Nós Que Aqui Estamos, Por Vós Esperamos
Filed Under Cinema | Posted on Fevereiro 4, 2010
Nós Que Aqui Estamos, Por Vós Esperamos
Na abertura, vemos escrito: “O Historiador é o Rei, Freud a Rainha”. Trata-se do filme “Nós que aqui estamos, por vós Esperamos”, uma memória do breve século XX. Memória tirada de acervos de imagens que toma o século XX pelas memórias individuais: “pequenas histórias, grandes personagens; pequenos personagens, grandes histórias”.
Sem diálogos ou narrativa oral, o filme compõe-se de imagens, legendas e trilha sonora. Como se a memória do século XX fosse pintada nas cores do filme mudo musicado.
Abaixo, os vídeos do Youtube que o telespectador pode assistir. Eu destaquei apenas o primeiro, mas o leitor pode ver que logo abaixo há a indicação dos outros*.
Nós Que Aqui Estamos, Por Vós Esperamos - PARTE 1
Parte 1 - http://www.youtube.com/watch?v=Lwl_CdjW3sw
Parte 2 - http://www.youtube.com/watch?v=1zHSqCv6vVI
Parte 3 - http://www.youtube.com/watch?v=1gX5s-LE5u8
Parte 4 – http://www.youtube.com/watch?v=U-2q7l2c8xY
Parte 5 - http://www.youtube.com/watch?v=sopz0RBKMlk
Parte 6 - http://www.youtube.com/watch?v=F9O9pw3pICs
Parte 7 - http://www.youtube.com/watch?v=aC3MInxKCns
Parte 8 - http://www.youtube.com/watch?v=O9NfEZ8dRVw
* Para quem quiser fazer downloud, basta acessar o Blog Almas corsárias, pelo link
Aqui
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Meu Primeiro Dia Na Escola
Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Julho 20, 2009
Meu Primeiro Dia Na Escola
Eu, na verdade, não me lembro precisamente como foi meu primeiro dia na Escola. Minha mãe disse-me que com 76 anos ela não está lembrando nem dela direito. Exagero, claro. Mas, pelas histórias já contadas por ela, não fui à Escola com 6 anos por conta de bronquite asmática. Meus pais resolveram me colocar com 7 anos, em 1970, no pré-primário juntamente com meu irmão, um ano mais novo do que eu. Fomos estudar, em Catalão, na
Escola São Bernardino de Siena.
Portanto, eu não sei se são minhas próprias memórias, ou coisas que pessoas me contaram anteriormente, o fato é que tenho a impressão que o meu primeiro dia escolar não foi muito agradável. Eu não me lembro bem, já o disse, mas gostaria de ter guardado estas recordações. Quando meu primeiro filho foi à Escola, por volta dos dois anos de idade, foi inesquecível, pois, ao vê-lo em prantos, cheguei em casa, repensei o que tinha feito, e, depois daquele dia, ele ainda ficou um bom tempo sem voltar à Escola. Aquele choro me marcou. Eu já cheguei a pensar se isto me marcou porque acontecera o mesmo comigo. Ainda não tenho estas respostas.
Trazer para o presente, e para este post, as memórias do primeiro dia na escola é uma idéia que tive recentemente e supus que poderia ser interessante atrair pessoas para este espaço, para contarem suas histórias, tendo o cuidado, político e pedagógico, de ao acessar as lembranças, não isolar-se nesse passado, mas rever nossa relação entre estes tempos diferentes, passado e presente. Ao falarmos do passado estamos deslocando nosso tempo presente, mexendo com ele, alterando suas representações e, consequentemente, nossa inserção nele mesmo. Vejo, portanto, esta prática de lembrar o primeiro dia na escola não apenas como um reconstruir determinados tempos históricos passados, mas rever e agir sobre como estamos pensando e agindo sobre o primeiro dia na Escola das atuais crianças aprendentes deste novo século.
É, pois, com o intuito de conhecer melhor nosso presente, que convido o leitor, a leitora, a digitar suas memórias, recordações sobre o primeiro dia na sua vida em que foi na Escola. Então, Lembra-se?
aprendizagem compartilhada escola lembrança memória são bernardino de sienaO Curso De Pedagogia Sob O Olhar De Ex-Alunas
Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Julho 2, 2009
O Curso De Pedagogia Sob O Olhar De Ex-Alunas
Ontem, dia 01 de julho, tivemos o encerramento da disciplina “Memória e Formação Docente: o uso de (auto)biografias na formação docente”. Disciplina de Núcleo Livre, oferecida no Curso de Pedagogia (UFG-Catalão), teve por objetivo efetuar estudos sobre a relação entre memória e formação docente, dando margem aos estudos (auto)biográficos como investigação e formação de histórias educacionais no Brasil, e em especial no Sudeste Goiano.
Nesse movimento, destacamos 3 questões:
1. A importância das Histórias de Vida na conquista, ou reconquista do(a) professor(a) de sua própria história, de suas memórias coletivas.
2. Intensificar o pensamento sobre as questões de memória, história e esquecimento, oportunizando a abertura de outras formas de pensar a pesquisa em Educação.
3. Produzir histórias do curso de pedagogia através dos testemunhos de ex-alunas. Isto, como um exercício de práticas de entrevistas, interpretações e produção de significados.
Nesta primeira versão da disciplina, podemos dizer, o Curso ficou meio que eira nem beira, sendo ajustado de acordo com a demanda estudantil, seu relacionamento com os textos lidos e a proposta disciplinar oferecida.
Acredito que atingimos alguns objetivos. E um deles foi este nosso encontro, reunindo ex-alunas, que foram entrevistas sobre suas memórias de quando foram alunas; as alunas e aluno da disciplina e professores do Curso de Pedagogia. Neste encontro, as experiências das ex-alunas se cruzaram com as da turma de Núcleo Livre.
