Pensando A Escrita Da História
Filed Under Memória e Educação | Posted on Janeiro 24, 2012
Pensando A Escrita Da História
Foi lançado um interessante Blog no campo da História: Pensando a escrita da História. Segundo os organizadores, “neste Blog vocês encontrarão indicações de leitura de teses, dissertações e livros recentes e de artigos na área, dando ênfase aqueles que procuram pensar a escrita da história. O Blog é uma ramificação dos trabalhos desenvolvidos pelo grupo de pesquisa: Teoria, metodologia e interpretações na história da historiografia no Brasil.”
Confira AQUI.
blog escrita história memória e educação Memória e EducaçãoPostura De Professora
Filed Under Memória e Educação | Posted on Julho 8, 2011
Postura De Professora
Encontrei lá no blog do
Franz Kreuther Pereira Pereira (Este Blog é Minha Rua) um post que nos interessa de perto: “Professora corajosa numa escola no meio da floresta”. Dona Socorro, professora do interior do Amazonas nos dá uma medida brasileira da realidade da professora no país.
Vejam AQUI.
Memória e Educação postura professoraDocumentos de Identidade: uma introdução às teorias do currículo
Filed Under Memória e Educação | Posted on Fevereiro 1, 2011
Documentos de Identidade: uma introdução às teorias do currículo
Estou publicando uma síntese que a Tatiana[1] fez sobre o livro DOCUMENTOS DE IDENTIDADE…, do Tomaz Tadeu da Silva[2].
Tomaz Tadeu apresenta neste livro uma análise das teorias do currículo, desde o início até as teorias pós-críticas, o que compreende sua historicidade na busca pela construção, assim como nas influências que exerce, da subjetividade das pessoas e suas respectivas identidades.
De acordo com o autor, a teoria tradicional compreende uma escola nos padrões empresariais, visando produtividade, organização e desenvolvimento, com ênfase na eficiência. Neste caso o currículo é plenamente técnico, em que a educação segue os modelos estabelecidos pelos interesses da situação.
Em 1960 surgem as teorias críticas, que vêm para questionar e desacomodar a teoria tradicional, causadora de grandes injustiças sociais, que em dado momento se propõe a analisar ‘como não se faz’ o currículo, mas, compreender o que o currículo faz.
De acordo com Althusser, a escola é um aparelho ideológico, que produz a ideologia dominante através dos conteúdos. Enquanto isso Bowles e Gintis defendem a idéia de que a aprendizagem se dá através das vivências e relações sociais na escola, que influenciam diretamente a produtividade do sujeito no mercado de trabalho numa sociedade capitalista.
Conforme Bourdieu e Passeron, o currículo escolar tem força suficiente para inserir os valores dominantes, através da reprodução, modelando o ‘capital cultural’ das pessoas, tamanha força que exerce sobre a vida em sociedade.
Uma nova conceitualização ocorre nos anos 70. Na concepção fenomenológica, o currículo é entendido como um lugar de experiência e ao mesmo tempo, interrogação e questionamento desta experiência. Na hermenêutica há a defesa do pensamento de que há diferentes interpretações e significações para um mesmo texto. E, na auto-biografia o currículo é amplamente entendido como experiência vivenciada, englobando os conhecimentos formais de conteúdo, as histórias de vida, o desenvolvimento cognitivo, possibilitadores de uma nova concepção do próprio “eu” pessoal e profissional.
Para Apple, hegemonicamente, o currículo apresenta as estruturas econômicas e sociais amplas da sociedade, nunca sendo neutro ou desinteressado, mas, corporificado através de um conhecimento particular do indivíduo em busca de uma verdade, num processo composto por resistências, conflitos e contestações.
Para Giroux, que analisa através das lentes da emancipação e libertação, o currículo é concebido como política cultural, descartando a transmissão limitada de fatos e conhecimentos, mas, ampliando as possibilidades para construção de valores e significados sociais e culturais.
Paulo Freire já apresenta outro olhar, inclusive, nomeando o modelo de currículo de ‘educação bancária’. De acordo com Freire, o currículo deve ter uma trama entre as experiências e vivências do educando a fim de constituir um processo de aprendizagem significativo e satisfatório e, principalmente, geradores de novos conhecimentos.
Porém, em 1980, Saviani surge com uma crítica à Freire por se preocupar demasiadamente com as metodologias, deixando os conteúdos e/ou a aquisição de conhecimentos num segundo plano.
É interessante perceber na análise sociológica de Tomaz Tadeu sua percepção quanto à relação existente entre o currículo e o poder, entre a organização dos conhecimentos e a distribuição do poder.
Diante destas discussões aparece Bernstein abordando o currículo oculto, o qual faz parte do contexto escolar, assim como do processo de aprendizagem dos alunos. De acordo com a visão crítica este currículo (oculto), forma valores, comportamentos e outros, que ajustam os sujeitos ao contexto da realidade capitalista.
No que se refere às abordagens sobre diferença e identidade, o currículo multiculturalista apresenta uma oportunidade de inclusão dos diferentes grupos sociais, por representar um importante instrumento de luta política.
A análise crítica divide o currículo multiculturalista em duas partes:
- Concepção pós-estruturalista: em que a diferença é um processo lingüístico e discursivo;
- Concepção materialista: em que os processos institucionais, econômicos e estruturais fortalecem a discriminação e as desigualdades baseadas na diferença cultural. Para obter a igualdade é preciso uma modificação radical do currículo vigente.
Além do mais, nesta perspectiva, o currículo é entendido como um artefato de gênero, visto que corporifica e ao mesmo tempo produz relações de gênero.
