Formação de Professor|Cultura Educacional |Educação E Blog

No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

Apresentação De Trabalhos Na Disciplina História Da Educação

Filed Under Historia da Educação 2007 | Posted on Junho 27, 2009

Apresentação De Trabalhos Na Disciplina História Da Educação

No último dia 26 de junho, as alunas da Disciplina História da Educação (Curso de Pedagogia, UFG – Catalão-GO) apresentaram o resultado do Estudo dirigido intitulado: “As idéias pedagógicas no Brasil entre 1759 e 1932: coexistência entre as vertentes religiosa e leiga da Pedagogia tradicional”, texto do Demerval Saviani*. A idéia do Estudo Dirigido foi dividir a turma em 9 grupos, propondo, aos mesmos, uma pesquisa básica, contextualizando o período histórico compreendido como Brasil Colônia, Império e início da República. Os temas propostos foram:

• Riquezas do Brasil colônia
• A escravização: índios e negros
• O conflito entre Colônia e Metrópole
• Fé e Razão
• O Marques de Pombal e o despotismo esclarecido
• Professores e aulas régias
• As instituições escolares
• Os métodos de ensino
• As reformas educacionais

O julgamento do trabalho foi dividido da seguinte forma: 50% da nota, que foi a apresentação, ficaram por conta das alunas avaliarem as colegas. Os outros 50% serão a avaliação do texto impresso entregue ao professor.

No final, fizemos um breve comentário. Primeiramente, sobre o nervosismo da turma. Eu disse que isto era normal, ou seja, tremer as pernas, ter dor de barriga e que na maioria das vezes acontece com todos os professores. Eu, inclusive, já ouvi isto de professores quando fazia o doutorado, e, sem sombra de dúvidas, fico também, se não nervoso, apreensível toda vez que estou para iniciar um novo curso, com uma nova turma.

Chamei a atenção para o fato de que ao se apresentar um trabalho não basta ler, seja no papel, no Retro Projetor ou na imagem projetada no Data Show. O argumento é que ao se apresentar um trabalho, uma idéia o(a) apresentador(a) está sendo um(a) mensageiro(a), alguém que é portador(a) de uma mensagem e que portanto tem que cativar quem o(a) está ouvindo. Despertar o interesse, mostrando domínio de conteúdo, versatilidade de movimentos, gestos ao falar, enfim, faz-se aproximadamente um show. No bom sentido do termo, pois eu já vi pessoas fazerem piruetas e não apresentarem nada de interessante, como já vi também pessoas de bom conteúdo conferindo palestras difíceis de engolir. Afinal, não é todo dia que estamos dando chute e marcando gol. Mas o importante é não fazer qualquer coisa, de qualquer jeito. E isto foi muito comum nas apresentações.

Eu não tenho o hábito de praticar estas estratégias de aula, quais sejam, os seminários apresentados por alunos(as) na graduação. Um dos motivos é este: os alunos ficam atordoados com o nervosismo e imaginam, principalmente nos primeiros anos, que o importante é falar, mesmo que seja qualquer coisa. Como se a fala fosse pontinhos que eles iriam ganhando, cada vez que se pronunciassem independente da forma. Ora, falar é algo que está diretamente relacionado com a forma, postura. É uma arte. Mas, nos últimos anos, venho percebendo que se os alunos e alunas não passarem por estes momentos difíceis e nós não os presenciamos praticando a oratória, nós pouco podemos contribuir para seu aperfeiçoamento. E não se trata apenas de avaliá-los(as). Fazemos com isto uma necessária auto avaliação.

Isto nos leva a pensar também sobre a formação que oferecemos na Universidade. Vou colocar o problema apenas como indício de suspeição, pois ainda não analisei o problema detalhadamente. Trata-se de imaginar sobre a Educação Integral. Com o crescimento das tecnologias da informação, a meu ver, há uma necessidade do aluno dedicar mais tempo com seus estudos e pesquisas pessoais e aproveitar de forma mais intensiva os momentos que nós chamamos de aula. Alunos e professores bem preparados para este momento especial que é a aula é como ver uma partida de sinuca bem disputada. Por outro lado, quando os textos não são lidos, ou o professor não prepara a sua aula, nada acontece, o tempo é perdido, as bolas, da sinuca, não são encaçapadas, não se faz gol.

Para fazer o debate responsável das idéias, tendo em vista a formação do cidadão, da pessoa educada nos “valores da solidariedade humana e respeito pela paz” (chamo a atenção para os dois textos que o Saramago escreveu recentemente no seu blog: Formação 1 e Formação 2) o vínculo entre uma aula/seminário e a perspectiva de tornar o aluno cidadão com estas práticas deveria ser mais estreito possível. Será que estamos no caminho?

Abaixo, algumas fotos da turma.

* SAVIANI, Dermeval. História das idéias pedagógicas no Brasil. 2 ed. rev. ampl. Campinas, SP: Autores Associados, 2008.

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Primeira Aula De História Da Educação Em 2009

Filed Under Historia da Educação 2007 | Posted on Março 14, 2009


Primeira Aula De História Da Educação Em 2009

 

Ontem, na primeira aula de História da Educação, do Curso de Pedagogia, da Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão, conheci algumas alunos ingressantes no vestibular 2008/2009. Digo algumas, porque nem todas estavam presente, talvez pelo fato da calourada estar acontecendo esta semana. Duas outras alunas, Aline e Vanessa, que estavam devendo a disciplina, matricularam-se e também estavam presentes.

 

Fizemos as devidas apresentações, priorizando a narrativa de como foi a formação escolar de cada uma: ensino fundamental e médio. Isto, tendo em vista, uma primeira aproximação com a linguagem histórica, tomando a memória como objeto de reflexão da própria história de vida.

 

Cabe lembrar também, que antes das apresentações informei o meu E-mail (whonoriof@gmail.com) e endereço deste Blog, mostrando que nossas atividades ordinárias de sala de aula iriam se estender a este Blog, onde as alunas irão, como em turmas anteriores, ler textos, fazer comentários e problematizar o curso.

 

Para ajudar a compreender esta dinâmica, indiquei um post da Miriam Sales: “Aprendendo a aprender com as TICs”.

 

Indiquei também um outro post, aqui do Soprando.Net, intitulado “Quando o professor estuda o aluno aprende melhor”. Essas duas leituras são complementares aos textos abaixos, indicados para a próxima aula, dia 20 de março próximo:

 

Texto: CAMBI, Franco. História da Pedagogia. Tradução de Álvaro Lorencini. São Paulo: Editora UNESP, 1999.

