Livros, Leitores E Leituras
Filed Under Eventos | Posted on Março 23, 2009
Livros, Leitores E Leituras
por Luciana Borges – Curso de Letras/ CAC
Sobre livros, leitores e leituras. Sobre a casa de um livro. Sobre como fazer de um livro a sua casa. Sobre como fazer a sua uma casa de livros. Sobre como fazer de sua vida uma vida com livros. A fala que o Professor Sidney Barbosa (UNESP/ FCLAr) proferiu na sexta-feira, 20, pela manhã e pela noite no Anfiteatro do Campus Catalão (UFG) poderia ser lida dessa maneira.
Atendendo a um convite do Curso de Especialização em Letras – Leitura e Ensino, o professor abordou questões relativas à história da leitura e enfatizou as conexões desta com sua contraparte indissociável, a escrita. Percorrendo os fundamentos da leitura e da escrita, sua fala contemplou desde os esforços mais rudimentares de registro empreendidos pelos homens primitivos nas paredes das cavernas, passando pelo surgimento do codex latino, pela imprensa, até a ferramenta mais recente de leitura e escrita, a internet. Um monte de pedrinhas, tábuas, placas de barro e de pedra, papiros, pergaminhos, a celulose que se transforma em papel, a tela branca do computador, a página virtual nos mais variados formatos. Como espaço de registro, todos esses instrumentos serviram e servem à leitura, bem como imagens e situações podem igualmente ser lidas… Entretanto, o livro impresso continua sendo o principal agregador dos assuntos que se referem a esta atividade primordial ao ser humano.
Nos dizeres do Professor Sidney, a capacidade de ler em uma determinada língua, uma vez adquirida, entranha-se indelevelmente
Se os livros são os principais agregadores da leitura, as bibliotecas são, por excelência, a casa dos livros… E passeamos, pela mão do professor, pela história das bibliotecas, ouvimos belas e trágicas histórias sobre o cuidado e a destruição desses queridos objetos, os livros. A Biblioteca da Alexandria, criada de modo inusitado por meio da interdição do curso dos navios e a origem da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, trazida pelo Rei D. João VI com o nome de Biblioteca Real, em conseqüência da vinda da Corte Portuguesa para o Brasil em 1808, formam algumas dessas histórias.
Grandes ou pequenas, de grandes ou pequenos centros, as bibliotecas precisam ser preservadas. É preciso dar a elas o valor que elas têm como depositárias do conhecimento. Como depositárias, não como depósito, lugar inerte, morto. Uma biblioteca é algo vivo, que pulsa, transmite vida àqueles e àquelas que transpõem seus pórticos, percorrem suas estantes, folheiam seus exemplares com dedos e olhos ágeis e ávidos. Para que cumpram sua função, é necessário, entretanto, cuidar de seus espaços, profissionalizar a atividade de bibliotecário, atualizar os acervos.
É preciso também fazer da leitura, dos livros e das bibliotecas, objeto de pesquisa acadêmica. Esta talvez tenha sido a principal mensagem do Professor Sidney Barbosa: estudemos as bibliotecas, os livros. Ler esses objetos é um passo para a maior valorização daquilo que eles promovem, a leitura, mesmo que esta seja uma atividade por vezes árida e árdua.
Os alunos e alunas de Letras e Pedagogia, bem como todos os presentes, puderam aprender também outra interessante lição: para ser sábio é preciso esforço, disciplina, atenção, silêncio… Disposição para se debruçar sobre a maior fonte de conhecimentos que a coletividade humana pode formular a partir de seu agrupamento em sociedade, o livro. Assim, poderemos fazer da biblioteca – a casa de um livro – a nossa própria casa.
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Filed Under Estagio | Posted on Novembro 26, 2008
Leitura E Conscientização: O Aquecimento Global Em Foco*
Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui o trabalho de:
Liliene Maria Rodrigues –Graduanda em Pedagogia – CAC
Marisa Sucena Coelho (marisasucena_g12@hotmail.com)– Graduanda em Pedagogia – CAC
Elânia Maria Marques Bergamaschi – Profa. orientadora
Palavras Chave: Leitura, Consciência, Aquecimento Global, Produção Escrita
Introdução
A disciplina de “Estágio
Os temas atuais como o aquecimento global pode contribuir para a compreensão e produção de textos em sala de aula? A leitura compreensiva e produções de textos em sala de aula são requisitos importantes para a formação da criança? Pensando nisto, como proporcionar e estimular a leitura bem como a escrita dos educandos utilizando abordagens sobre Meio Ambiente?
