Formação de Professor|Cultura Educacional |Educação E Blog

No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

Greve Na Universidade Federal de Rondônia

Filed Under Púlpito | Posted on Novembro 4, 2011


Greve Na Universidade Federal de Rondônia

Recebi essa informação e passo a divulga-la aos leitores do Blog:

A Universidade Federal de Rondônia está em greve desde 16 de setembro de 2011. A Reitoria está ocupada pelos estudantes a 25 dias. Ocupada significa fechada.

Um professor de História foi preso arbitrariamente pela Polícia Federal enquanto chupava um pirulito.

Os bombeiros condenaram o campus universitário. Os departamentos de Biologia e Química são praticamente bombas-relógio.

Todo dinheiro que entra pelo REUNI some num buraco negro e grande parte das vagas que o MEC manda são ocupadas por favorecidos pela Administração Superior.

O Reitor, apesar dos pedidos de afastamento, não renuncia. O MEC demora em tomar uma providência. Resta fazer pressão e divulgar a greve fora de Rondônia. Estamos no faroeste.

Segue, abaixo, o vídeo que estão divulgado sobre a prisão do professor de História.

Divulguem em suas listas. Aqui está o link do Blog do Comando de Greve: http://comandodegreveunir.blogspot.com/

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Carta Aos Deputados Sobre Royalties Do Petróleo Para Educação

Filed Under Púlpito | Posted on Outubro 24, 2011


Carta Aos Deputados Sobre Royalties Do Petróleo Para Educação

 

Abaixo, cópia da carta que a SBPC – Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência - encaminhou aos 513 Deputados Federais, solicitando destinação de Royalties do Petróleo para a Educação. Como membro da SBHE – Sociedade Brasileira de História da Educação - que também subscreveu o referido documento, divulgo abaixo, a carta na íntegra:

 

 

SP, 24 de outubro de 2011

SBPC/ABC-147/Dir.

Excelentíssimo Senhor

Deputado

 

Assunto: Royalties do petróleo para educação, ciência, tecnologia e inovação.

 

Senhor Deputado,

 

No último dia 19 de outubro o Senado Federal aprovou Projeto de Lei 448 referente à partilha dos Royalties do Petróleo. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), ao lado de sociedades científicas das diferentes áreas do conhecimento, entendem que este é um assunto da maior importância para o desenvolvimento de nosso país e por isso defendem a destinação de parte expressiva daqueles royalties para as áreas de Educação e da Ciência e Tecnologia.

 

Caberá a esta casa, que representa o povo brasileiro, reverter a ausência de compromisso com o futuro da nossa nação, expressa no Projeto de Lei aprovado no Senado Federal.

 

São muitas as razões para se investir em Educação, Ciência e Tecnologia, no entanto, salientamos:

 

- O Brasil precisa suprir com urgência as graves carências de seu sistema de ensino, especialmente na educação básica e no ensino técnico;

- Investimentos em ciência, tecnologia e inovação são imprescindíveis para que a economia brasileira se torne moderna e sustentável, e sua produção, tanto industrial como agrícola, tenha competitividade

nos mercados globais;

- As reservas de petróleo, mesmo que abundantes, são finitas.

 

O Projeto tem mais um agravante. Se levado adiante, teremos o fim da destinação de parte dos royalties do petróleo para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

 

Na certeza de que Vossa Excelência cumprirá seu dever de representante do povo brasileiro, relembramos que o petróleo é um recurso da nação brasileira e seu uso até o presente se fez possível pela ciência. Assim, os recursos oriundos dessa commodity deverão compor um programa de Estado e não de Governo, que se olhar para o futuro reconhecerá a fragilidade da educação e da ciência brasileira.

 

Agradecemos imensamente a compreensão de Vossa Excelência e permanecemos à disposição para mais esclarecimentos.

 

Atenciosamente,

 

HELENA BONCIANI NADER                     JACOB PALIS

Presidente da SBPC                            Presidente da ABC 

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Após essa triste manhã de quinta-feira eu me pergunto: Onde estamos realmente seguros?

Filed Under Púlpito | Posted on Abril 8, 2011


Após essa triste manhã de quinta-feira eu me pergunto: Onde estamos realmente seguros?