 

“Da história da Pedagogia a história da educação”. Pp.21-40

“Características da Educação Moderna” pp.195-219

 

Por fim, indiquei que todas as alunas viessem até aqui e se apresentassem. Espero que o façam. Boa Semana!

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História Da Educação – Escolarização VI

Filed Under Historia da Educação 2007 | Posted on Dezembro 6, 2007

Uma das atividades desenvolvidas na disciplina História da Educação é montar a história da escolarização das alunas e alunos do curso de pedagogia, Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão.

Abaixo disponibilizo alguns testemunhos.

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A minha escolarização
Por: Geisa dos Reis Silva.

A minha escolarização foi marcada por dois acontecimentos que considero ter me influenciado até no presente momento: no ano de 1987, foi a primeira vez que entrei em uma instituição escolar, cursei o pré na escola Estadual Abrão André, onde tive uma ótima professora, chamada Aldanice, que tempos mais tarde veio a torna-se minha madrinha. O término deste ano, meus pais julgaram fraco o ensino que eu havia recebido, e então, resolveram, me matricular em outra escola.

Bem diferente do contexto que eu estava acostumada, a Escola Paroquial São Bernardino de Siena não era uma escola, mas administrada pela Igreja Católica. Era bastante, rígida, me lembro que na hora do recreio, as madres nos observavam.

Tinha todo um ritual no colégio: todos os dias nós cantávamos o hino nacional e também rezávamos frente à imagem de nossa senhora, isso, antes de entrarmos pra sala de aula.

A escola tinha como objetivo, buscar a disciplina e a moral rígida, mas logo me acostumei, refiz o pré e terminei o ensino fundamental nessa escola, que até hoje é de grande renome na cidade.

No ano de 1991, quando cursava já a terceira série, tinha nove anos, ocorreu uma fatalidade que iria me marcar pelo resto da minha vida. Perdi minha mãe, minha maior incentivadora. Lembro-me, perfeitamente quando me ensinava as lições, e me tomava a tabuada, etc.

Fiquei totalmente sem chão, desnorteada, naquele momento iniciava uma fase que eu classifico de fase das trevas. Sou a caçula de três irmãos, e posso afirmar que todos nós sofremos, na mesma proporção, se é que possível medir a dor da perda de alguém que se ama.

Meus irmãos mais velhos ficaram revoltados e perdidos na vida, suas ações a partir daquele momento iriam marcar as histórias de suas vidas, foi realmente um ano doloroso em que tivemos que reaprendermos a viver. Por causa deste fato, não houve mais motivação para os estudos, minha irmã e eu tivemos que repetir as séries novamente.

Como não podíamos ficar sem estudar, dei continuidade aos meus estudos. Na 8º Série, no ano de 1998, tive outro momento que me marcou, que foi o nascimento de minha sobrinha, o que parecia ser algo lindo e feliz, na verdade aconteceu de forma contrária, minha irmã teve o bebê comigo e a criança nasceu morta. Diante destes fatos, encontrei professores de me deram forças e compreenderam toda minha angústia e também minhas limitações.

Em 1999, fiz parte da última turma do curso de magistério do Colégio Estadual João Neto de Campos, que por sinal também é um excelente colégio. No ano seguinte, desisti dos estudos logo no inicio do segundo semestre, e só retornei no ano de 2002, já casada e já era mãe.

O Colégio Ceja foi o mais indicado, pois facilitava o término do 2º Grau, hoje o ensino médio. Por três anos fiquei afastada dos estudos, mas mesmo assim, tinha muita vontade de ir além, superando as minhas próprias expectativas, pois eu acredito que nunca é tarde para recomeçar, em agosto de 2006 me matriculei no cursinho pré-vestibular Israel Macedo, onde embora muitos podem pensar que o ensino é ruim, pelo contrário, existem excelentes profissionais comprometidos com a função que escolheram, de transmitir o saber.

Mesmo sem expectativas, prestei o vestibular no final deste mesmo ano, e hoje estou aqui, na UFG Campus de Catalão, cursando o 2º Período de Pedagogia e assim espero e creio que irei alcançar meus objetivos com êxito.

A minha historía de escolarização.
Por: Letícia Felix Pereira.

A Vida de criança é marcada por vários momentos na vida, o principal momento é quando ela entra na escola, pois a partir desse momento a criança tem que aprender a conviver com outras crianças, tem que aprender a obedecer a pessoa que até naquele momento era desconhecidas.

A minha vida de escolar não foi diferente, ela foi muito marcante, pois quando eu entrei na escola eu tinha cinco anos de idade. Eu estudei na escola estadual João Bernardes de Assunção em Davinopólis. Eu adorava todas as minhas professoras. Nesta escola estudei até a quarta série e logo depois mudei para Catalão e estudei na escola estadual Wilson da Paixão, e tive uma serie de dificuldades, pois não conhecia ninguém, era quase a mesma coisa de estar entrando na escola novamente. O ensino era um pouco diferente e eu não tinha nenhuma amiga.

Logo depois tive que mudar de escola e fui estudar no instituto de educação Matilde Margon Vaz porque na escola Wilson da Paixão só tinha até a quarta série. No instituto foi melhor, pois já tinha amigas que estudava lá, mas o ensino era mais puxado, pois foi no instituto que fiquei de recuperação a primeira vez. Quando terminei o primeiro grau fui fazer o segundo no colégio estadual João Neto de Campos.

Adorei ter estudado nessa escola, onde já conhecia bastantes pessoas, e o ensino só foi mais pesado no primeiro ano, porque nos anos seguintes eu já estava acostumada com o modo de avaliação dos professores.

Eu não estudei em nenhuma escola particular e nunca tive aulas de reforços. Eu passei todos os anos sem nunca me reprovar, não fui ótima aluna, eu sei muito bem disso, mas fui uma aluna razoável, isto eu garanto.

O ensino de cada escola era especial, percebo agora que cada professor tinha uma maneira muito diferente de dar aula, existiam professores que eram mais legais que outros, que davam muitos mais oportunidades para os alunos passar, e outros que faziam de tudo para deixar os alunos repetir o ano.

Toda vez que mudei de escola aprendi a me socializar com outras pessoas. Tudo bem que fui obrigada a fazer isso, mas hoje consigo falar com qualquer desconhecida sem nenhuma vergonha. A única coisa que eu não aprendi foi a apresentar trabalhos sem medo, sem insegurança, eu fico totalmente sem graça quando tenho que apresentar trabalhos.

