Formação de Professor|Cultura Educacional |Educação E Blog

No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

Poesia Na(Da) Periferia

Filed Under Poesia | Posted on Dezembro 27, 2009


Poesia Na(Da) Periferia

SARAU DO BINHO NA TV CULTURA

Veja o site do Sarau do Binho

Aqui

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Em Busca De Casa Encontro Com A Morte

Filed Under Poesia | Posted on Fevereiro 17, 2009

Em Busca De Casa Encontro Com A Morte

Os Corpos espalhados pelo chão
como pedras
lixo
insensíveis
mortos
despertam a fria realidade da imigração clandestina

sem pátria
sem chão
sem terra
fazem do mar a última esperança de vida

em busca de outra casa
encontram a morte viva

Saramago chamou o ocorrido
De A Morte à porta de casa

Não há palavras
para tanto desgoverno
e pouca civilização

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Lembranças De 2008

Filed Under Poesia | Posted on Dezembro 31, 2008

Lembranças De 2008

2008 está chegando ao fim

Janeiro foi rápido
Como o verão

Fevereiro não pulei,
Não pulamos carnaval
Dançamos na cama,
De um lado para o outro,
Dormindo, dormindo.

Março veio com aulas, trabalho
E viagem para New Orleans, Brasa, Louisiana

Abril veio as memórias

Maio, com um pouco de vento,
Terminou com o frio do cerrado

Junho trouxe promessa de férias

Que julho concretizou
E com elas, filhos, sobrinhos e futebol

Agosto chegou bem
Mas levou, no final, Wolney, meu pai

Setembro ficou a dor
Ainda por entender e aprender

Outubro, com o barulho dos tambores
Dos congos em Catalão
Junto com a Santa do Rosário,
Espantou o susto da morte

Novembro, logo no início,
Lembranças por preservar,
Aulas por dar
Semestre acabando

E neste dezembro final de ano
Enlaço em palavras sintéticas
Fios de recordações
Do que passou
Deixando até sem nota
Algo que passou
Mas relevando, como intenção,
Um abraço caloroso
Cheio de emoção

Feliz 2009!!!

Playing For Change: Song Around the World “Stand By Me”

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X Poemarte

Filed Under Eventos | Posted on Novembro 14, 2008


 


X Poemarte

 poemarte-2008.JPG

Lembro-me das primeiras edições do POEMARTE, organizado nos anos 90 pela professora Marta Rocha. Lembro-me especialmente da correria da professora, das alunas do curso de Pedagogia (UFG – Catalão) e das crianças, que ao subirem no palco do Colégio Mãe de Deus, pareciam anjos, com suas asas enormes, felizes, por estarem, ali, contando suas histórias e artes poéticas.

 

Hoje, em sua décima edição, o POEMARTE, organizado pelas professoras Selma Martines Peres, Dulcéria Tartuci, Françoise de Mesquita e pela coordenadora do Curso de Pedagogia, professora Kátia Silene Silva, continua a trazer esta vibração de crianças, agora no palco do Anfiteatro do Campus de Catalão, “poemartizando” a vida, conforme escreveu Fabiana Rodrigues Carrijo, na apresentação do site do evento.

 

Para os educadores de Catalão-GO e região, é uma ótima oportunidade de não só apreciar os “poemacriando” de crianças de várias escolas de Catalão, como também de refletir sobre os significados da arte na educação.

 

PROGRAMAÇÃO

 

Dia 20/11 às 17:00h - Abertura oficial e Homenagens.                Apresentação de Escolas de Anos Iniciais (1º ao 5º Ano).

 

Dia 21/11às 17:00h – Abertura.

Apresentação de Escolas de Anos Iniciais (1º ao 5º Ano).

 

Dia 22/11 às 8:00h – Abertura

Apresentação das Escolas de Educação Infantil, Homenagens, Apuração dos Votos e  Premiação. 

 

Local: Anfiteatro do CAC/UFG

Realização:  Departamento de Pedagogia CAC- UFG

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Dia Do Amigo

Filed Under Poesia | Posted on Julho 20, 2008


Dia Do Amigo

 amizade.jpg

Acordei neste domingo com aquela preguiça costumeira que você, leitor, sabe sem dúvida qual e como ela é. Na verdade, ela não parece ser, ela se estabelece como um estado domingueiro, apesar de que em certas idades juvenis, ela se transfigura em coisa ontológica. Sim esta preguiça tem várias caras e modos de ser.

 

Levantei-me e a primeira coisa rotineira que faço quando estou em casa é ligar o micro, antes de ir fazer o café. Mas vamos deixar deixar destas histórias.

