Tecnologias Educacionais Como Linguagens Potencializadoras
Filed Under Tecnologia | Posted on Julho 24, 2009
Tecnologias Educacionais Como Linguagens Potencializadoras
O Professor Luiz P. Lucena, publicou no seu Blog Caminhante Aprendente, a palestra do Professor Luli Radfahrer (PhD em Comunicação Digital). Por entender da importância desta palestra para o conhecimento sobre tecnologias educacionais, estou publicando aqui também para os leitores do Soprando.Net.
Fontes:
1) http://caminhanteaprendente.blogspot.com/2009/07/todo-professor-deve-assitirpalestra.html#comment-form
2) http://videolog.uol.com.br/video.php?id=389425
Literatura Infantil E O Desenvolvimento Da Linguagem Oral E Escrita De Crianças
Filed Under Estagio | Posted on Dezembro 2, 2008
As Contribuições Da Literatura Infantil Para O Desenvolvimento Da Linguagem Oral E Escrita De Crianças Dos Anos Iniciais Do Ensino Fundamental*
Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui o trabalho de:
Lázara Maria dos Reis (lazaramr@hotmail.com,)- graduanda de pedagogia – CAC
Maria Izabel de Souza (belzitasouza@hotmail.com)- graduanda de pedagogia – CAC
Kátia Silene Silva – profª. orientadora
Palavras-chave: Linguagem, Literatura, Educação, Criança
INTRODUÇÃO
As disciplinas Estágio
O estágio é identificado como a parte prática dos cursos de formação de profissionais, por isso tem-se a necessidade de desenvolver um estágio teórico-prático com uma atitude investigativa e reflexiva, envolvendo a intervenção na vida da escola, dos professores, dos alunos e da sociedade.
Realizamos esse estágio numa turma de 2º ano de uma escola da rede pública estadual, durante as terças-feiras no período vespertino. No primeiro semestre desse ano fizemos observações e registros em um diário de campo para elaborar um projeto de ensino. Procuramos no desenvolver, observar os problemas mais freqüentes que as educadoras enfrentam e ao mesmo tempo fizemos uma reflexão sobre as ações das educadoras dessa instituição.
A partir das observações, buscamos com esse projeto trabalhar a linguagem oral e escrita com o intuito de proporcionar momentos que os levassem a um envolvimento maior com o livro literário de forma criativa e prazerosa, dessa maneira contribuir para uma formação mais ampla.
Acreditamos que as narrativas despertam os interesses das crianças, visto que essa atividade proporciona prazer, pois a criança que gosta muito de ouvir histórias e se é estimulada, vê satisfeitas suas fantasias, desejará também ler sozinha na busca de satisfazer sua curiosidade.
Para Saraiva (2001), as narrativas infantis abrangem várias espécies literárias e podem constituir-se cada uma em objeto de leitura para as crianças em processo de desenvolvimento. Desse modo, pensamos que através das diversas histórias contadas interagindo com as crianças, contribuímos para o sucesso das mesmas no processo de constituição da linguagem oral e escrita.
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN (1997), o papel do professor e da escola é formar alunos críticos habituados com a leitura, isso através do incentivo a leitura diária e de um contato com todos os tipos de textos. Contar histórias para crianças sempre expressou um ato de linguagem, representação simbólica do real direcionado para a aquisição de modelos lingüísticos. No entanto, a escola muitas vezes, ao invés de se constituir em um local apto para despertar no leitor o gosto e o prazer pelo hábito de ler textos literários, acaba por reduzir ou até mesmo eliminar a leitura lúdica das crianças que estão em fase inicial de escolarização.
Desse modo, o presente projeto tem como objetivo principal proporcionar atividades que contribuam para o desenvolvimento da linguagem oral e escrita das crianças dos Anos Iniciais, visando problematizar em que medida as narrativas favorecem o desenvolvimento da linguagem oral e escrita dessas crianças. Por isso, pretendemos desenvolver atividades que possibilite momentos de interação social entre as crianças e estimule a habilidade de narrativas, desenvolva a criatividade e a percepção auditiva e desperte nas crianças o gosto pela leitura, aproximando-as ao hábito de ler e que possa proporcionar participação ativa com perguntas e interpretações orais da história.
METODOLOGIA
Para desenvolvermos esse trabalho, com a intenção de tornar as atividades mais atrativas e ao mesmo tempo enriquecedoras para a aprendizagem das crianças, utilizamos vários recursos para a narração das histórias como: fantoches, montagem de painel, dobraduras, quebra-cabeças, colagem de gravuras, confecção de materiais, peças teatrais, produção oral e escrita, criação de desenhos, além de outros.
A elaboração do projeto seguiu etapas previamente estabelecidas, primeiramente selecionamos alguns livros de literatura infantil, em seguida discutimos com as crianças a respeito do desenvolvimento do projeto, e com elas divididas em grupos, pedimos para cada grupo escolher um livro considerado por elas interessante, para depois ser trabalhado a cada aula durante o desenvolvimento do projeto.
A partir desses livros planejamos as aulas, interdisciplinando com as outras áreas de conhecimento e fazendo um rodízio para que as crianças pudessem levar os livros para serem lidos
CONCLUSÃO
Mediante a realização do projeto podemos concluir que o estágio foi de grande importância para nossa formação, pois é o contato com a realidade da escola e da sala de aula, que possibilita problematizá-la, uma vez que esse espaço permite vivenciar a situação de ensino como uma experiência significativa no processo de aprender a ser professor, permeado por uma visão de unidade teórica-prática, ou seja, a teoria é indissolúvel da prática.
A escola deve promover um sentido à criança, assim como seu aprendizado, deve ser um espaço onde a criança tem autonomia para agir, discutir, decidir, realizar e avaliar suas práticas ajudando a construir o seu próprio aprendizado. Por isso cabe ao professor oferecer um espaço que contribua para que a aprendizagem do aluno seja mais eficaz. Nessa perspectiva, durante a implementação do projeto, procuramos valorizar o conhecimento de cada criança, para alcançar de forma mais abrangente nossos objetivos.
Para trabalharmos nessa perspectiva, é necessário compreendermos a superação da fragmentação entre teoria e prática a partir do conceito de práxis, o que aponta para o desenvolvimento do estágio como uma atitude investigativa, que envolve a reflexão e a intervenção na vida da escola, dos professores, dos alunos e da sociedade, Pimenta e Lima (2004).
Podemos perceber que a leitura literária é sem dúvida uma proposta enriquecedora do conhecimento, pois a partir de atividades como esta, é possível contribuir de forma mais ampla para desenvolver a linguagem oral e escrita. Percebemos isso durante o momento em que contávamos histórias para as crianças, elas se mostraram ávidas, curiosas, penetravam na história fazendo perguntas, relacionando as histórias com assuntos pertencentes ao seu cotidiano, etc.
REFERÊNCIAS
ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. S. P.: Scipione, 1989.
BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais Língua
PIMENTA, Selma Garrido e LIMA, Mª Socorro Lucena. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2004.
SARAIVA, Juracy Asman (org). Literatura e Alfabetização. Porto Alegre: Ed. Artmed, 2001.
Portuguesa. MEC Brasília, 1997.
*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9