Para garantir um melhor entendimento sobre os cuidados que devemos ter para com o planeta a fim de evitar o aquecimento global, foi escolhido o tema aquecimento global para ser focalizado por este ser um dos temas mais debatidos atualmente. E o objetivo central foi trabalhar o desenvolvimento da leitura e as produções de textos orais e escritos, bem como o desenvolvimento da consciência e o entendimento da relação homem-natureza.
Os diferentes modos de leitura podem contribuir com a produção escrita, além de garantir aulas mais envolventes com o universo da leitura e trabalhar o raciocínio auxiliando os alunos a se tornarem leitores críticos. Concordamos com Soares (2003, p. 28) quando afirma que “o letramento se dá através do resultado da ação de ensinar e aprender as práticas sociais e de leitura escrita”, por isso propomos refletir sobre o que tem proporcionado o aumento do aquecimento global.
Parte-se do entendimento de que um trabalho sobre o aquecimento global pode proporcionar aos alunos o desenvolvimento da consciência e percepção de que é o Homem quem vem, a cada década, proporcionando o aumento do aquecimento da terra que, conseqüentemente, tem provocado mudanças climáticas.
Logo, entende-se que a Educação Ambiental é muito importante, segundo Zeppone (1999, p. 27) “a Educação Ambiental não deve ser considerada como uma disciplina; as questões do Meio Ambiente devem estar presentes em todos os aspectos do ensino, e estar ligado a todos os aspectos da vida”. Assim, é preciso buscar discussões com o intuito de mostrar aos alunos que a formação de consciência é o melhor meio de mudarmos as nossas atitudes e, conseqüentemente lutar por um planeta melhor e mais sadio, mesmo com a atuação das atividades humanas que podem alterar o clima da terra e provocar o efeito estufa.
A superfície do planeta está sendo aquecida pelos raios solares, irradia energia do infra-vermelho. Se não existisse atmosfera grande parte dessa radiação, depois de ser emitida da terra seria perdida para o espaço. Mas o excesso desses gases na atmosfera, provenientes de indústrias, carros, queimadas, pode aumentar o calor da atmosfera. (FRANÇA, 2000, p. 37).
A criança deve entender que ela também é responsável pela desarmonia dos ecossistemas, para tanto o trabalho pedagógico é fundamental para a compreensão desta dinâmica, segundo os PCNs (2001).
Metodologia
Para a concretização do projeto foram utilizadas: leituras silenciosas e orais, produções de textos escritos, oficinas com reaproveitamento de resíduos sólidos, exibição do filme “Era do Gelo
Resultados
Os primeiros resultados que obtivemos no decorrer da implementação do projeto foram que os alunos têm demonstrado raciocínio rápido durante as discussões e criatividade nas atividades realizadas. Eles têm debatido com freqüência e socializam as produções escritas, corporais e artísticas, e se divertem com responsabilidade durante as brincadeiras e dinâmicas.
Em relação às produções artísticas foram confeccionados porta-retratos com papelão, cartazes com pintura em tinta guache, apresentação de paródias e mini-cartazes. Como produções escritas foram obtidas cartas, reportagens, composição de músicas, paródias, entre outros.
Conclusões
A produção escrita é desenvolvida com a prática pedagógica pautada em diferentes tipos de leituras, discussões, pesquisas e outros. É fundamental que o trabalho ocorra em conjunto com o educador, pois desenvolver a consciência e o raciocínio crítico colabora com a formação de cidadãos ativos, para atuarem com maior responsabilidade na sociedade em que vivem.
Em relação à produção de conhecimentos pode-se dizer que os alunos têm obtido informações, conhecimentos, aprimorado o raciocínio rápido e a criatividade. Embora, perceba-se que eles ainda possuem dificuldades nas produções escritas e receio nas leituras individuais orais, pois na maioria das vezes lêem em tom baixíssimo, notamos que todos mostram interesse e participam das atividades propostas, até mesmo um garoto que no início do semestre era distraído e ficava “atrasado” perante a turma.
Logo, pode-se dizer que os alunos possuem capacidade de discussão e capacidade de orientar pessoas de seus convívios para a condição de manutenção da vida.
Referências
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: / Meio Ambiente, Saúde. MEC. Brasília: 2001.
FRANÇA, Martha San Juan. A Encruzilhada da Terra. FRANÇA, Martha San Juan. A Encruzilhada da Terra: Revista Horizonte nº 1118 (s/d).