Enfim, adorei todas as escolas que eu estudei, consegui superar todas as barreiras que encontrei de uma escola para outra e isso será impossível de esquecer.

Minha formação escolar
Por: Vera Lúcia Calaça

Comecei minha vida escolar, aos 7 anos de idade, no ano de 1983 em uma escola municipal que residia na Zona rural. Estudei nesse estabelecimento até a 4ª série. Eu posso dizer, foi o começo para conseguir chegar até a Universidade, da qual hoje faço parte. Nessa escola tinha apenas um professor que trabalhava com as disciplinas de português, matemática, estudos sociais e ensino religioso, isso da 1ª a 4ª série, porque antes, estudávamos em um livro denominado cartilha, que continham todos os conteúdos para a pré – alfabetização.

Os métodos de aprendizagem se baseavam no que continham os livros, o professor trabalhava o conteúdo dos livros de acordo com o rendimento da turma. Nessa época, lembro que era apenas uma turma: da pré – alfabetização à 4ª série, éramos uns 25 alunos, e o professor tinha que conciliar todos essas disciplinas em apenas uma sala de aula, com conteúdos diferenciados, e com crianças de várias idades. Mas com os alunos, posso dizer que dessa escola tirei bons conhecimentos, aprendi a ler, escrever, e a partir daí que consegui chegar a outra instituição escolar.

Já no ensino fundamental, que foi da 5ª série a 8ª, estudei em uma Escola Estadual, tive bons professores que levaram a sério os conteúdos que lhe eram oferecidos para ser trabalhado com os alunos. Os métodos de aprendizagens eram baseados em leituras de livros, aulas expositivas, e os métodos de avaliação ficaram a critério do professor, ou seja, o professor dava o conteúdo das disciplinas, e com rendimento da turma aplicavam as provas bimestrais. Também teve ótimos resultados desse grau de escolaridade, porque tudo o que lhe foi oferecido de útil aos alunos, tiramos bons frutos.

No Ensino Médio, também estudei em Escola Estadual. Os métodos de aprendizagens que nos eram oferecidos, eram baseados em livros, fazendo leituras, retirando focos importantes, aulas expositivas em sala, em laboratórios, os professores ainda usavam o quadro negro para passar os conteúdos. Os métodos avaliativos também seguiam de acordo com cada professor, cada um tinham seus métodos de avaliar. Posso dizer que essa época também foi importante na minha vida escolar, porque apesar de ter sido ainda um ensino precário em termos educacionais, posso dizer que muito foi ensinado, e muito foi aprendido.

E hoje, cursando uma faculdade, posso então relatar a diferença do ensino que é oferecido aos alunos, comparando-o ao aprendizado dos alunos anteriores, com os dias atuais, é bem notável a diferença de como os professores trabalham com os conteúdos, as formas avaliativas, tipos de aulas oferecidas, o ensino mudou muito no decorrer dos anos. E isso é importante, porque os professores universitários incentivam bastante os alunos a fazerem leitura, trabalhando mais com a mente, ensinando–os a descobrirem novos meios de lidar com o mundo moderno, buscando alcançar novos conhecimentos, objetivos, e isso é gratificante para todos.

Como vimos a cada grau de escolaridade, havia uma forma de educar o aluno. Hoje, com os professores mais capacitados, com formação especializada, a educação escolar deve ser oferecida ao aluno com mais interesse, levando os alunos a se interessar, por seguir uma escolaridade de alto nível, e de valor junto à sociedade.


Minha formação escolar
Por: Vera Lúcia da Silva

Voltar ao inicio de minha escolarização é algo prazeroso, pois me trás lindas recordações de minha infância, e me faz ver como não só os métodos de ensino evoluíram, como também o mundo em si está todo mudado.

No ano de 1973, eu tinha apenas seis anos de idade, morava com meus pais e irmãos na fazenda. Foi quando pela primeira vez entrei em contato com o mundo das letras, me lembro perfeitamente, embora ainda eu fosse muito criança.

Naquela época, as escolas eram grupos escolares onde uma única professora lecionava para as turmas da pré-escola á 4° serie, todos em uma única sala, e a professora ainda era a própria merendeira.

As escolas eram feitas de pau-a pique cobertas por folhas de babaçu. As carteiras eram de tábuas inteiriças onde sentavam cinco alunos no mesmo banco, que não tinha encosto. O método era na base do “decoreba”, se não tivéssemos com a lição na ponta da língua, a professora tinha seus métodos: uma régua de madeira que às vezes batia em nossas cabeças ou então colocava-nos de joelhos de braços abertos na frente dos colegas, o que era uma humilhação para quem recebia o castigo.

Bem, para mim, esta fase durou pouco. No ano seguinte, meus pais mudaram para a cidade. Em catalão tive que fazer novamente a pré-escola, pois a idade permitida para se iniciar os estudos eram sete anos.

Fui para a Escola “Rita Paranhos Bretãs”, a qual tenho boas lembranças. Nesta escola já se tinha um professor para cada turma e estas já não eram tão bravas.

Fiz muitos amigos nos quatros anos que lá estudei, e me lembro com muito carinho de uma das professoras que tive neste período, seu nome Regina, esta foi para mim uma pessoa muito especial. Onde será que ela se encontra agora? Lembro-me também de meu uniforme: camisa branca, saia azul escuro, de pregas até o joelho, meias três quartos branca e sapato preto. Eu adorava a hora de vesti-lo.

Mas tinha uma coisa que eu me intrigava. Era o fato do pátio onde nós alunos brincávamos ser dividido com o pátio da cadeia municipal. Eu tinha o maior medo daqueles presos fugirem de lá e nos matarem, imagine.

Hoje os presos não ficam mais lá, as selas foram desativadas, e foi construído um presídio na cidade.

No ano de 1978, voltamos para a fazenda, e ai para poder continuar os estudos, tinha que fazer uma maratona. Eu e meus seis irmãos fomos matriculados no Colégio Estadual “João Neto de Campos”. Para chegarmos lá, tínhamos que andar uns três quilômetros onde saímos de casa às 10:30 da manhã, entrávamos em uma camioneta, que percorria as estradas juntando os alunos que eram no total de quinze para então chegarmos ao colégio. Foi assim três anos.

Quando estava cursando a 8° serie os pais se juntaram e contrataram um ônibus para buscar seus filhos como é feito nos dias de hoje, só que pele prefeitura. Chegávamos em casa às 18:00 horas.

