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No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

Luiz Carlos Prestes Online

Filed Under Memória e Educação | Posted on Outubro 22, 2009



 Luiz Carlos Prestes Online

 

prestes.JPGPara quem procura informações sobre o comunismo no Brasil, uma boa viagem virtual é a visita ao site de Luiz Carlos Prestes. De vídeos a cartas, artigos, enfim, o leitor pode encontrar várias referencias ao um dos maiores líderes comunista da América Latina no século XX.

 

Acesse Aqui.

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Balanço Da Disciplina Memória e Formação Docente

Filed Under Memória e Educação | Posted on Junho 18, 2009

Balanço Da Disciplina Memória e Formação Docente

A aula de ontem, da disciplina de Núcleo Livre, “Memória e formação docente: o uso de (auto) biografias na formação do professor” foi organizada para a apresentação do resultado das pesquisas, que aluno e alunas fizeram sobre a história do curso de Pedagogia em Catalão, a partir de história de vida de ex-alunas. Este foi um projeto proposto como atividade disciplinar, tendo em vista atingir algumas metas:

• Aprender a utilizar a entrevista como estratégia de pesquisa
• Aprender a utilizar a história de vida e estudos (auto)biográficos, como investigação e formação de histórias educacionais
• Proporcionar ao(à) aluno(a) o exercício da reflexão sobre sua própria formação profissional, tendo como referência a história de formação de ex-alunas do Curso.

Desde Março, início do semestre letivo, nós temos lido textos sobre vida de professores. E, em duplas, sugeri à turma entrevistarem ex-alunos(as) do Curso de Pedagogia. Em sala de aula, combinamos o seguinte roteiro:

• Diga o nome completo onde e quando nasceu.
• Como foi sua infância?
• Como foram suas primeiras experiências na escola?
• Como foi o momento da sua vida quando fez o vestibular?
• Quais foram seus primeiros professores de graduação? Quais foram as primeiras disciplinas?Quais foram seus sentimentos no primeiro contato com o curso?
• Quais foram suas dificuldades encontradas no curso?
• O quê o curso de pedagogia mudou em sua vida? O que você mudaria nesse curso?
• Como era o rigor das provas? Você colava? Os professores eram chatos? O que era ser chato? Quem mais te intimidava? O que é intimidar?
• Como foi o momento da sua vida na formatura?
• Você exerce a profissão de professora? Você ingressou no mercado de trabalho antes ou depois na formatura?

O resultado (transcrição da entrevista, fita e/ou CD da gravação e da transcrição e 1 cópia impressa) foi entregue e apresentado aos colegas.

Um ponto a destacar: na maioria das apresentações as alunas salientaram o quanto as entrevistas as fizeram pensar na sua própria formação. Ou seja, ao entrevistarem uma ex-aluna do curso, elas se viram e se reconheceram de forma mais intensiva no processo histórico de constituição do curso de Pedagogia enquanto alunas do próprio curso.

Elas declararam também, do ponto de vista técnico, o quanto foi difícil fazer a entrevista. Ansiedade, nervosismo, dificuldade em agendar com as entrevistadas, dificuldade em lidar com o gravador, enfim, procedimentos naturais e necessários ao aprendizado.

Está agendado para o dia 01 de julho um encontro da turma com as ex-alunas entrevistadas, com o objetivo de apresentar o resultado da reflexão que fizeram e dar continuidade ao debate, que, certamente, não tem um fim previsto.

Abaixo, algumas fotos da aula desta última quarta-feira.

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21 Anos Do Curso de Pedagogia Em Catalão

Filed Under Memória e Educação | Posted on Junho 7, 2009


21 Anos Do Curso de Pedagogia Em Catalão

 

 

wolney-21-anos-pedago.JPGEste ano de 2009, o Curso de Pedagogia, da Universidade Federal de Goiás – Campus Catalão completa os seus 21 anos de vida. Esta maioridade está sendo comemorada nesta próxima semana, durante o IX Simpósio da Pedagogia.

 

A professora Ana Maria sugeriu que os professores do Curso fizessem um pequeno texto no sentido de registrar esta experiência, a partir das visões dos próprios professores. Faço isto abaixo, de acordo com algumas de minhas recordações.

 

Tenho 3 lembranças que poderiam ser consideradas minha primeira relação com o Campus de Catalão. A primeira, a época da inscrição para o concurso para professor, se não me falha a memória, e ela geralmente falha, foi em dezembro de 1988, quando eu estava terminando a graduação em História, na Universidade Federal de Uberlândia e me preparando para a seleção do Mestrado, na PUC, na cidade de São Paulo. Apesar de já ter morado em Catalão quando criança, de 1965 a 1972, não lembrava praticamente nada da localização do antigo Centro de Formação de Professores, que em 1986 se transformou no Campus Catalão, da UFG. Este primeiro contato foi para trazer documentos para a inscrição ao concurso de Professor.

 

A segunda lembrança é da realização do concurso em Goiânia, na Faculdade de Educação. Como eu estava me formando, ainda não tinha o registro da colação de grau, o que me fez ir e voltar a Goiânia durante toda a semana do concurso, para conseguir os papéis da ata de colação de grau.

