Crianças, A Alma Do Negócio
Filed Under Tecnologia | Posted on Maio 20, 2009
Crianças, A Alma Do Negócio
Assisti ao documentário, “Criança, a alma do negócio”. Com direção de Estela Renner, o filme trata da relação entre a criança e o mundo mercadológico, a forte e maciça campanha que a mídia propagandística faz com o objetivo de atingir a criança. Atingir no sentido de produzir novos consumidores a partir de tenra idade. A infância, no mundo contemporâneo capitalista, passa a ser foco não só da família, escola, igreja, medicina, mas também mira do mundo das mercadorias.
Lembrei-me de duas coisas: primeiro, a dificuldade que eu mesmo tive e tenho com meus filhos de provocá-los a pensar sobre os desejos consumistas, quando me trazem uma necessidade em comprar algum brinquedo, roupa, calçado, às vezes nem sempre necessários, na visão do pai. Este é um diálogo familiar difícil de ser feito, pois de um lado, a vontade de concretizar a compra, satisfazendo ao desejo do filho é um tanto contraditória com o orçamento doméstico. De outro, o conflito entre o impulso de comprar e a razão em não comprar, dada à descartável necessidade do momento, vista geralmente pelos pais. Neste sentido, o documentário é um ótimo ingrediente do pensar aos pais e mães deste nosso mundo consumista.
Outra lembrança: a pedagogia jesuítica afirmou-se no final do século XVI e no XVII com uma estratégia semelhante ao mundo da propaganda contemporâneo. Trata-se de investir no trabalho com crianças para atingir os pais, adultos. Isto é um ingrediente interessante também ao pensar, para nós, professores, que enveredamos a refletir esses processos da sociedade de massas. Sabe-se da importação que os jesuítas fizeram de crianças para, ao lado dos pequenos indígenas, estudarem e influenciarem os mesmos ao aprendizado mais acelerado da língua portuguesa e dos princípios religiosos cristãos. Já naquela época sabia-se que a convivência com outras crianças, a socialização, facilitava o aprendizado. E, mais ainda, o efeito desse aprendizado iria adentrar ao seio familiar.
Ora, podemos conjecturar aqui da herança jesuítica, que certamente não foi apenas na arquitetura, mas também na maneira de atingir a alma humana. A mídia, o comércio, a indústria, desenvolvidos principalmente no século XX aprenderam bem a lição.
Dizem por ai que enquanto o capital trabalha com satélites, as escolas ainda tocam manivela. Estamos diante novos tempos, sem dúvida alguma. Mas se as manivelas ainda conseguirem fazer enxergar as artimanhas dos satélites, talvez algo ainda possa ser feito. Para onde vamos?
Assista aqui ao filme: “Criança, a alma do negócio”
Direção Estela Renner
Produção Executiva Marcos Nisti
Maria Farinha Produções
Veja também uma entrevista com a Diretora Estela Renner, no Blog LadyBug Brasil, aqui: Entrevista, Criança, a alma do negócio.
Quem Decide O Quê O Professor Deve Ler?
Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Março 5, 2009
Quem Decide O Quê O Professor Deve Ler?
Encontrei no Blog do Luiz Nassif Online: “Negócio da Educação”, um post abordando as negociatas entre a Editora Abril e a gestão Serra, no Estado de São Paulo. Além de decidir o que os professores e professoras devam ler, o Estado de São Paulo deixa de lado qualquer consulta prévia aos docentes sobre se querem, ou o que querem ler, presenteando-os com assinaturas gratuitas da Revista Nova Escola da Editora Abril. Presente de Grego latino americano?
Leia toda a matéria aqui:











