Formação de Professor|Cultura Educacional |Educação E Blog

No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

IX Simpósio Pedagogia – Segundo Dia

Filed Under Eventos | Posted on Junho 10, 2009

IX Simpósio Pedagogia – Segundo Dia

O segundo dia do IX Simpósio de Pedagogia teve a abertura com o Coral de Surdos - Escola Estadual Joaquim de Araújo e Silva - Catalão/GO. Coral Vozes do Silêncio - Escola Estadual Joaquim de Araújo e Silva/Catalão-GO. O Coral foi fundado em 2002 com oito participantes surdos e a atuação da intérprete Maria Joana Darc Paranhos. O grupo já chegou a contar com 15 integrantes, mas com o ingresso de vários alunos no mercado do trabalho o Coral, hoje, conta apenas com oito surdos e, também, com alguns ouvintes.

O objetivo do Coral desde a sua criação é ajudar na promoção da inclusão dos surdos no mundo musical, assim como divulgar a LIBRAS.

O Coral Vozes do Silêncio atua sem nenhum patrocinador, conta com o apoio da Escola Estadual “Joaquim de Araújo e Silva”, dos participantes e das intérpretes que atuam como voluntários.

O coral se apresentou sob regência das professoras Helena Costa Damasceno e Maria Joana Darc Paranhos.

As conferencistas da noite, professora Dra. Vera Lúcia Messias Filho Capellini* e a Dra. Lazara Cristina da Silva** falaram sobre Construindo Práticas Inclusivas em Educação.

obs. Para ver as fotos ampliadas, clique em VER TODAS AS IMAGENS

*Vera Lúcia Messias Fialho Capellini - possui graduação em Pedagogia com Habilitação em Educação Especial e Administração Escolar pela Universidade Metodista de Piracicaba (1991), mestrado (2001) e doutorado (2004) em Educação Especial pela Universidade Federal de São Atualmente é Professora Assitente (RDIDP) da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Formação de professores, atuando principalmente nos seguintes temas: inclusão escolar, educação especial, prática de ensino, formação continuada presencial e EAD, avaliação da aprendizagem e Educação em Direitos Humanos. Líder do Grupo de Pesquisa: A inclusão da pessoa com deficiência e os contextos de aprendizagem e desenvolvimento e membro do Grupo de Pesquisa: Desenvolvimento infantil: avaliações e intervenções psicoeducativas e em situações de crise, ambos cadastrados no CNPQ. Coordenadora do I Congresso Brasileiro de Educação da UNESP de Bauru.

**Lazara Cristina da Silva - possui graduação em Pedagogia pelo Centro Universitário do Triângulo (1994) , especialização em Especialização Em Política Planejamento e Gestão pelo Centro Universitário do Triângulo (1995) e mestrado em Educação pela Universidade de Brasília (1998), Doutorado em Educação pela Universidade Federal de Uberlâncdia. Atualmente é Professor Assistente da Universidade Federal de Uberlândia. Tem experiência na área de Educação , com ênfase em Ensino-Aprendizagem. Com projeto de pesquisa na área de Políticas Públicas de Formação de Professores: Educação Inclusiva.

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IX Simpósio Pedagogia – Primeiro Dia

Filed Under Eventos | Posted on Junho 9, 2009

IX Simpósio Pedagogia – Primeiro Dia

Tivemos a abertura ontem, dia 08 de junho, do IX Simpósio da Pedagogia, Curso da Universidade Federal de Goiás – Campus Catalão. O evento trouxe para o debate A Educação Inclusiva: Desafios às Práticas Educativas e Políticas Públicas.

Os participantes começaram a chegar para o credenciamento às 18hs. Receberam de presente do Curso de Pedagogia, como símbolo de comemoração dos seus 21 anos, pastas e camisetas.

A abertura, conduzida pela Mestre de cerimônia, ex-aluna e repórter Lara Cristina, teve a apresentação da Orquestra de Violões da Fundação Espírita Nova Vida e do Coral de Surdos de Impameri (veja abaixo dados do Coral de Surdos de Ipameri).

