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No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

Reunião Mestrado Educação Com Primeira Turma 2011

Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Agosto 2, 2011


Reunião Mestrado Educação Com Primeira Turma 2011

 

Contando com a participação dos 10 alunos aprovados na seleção para o (PPGEDUC) Programa de Pós-Graduação em Educação do Campus Catalão, da Universidade Federal de Goiás, foi realizada, dia 01 de agosto de 2011, a primeira reunião para tratar sobre o conhecimento do regulamento do programa, apresentar aos alunos seus orientadores e outros temas. A reunião foi coordenada pela professora Dra. Ana Maria Gonçalves, coordenadora do programa.

 

 

Cabe lembrar que ainda serão feitas matrículas de alunos especiais. Mais informações vejam aqui: PPGEDUC

 

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Foto da Turma

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 Foto da Turma com professores e funcionário

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Foto da Reunião

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A Universidade Na Mira Da Avaliação

Filed Under Historia da Educação 2007 | Posted on Julho 21, 2011


A Universidade Na Mira Da Avaliação

 

A Carta Capital publicou um interessante artigo intitulado “Avaliar para moldar”, onde o autor faz uma interessante análise sobre os processos internacionais de avaliação das Universidades. Diz o texto:

 

“Vivemos a era em que as avaliações educacionais são normalmente vendidas como métodos neutros de descrição, como fotografias de situações claramente objetivas e não problemáticas. Nesse sentido, os que são contra as avaliações só poderiam, na verdade, querer esconder alguma forma de inaptidão ou incompetência. Ao menos, é assim que o debate é normalmente posto quando se discutem as avaliações universitárias.”

 

A UFG está passando por um processo histórico de mudança estatutária e penso que esta reorganização da única Universidade Federal em Goiás, na forma MultiCampi, espalhando seu know how por todo o Estado, em Câmpus fora de sede, passa também por uma forma de se pensar e imaginar a qualidade dos serviços de ensino, pesquisa, extensão, cultura e administração que pratica. O artigo “avaliar para moldar” pode ser uma interessante referência para avaliarmos o modelo de universidade que estaremos implantando, assim que o novo estatuto for votado.

 

Vejam mais  AQUI.

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Apresentação De Trabalhos Na Disciplina História Da Educação

Filed Under Historia da Educação 2007 | Posted on Junho 27, 2009

Apresentação De Trabalhos Na Disciplina História Da Educação

No último dia 26 de junho, as alunas da Disciplina História da Educação (Curso de Pedagogia, UFG – Catalão-GO) apresentaram o resultado do Estudo dirigido intitulado: “As idéias pedagógicas no Brasil entre 1759 e 1932: coexistência entre as vertentes religiosa e leiga da Pedagogia tradicional”, texto do Demerval Saviani*. A idéia do Estudo Dirigido foi dividir a turma em 9 grupos, propondo, aos mesmos, uma pesquisa básica, contextualizando o período histórico compreendido como Brasil Colônia, Império e início da República. Os temas propostos foram:

• Riquezas do Brasil colônia
• A escravização: índios e negros
• O conflito entre Colônia e Metrópole
• Fé e Razão
• O Marques de Pombal e o despotismo esclarecido
• Professores e aulas régias
• As instituições escolares
• Os métodos de ensino
• As reformas educacionais

O julgamento do trabalho foi dividido da seguinte forma: 50% da nota, que foi a apresentação, ficaram por conta das alunas avaliarem as colegas. Os outros 50% serão a avaliação do texto impresso entregue ao professor.

No final, fizemos um breve comentário. Primeiramente, sobre o nervosismo da turma. Eu disse que isto era normal, ou seja, tremer as pernas, ter dor de barriga e que na maioria das vezes acontece com todos os professores. Eu, inclusive, já ouvi isto de professores quando fazia o doutorado, e, sem sombra de dúvidas, fico também, se não nervoso, apreensível toda vez que estou para iniciar um novo curso, com uma nova turma.