Quando eu fazia o ginásio, tinha uma matéria: O.S.P.B. professor Cristiano, era o terror da turma, tínhamos que saber tudo. Era matéria decorada, porque ele sempre tomava pra saber se estávamos mesmo estudando. Hino nacional, hino da bandeira, o nome de todos os ministros, que na época eram nove, “graças a Deus”, e outras coisas mais sobre política.

Depois de concluído a 8° serie, me afastei da escola. Só fui retornar no ano de 2000, fiz o 1° ano no Colégio “Dona Iayá” em agosto de 2001, quando cursava o 2° ano minha mãe veio a falecer, me afastei novamente.

Retornei no ano de 2003, no Instituto de Educação “Matilde Margon Vaz”, onde conclui em um ano (EJA) o ensino médio.

Não pensava mais em voltar para uma sala de aula, até quando minha filha foi prestar o vestibular e eu resolvi ir junto. E aqui estou eu, cursando o segundo período de Pedagogia.

Embora muitas vezes com dificuldade de acompanhar o ensino, estou me esforçando muito para conseguir vencer mais esta etapa em minha escolaridade.

Podemos ver, eu e você, que agora est lendo esta pequena estória escolar, como aconteceram mudanças no geral de nossa história. Hoje mudaram os políticos, os métodos de ensino. O acesso à escola está tão fácil que é possível a todos, os livros são fornecidos pelo governo, o transporte para alunos da zona rural e outras cidades é gratuito, os alunos têm nas escolas computadores a sua disposição para fazerem suas pesquisas e conhecer o mundo virtual, o qual estou tendo muita dificuldade em me familiarizar.

Hoje tenho quarenta anos, deixo filha em casa, luto contra o tempo, para alcançar o tempo que perdi.

Estou escrevendo isto para você com dezoito, vinte anos e que está parado, ou pensando em desistir: vá a luta, se esforce, você é capaz. Dê valor no que você já conseguiu. Se desistir hoje, poderá se arrepender amanhã.

Sucesso e votos de perseverança a todos que lerem.

Minha vida Escolar
Olívia Silvia Luiz

Cursei a pré escola na cidade de Goiânia, com 6 anos de idade. Segundo a minha memória era uma menina esperta, pois lembro que fazia todas as tarefas e minha irmã copiava tudo, lógico sem minha mãe saber, porque se eu contasse apanhava, pois ela era mais velha , grande e fofa….

As tarefas eram todas mimeografadas, mas lembro também de utilizar bastante o caderno de desenho.

O ensino fundamental fiz um pouco em Minas Gerais e o restante em Goiás.

Segundo o que me lembro em Vazante (cidade onde residia), o ensino era bom, todos os livros eram gratuitos, o espaço físico da escola era bom, o lanche era de excelente qualidade e cardápio variado (eu repetia todos os dias).

Quanto ao ensino era muito interessante, pois diversas vezes a professora nos levava para conhecer o cerrado e as minas existentes. Ô tempinho bom esse!

Depois, em Catalão, tive dificuldade de adaptação.

Chorava, pois estudava em uma escola totalmente diferente. Não era grande, as paredes eram feias, mal pintadas, o lanche era horrível e a professora só ensinava de maneira empirista.

Na época, diversas vezes ficava questionando porque não passeávamos igual na outra escola. Com o passar do tempo me acostumei.

O ensino fundamental foi normal; o colégio era grande eu tinha cinco matérias e cinco professoras, passei da transição do lápis para a caneta, o caderno já não era mais o pequeno, mas sim o grande.

Os professores escreviam muito rápido no quadro. Assim, às vezes tinha que copiar dos colegas. Porém, lá aprendi a gostar de teatro, pois a professora incentivava bastante, também tinha feira de ciências. Só não gostava de uma matéria que chamava técnicas agrícolas era feita no campo. (Plantei muita cebolinha, alface …)

No mesmo colégio, fiz o antigo segundo grau. Cada dia aumentava o número de professores e consequentemente o número de trabalhos e tarefas. O ensino passou a ser mais discutido do que copiado, a minha opinião passou a ter mais efeito.

Na faculdade tudo mudou. O que aprendi antes foi pouco, e o pouco tem controvérsia.

Agora tenho que provar o porquê do que penso e saber quem pensou primeiro.

Estou aprendendo a olhar o determinado assunto em “vários vieses”.

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História Da Educação – Escolarização V

Filed Under Historia da Educação 2007 | Posted on Dezembro 5, 2007

Uma das atividades desenvolvidas na disciplina História da Educação é montar a história da escolarização das alunas e alunos do curso de pedagogia, Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão.

Abaixo disponibilizo alguns testemunhos.

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A minha escolarização
Por: Ariadne Vaz

A minha escolarização sempre foi em escolas publicas, pois desde pequena sofri muitos problemas financeiros com meus pais porque eles não tinham condições de pagar uma escola particular já que eles pensavam que era o melhor.

De primeira à quarta série estudei em uma escola que era pública, mas virou municipal, aprendi muitas coisas importantes que marcaram minha vida.

Continuei a estudar em escola publica de quinta a oitava serie. Foi a melhor fase da minha vida e a melhor fase na escola, pois o aprendizado dos professores era totalmente diferente. Eles nos ensinavam através de aulas praticas como teatro e dança; acreditavam que era mais fácil de aprender.

O primeiro colegial eu comecei em Araguari, mas tive que transferir para Catalão pois estava de mudanças. No começo foi difícil, pois há uma diferença de um Estado para o outro e também larguei muitas pessoas que eu gostava, mas consegui concluir os meus estudos.

A minha escolarização
Waldenir de Lima Jùnior

Vou começar lembrando do tempo da creche que ao contrário do que as pessoas dizem: que é apenas um local para as crianças passarem o tempo. Comigo foi um pouco diferente. Eu me lembro que foi lá que eu tive a minha iniciação a alfabetização e é lógico foi um ensino limitado e restrito. Porém, eu não posso deixar passar em branco, porque naquele lugar existem profissionais que procuram passar da melhor forma possível alguns ensinos de alfabetização.

Depois dessa primeira etapa da minha vida em seguida veio a escola pública que pelo pouco que recordo foi uma coisa horrível para mim naquele tempo. Algumas pessoas conseguem superar mais facilmente outras demoram um pouco mais e eu faço parte desse grupo de superação a longo prazo.

Isso foi tão forte como uma influência que me assusta hoje, ou seja, em certos momentos daquele tempo de pré escola eu sabia das perguntas que eram feitas mas simplesmente eu preferia ficar calado.

Essa omissão minha me proporcionou repetir aquele ano. Às vezes eu não consigo acreditar que uma coisa assim aconteceu comigo.

Agora eu posso ver um ponto muito interessante se acaso eu tivesse continuado sem aquela bendita reprovação hoje talvez eu ainda estivesse “preso” de uma certa forma àquele personagem que eu imaginava.

Depois dessa fase da minha vida veio o ensino fundamental que foi feito todo em escola publica. Eu não vou mentir dizendo que fui um aluno aplicado e estudioso na verdade foram poucas as vezes que eu consegui cumprir as minhas obrigações como aluno a risca.

Tive a oportunidade de passar por algumas recuperações e confesso foi complicado concluir o ensino fundamental, mas mesmo diante da minha falta de compromisso eu tive a sorte de ter sido acompanhado por profissionais de primeira linha, que não desistiram de mim. Esse fato proporcionou até amizades que hoje em dia eu tenho com eles, agora depois dessa fase moleque. Um pouco mais amadurecido veio o ensino médio feito também em escola publica.

Naquele tempo eu já consegui assumir as responsabilidades e levar a sério os estudos. Eu tinha aquela idéia de vestibular posto em um pedestal e que era preciso muita luta e sacrifício para conseguir.

E com essa idéia fixa eu consegui fazer o ensino fundamental quase perfeito que em seguida me preparei em cursinho pré-vestibular que era publico e que a maioria dos meus antigos professores estavam lá dando aula.

Um ponto interessante é que mesmo o curso com salas lotadas de alunos e às vezes um calor que dificultava o curso conseguiram manter uma qualidade de ensino que é mostrada até por números.

Na Cidade de Catalão esse curso tem um índice grande de alunos aprovados no vestibular e eu faço parte de desses alunos aprovados.

A HISTÓRIA DA MINHA ESCOLARIZAÇÃO
Mirian Cristina Felizarda da Silva

Aos quatro anos de idade entrei numa sala de aula pela primeira vez, tudo parecia distante, fora da minha realidade. Lembro-me que ficava retraída em um canto da sala, não conversava, não brincava com criança alguma, pois sentia muita vergonha e além do mais eu era uma criança muito tímida, mal falava com a professora, essa que não tinha mais onde ser boa, dedicada, atenciosa, carinhosa, meiga e com bastante paciência para lidar com crianças parecidas ou iguais a mim. Ela era a pessoa em quem eu mais confiava tinha certeza que ela estava ali pra me estender a mão a qualquer hora que eu precisasse.

Na medida em que os anos se passavam eu crescia, passava para outras séries, tinha outros professores, alguns bons outros ruins, conquistava novas amizades, pois já estava me relacionando melhor com as crianças e com os adultos, enfim com as pessoas.

Mas, às vezes, me sentia inferior às outras crianças, notava que era diferente delas, pois não tinha a mesma cor que elas. Sou negra e esse fato me fazia sentir assim. Eu não conseguia ir para a escola sozinha, tinha que estar na companhia de uma ou duas amigas, pois assim achava que ninguém iria me notar e portanto estava livre das críticas, me sentia segura do lado delas, uma dessas amigas até brigava por minha causa.

Contudo, não era uma criança infeliz, que não aprendia, que não queria fazer amizades, pelo contrário queria provar para elas que eu também era gente.

Eu comecei a ter essa atitude em uma das séries do ensino fundamental, foi quando me dei conta de que eu era capaz, minha mente foi se abrindo cada vez mais com ajuda de ótimos professores, nessas séries havia mais negros na sala, não era como antes, notava que existia pessoas iguais a mim. Nessa fase sentia que as pessoas me respeitavam, acho que elas reconheceram meu valor.

Até que enfim passei para o ensino médio, essa sim foi até agora a melhor fase da minha vida escolar. Nessa tive a certeza que todos me respeitavam, me admiravam, gostavam de estar comigo, era diversão total e eu parecia uma boba alegre, vivia fazendo palhaçada, pois estava bastante desinibida me sentia livre para fazer tudo aquilo que tinha vontade.

Eu estudava e trabalhava. Mas um dia, eu tive que sair desse trabalho e arrumar outro. Foi aí que comecei a trabalhar na casa de uma mulher que se chamava Vânia. Mas tudo começou a ficar difícil, pois eu estudava de manhã e ela queria que eu trabalhasse também de manhã.

Foi aí que tive que fazer uma escolha: era trabalhar ou estudar, não poderia perder aquele emprego, precisava muito dele, mas por outro lado, a escola era tudo que eu conquistei, era um sonho se tornando realidade, não queria jamais parar de estudar. Então decidi estudar a noite para não perder o emprego, e essa minha decisão deu certo, foi assim até eu me formar e prestar um vestibular e entrar na faculdade onde atualmente estou.

A HISTÓRIA DA MINHA ESCOLARIZAÇÃO
Sabrina Vieira da Cunha

Desde o início de minha formação escolar, sempre estudei em escola pública, onde os professores utilizavam como material de trabalho livros didáticos e cartilhas no qual seguiam a mesma “a risca”. Era usado também o método conhecido como “decoreba”, onde o ensino aplicado era repetitivo e tradicional, na maioria das vezes os professores passavam atividades xerocadas nos qual só nos dava a opção de pintar ou completar os exercícios. Não tínhamos material disponível para outras atividades.

Os professores passavam atividades para serem feitos em casa como colagem de figuras relacionadas com temas dado dentro da sala de aula. A leitura e interpretação de texto eram pouco desenvolvidos no ensino fundamental.

No decorrer dos anos pouca coisa mudou, pois os professores continuaram presos a livros e regras que sempre seguiam. A escola era muito conservadora no seu ensino. Lembro que todos os anos, na época das datas comemorativas, fazíamos as famosas lembrancinhas em homenagem aos aniversariantes, com os dias dos Pais e das Mães, no qual usavam colagem e moldes prontos e também cartas de agradecimento. Eram estas atividades que ocupavam a maioria do nosso tempo.

Sempre fui uma aluna com muita dificuldade em interpretação e em escrita, pelo fato de quase não ler. Quando entrei no ensino médio houve grandes mudanças, pois mudou todo: professores novos e ensino também novo, no qual tive que acelerar para conseguir acompanhar o ritmo. Eu sei que está deficiência não foi só da instituição de ensino onde estudei anteriormente, mas também culpa minha que não me preocupei em buscar novos conhecimentos que pudessem me desenvolver .

Quando terminei o ensino médio não prestei vestibular só depois de dois anos é que fui entrar na faculdade. Concluo que meu ensino foi bom mesmo sendo em escolas públicas que são sempre consideradas como ensino precário, pois ela me deu uma estrutura razoável para que eu estivesse dentro de uma universidade. Mas acredito que poderia ter sido bem melhor se não tivesse tantos obstáculos que nos afastam a cada dia mais da educação.