 

Por Fernanda Siqueira Silva[1]

 

 

Frente ao assassinato de 12 crianças na manhã dessa última quinta-feira, 07 de abril, essa é uma pergunta quase impossível de se responder, pois não há mais lugares seguros onde possamos estar distantes da violência e da maldade que estão presentes em nossa sociedade. Talvez seja a hora de suar a camisa para tentar mudar essa realidade, que grita e implora por socorro todos os dias e não percebemos.

 

No corre e corre do dia a dia, só nos preocupamos com o eu, esquecendo que existe um nós. Hoje, pessoas se lamentam e dizem estar revoltadas, mas, em menos de uma semana, apenas as famílias dessas vítimas irão lembrar e carregar essa dor, e o resto do país esquecerá e nada irá fazer para tentar sanar tal violência até que uma nova catástrofe aconteça novamente.

 

E me questiono novamente: - Quantas pessoas inocentes irão precisar morrer para que nós façamos algo para colocar um fim nessa realidade tão desigual e violenta?

 

Hoje é um dia triste e de luto para a educação brasileira, como bem disse o ministro da Educação, Fernando Haddad.

 

Não se sabe ao certo quais os reais motivos que levaram um jovem de 24 anos a entrar numa escola e disparar fogo em uma sala com 40 alunos. Muitos motivos irão surgir para explicar esse massacre, mas para mim não há nada que justifique tamanha crueldade contra seres inocentes e indefesos. Pois, ao que se sabe, o atirador Wellington Menezes de Oliveira, possuía um ótimo treinamento e carregava consigo duas armas nas mãos, um cinto com armamento e equipamentos profissionais.

 

Numa entrevista, o governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral disse que “é preciso saber de onde veio toda essa experiência de tiros do matador”. Talvez este pensamento de Karl Marx ajude a compreender onde o atirador adquiriu tamanha experiência: “Não é a consciência do homem que determina seu ser, mas é seu ser social que determina sua consciência.”



 

[1] Aluna do quinto período do Curso de Pedagogia, Departamento de Educação, da Universidade Federal de Goiás - Campus Catalão.

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Código Florestal Em Perigo

Filed Under Púlpito | Posted on Abril 4, 2011


Código Florestal Em Perigo

Lúcia Freitas, do Blog Ladybug publicou uma matéria sobre o perigo que corre o Código Florestal e a petição SOS FLORESTAS online, que está sendo feita aos parlamentares.

Veja o vídeo:

Quer dar isso aos seus filhos e netos?

Assine a petição que o SOS Florestas

e a Fundação Grupo Boticário estão promovendo para defender as matas brasileiras.

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CARTA PARA MÃES DE PRIMEIRA VIAGEM

Filed Under Púlpito | Posted on Maio 8, 2010



CARTA PARA  MÃES DE PRIMEIRA VIAGEM

 

 

(Um beijo especial à Lola, mãe do David)

Por Claudia Flores

 

Na vida, no mundo, no planeta, uma coisa é certa: há o antes e o depois.

 

Mães trintonas, quarentonas, não se cansam  de dizê-lo àquelas que ainda não entraram no mundo da maternidade: “Depois do filho, tudo muda, hein!”  Na maior parte das  vezes, a pretensa mãe  fica ali, escudada nessa distância, que separa as mulheres que asseguraram sua descendência de forma tranqüila,  das outras, cuja frase parece mais uma  sentença exagerada e assustadora.

 

Tudo isso para dizer o óbvio: o nascimento de um bebê acarreta toda uma nova definição daquilo que julgamos ser uma rotina normal. O parto é apenas o início de um processo de mudança estrutural na vida de uma mulher, afinal, é o momento em que nasce não somente um filho, mas também uma mãe, passageira de uma aventura para a qual nunca se está suficientemente preparada.

 

A maternidade gera alterações físicas, psicológicas e emocionais súbitas numa mulher. Os bebês tem o poder de  mudar a natureza das nossas relações e podem -ou não- mudar as nossas atitudes e prioridades de maneira muito profunda. É como se atravessássemos uma ponte de sentido único: podemos olhar para o lugar onde estávamos, mas não podemos voltar.

 

O que é, então, tornar-se mãe?