Chamei a atenção para o fato de que ao se apresentar um trabalho não basta ler, seja no papel, no Retro Projetor ou na imagem projetada no Data Show. O argumento é que ao se apresentar um trabalho, uma idéia o(a) apresentador(a) está sendo um(a) mensageiro(a), alguém que é portador(a) de uma mensagem e que portanto tem que cativar quem o(a) está ouvindo. Despertar o interesse, mostrando domínio de conteúdo, versatilidade de movimentos, gestos ao falar, enfim, faz-se aproximadamente um show. No bom sentido do termo, pois eu já vi pessoas fazerem piruetas e não apresentarem nada de interessante, como já vi também pessoas de bom conteúdo conferindo palestras difíceis de engolir. Afinal, não é todo dia que estamos dando chute e marcando gol. Mas o importante é não fazer qualquer coisa, de qualquer jeito. E isto foi muito comum nas apresentações.

Eu não tenho o hábito de praticar estas estratégias de aula, quais sejam, os seminários apresentados por alunos(as) na graduação. Um dos motivos é este: os alunos ficam atordoados com o nervosismo e imaginam, principalmente nos primeiros anos, que o importante é falar, mesmo que seja qualquer coisa. Como se a fala fosse pontinhos que eles iriam ganhando, cada vez que se pronunciassem independente da forma. Ora, falar é algo que está diretamente relacionado com a forma, postura. É uma arte. Mas, nos últimos anos, venho percebendo que se os alunos e alunas não passarem por estes momentos difíceis e nós não os presenciamos praticando a oratória, nós pouco podemos contribuir para seu aperfeiçoamento. E não se trata apenas de avaliá-los(as). Fazemos com isto uma necessária auto avaliação.

Isto nos leva a pensar também sobre a formação que oferecemos na Universidade. Vou colocar o problema apenas como indício de suspeição, pois ainda não analisei o problema detalhadamente. Trata-se de imaginar sobre a Educação Integral. Com o crescimento das tecnologias da informação, a meu ver, há uma necessidade do aluno dedicar mais tempo com seus estudos e pesquisas pessoais e aproveitar de forma mais intensiva os momentos que nós chamamos de aula. Alunos e professores bem preparados para este momento especial que é a aula é como ver uma partida de sinuca bem disputada. Por outro lado, quando os textos não são lidos, ou o professor não prepara a sua aula, nada acontece, o tempo é perdido, as bolas, da sinuca, não são encaçapadas, não se faz gol.

Para fazer o debate responsável das idéias, tendo em vista a formação do cidadão, da pessoa educada nos “valores da solidariedade humana e respeito pela paz” (chamo a atenção para os dois textos que o Saramago escreveu recentemente no seu blog: Formação 1 e Formação 2) o vínculo entre uma aula/seminário e a perspectiva de tornar o aluno cidadão com estas práticas deveria ser mais estreito possível. Será que estamos no caminho?

Abaixo, algumas fotos da turma.

* SAVIANI, Dermeval. História das idéias pedagógicas no Brasil. 2 ed. rev. ampl. Campinas, SP: Autores Associados, 2008.

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Primeira Aula De História Da Educação Em 2009

Filed Under Historia da Educação 2007 | Posted on Março 14, 2009


Primeira Aula De História Da Educação Em 2009

 

Ontem, na primeira aula de História da Educação, do Curso de Pedagogia, da Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão, conheci algumas alunos ingressantes no vestibular 2008/2009. Digo algumas, porque nem todas estavam presente, talvez pelo fato da calourada estar acontecendo esta semana. Duas outras alunas, Aline e Vanessa, que estavam devendo a disciplina, matricularam-se e também estavam presentes.

 

Fizemos as devidas apresentações, priorizando a narrativa de como foi a formação escolar de cada uma: ensino fundamental e médio. Isto, tendo em vista, uma primeira aproximação com a linguagem histórica, tomando a memória como objeto de reflexão da própria história de vida.

 

Cabe lembrar também, que antes das apresentações informei o meu E-mail (whonoriof@gmail.com) e endereço deste Blog, mostrando que nossas atividades ordinárias de sala de aula iriam se estender a este Blog, onde as alunas irão, como em turmas anteriores, ler textos, fazer comentários e problematizar o curso.

 

Para ajudar a compreender esta dinâmica, indiquei um post da Miriam Sales: “Aprendendo a aprender com as TICs”.

 

Indiquei também um outro post, aqui do Soprando.Net, intitulado “Quando o professor estuda o aluno aprende melhor”. Essas duas leituras são complementares aos textos abaixos, indicados para a próxima aula, dia 20 de março próximo:

 

Texto: CAMBI, Franco. História da Pedagogia. Tradução de Álvaro Lorencini. São Paulo: Editora UNESP, 1999.

