A Mídia Virou Partido, Ou Sempre Foi Assim?
Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Setembro 8, 2009
A Mídia Virou Partido, Ou Sempre Foi Assim?
Um exercício de aprendizado interessante hoje em dia é analisar como a Mídia no Brasil vem se comportando na formatação da cultura, política e economia brasileira. Lembro-me de uma professora, no primeiro ano do Curso de Licenciatura em História, que dizia de sua indignação com o “Plin Plin” da Rede Globo de Televisão. Justamente no momento do ouvinte expectador poder pensar na notícia, vinha o tal “Plin Plin”, produzindo sua distração.
Uma idéia fundamental para se pensar os meios de comunicação e como eles decidem o que veicular é sempre encará-los, ou seja, tomar o que dizem e como dizem, como suspeito. Sim, suspeito, pois a notícia é uma produção como qualquer outra mercadoria no sistema capitalista. Ela tem um produtor empresário e é veiculada para se ganhar dinheiro, de alguma forma que seja. Aprendemos isso na universidade, não é? Imagino que uma parte de quem fez curso superior sim, para ser um pouco otimista. Mas a grande maioria da população, sem grau de escolaridade superior, não. Muitos, talvez milhões tomam a notícia, principalmente aquela veiculada no Jornal Nacional, como uma verdade absoluta.
Não seria isto um ótimo objeto temático para alfabetizar crianças, de norte a sul, leste a oeste do nosso país? Ou seja, começar na infância uma problematização da maior fonte de informações do Brasil, que é a televisão?
Tenho duas indicações para o leitor continuar pensando no assunto (feitas pelos amigos Carlos e Clemilda e pelo primo José Luiz).
Primeiro, a matéria CADA UM CONTA O QUE QUER CONTAR, do Diogo Moyses, de São Paulo. Fala sobre as comemorações do aniversário da Rede Globo, o que se comemorou e o que deixou de comemorar.
Segundo, um texto do Emiliano José, da Carta Capital, intitulado ELEIÇÕES E MÍDIA, TUDO A VER. Uma proveitosa leitura dos últimos fatos midiáticos brasileiros, referentes à política, petróleo e outros. Vale a pena ler.
Deste último, nasceu a idéia do título deste post. Afinal, para você leitor, a Mídia virou partido?
De Abutres, Mídia E Educação
Filed Under Cinema | Posted on Outubro 25, 2008
De Abutres, Mídia E Educação
Novamente, nas últimas semanas, a mídia (a televisiva principalmente) mostrou sua força ao noticiar o caso Eloá, transformando um assassinato covarde no “fantástico show da morte”. E nós, meros expectadores, que somos milhões, incluindo crianças, jovens, adultos e a terceira idade, cada vez mais medrosa com tanta violência anunciada, ficamos expostos à vaidade do império da mídia. Já não bastasse o caso Isabela, levado ao extremo da exposição pública, e outros tantos do cotidiano de um Brasil violento, assistimos nos últimos dias não só um “show da morte”, mas um show da própria mídia, cada um querendo detalhar mais do que o outro. A informação está sendo levada ao extremo, perscrutando o dito e o não dito, numa alegoria detalhista. O que aprendemos com tanta informação sobre um caso passional?
Eu não tenho resposta, você tem leitor? Mas isto me fez lembrar de dois filmes: o primeiro “A montanha dos 7 abutres”, traz a história de um repórter, que sem perspectiva de grandes matérias, descobre que um homem ficou preso numa montanha, quando procurava relíquias. A metáfora, usando o termo abutre, para falar da mídia, é apropriada, mostrando esta ânsia de carniça que a mídia demonstra, ao decidir o que e como noticiar os fatos cotidianos.
O outro filme, um re-make do “A montanha dos 7 abutres”, chama-se “O Quarto Poder”. Apresentando uma história mais próxima, em termos de tempo histórico, este filme traz, de forma mais drástica, a ligação entre fazer uma matéria, ter a exclusividade da mesma, e construir a fama do jornalista responsável pela mesma.
O tema da mídia, o que ela faz, como nos conta as coisas que acontece, quem ela defende, o que prioriza e o que descarta, ignora, é, de fato, algo que merece estar presente enquanto problematização no cotidiano escolar. A discussão sobre o uso das TICs – Tecnologias da Informação e Comunicação – na escola, na perspectiva de quem vos fala aqui, é significativamente atual. Não no sentido de passar filmes, desenhos para divertir as crianças, os jovens, ou adultos. Mas, dentro de uma perspectiva das Ciências Humanas, tomarmos as mídias do mundo contemporâneo como problemas sócio, cultural e político, para não só entendermos melhor o mundo em que vivemos, mas tentarmos, no atacado também, fazermos coisas, agirmos para que esta ditadura disfarçada dos Meios de Comunicação de Massa perca sua força.