A HISTÓRIA DA MINHA ESCOLARIZAÇÃO
Giovana Silva

Eu comecei na escola quando tinha 6 anos. Fazia o pré-escolar como era chamado na época, que hoje é chamado de jardim I e jardim II, Aprendi várias coisas: as letras do alfabeto, contar de 1 a 20, a desenhar usando a imaginação, as noções de higiene pessoal.

Eu me lembro de uma vez que fiquei o recreio inteiro dentro da sala de aula porquê não estava dando conta de fazer o número 2 e a professora também não me deixava sair. Nas datas comemorativas, lembro me que quando era o dia do índio os professores vestiam a gente de índia. No dia de Tiradentes ganhamos uma folha com seu rosto para pintar e os professores nos contou o porquê de sua morte.

No final do ano tive a minha 1º formatura, que ganhei um lindo brinco da minha madrinha de turma.

Quando passei para a primeira série foi tudo de bom. Dai por diante correu tudo bem até chegar quinta série que foi quando mudei de colégio. Durante o ensino fundamental não ocorreu nada de tão importante. Quando comecei no 1º ano do 2ºgrau, as coisas foram mudando: o conhecimento, a forma de pensar, até que cheguei no 3º ano quando tive minha 2º formatura.

Prestei vestibular 3 vezes e consegui passar na 3º vez. Hoje estou na universidade tentando melhorar meus conhecimentos, minha forma de pensar e lutando para ter minha 3º formatura, formatura na universidade.

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História Da Educação – Escolarização IV

Filed Under Historia da Educação 2007 | Posted on Dezembro 3, 2007

Uma das atividades desenvolvidas na disciplina História da Educação é montar a história da escolarização das alunas e alunos do curso de pedagogia, Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão.

Abaixo disponibilizo alguns testemunhos.

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A minha historia de escolarização.
Por: Ana Paula j. Silveira

Quando comecei minha escolarização estudava na zona rural. Era uma salinha pequena com vários grupos de alunos. Cada grupo cursava uma série e isso era coordenada por apenas uma professora.

Mas logo depois a escola se ampliou, os professores mudaram e a coordenação também mudou. A escola ficou muito melhor - seu ensino também. O problema era pra entender a matéria ou copiar na lousa, pois a sala era pequena para o tanto de alunos que tinha. As salas de aula não foram feitas pra manter tantos alunos, pois esta escola foi feita pra suprir as necessidades daquela comunidade, mas só que estavam ali alunos até de outro Estado que fazia divisa ali perto e também de outras comunidades de perto.

Depois de um determinado tempo passei para um colégio estadual numa pequena cidade do interior.

Tinha professores excelentes cada um com uma forma diferente de ensinar. O bom foi que além de professores e aluno, nós nos tornamos grandes amigos. Uma destas professoras me ajudou muito, era a professora Luciene, de biologia. Além de suprir aquilo que eu necessitava a aprender nos tornamos grandes amigas. Apesar de hoje estarmos distantes ainda tenho um enorme carinho por ela, pois foi com ela que aprendi muito que sei hoje.

Os professores nos ajudavam bastante, pois éramos da zona rural e tínhamos dificuldade com horário, pois pegávamos até dois ônibus pra chegar ate lá. Então tinha que me esforçar o máximo para não reprovar e nem ficar atrasada com a matéria.

E assim com força de vontade consegui me formar no tempo certo. E esses meus mestres que me ensinaram, me ajudaram e foram um exemplo pra mim.

A MINHA ESCOLARIZAÇÃO
Fabiana Gonçalves flor

Quando uma criança nasce, seus pais têm que lhe ensinar os conhecimentos da vida. E na vida da criança por muitos momentos, o principal é quando ela entra na escola.

E comigo não foi diferente, aos cinco anos comecei a estudar em uma creche municipal de catalão por que minha mãe tinha que trabalhar e não tinha com quem me deixar. Agora aos sete anos me mudei para Araguapaz – GO, e comecei a estudar na 1°série no colégio Dário Sampaio de Paiva. No começo, eu fiquei com vergonha por que não conhecia ninguém mas logo fiz amizades e me adaptei à forma de ensino dos professores deste colégio. Eu estudei neste colégio ate a 6° série. Mas como os negócios de meu pai não iam bem tivemos que nos mudar novamente, e fomos para Feliz natal – MT e comecei a estudar na Escola Municipal Princesa Isabel.

Esse ano foi muito difícil além de estar em uma escola diferente a forma de ensino de lá era muito mais rígida. Eu cheguei a pensar que não iria conseguir passar de ano. Estudei nesta escola até o começo do primeiro ano, pois tive que voltar para Catalão por que minha mãe se separou de meu e sem condições de continuar no Mato Grosso tivemos que mudar novamente.

Mais como eu estava no começo do primeiro ano não me afetou muito, mas tive que começar a estudar em um colégio que não conhecia ninguém, além de estar triste pela separação de meus pais.

Então eu fiz o ensino médio no Colégio Estadual Polivalente Dr. Tharsis Campos, onde eu tive verdadeiros amigos e professores que eu admiro muito. Apesar de ter mudado muito de cidade consegui me adaptar às escolas e nunca reprovei e nem estudei em escola particular.

A Minha Historia de Escolarização
Por: Juliana Maria da Silva

Basicamente à 16 anos atrás eu estava iniciando a minha longa trajetória ao aprendizado. Em todos esses anos, eu estudei somente em instituição publica.

Algumas pessoas questionam que, o ensino público não é bom. Creio que o que torna a escola ser uma instituição “boa”, independente de ser publica ou privada, é o aluno.

Comecei a estudar com 5 anos, e na escola Pinóquio cursei o Jardim I e o Jardim II. No início tive dificuldades para acostumar com essa nova experiência, pois era uma coisa inusitada para mim, eu nunca tinha ficado longe da minha mãe.

No começo eu causei muito trabalho para a minha professora Lázara e para a minha mãe, por ser muito chorona. Lembro como se fosse hoje, minha mãe me levando para a escola. Chegando lá eu comecei a chorar, chorava muito. Ela me levava embora, mas quando chegava na minha casa, eu chorava mais ainda, de medo do meu pai. Logo pedia para a minha mãe me levar de novo, mas quando chegava lá, eu chorava, não queria ficar na escola. Esse processo de ida e volta fizemos várias vezes. Ainda bem que a escolinha era perto da minha casa.