 

“Da história da Pedagogia a história da educação”. Pp.21-40

“Características da Educação Moderna” pp.195-219

 

Por fim, indiquei que todas as alunas viessem até aqui e se apresentassem. Espero que o façam. Boa Semana!

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História Da Educação – Escolarização VI

Filed Under Historia da Educação 2007 | Posted on Dezembro 6, 2007

Uma das atividades desenvolvidas na disciplina História da Educação é montar a história da escolarização das alunas e alunos do curso de pedagogia, Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão.

Abaixo disponibilizo alguns testemunhos.

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A minha escolarização
Por: Geisa dos Reis Silva.

A minha escolarização foi marcada por dois acontecimentos que considero ter me influenciado até no presente momento: no ano de 1987, foi a primeira vez que entrei em uma instituição escolar, cursei o pré na escola Estadual Abrão André, onde tive uma ótima professora, chamada Aldanice, que tempos mais tarde veio a torna-se minha madrinha. O término deste ano, meus pais julgaram fraco o ensino que eu havia recebido, e então, resolveram, me matricular em outra escola.

Bem diferente do contexto que eu estava acostumada, a Escola Paroquial São Bernardino de Siena não era uma escola, mas administrada pela Igreja Católica. Era bastante, rígida, me lembro que na hora do recreio, as madres nos observavam.

Tinha todo um ritual no colégio: todos os dias nós cantávamos o hino nacional e também rezávamos frente à imagem de nossa senhora, isso, antes de entrarmos pra sala de aula.

A escola tinha como objetivo, buscar a disciplina e a moral rígida, mas logo me acostumei, refiz o pré e terminei o ensino fundamental nessa escola, que até hoje é de grande renome na cidade.

No ano de 1991, quando cursava já a terceira série, tinha nove anos, ocorreu uma fatalidade que iria me marcar pelo resto da minha vida. Perdi minha mãe, minha maior incentivadora. Lembro-me, perfeitamente quando me ensinava as lições, e me tomava a tabuada, etc.

Fiquei totalmente sem chão, desnorteada, naquele momento iniciava uma fase que eu classifico de fase das trevas. Sou a caçula de três irmãos, e posso afirmar que todos nós sofremos, na mesma proporção, se é que possível medir a dor da perda de alguém que se ama.

Meus irmãos mais velhos ficaram revoltados e perdidos na vida, suas ações a partir daquele momento iriam marcar as histórias de suas vidas, foi realmente um ano doloroso em que tivemos que reaprendermos a viver. Por causa deste fato, não houve mais motivação para os estudos, minha irmã e eu tivemos que repetir as séries novamente.

Como não podíamos ficar sem estudar, dei continuidade aos meus estudos. Na 8º Série, no ano de 1998, tive outro momento que me marcou, que foi o nascimento de minha sobrinha, o que parecia ser algo lindo e feliz, na verdade aconteceu de forma contrária, minha irmã teve o bebê comigo e a criança nasceu morta. Diante destes fatos, encontrei professores de me deram forças e compreenderam toda minha angústia e também minhas limitações.

Em 1999, fiz parte da última turma do curso de magistério do Colégio Estadual João Neto de Campos, que por sinal também é um excelente colégio. No ano seguinte, desisti dos estudos logo no inicio do segundo semestre, e só retornei no ano de 2002, já casada e já era mãe.

O Colégio Ceja foi o mais indicado, pois facilitava o término do 2º Grau, hoje o ensino médio. Por três anos fiquei afastada dos estudos, mas mesmo assim, tinha muita vontade de ir além, superando as minhas próprias expectativas, pois eu acredito que nunca é tarde para recomeçar, em agosto de 2006 me matriculei no cursinho pré-vestibular Israel Macedo, onde embora muitos podem pensar que o ensino é ruim, pelo contrário, existem excelentes profissionais comprometidos com a função que escolheram, de transmitir o saber.

Mesmo sem expectativas, prestei o vestibular no final deste mesmo ano, e hoje estou aqui, na UFG Campus de Catalão, cursando o 2º Período de Pedagogia e assim espero e creio que irei alcançar meus objetivos com êxito.

A minha historía de escolarização.
Por: Letícia Felix Pereira.

A Vida de criança é marcada por vários momentos na vida, o principal momento é quando ela entra na escola, pois a partir desse momento a criança tem que aprender a conviver com outras crianças, tem que aprender a obedecer a pessoa que até naquele momento era desconhecidas.

A minha vida de escolar não foi diferente, ela foi muito marcante, pois quando eu entrei na escola eu tinha cinco anos de idade. Eu estudei na escola estadual João Bernardes de Assunção em Davinopólis. Eu adorava todas as minhas professoras. Nesta escola estudei até a quarta série e logo depois mudei para Catalão e estudei na escola estadual Wilson da Paixão, e tive uma serie de dificuldades, pois não conhecia ninguém, era quase a mesma coisa de estar entrando na escola novamente. O ensino era um pouco diferente e eu não tinha nenhuma amiga.

Logo depois tive que mudar de escola e fui estudar no instituto de educação Matilde Margon Vaz porque na escola Wilson da Paixão só tinha até a quarta série. No instituto foi melhor, pois já tinha amigas que estudava lá, mas o ensino era mais puxado, pois foi no instituto que fiquei de recuperação a primeira vez. Quando terminei o primeiro grau fui fazer o segundo no colégio estadual João Neto de Campos.

Adorei ter estudado nessa escola, onde já conhecia bastantes pessoas, e o ensino só foi mais pesado no primeiro ano, porque nos anos seguintes eu já estava acostumada com o modo de avaliação dos professores.

Eu não estudei em nenhuma escola particular e nunca tive aulas de reforços. Eu passei todos os anos sem nunca me reprovar, não fui ótima aluna, eu sei muito bem disso, mas fui uma aluna razoável, isto eu garanto.

O ensino de cada escola era especial, percebo agora que cada professor tinha uma maneira muito diferente de dar aula, existiam professores que eram mais legais que outros, que davam muitos mais oportunidades para os alunos passar, e outros que faziam de tudo para deixar os alunos repetir o ano.

Toda vez que mudei de escola aprendi a me socializar com outras pessoas. Tudo bem que fui obrigada a fazer isso, mas hoje consigo falar com qualquer desconhecida sem nenhuma vergonha. A única coisa que eu não aprendi foi a apresentar trabalhos sem medo, sem insegurança, eu fico totalmente sem graça quando tenho que apresentar trabalhos.

Enfim, adorei todas as escolas que eu estudei, consegui superar todas as barreiras que encontrei de uma escola para outra e isso será impossível de esquecer.

Minha formação escolar
Por: Vera Lúcia Calaça

Comecei minha vida escolar, aos 7 anos de idade, no ano de 1983 em uma escola municipal que residia na Zona rural. Estudei nesse estabelecimento até a 4ª série. Eu posso dizer, foi o começo para conseguir chegar até a Universidade, da qual hoje faço parte. Nessa escola tinha apenas um professor que trabalhava com as disciplinas de português, matemática, estudos sociais e ensino religioso, isso da 1ª a 4ª série, porque antes, estudávamos em um livro denominado cartilha, que continham todos os conteúdos para a pré – alfabetização.

Os métodos de aprendizagem se baseavam no que continham os livros, o professor trabalhava o conteúdo dos livros de acordo com o rendimento da turma. Nessa época, lembro que era apenas uma turma: da pré – alfabetização à 4ª série, éramos uns 25 alunos, e o professor tinha que conciliar todos essas disciplinas em apenas uma sala de aula, com conteúdos diferenciados, e com crianças de várias idades. Mas com os alunos, posso dizer que dessa escola tirei bons conhecimentos, aprendi a ler, escrever, e a partir daí que consegui chegar a outra instituição escolar.

Já no ensino fundamental, que foi da 5ª série a 8ª, estudei em uma Escola Estadual, tive bons professores que levaram a sério os conteúdos que lhe eram oferecidos para ser trabalhado com os alunos. Os métodos de aprendizagens eram baseados em leituras de livros, aulas expositivas, e os métodos de avaliação ficaram a critério do professor, ou seja, o professor dava o conteúdo das disciplinas, e com rendimento da turma aplicavam as provas bimestrais. Também teve ótimos resultados desse grau de escolaridade, porque tudo o que lhe foi oferecido de útil aos alunos, tiramos bons frutos.

