Escola SESC De Ensino Médio
Filed Under Púlpito | Posted on Março 4, 2010
Escola SESC De Ensino Médio
Liguei a televisão a pouco e sintonizei no canal do Senado. Para minha surpresa, o Senador Cristovam Buarque estava discursando. Falava sobre a grandiosidade da Escola SESC de Ensino Médio, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.
Busquei na internet a referência e encontrei este site:
O senador conseguiu chamar a minha atenção. Encontrei no site da Escola SESC um artigo do senador. Veja Aqui. Clique no artigo do senador Cristovam Buarque, chamado “É Possível”.
O leitor, acredito, tem, agora, alguns dados para pensarmos juntos sobre essa realidade e avaliar o quão possível podemos ter uma outra realidade educacional no País.
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Formação De Professor E Democracia
Filed Under Púlpito | Posted on Outubro 13, 2008
Formação De Professor E Democracia
Em um texto lido na cerimônia de encerramento do Fórum Mundial Social em 2002, José Saramago disse:
“Que fazer? Da literatura à ecologia, da fuga das galáxias ao efeito de estufa, do tratamento do lixo às congestões do tráfego, tudo se discute neste nosso mundo. Mas o sistema democrático, como se de um dado definitivamente adquirido se tratasse, intocável por natureza até à consumação dos séculos, esse não se discute. Ora, se não estou em erro, se não sou incapaz de somar dois e dois, então, entre tantas outras discussões necessárias ou indispensáveis, é urgente, antes que se nos torne demasiado tarde, promover um debate mundial sobre a democracia e as causas da sua decadência, sobre a intervenção dos cidadãos na vida política e social, sobre as relações entre os Estados e o poder económico e financeiro mundial, sobre aquilo que afirma e aquilo que nega a democracia, sobre o direito à felicidade e a uma existência digna, sobre as misérias e as esperanças da humanidade, ou, falando com menos retórica, dos simples seres humanos que a compõem, um por um e todos juntos. Não há pior engano do que o daquele que a si mesmo se engana. E assim é que estamos vivendo.”*
Bom, o leitor deve estar perguntando por que esta citação, não é mesmo? O fato é que eu a estava relendo e me lembrei da notícia do MEC sobre o novo projeto de formação de professores a ser implantado no Brasil. É sempre salutar ir à essência das questões e no mundo globalizado em que estamos vivendo, falar de Democracia pode ser cutucar o leão com vara curta, mas é extremamente necessário. E vou mais além: a formação de professores precisa ser em ambiente democrático (o que não quer dizer que não seja conflituoso, complexo) para que ele ou ela, professores, professoras, alunos, alunas, funcionários, pais, etc, experimentando a democracia possam exercitar a democracia em sua escola.
Ensinar a Democracia: isto é possível? Para responder positivamente a esta pergunta é necessário um pouco de utopia, imaginação. Primeiro, porque não poderia ser esta Democracia que está ai, pois o que estamos vendo é a desigualdade sendo globalizada. Talvez a Democracia seria o poder de alimentar cotidianamente as práticas de liberdade e autonomia, enfrentando as contradições múltiplas, mas não deixando que outros resolvam os nossos problemas.
Com certeza a Democracia a ser experimentada na Escola seria diferente daquela do Estado. Mas este não seria um princípio democrático, de que a democracia, como oxigênio da convivência social, fosse experimentada visando a liberdade e a autonomia de diferentes formas, em diferentes lugares, com pessoas diferentes?
* Fonte: Este Mundo da Injustiça Globalizada
O Petróleo É Nosso?
Filed Under Púlpito | Posted on Setembro 8, 2008
O Petróleo É Nosso?
Foi o Lula (Luiz Inácio da Silva – Presidente do Brasil) quem disse ontem, dia de comemoração da Independência, em rede nacional, que as novas descobertas de Petróleo e Gás, abaixo da dita camada Pré-Sal, irão fazer com que o Brasil esteja entre os 10 maiores produtores de petróleo do mundo.
O presidente disse ainda que a riqueza gerada nesta nova exploração será principalmente para erradicação da pobreza e prioritariamente para a Educação. Hum, será que isto é apenas promessa em época de campanha política?
Tomara que não!
Bom, mas simultaneamente a estes atos de grandeza, anunciados pelo presidente da República, vimos nos jornais hodiernos que a câmera anda discutindo novas disciplinas a serem incluídas nas grades curriculares das escolas brasileiras:
Empenho de parlamentares pela educação não é visto com bons olhos
Projetos da Câmara para inclusão de disciplina deixariam alunos 16 horas na escola
No frigir dos ovos: a Educação volta a ser um peso significativo na balança comercial da simbologia da nação brasileira. Ainda mais em época de comemoração de independência nacional. Voltamos ao pioneirismo educacional? Ou isto é apenas uma demonstração de que o Petróleo desta vez é da Educação?
Quem viver verá!
A Visão Zarolha Da Revista Veja
Filed Under Púlpito | Posted on Agosto 25, 2008
A Visão Zarolha Da Revista Veja
A Revista Veja publicou no último dia 20 de agosto uma matéria intitulada “Você sabe o que estão ensinando a ele?”. Expondo o famoso símbolo comunista, a foice, com uma caneta no cabo, e o martelo, com um lápis também no cabo, mostrando assim a apropriação singular de uma imagem histórica (este deslocamento espaço temporal e mudança simbólica esteriotipada), a Revista dilui a educação escolar numa sentença arbitrária: estamos incutindo uma ideologia anacrônica e preconceitos esquerdistas aos nossos alunos.
Lembrei-me da introdução do Manifesto dos Pioneiros da Educação Brasileira, de 1932, o que reproduzo aqui:
“Na hierarquia dos problemas nacionais, nenhum sobreleva em importância e gravidade ao da educação. Nem mesmo os de caráter econômico lhe podem disputar a primazia nos planos de reconstrução nacional. Pois, se a evolução orgânica do sistema cultural de um país depende de suas condições econômicas, é impossível desenvolver as forças econômicas ou de produção, sem o preparo intensivo das forças culturais e o desenvolvimento das aptidões à invenção e à iniciativa que são os fatores fundamentais do acréscimo de riqueza de uma sociedade.”
A educação, desde então, passou a ser objeto de importância central na construção de uma nação, pelo menos do ponto de vista do discurso. Seja para elevá-la, como bem o faziam os pioneiros, seja para desclassificá-la, tentando diminuir não só sua prática e seus praticantes, como também o próprio país (diga se o Estado e não o governo) que lhe dá direção, como podemos perceber na matéria da Revista Veja.
Ora, penso que o que está em jogo quando a Educação volta às capas de revistas de circulação nacional e principalmente de circulação entre a classe média (supostamente quem mais lê esta revista), traduzida como quem produz e distribui opinião neste nosso país, é a luta por representação do que deveria ser, não só a Educação, mas o Brasil.
E nesta luta há múltiplas opiniões. Ressalto aqui alguns que saíram em defesa de um outro olhar sobre a educação: O Blog História em Projetos publicou A tecnocracia desvairada da Veja; A professora Fátima Campilho, no seu Blog Blogstórias Digitais lançou a pergunta Sou inocente e você?; e vi também na Blogosfera da M@rli uma outra visão sobre a Matéria da Revista Veja.
Com certeza, há outros posts por ai, insatisfeitos com esta reportagem da Veja. Sem falar dos comentários em salas de professores, nas escolas deste país.
Uma das questões da Veja é chamar de “esquerdizante” o fato de um professor relacionar a propriedade de máquinas (os donos das máquinas) a quem provoca o desemprego dos trabalhadores. Suponho que se o professor tivesse relacionado os donos das máquinas a quem produz a economia do país e portanto, a riqueza e os empregos aos trabalhadores, não haveria motivo de questionamento do trabalho do professor.
Eu gostaria de ver meus alunos e ex-alunas fazendo estas relações que o professor fez e a Veja condenou. E por isto eu seria comunista?
O que podemos aprender com tudo isto? O mundo não é feito apenas de química, biologia, física e matemática. Enfim, apenas de coisas físicas. O fator ideológico, as representações que criamos são tão poderosas quanto as bombas que os governos militaristas produzem. E todos nós estamos sujeitos a quando olharmos para determinada realidade (o famoso real que todos querem ver claramente) distorcermos a visão. Seja pelo estrabismo biológico, ou pelo sócio, político e cultural.
De qualquer forma, o importante é termos a certeza, enquanto professores/educadores, que cada olhar é um ponto de vista, seja ele zarolho ou não.
Férias Com Pica Pau
Filed Under Púlpito | Posted on Julho 22, 2008
Férias Com Pica Pau
Olhando rapidamente no Dicionário do UOL, férias significa:
1 Dias em que se suspendem trabalhos oficiais. 2 Descanso, repouso. 3 Interrupção relativamente longa do trabalho; dias santificados. 4 Dias consecutivos, após um período anual ou semestral de trabalho ou atividades, destinados ao descanso de funcionários, empregados, escolares etc.
De fato, descansar é fundamental. Portanto, férias é fundamental. Entretanto, no nosso caso de professores e professoras, parece que esta prática não é muito comum. Isto significa que os docentes não têm férias?
Não, não. Oficialmente tiram férias, assinamos inclusive documentos dizendo que estamos de férias. Porém, efetivamente temos sempre alguma coisinha para fazer referente ao trabalho de ensinar.
E férias de meio de ano então nem se fala! Até parece que somos enganados. Isto não significa que somos iludidos com este ou aquele objetivo. Mas é uma situação que vai do social ao pessoal. Oficialmente estamos de férias, de recesso, mas em casa colocamos diários em dia, corrigimos provas, lançamos notas, atualizamos leituras, etc.
E mesmo fazendo estas atividades dizemos a nós mesmos: estamos de férias, que alívio!
Eu acredito que se o(a) leitor(a) for um(a) professor(a) irá concordar comigo: o(a) docente deveria sim ter 2 períodos de descanso ao ano, mas com uma política pública de que ele teria que ter condições financeiras suficientes para ou ficar em casa de pijama, ou, se quisesse, fazer viagens, ir mais ao teatro, cinema, conhecer museus, lugares históricos. Bom, cada um escolheria o que bem lhe conviesse, não é mesmo?
O importante seria que o descanso fosse uma política de qualidade de vida, aliada à melhoria da remuneração e oferta de oportunidades múltiplas de que, durante as férias, ele ou ela pudessem deixar de ser professor(a) e tornar-se um(a) turista.
Isto mesmo, férias passaria a ter mais um significado: fase em que o profissional da educação transitasse de professor a turista.
E para que a gente não seja pego de calças curtas, talvez é bom tomar umas aulas com o Pica-pau. Boas Férias!
Pica-pau - Férias Forjadas