Logo em seguida, a abertura oficial, conduzida pela professora Dra. Dulcéria Tartuci e com a presença da Coordenadora do Curso de Pedagogia, Kátia Silene, da vice diretora do Campus Catalão, Maria Natividade Rosa Barbosa e, representando o Senhor Vanildo Pinto Ciríaco, secretário municipal de Educação, a professora e ex-aluna da Pedagogia Margarida.

A conferência da Noite, Educação das Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais e as Políticas de Inclusão foi conferida pela professora Dra. Rosângela Gavioli Prieto*, faculdade de Educação, Universidade de São Paulo (USP).

Cabe lembrar a boa organização do evento, a grande participação de alunos e professores da rede pública de ensino de Catalão, Ouvidor, Ipameri e outras. É difícil ver evento no CAC com tanta gente e assistir uma palestra que vai até 22:20hs ainda com um grande público presente. Votos para que tudo se repita no segundo e terceiro dias.

*Graduação em Pedagogia - Habilitação em Educação do Deficiente pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1981) e Habilitação em Administração Escolar pela Universidade de Guarulhos (1987); Graduação em Psicologia pela Universidade de Guarulhos (1994); Mestrado em Educação Especial (Educação do Indivíduo Especial) pela Universidade Federal de São Carlos (1990); Doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (2000). Atualmente, é professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo e desenvolve pesquisa na área de Educação, com ênfase em política educacional, atuando principalmente nos seguintes temas: avaliação de políticas públicas de educação especial.

Coral de LIBRAS da Cidade de Ipameri-GO.

A história do Coral de Libras de Ipameri vincula-se ao trabalho desenvolvido pelas professoras Uiara Jordão e Rosemary Perfeito. Em 2005, nos preparativos para a festa do dia das mães, os professores resolveram cantar em Libras a música “Mamãe, eu te amo tanto”. Nascia ali o coral, à época, formado por surdos de várias séries, ouvintes, um portador de síndrome de down e as duas professoras intérpretes.

Atualmente, alguns integrantes do coral já estão na segunda fase do Ensino fundamental e outros foram convidados para fazerem parte do grupo. O grupo tem doze componentes, três professores e dois regentes, e o projeto de constituição da “Associação de Surdos de Ipameri”.

O Coral se aprentou sob a regência das professoras Rosemary Perfeito, Uiara Jordão e participação das Professoras Intérpretes: Daniela Lourenço, Adma Rosa e Lidiane Cury.

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21 Anos Do Curso de Pedagogia Em Catalão

Filed Under Memória e Educação | Posted on Junho 7, 2009


21 Anos Do Curso de Pedagogia Em Catalão

 

 

wolney-21-anos-pedago.JPGEste ano de 2009, o Curso de Pedagogia, da Universidade Federal de Goiás – Campus Catalão completa os seus 21 anos de vida. Esta maioridade está sendo comemorada nesta próxima semana, durante o IX Simpósio da Pedagogia.

 

A professora Ana Maria sugeriu que os professores do Curso fizessem um pequeno texto no sentido de registrar esta experiência, a partir das visões dos próprios professores. Faço isto abaixo, de acordo com algumas de minhas recordações.

 

Tenho 3 lembranças que poderiam ser consideradas minha primeira relação com o Campus de Catalão. A primeira, a época da inscrição para o concurso para professor, se não me falha a memória, e ela geralmente falha, foi em dezembro de 1988, quando eu estava terminando a graduação em História, na Universidade Federal de Uberlândia e me preparando para a seleção do Mestrado, na PUC, na cidade de São Paulo. Apesar de já ter morado em Catalão quando criança, de 1965 a 1972, não lembrava praticamente nada da localização do antigo Centro de Formação de Professores, que em 1986 se transformou no Campus Catalão, da UFG. Este primeiro contato foi para trazer documentos para a inscrição ao concurso de Professor.

 

A segunda lembrança é da realização do concurso em Goiânia, na Faculdade de Educação. Como eu estava me formando, ainda não tinha o registro da colação de grau, o que me fez ir e voltar a Goiânia durante toda a semana do concurso, para conseguir os papéis da ata de colação de grau.

