disciplinas História da Educação I e II, “Mídias, mediações e Educação” e “Educação, comunicação e Mídias” (todas em 2008), a uma conversa avaliativa. É claro que o(a) leitor(a), mesmo não sendo aluno(a) pode também dar uma palhinha.

 

O objetivo é provocar o diálogo do que foi ensinado, como foi ensinado e o valor disso para quem esteve envolvido no processo. Alguma coisa pode melhorar?

 

Opiniões, que vão além disso, também serão bem vindas. Quem começa?

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A Identidade Do Professor No Encontro De Didática Em Catalão

Filed Under Eventos | Posted on Novembro 21, 2008


A Identidade Do Professor No Encontro De Didática Em Catalão

 

 

Realizou-se entre os dias 17 e 19 de novembro, a VIII Reunião Anual de Didática e Prática de Ensino (lembrando que já começamos aqui no Blog uma discussão sobre formação de professor, refletindo sobre a didática e prática de ensino. Veja Aqui) na Universidade Federal de Goiás – Campus Catalão (realizado pelos cursos de licenciatura do CAC-UFG). Coordenado pela professora Dra. Dulcéria Tartuci*, o evento, este ano, trouxe o tema Estágio e Docência: formação, valorização e construção da identidade.

 

Na noite do dia 17, as professoras Dra. Luzia Márcia (História) e Maristela (Educação Física) debateram sobre as licenciaturas na UFG. No dia 18, houve comunicações orais sobre as pesquisas realizadas nas disciplinas de Estágio. No dia 19, o tema da mesa redonda, composta pelas professoras Dra. Simara Maria Tavares Nunes, do curso de Química e Dulcéria Tartuci, da Pedagogia, foi Formação docente: construção e valorização da identidade do professor.

 

Além da fala das professoras, direcionadas para a valorização do professor através da sua formação qualitativa na graduação, houve também apresentações artísticas logo depois das palestras. Eu vi especialmente nas apresentações da dança do ventre e Hip Hop uma relação intrínseca com o tema do Evento. Explico.

 

O tema da identidade do professor está diretamente relacionado a dois pressupostos: primeiro, o de que identidade indica uma visão homogênea, onde os professores, em termos de formação e práticas de ensino, construiriam uma forma semelhante de ser professor. Segundo, seria uma outra perspectiva, podendo ser considerada até como contraditória, sem o ser necessariamente, que consideraria as diferenças ao focar na formação docente.

 

Sem querer me alongar no debate teórico destas perspectivas, eu digo que fazer uma imagem destas representações, semelhanças e diferenças, não é nada fácil. Porém, as apresentações da dança do ventre e Hip Hop me ajudaram a entender um pouco mais estas idéias. Ora, a dança do ventre, por constituir num conjunto aparentemente homogêneo, onde as dançarinas, ao som da música, buscam perfeições de movimentos corporais sensuais e simultâneos, poderia indicar a perspectiva identitária. Todas, em conjunto, buscando o mesmo movimento.

 

A dança do Hip Hop, pode se dizer, variaria do semelhante ao contrário, num anglo que variaria de zero a 180 graus. Os dançarinos, no caso daquela noite em número de quatro, buscaram não o semelhante, mas o movimento diferente, cada um no seu passo vibrante, enérgico e dessemelhante. O ideal não é ser igual, mas ser um outro. Isto poderia até parecer uma bagunça, mas não é. Pelo contrário, apresenta-se inclusive mais vibrátil, tirando aplausos e gritos mais energizados da platéia.

 

Ora, ai está, no meu entender, uma referência interessante para se pensar a formação docente na universidade. Por um lado, temos uma necessidade institucional, curricular de buscar qualificar o profissional da educação dentro de um parâmetro sócio, cultural e político eleito e adotado pela instituição, que somos todos nós professores universitários. Há uma tendência de buscar o semelhante, uma identidade homogênea. Diz-se fazer um corte de qualidade pela média.

 

Por outro lado, o respeito à diversidade do aluno, do professor, da cultura local é cada vez mais relevado na Educação do país. E a diversidade acontece nas múltiplas experiências tanto dos discentes, quanto dos professores universitários. O desafio educacional é equilibrar estas duas forças, ora buscando os movimentos conjuntos, feito os arredondados remelexos das dançarinas do ventre, ora os incautos e impulsivos saltos dos dançarinos do Hip Hop.

 

E você, o que pensa sobre isto?



*COORDENAÇÃO GERAL

Dulcéria Tartuci

 

COMISSÃO CIENTÍFICA

Dulcéria Tartuci (coord.)

Maristela Vicente de Paula (coord.)

Eliane Martins de Freitas

Gisele Alves

Juçara Moura

Lívia Abrahão do Nascimento

Sirlene Duarte

 

COMISSÃO DE FINANÇAS E COMUNICAÇÃO

Maria Marta Lopes Flores (coord.)

Simara Maria Tavares Nunes (coord.)

Crhistiane da Fonseca Souza

Elânia Maria Marques Bergamashi

Jaqueline de Cássia Naves

Marta Borges

 

COMISSÃO DE INFRA-ESTRUTURA E REGISTRO

 Kátia Silene Silva (coord.)

Porfírio Azevedo dos Santos Júnior (coord.)

Altina Abadia da Silva

Françoise de Mesquita

Leomar Cardoso Arruda

Heliane Batista de Oliveira

Rodrigo Graboski Fratti

 

COMISSÃO CULTURAL

Andréia Cristina Peixoto Ferreira

Cristiane da Silva Santos

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O Professor Randy Pausch E Sua Lição Final

Filed Under Notícias | Posted on Julho 26, 2008


O Professor Randy Pausch E Sua Lição Final

 

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Randy Pausch, durante “última aula” na Carnegie Mellon, sobre sonhos de criança

A Folha de São Paulo noticiou ontem a morte do professor norte-americano Randy Pausch que ficou mundialmente conhecido com o vídeo de sua última aula, ministrada poucas semanas depois de descobrir que tinha um sério câncer no pâncreas e teria pouco tempo de vida.

 

A folha publicou também um trecho do livro A Lição Final”, que o Sr. Pausch escreveu com Jeffrey Zaslow.

 

O que um esportista, um médico, um advogado, ou mesmo um político (isto seria interessante também) faria como última atividade profissional, para mostrar às outras gerações o seu aprendizado de vida? O professor Pausch escolheu dar uma aula. Sim, uma aula, que foi a atividade à qual dedicou a sua vida.

 

Uma aula à beira da morte? Acho que não. Isto pareceu ser mais uma aula à margem da vida.

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