Para a teoria crítica não basta apenas celebrar as questões sobre a diversidade, a desigualdade e a exclusão, mas questioná-las, pois segundo essa linha de pensamento, tudo que se passa na vida coletiva é uma construção social.
Nessa perspectiva a identidade é uma construção social, dependente da identidade alheia. Logo, não existe identidade sem significações, assim como não existe identidade sem poder.
Surge, então, o movimento pós-moderno, que toma como referencia social a transição entre a modernidade iniciada com o Renascimento e o Iluminismo e a pós-modernidade iniciada na metade do século XX, que questiona os pensamentos totalizantes do saber moderno e as vontades de poder, ou seja, as noções de razão e racionalidade, colocando o progresso em dúvida e o sujeito como um produto do pensado, falado e produzido.
Foucault representa o movimento pós-estruturalista que apresenta a indeterminação e a incerteza sobre os conhecimentos, questionando os conceitos dos conhecimentos que constituem o currículo.
Enquanto isso, a teoria pós-colonial entende a cultura nos espaços coloniais e pós-coloniais como uma complexa relação de poder em que dominado e dominador, são modificados.
É impossível continuar vendo o currículo como algo inocente e desinteressado após as teorias críticas e pós-críticas.
Diante estas abordagens teóricas apontadas por Tomaz Tadeu é inconcebível ficar indiferente a tudo que acontece com a Educação em nosso país, pois o processo de aprendizagem é complexo e articulado, com movimentos diferenciados e cores múltiplas, que requerem um olhar mais aproximado, mais humano e mais solidário.
Vivemos em uma realidade em que cada vez mais é necessária a existência de pessoas que abracem a causa da Educação, respeitando os diferentes contextos e realidades, assim como a singularidade de cada sujeito, inclusive do professor, que fica tão aquém dos projetos viabilizados na contemporaneidade.
Quando pensamos em currículo, não podemos apenas pensar na construção do conhecimento dos alunos, mas na construção de conhecimentos dos docentes com estes alunos, com o bem-estar destes durante o processo, assim como na re-organização do tempo e dos espaços escolares.
É uma referência bacana para quem quer iniciar uma reflexão sobre a temática do currículo e os diferentes aportes teóricos que podem constituí-lo.
Referência de Apoio:
FONTE: http://www.scribd.com/doc/20596936/Documentos-de-Identidade-Tomas-Tadeu-Da-Silva em 31/01/2011 às 14h04min
[1] Pedagoga. Mestranda em Educação PPG/FACED/PUCRS. Analista de Projetos do Tecnosocial - Unilasalle/Canoas/RS. Integrante do Grupo de Pesquisa “Profissionalização Docente e Identidade: Narrativas na Primeira Pessoa”, sob orientação da Profª Drª Maria Helena Menna Barreto Abrahão – PPG/FACED/PUCRS.
[2] SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de Identidade: uma introdução às teorias do currículo. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.
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Mulheres em Pedaços ou Pedaços de Mulheres: uma vida singular!
Filed Under Memória e Educação | Posted on Março 19, 2010
Mulheres em Pedaços ou Pedaços de Mulheres: uma vida singular!
Recebi um EMAIL da Tatiana* divulgando um trabalho que ela e uma colega estão fazendo. Achei interessante e disponibilizei espaço aqui no Blog para a divulgação. Vejam abaixo e participem!
A vida cotidiana passa por entre trabalhos, amores, inconstâncias, conhecimentos novos, músicas e tudo mais que seja capaz de compô-la de forma singular. Imaginem entre todas as possibilidades criativas que a vida proporciona: como se pode configurar a vida de uma mulher entre todos os desafios e situações inusitadas que possam lhe surgir? Quais os movimentos internos que contribuem para que estas mulheres se tornem o que são? O que trazem estas mulheres em suas memórias, que oscilam entre as sombras e as luzes de um passado, nem sempre tão distante?
Como pesquisadora a partir das Histórias de Vida e (Auto) Biografia, faço estas e outras tantas perguntas a mim mesma, enquanto sujeito em metamorfose constante, mas, principalmente, como uma mulher em busca de si, de suas próprias compreensões. Com este propósito, eu e minha colega Cláudia Flores, doutoranda da Faculdade de Educação da PUCRS, que trabalha belissimamente as questões do feminino, decidimos unir nossas memórias, criações e imaginários com os de outras tantas mulheres, que de certa forma foram e são capazes de viver plenamente suas próprias histórias, sem medo de acertar ou errar. Mas… Viver a plenitude de sua felicidade sob a luz de suas escolhas. Pensamos em publicar um livro trazendo relatos de mulheres com histórias singulares de vida, com contradições, com desafetos, com amores excessivos, com conquistas, com sucessos e tudo mais que as páginas deste trabalho suportar, se tratando de Histórias de Vida.
Se vocês conhecem histórias interessantes do cotidiano de mulheres singulares, mande para nós. Entraremos em contato com os colaboradores, pois todas as histórias podem contribuir para a criação de uma linda “colcha de retalhos”.
*Tatiana Spindola Hossein
Bolsista PIBIC/CNPq/GRUPRODOCI/FACED/PUCRS
Contato: thatyspiho@gmail.com
Luiz Carlos Prestes Online
Filed Under Memória e Educação | Posted on Outubro 22, 2009
Luiz Carlos Prestes Online
Para quem procura informações sobre o comunismo no Brasil, uma boa viagem virtual é a visita ao site de Luiz Carlos Prestes. De vídeos a cartas, artigos, enfim, o leitor pode encontrar várias referencias ao um dos maiores líderes comunista da América Latina no século XX.
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