No Ensino Médio, também estudei em Escola Estadual. Os métodos de aprendizagens que nos eram oferecidos, eram baseados em livros, fazendo leituras, retirando focos importantes, aulas expositivas em sala, em laboratórios, os professores ainda usavam o quadro negro para passar os conteúdos. Os métodos avaliativos também seguiam de acordo com cada professor, cada um tinham seus métodos de avaliar. Posso dizer que essa época também foi importante na minha vida escolar, porque apesar de ter sido ainda um ensino precário em termos educacionais, posso dizer que muito foi ensinado, e muito foi aprendido.

E hoje, cursando uma faculdade, posso então relatar a diferença do ensino que é oferecido aos alunos, comparando-o ao aprendizado dos alunos anteriores, com os dias atuais, é bem notável a diferença de como os professores trabalham com os conteúdos, as formas avaliativas, tipos de aulas oferecidas, o ensino mudou muito no decorrer dos anos. E isso é importante, porque os professores universitários incentivam bastante os alunos a fazerem leitura, trabalhando mais com a mente, ensinando–os a descobrirem novos meios de lidar com o mundo moderno, buscando alcançar novos conhecimentos, objetivos, e isso é gratificante para todos.

Como vimos a cada grau de escolaridade, havia uma forma de educar o aluno. Hoje, com os professores mais capacitados, com formação especializada, a educação escolar deve ser oferecida ao aluno com mais interesse, levando os alunos a se interessar, por seguir uma escolaridade de alto nível, e de valor junto à sociedade.


Minha formação escolar
Por: Vera Lúcia da Silva

Voltar ao inicio de minha escolarização é algo prazeroso, pois me trás lindas recordações de minha infância, e me faz ver como não só os métodos de ensino evoluíram, como também o mundo em si está todo mudado.

No ano de 1973, eu tinha apenas seis anos de idade, morava com meus pais e irmãos na fazenda. Foi quando pela primeira vez entrei em contato com o mundo das letras, me lembro perfeitamente, embora ainda eu fosse muito criança.

Naquela época, as escolas eram grupos escolares onde uma única professora lecionava para as turmas da pré-escola á 4° serie, todos em uma única sala, e a professora ainda era a própria merendeira.

As escolas eram feitas de pau-a pique cobertas por folhas de babaçu. As carteiras eram de tábuas inteiriças onde sentavam cinco alunos no mesmo banco, que não tinha encosto. O método era na base do “decoreba”, se não tivéssemos com a lição na ponta da língua, a professora tinha seus métodos: uma régua de madeira que às vezes batia em nossas cabeças ou então colocava-nos de joelhos de braços abertos na frente dos colegas, o que era uma humilhação para quem recebia o castigo.

Bem, para mim, esta fase durou pouco. No ano seguinte, meus pais mudaram para a cidade. Em catalão tive que fazer novamente a pré-escola, pois a idade permitida para se iniciar os estudos eram sete anos.

Fui para a Escola “Rita Paranhos Bretãs”, a qual tenho boas lembranças. Nesta escola já se tinha um professor para cada turma e estas já não eram tão bravas.

Fiz muitos amigos nos quatros anos que lá estudei, e me lembro com muito carinho de uma das professoras que tive neste período, seu nome Regina, esta foi para mim uma pessoa muito especial. Onde será que ela se encontra agora? Lembro-me também de meu uniforme: camisa branca, saia azul escuro, de pregas até o joelho, meias três quartos branca e sapato preto. Eu adorava a hora de vesti-lo.

Mas tinha uma coisa que eu me intrigava. Era o fato do pátio onde nós alunos brincávamos ser dividido com o pátio da cadeia municipal. Eu tinha o maior medo daqueles presos fugirem de lá e nos matarem, imagine.

Hoje os presos não ficam mais lá, as selas foram desativadas, e foi construído um presídio na cidade.

No ano de 1978, voltamos para a fazenda, e ai para poder continuar os estudos, tinha que fazer uma maratona. Eu e meus seis irmãos fomos matriculados no Colégio Estadual “João Neto de Campos”. Para chegarmos lá, tínhamos que andar uns três quilômetros onde saímos de casa às 10:30 da manhã, entrávamos em uma camioneta, que percorria as estradas juntando os alunos que eram no total de quinze para então chegarmos ao colégio. Foi assim três anos.

Quando estava cursando a 8° serie os pais se juntaram e contrataram um ônibus para buscar seus filhos como é feito nos dias de hoje, só que pele prefeitura. Chegávamos em casa às 18:00 horas.