 

Quando fui acessar meus e-mails me deparei com um texto escrito pela minha amiga Amélia, de Maringá – PR. E o texto era uma homenagem que ela estava fazendo aos amigos e amigas no dia do amigo, este 20 de julho.

 

Coincidentemente ela estava no Bate-Pago do Gmail e imediatamente agredeci, emocionado, e pedi autorização para publicá-lo.

 

Pois bem, abaixo está o texto e gostaria de ofertá-lo a todos os meus amigos e amigas, leitores ou não do Blog. Abraço a todos!

 

 

 

A AMIZADE      (Amélia Kimiko Noma*)

 

Para se ter um amigo é obrigatório ser um amigo. Afinal, uma relação de amizade pressupõe reciprocidade de afeto. A amizade é aquela relação social tecida no bem-querer e no bem-fazer, na qual os amigos se suprem afetivamente. Amigos se respeitam, preservam a individualidade, a liberdade e a autonomia um do outro, aceitam as mútuas diferenças e limitações.

 

Podemos dizer que a amizade é uma síntese da diversidade por articular diferenciações em seu interior. Amigos não precisam ser exatamente iguais (se é que isto é possível); não precisam ter os mesmos gostos, valores, culturas e ideologias. Somente a amizade tem a força para impedir que as diferenças de origem social, posses, capacidades e atributos resultem em divisão e separação dos amigos. Ao mesmo tempo, amigos sabem compartilhar, o que é de cada um é do outro. Desenvolvem uma impressionante relação de cumplicidade, se comunicam apenas com um olhar, com um gesto e com um silêncio. Misteriosamente, a amizade não é quantitativamente medida por dinheiro, riqueza e poder. Maravilhosamente, o seu espelho não é o interesse egoísta, a transação mercadológica nem a relação de exploração e opressão.

 

Como explicar a amizade? Talvez ela seja a manifestação primeira da necessidade de nos vermos no outro e de nele e por ele descobrirmos o mundo. Ao compartilhar vínculos afetivos e sociais dessa natureza nos tornamos capazes de plasmar e mudar nossa relação com os outros. Isto significa que a amizade possui uma dimensão social que se estende para além do âmbito individual e subjetivo. A amizade se constitui e é tecida por mediação de vínculos e interações sociais na qual se estrutura o processo de humanização. Ou seja, sem a presença de outros da mesma espécie, não há a constituição do ser humano. Esta compreensão nos permite fazer oposição à tão propalada concepção liberal do indivíduo isolado, daquele que se faz por si mesmo desprendido dos laços de dependência da família e da comunidade.

 

Estamos a falar de outra forma de sociabilidade que, não substituindo a família (e outros), coexiste com ela e se fortalece na tessitura social e cultural. Isto permite a compreensão de que a constituição da essência humana é indissociável da noção de indivíduo social. Os traços, os caracteres dos indivíduos, são também sociais porque pertencem aos homens de uma determinada época e lugar, portanto, são social e historicamente produzidos. É apenas no conjunto das relações sociais que o ser social pode ser engendrado, sua manifestação vital é expressão e confirmação da vida social, ou seja, da vida individual e a vida genérica do homem.

 

O relacionamento social mediado pela amizade tem, portanto, um papel fundamental pois significa uma das experiências individual, social e historicamente vivenciadas e que fazem parte da condição humana, que alicerça o sentimento de pertencimento e forja a identidade – individual e coletiva –  dos sujeitos sociais. Será que é por isto que os amigos se tornam a nossa bússola e são capazes de ajudar a encontrar o rumo e o prumo?

 

Vinícius de Moraes expressa a absoluta necessidade que temos dos amigos e o quanto a nossa vida depende da existência deles, quando diz: “são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente construí, e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo!”

 

E por que precisamos de um amigo? De novo, é o poetinha Vinicius quem sabe o tom e, afinado, entoa a melodia. “Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade”. “Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. […] Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive”.

 

Como nada do que é humano lhe é estranho, como não poderia deixar de ser, na relação de amizade se consubstanciam a imperfeição, a incompletude e a finitude características do ser humano. Se a amizade é uma forma de amor, então, o amigo é capaz de me amar quando menos mereço pois é quando mais preciso dele? E amigo sempre nos lembra que, para se manter viva, a amizade precisa ser continuamente cultivada, alimentada, reconstruída, revigorada, retomada…

 

 

Vivo, como o ar, no meio dos seres

e saio da solidão encurralada
para a multidão dos combates,
livre, porque na minha mão vai a tua mão,
conquistando alegrias indomáveis.


Pablo Neruda

Canto Geral (Aqui termino)

 

 

* Doutora em História pela PUC-SP e professora adjunta na Universidade Estadual de Maringá, no Departamento de Fundamentos da Educação, Docente no Programa de Pós-Graduação em Educação da UEM.

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