No outro dia, quando minha mãe me levou, chorei de novo, mas dessa vez foi diferente, ela me deixou na escola, ela dizia que, de longe dava para ouvir o meu choro.

Foi um período difícil de adaptação, pessoas diferentes, lugar diferente, eu só queria a minha mãe. Mas como tudo tem um lado bom, se não fosse assim eu não estaria onde estou hoje.

Nessa fase a professora proporcionava para os alunos o primeiro contato com o mundo de colagens e desenhos.

Depois disso, fui para o Colégio Estadual Dona Iayà, onde cursei do período do pré-escolar ao 3º ano do ensino médio, praticamente fiquei 12 anos na mesma instituição.

A alfabetização é um processo importante para a criança, onde temos o contato com letras, aprende a escrever o nome, e essa fase quem me ensinou foi a Professora Cida Arruda, (que inclusive foi professora da minha mãe).

Em todo esse período de aprendizado não tive muitas dificuldades, o ensino fundamental foi como um alicerce para os próximos anos que vieram. No ensino médio, achei o conteúdo mais difícil, mas nada que não seja resolvido com um pouco mais de esforço e dedicação.

Ao longo de todos esses anos de aprendizado, eu nunca repeti de ano e nem fiquei de recuperação. No entanto, tive que dedicar muito aos estudos. Além disso, o professor com o seu papel importante de educar é o principal inovador disso tudo.

Contudo, o que resta è só saudade, dos tempos de criança, além de tudo dos profissionais que foram essenciais para a minha educação .

A Minha Historia de Escolarização
Por: Tatiane dos Santos Almeida.

Comecei meu estudo com sete anos, na Escola Estadual Professora Zuzu (escola pública) no período vespertino do ano de 1991 na cidade de Catalão – GO. Fui direto para a primeira série, não fiz jardim nem pré, como era classificado, pois estava na idade certa para a primeira série. Com isso, tive muita dificuldade para aprender de início, pois não tinha conhecimento, e nem entrosamento com meus colegas de classe e professor, me sentia como se eu fosse a única que não tinha passado para o pré-escolar. Com o tempo fui me acostumando, para mim tudo era novidade, tudo era diferente e isso fazia com que eu me interessasse mais por escola.

Tenho como lembrança que eu e minhas coleguinhas ficávamos discutindo para quem iria bater o sino indicando a hora do intervalo, e também, da primeira vez que o professor brigou comigo e me colocou de castigo, eu tinha saído da sala sem pedir permissão ao professor e isso fez com que ele me mandasse para a diretoria. Eu chorava tanto que nem a coordenadora da escola não conseguia me acalmar. Eu tive que ir embora, mas não querendo de jeito nenhum, pois tinha muito medo do professor dar prova e eu tirar zero.

Fiquei dois anos nessa escola pública, cursando da primeira série até a segunda série, e depois passei para outra escola também pública, cursando da terceira série até meu ensino médio.

Quando fui para a quinta série tive uma nova experiência, passei a estudar no período matutino, e ter mais professores. Isto foi ótimo, pois comecei também a fazer educação física, que naquela série era uma nova disciplina, achava o máximo ter que ir para a escola em outro horário somente para jogar bola.

Depois na sexta série foi a mais complicada pra mim particularmente, pois tive muita dificuldade com a disciplina de matemática e fiquei para a recuperação, isso para mim era terrível, pois nunca tinha ficado em nenhuma matéria. Mas por um lado foi bom, pois foi na minha recuperação que eu me dediquei bastante e passei a ter mais interesse por essa matéria que particularmente nunca gostei.

Quando fui para o primeiro ano do ensino médio, também tive uma nova experiência, passei a estudar no período noturno, e ali terminei meus estudos.

A escola pra mim teve um grande fundamento na minha vida, sempre fui uma aluna muito dedicada à escola e também sabia como aproveitar os momentos com meus colegas. Nunca tive a experiência de ter reprovado em uma matéria, isso foi uma vitória para mim em meus estudos e me sinto mais vitoriosa ainda em estar na faculdade e cursando o que sempre desejei.

A minha história na escolarização
Priscila da Silveira Alves

Comecei a estudar com cinco anos, em uma escola particular “Paralelo” na cidade de Catalão – Goiás. Fui direto para a primeira série, não fiz jardim nem pré, como era classificado.

Lá não tive muito desempenho, pois eu era muito nova, os professores não davam aulas para mim praticamente, eles davam um desenho para eu pintar, eu ficava a tarde toda desenhando, fui muito prejudicada, pois tive que repetir a primeira série, foi um ano perdido. Fiz a primeira série numa escola pública “Instituto de Educação Matilde Margon Vaz”, onde cursei até á quarta série. Depois fui para uma outra escola pública “ Colégio Estadual João Netto de Campos”, onde tentei cursar a quinta série, mas, não consegui, pois os conteúdos eram mais avançados e os professores mais rígidos e severos.

Já no Instituto os professores não eram tão severos, não esquentavam muito com os alunos. Com isso fui prejudicada novamente, pois não aprendi o bastante. Voltei para o Instituto e cursei da quinta à sétima série e vi que não estava aprendendo muito, então resolvi voltar para o Estadual. Lá cursei da oitava ao terceiro ano.

Sofri muito para me acostumar aos métodos de ensino do novo colégio, pois tentei uma vez e não consegui, mas resolvi enfrentar e estudar mais para eu ter um novo aprendizado.

Tenho bastante experiência na escola pública. Praticamente meu aprendizado foi só em escola pública, aprendi muita coisa que levo junto comigo agora na faculdade, aprendi coisas ruins e boas, como por exemplo, deixar de ensinar uma criança e coloca – lá para pintar, onde me prejudiquei bastante e também dar nota de graça, pois deixamos de estudar, de mostrar as nossas capacidades de aprender. Não esforçamos o bastante para que nós mesmos possamos conseguir nossas notas e nossos objetivos sem ajuda de ninguém, mas também aprendi muitas coisas boas, se eu não tivesse passado por estas dificuldades às vezes eu podia passar para algum aluno, achando que estou ajudando ele, sem saber que estou é prejudicando.

Aprendi também que devemos ajudar as pessoas sem prejudicá–lás.

História da escolarização
Walquiria Avelar

Durante as quatro primeiras séries, terminadas na escola rural da Comunidade de Olhos D’água, a sala de aula apresentava um número significativo de alunos de diferentes idades e séries, e apenas um professor com métodos de alfabetização através das técnicas didáticas, a utilização de procedimentos de ensino diversificados que reflete nas formas de organização das atividades educativas.