 

Há quem diga que as primeiras semanas do bebê se assemelham um pouco à ressaca de carnaval. Tudo está envolto num manto de estranheza. Há uma pessoa nova em casa, vinda de dentro da mulher e não do exterior, que chama a qualquer hora do dia ou da noite e à qual nunca se pode dizer “chame mais tarde, porque agora mamãe está com sono.” Depois, é o próprio corpo que não se reconhece, com volumes e formas inesperadas e dores onde não se julgou possível existir acompanhado de um cansaço constante. Além disso, há um time feminino dizendo que tudo é  normal, mesmo que à mãe recém-nascida a situação pareça estranha e assustadora, e só a sossegue algo que se assemelha a um sorriso no rosto do seu filho. Ah, isso sim é pura magia!


Volta e meia a mãe novinha e recém-nascida se questiona como é que uma criatura tão pequenina pode causar tamanho caos à sua volta e exigir todos os minutos da sua atenção. Anda pela casa, feliz, porém estafada…A ela lhe parece que o dia gira em torno de mil e uma coisas: das fraldas, das visitas, do ninho  desarrumado, e cada vez que o som do choro lhe toma os ouvidos  sente-se  na obrigação de saber imediatamente o porquê. Não que a situação lhe seja completamente alheia, afinal uma ou duas das suas melhores amigas de infância tiveram filhos, mas o fato é que nunca - ou quase nunca - mencionamos  as verdadeiras  dificuldades, porque que há um certo tabu em falar dos nossos medos, posto que temos que ser mães perfeitas, estilo refresco de pacote ao qual só basta juntar água e… tá pronto!

 

O mundo gira… e se modifica. Refiro-me aqui a essa mudança sísmica que caracteriza a maternidade. Ter um filho muda a  forma de nos sentirmos mulheres e de nos relacionarmos com a nossa imagem no espelho. É como se saíssemos de uma determinada pele para nos ajustar a outra, totalmente nova. É o momento em que a mulher deixa de ser a menina da sua mãe para se tornar a mãe do seu filho. Isso pode causar uma mudança profunda, uma viagem interna até a sua infância e a toda uma herança inconsciente de gerar um filho e se lançar como mulher na descoberta de si mesma sob a responsabilidade da perpetuação da espécie. Um filho nascido de nossas entranhas nos dá uma sensação tão forte de propósito, de pertencermos a alguém importante, de sermos necessárias, de prestação de cuidados, de calor, de afeto… Mas, através desta aquisição extraordinária, perdemos por uns tempos também todo o sentido dos seres diversos e integrais que somos.

 

A maternidade é divina e cheia de contradições. Em tempos de modernidade, existem duas etapas para a maternidade: a primeira é quando nos descobrimos grávidas. Todos (amigos e parentes) nos apóiam e paparicam. Somos o centro das atenções. Porém, o bebê nasce e a coisa muda de figura: mesmo que de forma velada, o  “grupo de apoio”, exige praticamente que estejamos  na melhor forma ao sair da maternidade,  sorridentes e impecáveis e em uma calça jeans.Claro, a cena é um exagero, mas não  uma inverdade.

 

O nascimento de um bebê definitivamente muda a vida de uma mulher, porém provoca ondas de choque na existência do pai. Além da novidade do filho, o homem tem de aprender a lidar com uma estranha e (super) sensível companheira, cuja instabilidade hormonal aliadas a poucas horas de sono e muito estresse podem acabar em ataques de choro sem razão aparente.


Então, é justo que se diga que é nos primeiros tempos após o parto, que o Papai precisa aceitar se deixar ficar para, digamos, um segundo plano e observar a forma como a sua mulher se apaixona perdidamente pelo novo habitante da casa. É aí que a voz da experiência sussurra: “Apaixone-se você também, pois isso só fará do casal melhores pais, além de os aproximarem mais.”

 

Resta dizer, após essa digressão envolta em lucidez e afeto, que ofereço às “Mães de  Primeira Viagem”, o registro do meu carinho e o desejo de que consigam, da forma mais generosa possível,  aceitar e gozar da maternidade mesmo frente à  natureza caótica e arbitrária da vida moderna. Ser mãe e mulher é aceitar e oferecer a si mesma a mudança orgânica e salutar que os filhos trazem à nossa vida, porque ser MÃE É UMA BELA E COMPLEXA VIAGEM.

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