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No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

A Nota Está À Altura Da Colaboração Significativa

Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Outubro 3, 2008



A Nota Está À Altura Da Colaboração Significativa

 

Avaliar é um quesito periódico do professor. Eu não gosto muito de promover seminários com alunos e alunas, em cursos de graduação, pois a experiência vem me mostrando o quanto uns utilizam-se dos outros, feitos aqueles organismos tradicionais, que mesmo não tendo a intenção de sugar completamente seus hospedeiros, afetando suas funções principais, podem, sem sombra de dúvida, levar à morte de ambos. Estas infecções intelectuais, geralmente presentes nestes rituais acadêmicos, são tratadas ora com desdenho, ora com rigidez, ou mesmo nem percebidas (é claro que em toda regra há exceções). De qualquer forma, avaliar um grupo de estudantes é sempre um desafio para o professor.

 

Esta questão não é nova entre os profissionais da educação e nas últimas décadas, com a crescente veiculação da baixa qualidade da educação nacional, avaliar está também necessariamente sendo problematizado quando se pensam na formação dos professores que são responsáveis pelo dito baixos níveis da educação nacional. E isto vem ocupando as páginas e telas do noticiário midiático. É o caso publicado recentemente na Revista Online Nova Escola: “Ao mesmo tempo, tão perto e tão longe”. Os preceitos fundamentais da profissionalização do professor, saber ensinar e dominar conteúdos, estão ausentes do cotidiano do(a) professor(a), nos revela uma pesquisa da Fundação Carlos Chagas.

 

Estamos diante de um mar sem fim? Crise na escola, na educação e de quebra uma crise financeira mundial (Eric Hobsbawm mostra, em entrevista à Revista Carta Maior, o quanto a leitura de Marx ainda é atual para se entender o momento presente, apesar do pensador ter produzido sua obra no século XIX: A crise do capitalismo e a importância atual de Marx).

 

Ora, há sim propostas, pensamentos, idéias para um O QUE FAZER com a educação. Não temos, é verdade, uma ação sistemática ainda, mas há experiências sendo pensadas, avaliadas e que podem ser operacionalizadas aqui e acolá (a própria matéria da Revista Nova Escola mostra dois vídeos interessantes: Video1; Video2.).

 

Foi com estas questões visitando minhas elucubrações que resolvi inventar uma experiência (que pretensão!), ou disparar uma experiência (iniciar) com minhas alunas do oitavo período do Curso de Pedagogia – UFG – Catalão (Disciplina Educação, comunicação e mídias). No início da aula, coloquei a frase no quadro: A Nota Está À Altura Da Sua Colaboração Significativa. Expliquei que o seminário não seria mais em grupo (uma pessoa falava pelo grupo), mas que cada membro iria buscar sua nota, na medida em que colaborava com a discussão do livro indicado.

 

Esta foi uma estratégia possível com uma turma de cerca de 35 alunas. Claro que quem mais estudou e tem maior poder de comunicação falou mais e levou mais nota para casa. Mas havia um critério: não bastava citar exemplos (o livro proposto para o seminário era MORIN, E. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Tradução de Catarina Eleonora F. da Silva e Jeanne Sawaya. Revisão técnica de Edgar de Assis Carvalho. 12ª ed. São Paulo: Cortez, Brasília, DF: UNESCO, 2007b.). A citação de exemplos não indicava necessariamente leitura e compreensão do texto. A fala considerada articulada, vinha sim com exemplos, mas com conceitos e idéias elaboradas pelo autor no texto. Cabia ao aluno, trabalhar tudo isto com suas próprias idéias e defender sua própria fala.

 

A questão agora é: será que os alunos entenderam a metodologia?

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