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No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

Campanha Nacional: Todo Homem Público Deve Dar Uma Aula Pública

Filed Under Púlpito | Posted on Maio 7, 2008

Campanha Nacional: Todo Homem Público Deve Dar Uma Aula Pública

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Acabei de ler uma matéria intitulada “A Aventura dos jovens mestres”, do Gilberto Dimenstein. Trata-se de uma experiência iniciada no Colégio Santa Cruz, em São Paulo, que levou um grupo de adolescentes – JOVENS MESTRES – a auxiliarem professores em escolas públicas.

O trabalho, chamado de gestão comunitária, leva os jovens adolescentes a empreenderem projetos durante um ano em uma escola pública.

Mas o que também me chamou a atenção na matéria é a informação de que houve a ventilação de um projeto no congresso que levaria todo homem público a dar uma aula pública por ano.

Isto seria fantástico, não acham. E acrescentaria: se a aula não fosse satisfatória o parlamentar iria receber uma nota que o pudesse inclusive se não perder o cargo, diminuir salário.

Por que não lançar uma campanha nacional para a melhoria da qualidade da política partidária brasileira, colocando como critério, para os parlamentares, uma aula pública mensal, em escola pública, como critério para manter o mandato?

É claro que não iríamos exigir um profissionalismo acadêmico para isto. Mas com certeza poderíamos estabelecer critérios razoáveis e instrumentos públicos de avaliação do trabalho parlamentar.

Tenho certeza que muitos parlamentares se sairiam muito bem. Mas outros…

Afinal, não seria mais apenas o voto, de quatro em quatro anos, a medida de qualidade do trabalho político partidário no país.

Portanto, fica aqui a sugestão: que todo parlamentar ofereça uma aula pública mensal, em escola pública, na sua região política.

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Universidade, Faculdade Ou Escola?

Filed Under Púlpito | Posted on Maio 4, 2008

Universidade, Faculdade Ou Escola?

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Quais são as formas de representação de uma Universidade sob a perspectiva dos seus alunos e alunas?

Esta é uma questão que me ocorreu recentemente quando eu ouvi uma aluna falar ao telefone, dizendo mais ou menos assim: “eu estou aqui na faculdade”. Faculdade ou Universidade?

Outra expressão representando também a Universidade é “escola”: “fulano foi para a escola”, querendo dizer que a pessoa foi para a Universidade.

Bom, estou me referindo à minha experiência de professor na UFG em Catalão – GO. Talvez por situar-se numa região do interior do país (Centro Oeste), ainda preserve representações das instituições do ensino superior como sendo um lugar de escolarização, não precisando diferenciar o grau desta escolarização.

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Universidade, Faculdade e Escola são a mesma coisa?

Escola vem do Grego scholé(σχολεῖον) que significa lugar do ócio. Na Grécia Antiga, as pessoas que dispunham de condições sócio-econômicas e tempo livre é que nela se reuniam para pensar e refletir.

Faculdade já é uma das denominações de Universidade. Por exemplo, numa Universidade podemos encontrar Faculdade de Direito, Medicina, Ciências Humanas e outras.

Universidade significa totalidade, reunião de Faculdades. Historicamente, especialmente no Brasil, a criação das primeiras Universidades vem da união de Escolas (de ensino superior) isoladas, ou Faculdades isoladas.

Voltemos ao ponto de partida, agora um pouco mais alimentados de informações online (para estas rápidas palavras foi consultado o site http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1gina_principal para os termos que dão título a este post).

Por um lado, existe aqui um desconforto. Afinal, uma aluna de Universidade não saberia distinguir a diferença entre as três modalidades: Universidade, Faculdade e Escola? Mas este desconforto não é fruto de uma tendência pensante que poderia estar considerando os conceitos como algo estável, universal ou mesmo congelados no tempo? Ou seja, Universidade é uma coisa, Faculdade outra e Escola uma terceira coisa?

Neste sentido, a aluna com certeza estaria “atrasada”, “fora do padrão”, “desconectada” do mundo sócio educacional que está participando. Em resumo, ela não teria “sacado” o fio da meada estruturante e regularizador de uma instituição secular, que é a Universidade.

Por outro lado, penso que isto pode também revelar certa transgressão, talvez não tão consciente, mostrando um lado caótico e desqualificado pelo qual passa a graduação universitária no mundo contemporâneo. Existe na expressão utilizada pela aluna uma forma de ver a relação entre o indivíduo e a estrutura social (universitária, no caso) como algo necessário, porém distante. A Universidade seria um lugar de profissionalização, talvez prazeroso, talvez não.

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O fato é que numa Universidade podemos ter várias Escolas (de pensamento) e Faculdades (áreas de formação). Porém, mesmo assim, esta mistura de sentido revela algo instável: o abalo de uma tradição que tendia a localizar na Universidade o lugar do saber. Não que a Escola (ensino fundamental e médio) pudesse estar substituindo o papel da própria Universidade. Mas que a formação da pessoa extrapolou o muro da Escola (Universidade), indo se abrigar também na fábrica, na empresa, etc.

Mas não vamos fazer disto uma tempestade num copo de água. Consideremos também que esta é uma interpretação apressada, de momento. Mas convenhamos: a Universidade, enquanto instituição de saber e local de produção de cultura, está mudando. Para onde estamos indo?

Isto mostra também que não existe apenas um sentido para o termo Universidade, e nem mesmo para Escola ou Faculdade. Estamos vivendo múltiplas perspectivas de sentido. Seria isto realmente uma novidade? Acredito que não, pois depende de quem e como se está abrindo as páginas do passado. Mas esta é uma outra história.