 

A terceira, o primeiro dia em que vim ao Campus, acredito que dia 01 de março de 1989, depois de ter sido aprovado em primeiro lugar (29 concorrentes) para a disciplina de Estudos Sociais. Quando desci do ônibus coletivo, na porta do Campus, onde entravam os carros na época, na Avenida Dr. Lamartine Pinto de Avelar, eu assustei: terra, poeira e prédios que pareciam abandonados. No local onde foi o antigo dormitório feminino, do Centro de Formação, e hoje, transformou-se em dependências do Curso de Educação Física, fui recebido pelos professores Luiz Dourado, professor de Sociologia da Educação e Leila Gonzaga, então coordenadora do Curso de Pedagogia. Ali combinamos disciplinas e horário de aulas, tendo em vista minhas viagens de Uberlândia – Catalão e as idas semanais a São Paulo, para fazer o Mestrado.

 

Na época, Mirtes, Ged, Marcelo, Íversem, Marta Rocha, Gloreni, além do Luiz Dourado, Leila e eu (quero crer que não esqueci ninguém) compunham o quadro de professores. Segundo o professor Braz José Coelho, ex-diretor e responsável pela criação do Curso de Letras, o Curso de Pedagogia foi criado com a argumentação de que os outros cursos de licenciatura, que já tinham sido criados (Letras e Geografia em 1987, e Matemática, previsto também para 1988) iriam precisar de professores da área educacional, tendo em vista disciplinas como psicologia da educação, estrutura de ensino e outras. Ora, a Prefeitura de Catalão teria mais vantagem em criar o Curso de Pedagogia, portanto mais uma licenciatura para Catalão, do que estar contratando professores exclusivos destas áreas.

 

Uma característica comum do Curso, nos primeiros anos da década de 1990, era o rodízio entre professores. Primeiro, porque o curso estava ainda se cristalizando, completando o quarto ano em 1991, o que justificaria uma contratação, por concurso público, crescente de professores. Segundo, que como a situação dos professores do Campus Catalão era de concurso feito pela UFG, mas contrato na Prefeitura de Catalão, com prestação de serviço à UFG, aqueles que, já estando aqui, tinham oportunidade e viam a possibilidade de fazerem concurso em outra universidade, galgando cargo no governo federal, o fazia rapidamente. Isto provocava um rodízio significativo, o que veio a diminuir, por volta de 1996, creio eu, com a criação de outros cursos e a crescente expectativa de federalização do corpo docente.

 

Hás que se ressaltar que meu crescimento na carreira docente foi simultâneo ao crescimento do Curso de Pedagogia. Praticamente nasci junto com ele, nesta carreira, em 1989. Apesar de ter feito mestrado e doutorado em História Social, venho aprendendo e construindo com o curso, colegas, alunos e alunas, uma identidade de cientista de educação. Entendo isto, no meu caso específico, alguém que vem juntando uma formação com a experiência de diálogo, debate com colegas não só da área da Pedagogia/educação, mas cientistas sociais, biólogas, psicólogas, etc. Este é um aprendizado caro na minha formação pessoal, o que, certamente, veio demarcar a minha iniciativa em fazer o pós-doutorado em Educação, na PUCRS, a partir de agosto de 2009.

 

No final da década de noventa veio o primeiro curso de Especialização, em Alfabetização. Está aí uma outra experiência, que agregou Especialização em Educação Infantil e Educação Inclusiva, que a Pedagogia vem alimentando em Catalão e que, sobretudo está trazendo ingredientes para uma maior reflexão para a formação do professor na região do sudeste goiano.

 

Os primeiros anos do século XXI, para nós, trouxeram fundamentalmente dois desafios: primeiramente novos concursos federais para recriação do quadro docente. Os professores, lotados na Prefeitura, passaram a concorrer com outros profissionais aos mesmos cargos que ocupavam, tentando sair da Prefeitura e constituir-se definitivamente no quadro de funcionários federais.

 

O outro desafio está sendo a construção do projeto de Mestrado em Educação. Com boa parte do quadro docente tendo o título de doutores, o Mestrado está sendo este outro passo em direção ao amadurecimento do Curso de Pedagogia. Estamos com boa expectativa de que em 2010 ou no máximo 2011 estaremos dando início à primeira turma deste Mestrado.

 

São muitas histórias que objetivamente não temos tanto espaço e tempo assim de ir anotando. Reuniões de curso, formação de Grupos de Pesquisa (hoje são 3: NEPEDUCA, CIEEd e Infância e Educação), Simpósios, projetos de extensão, pesquisa, comissões administrativas, enfim, são muitas as atividades, assim como em qualquer Universidade Pública, que foram sendo cavadas, construídas, elaboradas e construindo uma identidade para a formação de professores para o ensino fundamental em Catalão, Goiás, desde 1988.

 

É claro que neste passeio pelas memórias, há muito que lembrar e talvez coisas por esquecer. A história da instituição, dos Cursos e das Pessoas vai se imbricando múltipla e de maneira complexa. Outros colegas devem, certamente, ativar outras memórias. Estas múltiplas faces destas lembranças não seriam a nossa constituição identitária?

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A Identidade Do Professor No Encontro De Didática Em Catalão

Filed Under Eventos | Posted on Novembro 21, 2008


A Identidade Do Professor No Encontro De Didática Em Catalão

 

 

Realizou-se entre os dias 17 e 19 de novembro, a VIII Reunião Anual de Didática e Prática de Ensino (lembrando que já começamos aqui no Blog uma discussão sobre formação de professor, refletindo sobre a didática e prática de ensino. Veja Aqui) na Universidade Federal de Goiás – Campus Catalão (realizado pelos cursos de licenciatura do CAC-UFG). Coordenado pela professora Dra. Dulcéria Tartuci*, o evento, este ano, trouxe o tema Estágio e Docência: formação, valorização e construção da identidade.

 

Na noite do dia 17, as professoras Dra. Luzia Márcia (História) e Maristela (Educação Física) debateram sobre as licenciaturas na UFG. No dia 18, houve comunicações orais sobre as pesquisas realizadas nas disciplinas de Estágio. No dia 19, o tema da mesa redonda, composta pelas professoras Dra. Simara Maria Tavares Nunes, do curso de Química e Dulcéria Tartuci, da Pedagogia, foi Formação docente: construção e valorização da identidade do professor.

 

Além da fala das professoras, direcionadas para a valorização do professor através da sua formação qualitativa na graduação, houve também apresentações artísticas logo depois das palestras. Eu vi especialmente nas apresentações da dança do ventre e Hip Hop uma relação intrínseca com o tema do Evento. Explico.

 

O tema da identidade do professor está diretamente relacionado a dois pressupostos: primeiro, o de que identidade indica uma visão homogênea, onde os professores, em termos de formação e práticas de ensino, construiriam uma forma semelhante de ser professor. Segundo, seria uma outra perspectiva, podendo ser considerada até como contraditória, sem o ser necessariamente, que consideraria as diferenças ao focar na formação docente.

 

Sem querer me alongar no debate teórico destas perspectivas, eu digo que fazer uma imagem destas representações, semelhanças e diferenças, não é nada fácil. Porém, as apresentações da dança do ventre e Hip Hop me ajudaram a entender um pouco mais estas idéias. Ora, a dança do ventre, por constituir num conjunto aparentemente homogêneo, onde as dançarinas, ao som da música, buscam perfeições de movimentos corporais sensuais e simultâneos, poderia indicar a perspectiva identitária. Todas, em conjunto, buscando o mesmo movimento.

 

A dança do Hip Hop, pode se dizer, variaria do semelhante ao contrário, num anglo que variaria de zero a 180 graus. Os dançarinos, no caso daquela noite em número de quatro, buscaram não o semelhante, mas o movimento diferente, cada um no seu passo vibrante, enérgico e dessemelhante. O ideal não é ser igual, mas ser um outro. Isto poderia até parecer uma bagunça, mas não é. Pelo contrário, apresenta-se inclusive mais vibrátil, tirando aplausos e gritos mais energizados da platéia.

 

Ora, ai está, no meu entender, uma referência interessante para se pensar a formação docente na universidade. Por um lado, temos uma necessidade institucional, curricular de buscar qualificar o profissional da educação dentro de um parâmetro sócio, cultural e político eleito e adotado pela instituição, que somos todos nós professores universitários. Há uma tendência de buscar o semelhante, uma identidade homogênea. Diz-se fazer um corte de qualidade pela média.

 

Por outro lado, o respeito à diversidade do aluno, do professor, da cultura local é cada vez mais relevado na Educação do país. E a diversidade acontece nas múltiplas experiências tanto dos discentes, quanto dos professores universitários. O desafio educacional é equilibrar estas duas forças, ora buscando os movimentos conjuntos, feito os arredondados remelexos das dançarinas do ventre, ora os incautos e impulsivos saltos dos dançarinos do Hip Hop.

 

E você, o que pensa sobre isto?



*COORDENAÇÃO GERAL

Dulcéria Tartuci

 

COMISSÃO CIENTÍFICA

Dulcéria Tartuci (coord.)

Maristela Vicente de Paula (coord.)

Eliane Martins de Freitas

Gisele Alves

Juçara Moura

Lívia Abrahão do Nascimento

Sirlene Duarte

 

COMISSÃO DE FINANÇAS E COMUNICAÇÃO

Maria Marta Lopes Flores (coord.)

Simara Maria Tavares Nunes (coord.)

Crhistiane da Fonseca Souza

Elânia Maria Marques Bergamashi

Jaqueline de Cássia Naves

Marta Borges

 

COMISSÃO DE INFRA-ESTRUTURA E REGISTRO

 Kátia Silene Silva (coord.)

Porfírio Azevedo dos Santos Júnior (coord.)

Altina Abadia da Silva

Françoise de Mesquita

Leomar Cardoso Arruda

Heliane Batista de Oliveira

Rodrigo Graboski Fratti

 

COMISSÃO CULTURAL

Andréia Cristina Peixoto Ferreira

Cristiane da Silva Santos

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Pesquisas E Orientações

Filed Under Pesquisa | Posted on Setembro 29, 2007

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Uma das propostas para este Blog é apresentar aos leitores resumos de pesquisas de minhas orientandas no TCC – Trabalho de Conclusão de Curso.

De comum acordo com as alunas que irei orientar em 2008, combinamos delas fazerem 3 posts neste segundo semestre de 2007, apresentando suas intenções de pesquisa e avanços no projeto.

O objetivo é que o leitor possa vir até este espaço e dar sugestões, indicações bibliográficas, enfim, fazer comentários que possam ajudar as meninas nas suas pesquisas.

Cabe ressaltar que são resumos encomendados pelo orientador, criando oportunidades de diálogos online, acreditando que isto possa fazer crescer a qualidade dos trabalhos que estão nascendo.

As alunas são:

• Alessandra Cardoso Alencar
• Ruth Maria da Silva
• Cleusidete da Silva Cabral de Melo
• Yeda Cristina Mota Ribeiro
• Rosane (orientação 2007)

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Fotografia e Oralidade: Resgatando Identidades e Memórias do Centro de Formação de Professores Primários de Catalão.
Catalão 1965-1983.

Alessandra Cardoso Alencar
Acadêmica de Pedagogia
Universidade Federal de Goiás/UFG.
Campus de Catalão/CAC.

O ponto de partida para caracterização do meu projeto de pesquisa de TCC será uma análise das identidades de alguns dos professores e alunos do Centro de Formação de professores Primários de Catalão (C.F.P.P.C.). Identidades essas que serão investigadas no âmbito biopsicosocial, (emoções, pensamentos e comportamentos de acordo com ambiente em que vivem, e maneiras individuais de entender o mundo) considerando que o ambiente tratado aqui era um ambiente totalmente rígido com padrões do regime político da época.

Para essa análise utilizarei da memória individual e coletiva uma vez que a memória é uma faculdade cognitiva extremamente importante porque ela forma a base para a aprendizagem. Se não houvesse uma forma de armazenamento mental de representações do passado, não teríamos uma solução para tirar proveito da experiência.

Diante disso irei discutir a relação entre identidade, memória e fonte oral e para isso utilizarei como recurso, as mais variadas fotografias de alunos e professores do C.F.P.P.C. investigando assim as relações profissionais, pessoais e emocionais das pessoas e dos momentos que foram fotografados, na perspectiva de satisfazer algumas curiosidades e responder algumas indagações, visto que os professores que ali trabalhavam eram influenciados por um regime americanizado e a didática presente na instituição era tecnicista, reprodutora de conhecimento.

Sendo assim pretendo investigar como que estava naquele momento o lado profissional, político, econômico e principalmente emocional de cada indivíduo que ali estava presente, resgatando assim através de entrevistas as identidades e as memórias. A construção da identidade é um fenômeno que se produz em referência aos critérios de aceitabilidade, de admissibilidade, credibilidade e que se faz por meio da negociação direta com outros. Memória e identidade são valores disputados em conflitos sociais e intergrupais e em conflitos que opõem grupos políticos diversos.

Ao selecionar o que deve ser lembrado e ao esquecer o que deve ficar em zona de sombras e silêncio, através das fotografias e das entrevistas, este trabalho irá tornar-se um senhor de memória, um elemento constituinte do sentimento de identidade, tanto individual como coletiva. E, também, um fator extremamente importante do sentimento de continuidade e de coerência de uma pessoa ou de um grupo em sua reconstrução de si.

Sendo assim o que irei resgatar é a identidade, a imagem que a pessoa adquire ao longo da vida referente a ela própria, a imagem que ela constrói e apresenta aos outros e a si própria, para acreditar na sua própria representação e também para ser percebida da maneira que quer por outros. E nessa tentativa de me inserir nesse debate, inicio um projeto de pesquisa sobre a construção da identidade e da memória, via fotografia e oralidade. E como parte das atividades dentro desse projeto, será realizado um ciclo de leituras e debates acerca dessas temáticas.

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Televisão e Socialização da Criança.

Ruth Maria da Silva
Acadêmica de Pedagogia
Universidade Federal de Goiás/UFG.
Campus de Catalão/CAC.

A pesquisa que estou desenvolvendo é sobre o papel da televisão na socialização da criança. A princípio esse tema despertou-me um enorme interesse. Certa vez um menino de 6 anos bateu em seu coleguinha da escola e após uma bronca que levou ele respondeu que não estava errado porque o Jack Chan bate e é do “bem”.

A partir de então fiquei pensando que, sem capacidade crítica frente a certos programas, a televisão acabaria por influenciar no comportamento da criança. Já que na sociedade atual o tempo que os pais têm para os filhos é cada vez menor e parece ser indispensável a presença da televisão no cotidiano das pessoas, penso que a escola, como lugar de produção de conhecimento, poderia usar o aparelho televisivo como uma ferramenta pedagógica.

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Título (provisório): Arte e Educação

Yeda Cristina Mota Ribeiro
Acadêmica de Pedagogia
Universidade Federal de Goiás/UFG.
Campus de Catalão/CAC.

Partindo da visão sociológica sabemos que a sociedade humana com sua cultura, imprime no desenvolvimento de suas formas diferenciadas de vida, inúmeros conflitos sociais.

Vivemos em uma sociedade marcada por essas anomalias, a clientela atual da nossa realidade escolar se caracteriza dentro desse contexto social e anseia por transformações sociais que busca um ajustamento e integração dentro dessa realidade.

Portanto o desenvolvimento dessa pesquisa é muito importante, uma vez que é provável que esta seja o único espaço onde as crianças tenham a chance de entrarem em contato com objetos e diversas matérias envolvendo a ”Arte” e consequentemente estarem ampliando seus conhecimentos e interesse, promovendo para a criança mais inserção, sensibilidade e coordenação sensória motora.