SOARES, Magda. Alfabetização e Letramento. Alto da Lapa: Editora Contexto, 2003.
ZEPPONE, Rosimeire Maria Orlando. Educação Ambiental: Teoria e práticas escolares. Araraquara: Jm, 1999.
*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9
O Prazer Pela Leitura De Livros Literários
Filed Under Estagio | Posted on Novembro 26, 2008
O Prazer Pela Leitura De Livros Literários*
Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui o trabalho de:
Marília Rita dos Santos (mariliarita.senai@sistemafieg.org.br)– Graduanda em Pedagogaia-CAC
Kênia Aparecida Silva (keniacalaca@yahoo.com.br)– Graduanda em Pedagogaia-CAC
Elânia Maria Marques Bergamaschi – Profa. Orientadora
Palavras-chave: Estágio, Leitura, Livros literários, Prazer.
Introdução
Este trabalho é fruto do projeto de estágio: O prazer pela leitura de livros literários que tem como objetivo oferecer aos alunos momentos de encantamento e de prazer através da arte de ouvir e contar histórias literárias, das mais diferentes formas, promovendo situações reais de leitura e escrita. Assim como, garantir um contato direto com a Literatura Infantil e com os diversos gêneros textuais e, ainda, reflexões sobre a realidade da escola, da construção de novos conhecimentos e habilidades.
A elaboração do projeto exigiu uma observação direta das propostas pedagógicas da professora preceptora do 1ª Ciclo – Nível A, na Escola Municipal Patotinha, localizada na Rua Guatemala, Nº180, no Bairro das Américas, na cidade de Catalão - GO, a fim de conhecer as suas práticas educativas e detectar aspectos que necessitam de diferentes abordagens.
Após a identificação das carências existentes da turma foi definido o tema de pesquisa cujo título é O prazer pela leitura de livros literários, acreditando que quanto mais cedo às histórias orais e escritas entrarem na vida do aluno, maiores serão as chances dos mesmos tomarem gosto pela leitura de histórias literárias.
Para a elaboração e desenvolvimento do projeto baseia-se nos autores Abramovich (1993), Ávila (2002), Oliveira (1992), Pimenta e Lima (2004), Yunes e Pondé (1989), Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs - (1998), e outros que discutem sobre o assunto em questão e que dão sustentação à fundamentação teórica
Com base nos PCNs (1998) é apenas por meio da prática de leitura que se pode formar leitores conscientes e competentes, sendo esta uma grande aliada para o desenvolvimento da escrita. Ainda de acordo com os PCNs:
A leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de construção do significado do texto, a partir dos seus objetivos, do seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, de tudo o que sabe sobre a língua: características do gênero, do portador, do sistema de escrita, etc (1998, p.41).
É importante que a criança tenha hábito de ouvir e contar histórias e também fazer uso do teatro. Segundo Amaral (1997), o teatro é uma das mais ricas formas de expressão artística. Há milênios, através do Oriente e do Ocidente, crianças e adultos o têm utilizado no trabalho com literatura, música, expressão corporal e artes plásticas.
De acordo com Yunes e Pondé (1989), é responsabilidade da instituição escolar, possibilitar ao aluno acesso a experiências diversificadas de leitura e produção escrita.
As interações dos alunos com as diferentes linguagens têm possibilitado o entendimento da multiplicidade e complexidade dos seus usos, valores e funções com que a linguagem se configura nas diversas situações de interação. Assim, interação também é de suma relevância para o desenvolvimento lingüístico, social e cultural do aluno. É através da interação que o aluno amplia o seu domínio da fala, favorecendo o intercâmbio de idéias, realidades e pontos de vista.
Metodologia
Para o desenvolvimento do projeto, inicialmente, foi preparado o Canto do Conto, um espaço na sala de aula para expor livros, revistas, gibis, jornais, cartas e outros gêneros de textos, tentando assim, explorar o gosto pela leitura de cada aluno. A partir daí, a cada etapa do projeto é levado aos alunos atividades voltadas ao tema.
Também é utilizado o espaço físico da instituição, como: sala de aula, pátio, sala de vídeo, livros de literatura infantil, fantoches, DVD, aparelho de som, cartazes, brinquedos, utensílios para apresentações de peças teatrais e teatro de fantoches, giz de cera e tintas, gibis, jornais, revistas, cartas, desenho e teatro.
