Como Se Mede A Qualidade Da Educação
Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Maio 20, 2008
Como Se Mede A Qualidade Da Educação
Neste nosso país, tão cheio de diversidades, culturais, sociais, econômicas, políticas, étnicas, um desafio para as políticas públicas educacionais é a medida da qualidade da educação de norte a sul, de leste a oeste. Um padrão de qualidade numa cidade do interior de Goiás seria o mesmo de uma cidade no Amazonas, ou em São Paulo?
O site Educarede publicou uma interessante matéria intitulada “O que é uma escola de qualidade?”, apontando formas alternativas de indicar padrões de qualidade para a escola. E um critério significativo de se levar em consideração é a realidade contextual da escola.
De um lado, a proposta de uma metodologia de operacionalização indicada para a Escola. Por outro, a Escola se reuni com sua comunidade e avalia a significância do material para a realidade escolar, apontando oportunidade para a elaboração ou re-elaboração de material político pedagógico para a escola.
O que me chama a atenção aqui é esta política de interação: Escola – comunidade – Estado – organismos sociais. Na minha formação como docente, lá nos anos 1985, quando entrei no curso de História, as disciplinas didático-pedagógicas que fizemos ressaltavam este lado democrático, ou melhor, esta necessidade democrática de atividades educativas na Escola. Lembrei-me disso aqui porque quando vimos ou ouvimos determinadas propostas ditas participativas fica aquela sensação de populismo.
Por um lado, penso que é por causa deste jeito de pensar que as massas não têm condições de se auto-dirigirem e que necessitam de líderes que façam por elas. Por outro, é o temor causado pela possibilidade desgovernada (em outros termos, fora dos rumos tradicionais de poder) a que as massas populacionais poderiam dar à história, aqui escolar, da nossa sociedade.
Não acredito que a Escola deva passar das mãos do Estado para a das massas populacionais. E nem que fique exclusivamente sob os auspícios do poder Estatal. Ao Estado cabe sim o financiamento da Educação e a destinação de pessoas qualificadas para oportunizar o surgimento de novas alternativas para a Escola pública, que não anda muito bem das pernas. E fazer isto não só como atores, mas também como coadjuvantes de propostas nascidas em todos os cantos possíveis.
Ora, este é um desafio permanente, não é mesmo?
aprendizagem compartilhada avaliação educação padrão qualidade