O ensino fundamental caracteriza pela adoção dos métodos tradicionais, associado à formação de professores em áreas inespecíficas, configura se em parte reprodução de conteúdos dos livros, em algumas disciplinas. A produção do conhecimento, atitudes, a adaptação social do aluno depende de concepções políticas de professores para enfrentar inúmeros desafios na sala de aula.

Atualmente muitas escolas públicas não possuem as inovações educacionais, são meios de ensino que deveriam estar inseridos nas políticas de educação e recursos que mostram dados, nos quais a interação e a comunicação são fundamentais para a análise com relação ao desenvolvimento do individuo. Quando a criança convive com ambientes escolares favoráveis prolongam o interesse pela aprendizagem, menos ocorre à desistência.

As séries escolares mesmo que não negligenciam as potencialidades do individuo ignora as qualidades humanas, a imaginação, a criatividade e currículos escolares não enfatiza temas essenciais, a ecologia, diversidade cultural, cidadania. A aprendizagem se restringe aos currículos escolares incompreensível à totalidade de características particulares, a historicidade da escola, a participação da comunidade nos eventos e valorização do trabalho escolar. As condições sociais atuais não são as mesmas do passado. As mudanças constantes e rápidas na sociedade induzem um projeto político - a construção de uma nova escola

O ensino médio estabelecido em 1996 no colégio público sem as atividades extra classe e aulas práticas que substitui o ensino superficial e articula o saber entre escola, comunidade, e o reconhecimento da luta de classes. A ausência de projetos educacionais que supera a dicotomia entre o conhecimento e a pesquisa e a contribuição das ciências. A organização do trabalho escolar e a emergência de lideranças comprometidas às legislações que impedem a autonomia das escolas

A construção do conhecimento desde os primeiros anos da escolaridade orienta para a formação intelectual do ser humano.

A minha história de escolarização
Regiane Mesquita

A partir de quatro anos de idade comecei a freqüentar uma creche que eram de madres, onde aprendi ter melhor relacionamento com outras crianças e para ter melhor desenvolvimento, pois tinha apenas uma irmã bebê e não tinha ninguém para brincar. Uma coisa muito marcante nesse tempo foram as cadeiras que os alunos usavam. Eram desenhadas, os encostos de coração e todas eram coloridos. Pois para entrar na escola neste período precisava ter sete anos, caso contrário a escola não aceitava.

Quando tive a idade de sete anos, entrei na escola. A primeira escola foi particular. Uma coisa que marcou muito nesta fase foi que a classe social que freqüentava era bem diferente da minha, onde tive pouco relacionamento com os colegas. O ensino era mais avançado do que a escola pública. Fiquei apenas até o meio do ano, devido as circunstâncias financeiras tive que sair da escola particular e ir para escola pública. Na segunda série tive uma professora muito marcante, pois era uma professora mais velha e brava a qual tive muitas dificuldades para aprender devido seu método de ensino.

Na quarta série tive que mudar de escola, pois mudei para outro bairro onde a escola que eu estudava ficava muito longe. E com isso as matérias eram diferentes da escola que eu estava estudando e com isso tive muitas dificuldades. Fiquei de recuperação nessa série por não compreender as matérias, pois as matérias eram diferentes.

Fiquei na mesma escola até a oitava série. Neste período teve uma greve dos professores que durou três meses e o comentário era que não teria previsão para voltar as aulas. Assim tive muito medo de perder o ano pedi para meu pai me colocar numa escola particular para que eu não perdesse o ano.

Na escola particular tive inúmeras dificuldades, e nem com todos esses problemas, nunca desisti de passar de ano. Consegui, passei de ano sem recuperação precisou de muito esforço e força de vontade.

Já no ensino médio transferi para escola pública, fiz todo na mesma escola. Tive mais dificuldade, pois nesse período estudei no turno noturno, pois precisei trabalhar para garantir a minha independência, mesmo com todas essas circunstâncias nunca repeti o ano.

Fiz o vestibular assim que acabei o ensino médio, mas não consegui passar, para não ficar parada fiz o segundo ano do magistério, como eu tinha o colegial completo entrei no segundo ano. Gostei muito do curso e aprendi muito os métodos do futuro professor. Foi nessa fase que a professora pediu que eu praticasse a caligrafia para melhorar a minha letra, pois o bom professor de alfabetização tem que ter uma boa caligrafia para a melhor compreensão dos alunos. E com isso a minha letra melhorou bastante.

No ano seguinte, fiz o vestibular e passei para o curso de matemática, fiz o curso durante dois anos, não gostei e parei.

Para não ficar com o meu curso de magistério pela metade fiz o restante do curso aos fins de semanas, consegui o diploma de magistério.

Fiquei quinze anos sem estudar. Eu decidi a fazer o vestibular e consegui passar. Entrei para universidade para conseguir melhores conhecimentos e garantir um melhor campo de trabalho. O importante é nunca desistir de seus sonhos e sempre lutar por aquilo que deseja.

Minha historia de escolarização
Por Janaina Policeno Costa

Na minha vida enquanto estudante, passei por vários processos educativos. A maioria das escolas que estudei era na fazenda. Era muito difícil ir ate a escola. Geralmente ia de ônibus até a escola, saindo de dia e chegando a noite.

A escola que estudei era uma escola na fazenda, Lá não aprendi ler nem escrever. Eu ficava fazendo desenhos. Um certo tempo depois mudei para uma cidade chamada Pires Belo e foi na escola de lá que aprendi a ler e escrever.

Depois desse momento sempre mudava de escola, estudava 2 anos em uma e 1 em outra e assim foi.

Lembro-me bem quando estava na sétima série estudava em uma escola em Cumari, onde eu tinha uma excelente professora. O nome dela era Crisly e nunca me esqueço dela. Ela tinha métodos bem diferentes de ensinar, todos na sala aprendiam e quase ninguém tinha dificuldades pra aprender na matéria dela que era o português.

Eu cheguei ao ensino médio e tive uma estabilidade, estudei três anos numa mesma escola, mas no último ano que precisava ser mais esforçado ai que foi o mais fraco, quase todos os professores não tinham interesse pela turma.

Acontecia que em alguns dias ficávamos brincando em sala de aula jogando o jogo da velha e a professora até brincava com a gente.

Eu fui muito prejudicada quando fui prestar o vestibular, não tinha nenhuma noção de nada sobre o que era o vestibular e ai tentei prestar duas vezes e não tinha conseguido. Então resolvi fazer um cursinho e consegui e hoje estou cursando o segundo período de pedagogia na UFG.

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