Resultados/discussão
Na prática de estágio estão sendo vivenciados vários aspectos como problemas de comportamento, falta de interesse e dificuldades de aprendizagem de alguns alunos. Desta forma, os planos de aulas são elaborados voltados para a temática do projeto, ligado às práticas cotidianas da sala de aula, de forma contextualizada com a realidade do aluno, e ainda pensando nestes problemas relacionados acima. Sendo assim, são desenvolvidas atividades mais dinâmicas e prazerosas, onde os alunos se envolvem de forma positiva com as aulas.
Percebe-se também que a realização de atividades teatrais tem favorecido a desinibição e a integração no grupo socialmente, constituindo estratégias eficazes para o desenvolvimento de habilidades e construção de novos conhecimentos, socialização, criatividade, coordenação, memorização, ampliação do vocabulário e outros.
Conclusões
Através de algumas leituras e do desenvolvimento do projeto percebe-se que a literatura, enquanto universo ficcional é um elemento importante na autoconstrução do indivíduo. Nessa ordem, a Literatura Infantil tem a sua importância que vai muito além do prazer proporcionado por ouvir ou ler histórias; ela serve para a efetiva iniciação dos alunos na complexidade da linguagem, idéias, valores e sentimentos, comenta Linardi e Costa (2008).
Pode-se assim compreender, com base nos dados obtidos em relação à realização de atividades teatrais que elas têm favorecido a desinibição, criatividade, coordenação, memorização, enriquecimento do vocabulário e outros. Ainda, todo esse estímulo para a literatura pode ser anulado se o educador fizer uso do texto apenas para uma prática pedagógica empobrecida, reduzindo as possibilidades de atuação sobre o leitor ou ouvinte.
Com a realização do projeto, todos os agentes envolvidos têm aprendido de forma significativa e os alunos com enriquecimento cultural. Nesse sentido, acredita-se que vale a pena o professor refletir sobre suas práticas nas salas de aula e buscar desenvolver atividades que valorizam os conhecimentos prévios das crianças e que tomem esses como sujeitos ativos.
Referências
ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil: Gostosuras e Bobices. 3ª ed. São Paulo: Scipione, 1993.
AMARAL, Ana Maria. Teatro de Animação: Da teoria à Prática. São Caetano do Sul – SP: Ateliê Editorial, 1997.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Fundamental – Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEF. 1997.
LINARDI, Fred e COSTA, Bia Leitura. In. Revista de quem educa Nova Escola. Nº 18. São Paulo: Scipione, abril de 2008.
OLIVEIRA, Zilma de Moraes. Creches: crianças, faz de conta & Cia. Petrópolis, RJ: Vozes, 1992.
PIMENTA, Selma Garrido e LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e Docência. São Paulo: Cortez, 2004.
YUNES, Eliana; PONDÉ, Glória. Leitura e leituras da literatura infantil. 2ª Ed. São Paulo: FTD, 1989
*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9
Ler Pode Tornar As Pessoas Perigosamente Humanas
Filed Under Púlpito | Posted on Maio 23, 2008
Ler Pode Tornar As Pessoas Perigosamente Humanas
Eu estava visitando a Blogosfera da Marli e achei um vídeo muito interessante sobre leitura, ou melhor, o que o ato de ler pode provocar nas pessoas.
Adorei a mensagem do vídeo e a estou reproduzindo aqui. Lembrei-me dos meus alunos e alunas da Pedagogia (UFG – Catalão) e o quanto eles tem relatado histórias de baixa taxa de tempo dedicado em suas vidas para a leitura, tanto necessária, para a graduação, quanto prazerosa, para o divertimento, conhecimento, etc.
Mas a reprodução do vídeo, acredito, pode ser também um incentivo, um alerta, ou ainda um combate, nosso, em prol de uma cultura do consumo maior da leitura. Vivemos num momento histórico onde a hegemonia da idéia de crescimento econômico está encontrando não só barreiras humanas, mas também geográficas, climáticas. O planeta terra já está reclamando, se assim podemos dizer sobre estas tragédias de ciclones, terremotos, chuvas, etc.
Ora, apostar num crescimento econômico material do mundo está se tornando contraditório e inconcebível. Afinal, até isto tem o seu limite. Então como sustentar uma mentalidade desenvolvimentista no planeta?
Está ai o papel da Escola e fundamentalmente da leitura. Uma campanha mundial pelo aumento do conhecimento, do aprendizado pela leitura. Penso que crescer culturalmente, lendo mais, não tem fim. Não seria interessante?
“Ler devia ser proibido”