Quando eu fazia o ginásio, tinha uma matéria: O.S.P.B. professor Cristiano, era o terror da turma, tínhamos que saber tudo. Era matéria decorada, porque ele sempre tomava pra saber se estávamos mesmo estudando. Hino nacional, hino da bandeira, o nome de todos os ministros, que na época eram nove, “graças a Deus”, e outras coisas mais sobre política.

Depois de concluído a 8° serie, me afastei da escola. Só fui retornar no ano de 2000, fiz o 1° ano no Colégio “Dona Iayá” em agosto de 2001, quando cursava o 2° ano minha mãe veio a falecer, me afastei novamente.

Retornei no ano de 2003, no Instituto de Educação “Matilde Margon Vaz”, onde conclui em um ano (EJA) o ensino médio.

Não pensava mais em voltar para uma sala de aula, até quando minha filha foi prestar o vestibular e eu resolvi ir junto. E aqui estou eu, cursando o segundo período de Pedagogia.

Embora muitas vezes com dificuldade de acompanhar o ensino, estou me esforçando muito para conseguir vencer mais esta etapa em minha escolaridade.

Podemos ver, eu e você, que agora est lendo esta pequena estória escolar, como aconteceram mudanças no geral de nossa história. Hoje mudaram os políticos, os métodos de ensino. O acesso à escola está tão fácil que é possível a todos, os livros são fornecidos pelo governo, o transporte para alunos da zona rural e outras cidades é gratuito, os alunos têm nas escolas computadores a sua disposição para fazerem suas pesquisas e conhecer o mundo virtual, o qual estou tendo muita dificuldade em me familiarizar.

Hoje tenho quarenta anos, deixo filha em casa, luto contra o tempo, para alcançar o tempo que perdi.

Estou escrevendo isto para você com dezoito, vinte anos e que está parado, ou pensando em desistir: vá a luta, se esforce, você é capaz. Dê valor no que você já conseguiu. Se desistir hoje, poderá se arrepender amanhã.

Sucesso e votos de perseverança a todos que lerem.

Minha vida Escolar
Olívia Silvia Luiz

Cursei a pré escola na cidade de Goiânia, com 6 anos de idade. Segundo a minha memória era uma menina esperta, pois lembro que fazia todas as tarefas e minha irmã copiava tudo, lógico sem minha mãe saber, porque se eu contasse apanhava, pois ela era mais velha , grande e fofa….

As tarefas eram todas mimeografadas, mas lembro também de utilizar bastante o caderno de desenho.

O ensino fundamental fiz um pouco em Minas Gerais e o restante em Goiás.

Segundo o que me lembro em Vazante (cidade onde residia), o ensino era bom, todos os livros eram gratuitos, o espaço físico da escola era bom, o lanche era de excelente qualidade e cardápio variado (eu repetia todos os dias).

Quanto ao ensino era muito interessante, pois diversas vezes a professora nos levava para conhecer o cerrado e as minas existentes. Ô tempinho bom esse!

Depois, em Catalão, tive dificuldade de adaptação.

Chorava, pois estudava em uma escola totalmente diferente. Não era grande, as paredes eram feias, mal pintadas, o lanche era horrível e a professora só ensinava de maneira empirista.

Na época, diversas vezes ficava questionando porque não passeávamos igual na outra escola. Com o passar do tempo me acostumei.

O ensino fundamental foi normal; o colégio era grande eu tinha cinco matérias e cinco professoras, passei da transição do lápis para a caneta, o caderno já não era mais o pequeno, mas sim o grande.

Os professores escreviam muito rápido no quadro. Assim, às vezes tinha que copiar dos colegas. Porém, lá aprendi a gostar de teatro, pois a professora incentivava bastante, também tinha feira de ciências. Só não gostava de uma matéria que chamava técnicas agrícolas era feita no campo. (Plantei muita cebolinha, alface …)

No mesmo colégio, fiz o antigo segundo grau. Cada dia aumentava o número de professores e consequentemente o número de trabalhos e tarefas. O ensino passou a ser mais discutido do que copiado, a minha opinião passou a ter mais efeito.

Na faculdade tudo mudou. O que aprendi antes foi pouco, e o pouco tem controvérsia.

Agora tenho que provar o porquê do que penso e saber quem pensou primeiro.

Estou aprendendo a olhar o determinado assunto em “vários vieses”.

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