Esse processo de aprendizagem se faz necessário, relacionando a “Arte” com o desenvolvimento afetivo, social e cognitivo das crianças.

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Colégio Dona Iayá: Um lugar de muitos projetos.

Rosane Ribeiro do Nascimento
Acadêmica de Pedagogia
Universidade Federal de Goiás/UFG.
Campus de Catalão/CAC.

Na perspectiva de retransmissão de fatos e experiências do passado às novas gerações e pensando no mínimo acesso que as pessoas têm à história de uma dada instituição de ensino, me propus a fazer um resgate documental, coletando e organizando dados sobre o Colégio Dona Iayá, situado na cidade de Catalão, para posteriormente colocá-los a disposição da sociedade.

Esta pesquisa teve como ponto de partida a observação de documentos selecionados no próprio arquivo do colégio. A partir destas observações e de relatos feitos por profissionais do Colégio Dona Iayá, eu pude perceber que o colégio em questão vem sendo palco da realização de vários projetos, e estabelecendo uma relação destas informações com estudos realizados no Curso de Pedagogia, sobre a importância dos projetos na rede de ensino, o meu foco de trabalho passou a ser: “Os Projetos educacionais”, sendo a história do colégio apenas um contexto.

Sendo assim, a minha pretensão é realizar este estudo enfatizando o “como” e “por que” o sistema de projetos na rede de ensino foi tomando tanta importância dentro desta instituição.

Estão sendo produzidos neste trabalho um histórico do colégio precedido por uma rápida discussão sobre ‘memória coletiva’, estudos sobre a gênese do sistema de projetos e a história do desenvolvimento destes na rede de ensino, mais precisamente os que foram executados no colégio em questão. Para tal estudo estão sendo utilizados projetos realizados no Colégio Dona Iayá na década de 1990, fontes documentais encontradas no próprio colégio, e como fontes bibliográficas Dewey, Hernandez, Le Goff, Lourenço Filho, Vallejo e outros.

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Fotografia: Resgatando as tradições dos desfiles escolares do Centro de Formação de Professores Primários de Catalão.
Catalão 1995-1983.

Cleusidete Cabral de Melo
Acadêmica de Pedagogia
Universidade Federal de Goiás/UFG.
Campus de Catalão/CAC.

Venho, através deste, expor minha proposta de TCC, no qual a partir de então estarei tentando responder algumas indagações a respeito dos desfiles escolares do Centro de Formação de Professores Primários de Catalão nas décadas de 60, 70 e 80.

Dentre as várias questões que surge, minha preocupação inicial é tentar relacionar os desfiles escolares com regime político da época, destacando que neste período a ditadura militar estava no seu auge. Estarei tentando então construir uma linha do tempo dos anos acima com a política militar e os desfiles escolares, em especial os do C.F.P.P.C. que acontecia na cidade de Catalão.

Pretendo então compreender não apenas a forma pela qual a fonte fotográfica se constitui como um instrumento de pesquisa no campo da historiografia educacional. Mas também as possibilidades de sua utilização como objeto de estudo em minha proposta de trabalho desenvolvida nessa área, analisando as imagens apresentadas, inserindo-as na reflexão dos desfiles cívicos, ao invés de utilizá-las com intuito de embelezar a proposta deste projeto, ou de simplesmente ilustrar aspectos descritos no texto, como referências de datas, locais, fotógrafos e fotografados.

O que pesquisarei então será: Como eram as vestimentas utilizadas nesses desfiles? Qual era o critério utilizado para os alunos desfilarem? Esses alunos eram obrigados a participarem desses desfiles? Por quê? Qual era o compromisso da instituição com a organização desses desfiles? Que relação os desfiles estabeleciam com a política da época? Quais eram as datas em que aconteciam esses desfiles? E no intuito de responder a essas questões utilizarei a imagem fotográfica como uma forma de educar o olhar e tornar consciente a leitura do mundo social e refletir sobre nossa realidade.


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