E na conversa que estabelecemos, destaco uma questão: a paixão em aprender, que era bem perceptível nas primeiras turmas do Curso, que está completando seus 21 anos, já há alguns anos parece não estar desaparecendo das turmas entrantes. É como o dançarino que com a perda da paixão por dançar, perde a graça, a suavidade e a delícia dos movimentos.
Para onde foi a vontade de aprender dos estudantes universitários? O que os motiva a cursarem 4 anos de universidade?
Falar do passado, das memórias, das lembranças pode compor tanto como resistência à destruição da memória, quanto à destruição da Educação e da Escola como lugar privilegiado de produção de conhecimento e aprendizagens.
aprendizagem compartilhada catalão memória núcleo livre ufgBalanço Da Disciplina Memória e Formação Docente
Filed Under Memória e Educação | Posted on Junho 18, 2009
Balanço Da Disciplina Memória e Formação Docente
A aula de ontem, da disciplina de Núcleo Livre, “Memória e formação docente: o uso de (auto) biografias na formação do professor” foi organizada para a apresentação do resultado das pesquisas, que aluno e alunas fizeram sobre a história do curso de Pedagogia em Catalão, a partir de história de vida de ex-alunas. Este foi um projeto proposto como atividade disciplinar, tendo em vista atingir algumas metas:
• Aprender a utilizar a entrevista como estratégia de pesquisa
• Aprender a utilizar a história de vida e estudos (auto)biográficos, como investigação e formação de histórias educacionais
• Proporcionar ao(à) aluno(a) o exercício da reflexão sobre sua própria formação profissional, tendo como referência a história de formação de ex-alunas do Curso.
Desde Março, início do semestre letivo, nós temos lido textos sobre vida de professores. E, em duplas, sugeri à turma entrevistarem ex-alunos(as) do Curso de Pedagogia. Em sala de aula, combinamos o seguinte roteiro:
• Diga o nome completo onde e quando nasceu.
• Como foi sua infância?
• Como foram suas primeiras experiências na escola?
• Como foi o momento da sua vida quando fez o vestibular?
• Quais foram seus primeiros professores de graduação? Quais foram as primeiras disciplinas?Quais foram seus sentimentos no primeiro contato com o curso?
• Quais foram suas dificuldades encontradas no curso?
• O quê o curso de pedagogia mudou em sua vida? O que você mudaria nesse curso?
• Como era o rigor das provas? Você colava? Os professores eram chatos? O que era ser chato? Quem mais te intimidava? O que é intimidar?
• Como foi o momento da sua vida na formatura?
• Você exerce a profissão de professora? Você ingressou no mercado de trabalho antes ou depois na formatura?
O resultado (transcrição da entrevista, fita e/ou CD da gravação e da transcrição e 1 cópia impressa) foi entregue e apresentado aos colegas.
Um ponto a destacar: na maioria das apresentações as alunas salientaram o quanto as entrevistas as fizeram pensar na sua própria formação. Ou seja, ao entrevistarem uma ex-aluna do curso, elas se viram e se reconheceram de forma mais intensiva no processo histórico de constituição do curso de Pedagogia enquanto alunas do próprio curso.
Elas declararam também, do ponto de vista técnico, o quanto foi difícil fazer a entrevista. Ansiedade, nervosismo, dificuldade em agendar com as entrevistadas, dificuldade em lidar com o gravador, enfim, procedimentos naturais e necessários ao aprendizado.
Está agendado para o dia 01 de julho um encontro da turma com as ex-alunas entrevistadas, com o objetivo de apresentar o resultado da reflexão que fizeram e dar continuidade ao debate, que, certamente, não tem um fim previsto.
Abaixo, algumas fotos da aula desta última quarta-feira.
catalão curso docente formacao história memória Memória e Educação pedagogia ufgA Memória E A Formação De Professores
Filed Under Eventos | Posted on Maio 27, 2009
A Memória E A Formação De Professores
No último dia 25 de maio foi realizado o I Colóquio do Nepeduca, uma realização do NEPEDUCA – Núcleo de estudos e pesquisa em Educação de Catalão, e do CIEEd - Centro de Investigação e Estudos em Educação.
O evento, que teve a presença da Professora Dra. Denice Catani, da Faculdade de Educação – USP, proporcionou uma discussão sobre o uso de memórias, histórias de vida na formação inicial do professor, bem como na formação continuada do mesmo.
O ponto de partida destacado da professora Catani, coloca sob suspeita os porquês chegamos onde chegamos. No caso da professora, ela fez, simultaneamente, um relado da sua experiência de vida, em como começou suas reflexões sobre memória e educação e como estas reflexões passaram a se relacionar com outras, de autores tanto estrangeiros quanto nacionais. Destaca a professora um estranhamento: como ou porque o professor não reflete, ou o faz minimamente, sobre a sua própria história?
Esteve em pauta questões como os saberes, disciplinas, organização necessária à formação dos docentes.
Chamou-se a atenção a ênfase na utilização das memórias para a (re)invenção, tanto do sujeito, quanto da própria Escola. Denice Catani destacou que esta pode ser uma estratégia para provocar mudanças nas práticas e saberes escolares, ou seja, a implementação da perspectiva da invenção no interior da escola e na vida dos professores. Esta é uma dimensão que pode refundar a Escola, tomando-se como foco a possibilidade do professor distanciar-se de pedagogias que oferecem um receituário de trabalho e buscar inventar novas práticas, explorando, inclusive, mais a criatividade dos próprios alunos.
É claro que não dá, aqui, para expor tudo que foi falado e discutido no evento. Talvez os leitores, que participaram, pudessem complementar, falando sobre o que aprenderam.
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