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O Rádio Na Escola

Filed Under Púlpito | Posted on Abril 24, 2008

O Rádio Na Escola


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Caro Leitor(a),

 

Estou fazendo uma pequena enquête e gostaria de sua colaboração. Trata-se de

um estudo que estou fazendo sobre a utilização do rádio e o perfil do ouvinte.

Para responder às perguntas acesse, logo abaixo, a sessão leave a comment (deixe seu comentário). Em seguida, responda às perguntas, da seguinte forma (sugestão):

Questão 1 – letra A – (exemplo)

Questão 2 – letra C – (exemplo)

E assim para as demais perguntas.

Sugerem-se as seguintes questões:

 

 

1) Com que freqüência, habitualmente, ouço o rádio?
a. diariamente
b. de vez em quando
c. raramente

 

 

2) Quando ouço o rádio, eu…
a. concentro-me nesta atividade
b. tento ouvi-lo enquanto faço outras coisas
c. ligo e deixo tocar sem prestar muita atenção

 

3) Quando ouço o rádio, em que estou interessado?
a. educação (cursos)
b. informação (notícias)
c. diversão (música, humor)

 

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4) Em minha escola, existem oportunidades para se ouvir o rádio?
a. quase sempre
b. eventualmente
c. raramente ou nunca

5) Dentro de um projeto pedagógico, na minha opinião, o rádio pode ajudar…
a. muito
b. um pouco
c. nada

5) Minha faixa etária está entre…

a. 9 e 17 anos

b. 18 e 28 anos
b. 29 e 45 anos
c. 46 acima

Agradeço a participação.

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Sobre Vícios, Ética E Educação

Filed Under Púlpito | Posted on Abril 11, 2008

Sobre Vícios, Ética E Educação

O título acima pode parecer estranho, mas ando pensando em duas coisas que me fizeram criá-lo. Primeiro, o caso da menina Isabela, uma criança cuja morte a mídia brasileira está transformando em um show. Sim, o Show da Morte, como bem foi dito lá no Blog EscutaZé, no post “O Diabo Mora Ao Lado”.

Virou vício na nossa cultura especular sobre a tragédia dos outros? A convivência com a morte é algo colocado como cada vez mais distante na nossa sociedade, tendo em vista outras sociedades históricas. E não acredito que o fato deste sensacionalismo em torno do caso acima nos fará diferentes. Isto pode sim ser mais um elemento desta nossa sociedade do espetáculo, onde a morte vira espetáculo.

Então por que os meios de comunicação não temperam sua produção de notícias? Mais do que a morte de uma criança ocorrida por meios trágicos, estamos assistindo a uma verdadeira catarse ao contrário, produzindo novos medos e recalcamentos sobre a imagem da infância e, por extensão, sobre a educação infantil.

A informação, tratada com rigor, é sempre necessária às sociedades complexas. Mas não precisam exagerar como se não houvesse mais nada a ser noticiado.

A segunda questão que vem visitando meus pensamentos é sobre a relação ética e educação. Não no sentido escolar do termo. Mas a visão que ainda uma boa parte dos congressistas deste país passam quando continuam a demonstrar que a sua criatividade para a corrupção alcança patamares ainda maiores. Parece que a ordem é quem consegue ser mais criativo para embolsar grandes quantias dos cofres públicos. Sim, estou me referindo aos cartões corporativos.

Como imaginar um país se o exemplo de ética, que deveria ser educativamente ensinado pelos líderes republicanos, eleitos pelo povo, é corroído frequentemente sem punição satisfatória, ou pelo menos reconhecida?

Mas temos a poesia, a música, a arte para mostrar que nem tudo está acabado. Foi o que eu encontrei no Blog da Miriam Sales: um post intitulado “Sinto vergonha de mim”. Rolando Boldrin, numa atitude artística e ética, reconhecendo o erro, em nome da autoria de um poema de Cleide Canton.

Pedir desculpas já seria um exemplo bom que, seguindo Boldrin, tanto a mídia quanto os políticos podiam fazer publicamente pelos seus famigerados erros profissionais. Apreciem o vídeo:

Rolando Boldrin declama Cleide Canton

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Formação De Professor É Para Toda A Vida

Filed Under Púlpito | Posted on Abril 5, 2008

Formação De Professor É Para Toda A Vida

Estamos com praticamente um mês de aula e algumas questões começam a aparecer na turma de alunos e alunas que iniciam o curso de pedagogia (digo, como referência, o curso de Pedagogia UFG – Catalão – GO).

Quem são nossos candidatos a futuros professores? Inegavelmente, o sexo feminino, não fugindo às expectativas e estatísticas, mantém a sua hegemonia presencial. Porém, este ano, alguns homens, mais precisamente três, estão na fila dos futuros professores.

Alguns aspectos dessa realidade estudantil são marcantes: dificuldade na escrita, bem como na leitura e interpretação de textos.

O fato é: a cada ano que passa, nós estamos constatando uma qualidade mais baixa de alunos ingressando no ensino superior. A indagação que me ocorre no momento: em que medida isto afeta a formação qualitativa dos professores?

Talvez a pergunta seja óbvia demais, dado que baixa qualidade de escolarização estes estudantes. Mas eu penso que é hora de começar a refletir estas coisas.

Abaixo, reproduzo um vídeo feito na comunidade européia, onde a discussão central é a qualidade dos professores como fator principal na melhoria da qualidade de ensino. Vejam:

Professores têm de apostar mais na formação ao longo da vida

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