 

A terceira, o primeiro dia em que vim ao Campus, acredito que dia 01 de março de 1989, depois de ter sido aprovado em primeiro lugar (29 concorrentes) para a disciplina de Estudos Sociais. Quando desci do ônibus coletivo, na porta do Campus, onde entravam os carros na época, na Avenida Dr. Lamartine Pinto de Avelar, eu assustei: terra, poeira e prédios que pareciam abandonados. No local onde foi o antigo dormitório feminino, do Centro de Formação, e hoje, transformou-se em dependências do Curso de Educação Física, fui recebido pelos professores Luiz Dourado, professor de Sociologia da Educação e Leila Gonzaga, então coordenadora do Curso de Pedagogia. Ali combinamos disciplinas e horário de aulas, tendo em vista minhas viagens de Uberlândia – Catalão e as idas semanais a São Paulo, para fazer o Mestrado.

 

Na época, Mirtes, Ged, Marcelo, Íversem, Marta Rocha, Gloreni, além do Luiz Dourado, Leila e eu (quero crer que não esqueci ninguém) compunham o quadro de professores. Segundo o professor Braz José Coelho, ex-diretor e responsável pela criação do Curso de Letras, o Curso de Pedagogia foi criado com a argumentação de que os outros cursos de licenciatura, que já tinham sido criados (Letras e Geografia em 1987, e Matemática, previsto também para 1988) iriam precisar de professores da área educacional, tendo em vista disciplinas como psicologia da educação, estrutura de ensino e outras. Ora, a Prefeitura de Catalão teria mais vantagem em criar o Curso de Pedagogia, portanto mais uma licenciatura para Catalão, do que estar contratando professores exclusivos destas áreas.

 

Uma característica comum do Curso, nos primeiros anos da década de 1990, era o rodízio entre professores. Primeiro, porque o curso estava ainda se cristalizando, completando o quarto ano em 1991, o que justificaria uma contratação, por concurso público, crescente de professores. Segundo, que como a situação dos professores do Campus Catalão era de concurso feito pela UFG, mas contrato na Prefeitura de Catalão, com prestação de serviço à UFG, aqueles que, já estando aqui, tinham oportunidade e viam a possibilidade de fazerem concurso em outra universidade, galgando cargo no governo federal, o fazia rapidamente. Isto provocava um rodízio significativo, o que veio a diminuir, por volta de 1996, creio eu, com a criação de outros cursos e a crescente expectativa de federalização do corpo docente.

 

Hás que se ressaltar que meu crescimento na carreira docente foi simultâneo ao crescimento do Curso de Pedagogia. Praticamente nasci junto com ele, nesta carreira, em 1989. Apesar de ter feito mestrado e doutorado em História Social, venho aprendendo e construindo com o curso, colegas, alunos e alunas, uma identidade de cientista de educação. Entendo isto, no meu caso específico, alguém que vem juntando uma formação com a experiência de diálogo, debate com colegas não só da área da Pedagogia/educação, mas cientistas sociais, biólogas, psicólogas, etc. Este é um aprendizado caro na minha formação pessoal, o que, certamente, veio demarcar a minha iniciativa em fazer o pós-doutorado em Educação, na PUCRS, a partir de agosto de 2009.

 

No final da década de noventa veio o primeiro curso de Especialização, em Alfabetização. Está aí uma outra experiência, que agregou Especialização em Educação Infantil e Educação Inclusiva, que a Pedagogia vem alimentando em Catalão e que, sobretudo está trazendo ingredientes para uma maior reflexão para a formação do professor na região do sudeste goiano.

 

Os primeiros anos do século XXI, para nós, trouxeram fundamentalmente dois desafios: primeiramente novos concursos federais para recriação do quadro docente. Os professores, lotados na Prefeitura, passaram a concorrer com outros profissionais aos mesmos cargos que ocupavam, tentando sair da Prefeitura e constituir-se definitivamente no quadro de funcionários federais.

 

O outro desafio está sendo a construção do projeto de Mestrado em Educação. Com boa parte do quadro docente tendo o título de doutores, o Mestrado está sendo este outro passo em direção ao amadurecimento do Curso de Pedagogia. Estamos com boa expectativa de que em 2010 ou no máximo 2011 estaremos dando início à primeira turma deste Mestrado.

 

São muitas histórias que objetivamente não temos tanto espaço e tempo assim de ir anotando. Reuniões de curso, formação de Grupos de Pesquisa (hoje são 3: NEPEDUCA, CIEEd e Infância e Educação), Simpósios, projetos de extensão, pesquisa, comissões administrativas, enfim, são muitas as atividades, assim como em qualquer Universidade Pública, que foram sendo cavadas, construídas, elaboradas e construindo uma identidade para a formação de professores para o ensino fundamental em Catalão, Goiás, desde 1988.

 

É claro que neste passeio pelas memórias, há muito que lembrar e talvez coisas por esquecer. A história da instituição, dos Cursos e das Pessoas vai se imbricando múltipla e de maneira complexa. Outros colegas devem, certamente, ativar outras memórias. Estas múltiplas faces destas lembranças não seriam a nossa constituição identitária?

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Disciplina Núcleo Livre Primeira Aula em 2009

Filed Under Memória e Educação | Posted on Março 19, 2009

Disciplina Núcleo Livre Primeira Aula em 2009

Ontem, dia 18 de março, finalmente demos início à disciplina “Memória e formação docente: o uso de (auto)biografias na formação do professor”, no Curso de Pedagogia da Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. A Ementa da disciplina é:

Memória como um campo pluridisciplinar na investigação e formação docente. A produção da Memória na História da Educação. Memória, educação e esquecimento.

E os objetivos são:
O curso deverá efetuar estudos sobre a relação entre memória e formação docente, dando margem aos estudos (auto)biográficos como investigação e formação de histórias educacionais no Brasil, e em especial no Sudeste Goiano.

Neste primeiro contato realizamos um exercício de contar a história de vida e formação escolar. Tanto professor quanto alunas(os) narraram suas história de formação, onde estudaram, como se viam/vêem como estudantes, porque escolheram o curso de Pedagogia. Logo em seguida, foram indicados os textos das próximas aulas.

Compareceram à aula:

Gabriela M. Capingote
Claudiane C. Garcia
Alaíde Fátima de Araújo
Francine Melo Alves Fonteneles
Waldenir de Lima Junior
Eslanda Francisco de Almeida
Silvania Santos Alves
Fernanda Beatriz C. da Cunha - Biologia
Maria Consuelo
Regiane Mesquita de Mendonça
Avelina O. de Sousa Martins
Aparecida Ramos da Mota Gonçalves
Vanessa Francisco de Almeida
Lidiane Rosa Pimenta Resende
Adriana Rosa da Silva
Aline Cordeiro Silva

Abaixo, fotos tiradas durante a aula, enquanto a turma ia contando suas histórias:

Indico para que a turma, ao visitar o blog, deixem, abaixo, o comentário sobre a primeira aula.

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Como Levar A Sério O Ensino?

Filed Under Memória e Educação | Posted on Setembro 30, 2008


Como Levar A Sério O Ensino?

 

O professor Sergio Lima, lá do Blog e Física, indicou uma discussão intitulada “Chega de Educação Progressista”, que está sendo realizada no Blog Periscópio. Eu também fiz uma visitinha ao Blog indicado pelo Sergio. Não fiz comentários por lá, mas acredito que o debate aberto entre o Eduardo, o Sergio, Jenny e outros já demonstram não uma verdade, ou quem está mais certo ou errado. E sim um desafio: pensar a complexidade da educação, a multiplicidade de práticas e concepções e a unidade entre elas.

Como estamos carentes de poderes para empreitar uma necessária renovação do pensamento (parafraseando aqui Edgar Morin)!!! Ainda ontem, numa reunião de um grupo de estudo e pesquisa, refletindo sobre a relação entre memória e educação, nos sensibilizamos do alto grau de desesperança que vem ocupando nossa cena diária na escola. A velha pergunta “Educar para quê?” parece que vem perdendo a força, ou o sentido.

Estamos sem utopias?

 

O José Saramago, hoje, no seu blog, problematiza a relação entre esperança e impaciência. Diz o escritor: “Penso que, na prática, aconselhar alguém a que tenha esperança não é muito diferente de aconselhá-la a ter paciência. É muito comum ouvir-se dizer da boca de políticos recém-instalados que a impaciência é contra-revolucionária. Talvez seja, talvez, mas eu inclino-me a pensar que, pelo contrário, muitas revoluções se perderam por demasiada paciência. Obviamente, nada tenho de pessoal contra a esperança, mas prefiro a impaciência. Já é tempo de que ela se note no mundo para que alguma coisa aprendam aqueles que preferem que nos alimentemos de esperanças. Ou de utopias.”

 

Juntando estas questões, penso que o que temos é uma multiplicação de utopias que vendem uma paciência imobilizadora. Ora, o problema da educação brasileira parece emergir com uma força aterrorizante no seio das escolas, através do pouco resultado apresentado pelas crianças e adolescentes deste país, quando demonstram poucas habilidades na escrita e leitura. Mas este não seria um problema sistêmico?

 

Os pioneiros da educação brasileira, lá nos idos anos 1930, bradavam em prol de um sistema nacional de ensino. Podemos dizer que nos últimos 20 anos do século XX este sistema se cristalizou no território brasileiro. Porém, não parece consistente.

 

Zaia Brandão, numa entrevista ao site EiMídia, toca nesta questão, mostrando que questões como o salário do professor, sua condição de trabalho e qualificação, entre outros, são elementos importantes para equacionar os problemas persistentes no sistema educacional brasileiro.

 

Atribuir ao ensino progressista a culpa pela ineficiência, ou baixa qualidade da educação é pouco. A análise precisa ser estendida. Por outro lado, provocar e deixar o debate correr é riquíssimo, pois assim podemos fazer do que pensamos um objeto a mais das possibilidades dos nossos erros e acertos. Eu acredito que nosso impaciência aqui é positiva.

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