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No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

História Da Educação – Escolarização IV

Filed Under Historia da Educação 2007 | Posted on Dezembro 3, 2007

Uma das atividades desenvolvidas na disciplina História da Educação é montar a história da escolarização das alunas e alunos do curso de pedagogia, Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão.

Abaixo disponibilizo alguns testemunhos.

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A minha historia de escolarização.
Por: Ana Paula j. Silveira

Quando comecei minha escolarização estudava na zona rural. Era uma salinha pequena com vários grupos de alunos. Cada grupo cursava uma série e isso era coordenada por apenas uma professora.

Mas logo depois a escola se ampliou, os professores mudaram e a coordenação também mudou. A escola ficou muito melhor - seu ensino também. O problema era pra entender a matéria ou copiar na lousa, pois a sala era pequena para o tanto de alunos que tinha. As salas de aula não foram feitas pra manter tantos alunos, pois esta escola foi feita pra suprir as necessidades daquela comunidade, mas só que estavam ali alunos até de outro Estado que fazia divisa ali perto e também de outras comunidades de perto.

Depois de um determinado tempo passei para um colégio estadual numa pequena cidade do interior.

Tinha professores excelentes cada um com uma forma diferente de ensinar. O bom foi que além de professores e aluno, nós nos tornamos grandes amigos. Uma destas professoras me ajudou muito, era a professora Luciene, de biologia. Além de suprir aquilo que eu necessitava a aprender nos tornamos grandes amigas. Apesar de hoje estarmos distantes ainda tenho um enorme carinho por ela, pois foi com ela que aprendi muito que sei hoje.

Os professores nos ajudavam bastante, pois éramos da zona rural e tínhamos dificuldade com horário, pois pegávamos até dois ônibus pra chegar ate lá. Então tinha que me esforçar o máximo para não reprovar e nem ficar atrasada com a matéria.

E assim com força de vontade consegui me formar no tempo certo. E esses meus mestres que me ensinaram, me ajudaram e foram um exemplo pra mim.

A MINHA ESCOLARIZAÇÃO
Fabiana Gonçalves flor

Quando uma criança nasce, seus pais têm que lhe ensinar os conhecimentos da vida. E na vida da criança por muitos momentos, o principal é quando ela entra na escola.

E comigo não foi diferente, aos cinco anos comecei a estudar em uma creche municipal de catalão por que minha mãe tinha que trabalhar e não tinha com quem me deixar. Agora aos sete anos me mudei para Araguapaz – GO, e comecei a estudar na 1°série no colégio Dário Sampaio de Paiva. No começo, eu fiquei com vergonha por que não conhecia ninguém mas logo fiz amizades e me adaptei à forma de ensino dos professores deste colégio. Eu estudei neste colégio ate a 6° série. Mas como os negócios de meu pai não iam bem tivemos que nos mudar novamente, e fomos para Feliz natal – MT e comecei a estudar na Escola Municipal Princesa Isabel.

Esse ano foi muito difícil além de estar em uma escola diferente a forma de ensino de lá era muito mais rígida. Eu cheguei a pensar que não iria conseguir passar de ano. Estudei nesta escola até o começo do primeiro ano, pois tive que voltar para Catalão por que minha mãe se separou de meu e sem condições de continuar no Mato Grosso tivemos que mudar novamente.

Mais como eu estava no começo do primeiro ano não me afetou muito, mas tive que começar a estudar em um colégio que não conhecia ninguém, além de estar triste pela separação de meus pais.

Então eu fiz o ensino médio no Colégio Estadual Polivalente Dr. Tharsis Campos, onde eu tive verdadeiros amigos e professores que eu admiro muito. Apesar de ter mudado muito de cidade consegui me adaptar às escolas e nunca reprovei e nem estudei em escola particular.

A Minha Historia de Escolarização
Por: Juliana Maria da Silva

Basicamente à 16 anos atrás eu estava iniciando a minha longa trajetória ao aprendizado. Em todos esses anos, eu estudei somente em instituição publica.

Algumas pessoas questionam que, o ensino público não é bom. Creio que o que torna a escola ser uma instituição “boa”, independente de ser publica ou privada, é o aluno.

Comecei a estudar com 5 anos, e na escola Pinóquio cursei o Jardim I e o Jardim II. No início tive dificuldades para acostumar com essa nova experiência, pois era uma coisa inusitada para mim, eu nunca tinha ficado longe da minha mãe.

No começo eu causei muito trabalho para a minha professora Lázara e para a minha mãe, por ser muito chorona. Lembro como se fosse hoje, minha mãe me levando para a escola. Chegando lá eu comecei a chorar, chorava muito. Ela me levava embora, mas quando chegava na minha casa, eu chorava mais ainda, de medo do meu pai. Logo pedia para a minha mãe me levar de novo, mas quando chegava lá, eu chorava, não queria ficar na escola. Esse processo de ida e volta fizemos várias vezes. Ainda bem que a escolinha era perto da minha casa.

No outro dia, quando minha mãe me levou, chorei de novo, mas dessa vez foi diferente, ela me deixou na escola, ela dizia que, de longe dava para ouvir o meu choro.

Foi um período difícil de adaptação, pessoas diferentes, lugar diferente, eu só queria a minha mãe. Mas como tudo tem um lado bom, se não fosse assim eu não estaria onde estou hoje.

Nessa fase a professora proporcionava para os alunos o primeiro contato com o mundo de colagens e desenhos.

Depois disso, fui para o Colégio Estadual Dona Iayà, onde cursei do período do pré-escolar ao 3º ano do ensino médio, praticamente fiquei 12 anos na mesma instituição.

A alfabetização é um processo importante para a criança, onde temos o contato com letras, aprende a escrever o nome, e essa fase quem me ensinou foi a Professora Cida Arruda, (que inclusive foi professora da minha mãe).

Em todo esse período de aprendizado não tive muitas dificuldades, o ensino fundamental foi como um alicerce para os próximos anos que vieram. No ensino médio, achei o conteúdo mais difícil, mas nada que não seja resolvido com um pouco mais de esforço e dedicação.

Ao longo de todos esses anos de aprendizado, eu nunca repeti de ano e nem fiquei de recuperação. No entanto, tive que dedicar muito aos estudos. Além disso, o professor com o seu papel importante de educar é o principal inovador disso tudo.

Contudo, o que resta è só saudade, dos tempos de criança, além de tudo dos profissionais que foram essenciais para a minha educação .

A Minha Historia de Escolarização
Por: Tatiane dos Santos Almeida.

Comecei meu estudo com sete anos, na Escola Estadual Professora Zuzu (escola pública) no período vespertino do ano de 1991 na cidade de Catalão – GO. Fui direto para a primeira série, não fiz jardim nem pré, como era classificado, pois estava na idade certa para a primeira série. Com isso, tive muita dificuldade para aprender de início, pois não tinha conhecimento, e nem entrosamento com meus colegas de classe e professor, me sentia como se eu fosse a única que não tinha passado para o pré-escolar. Com o tempo fui me acostumando, para mim tudo era novidade, tudo era diferente e isso fazia com que eu me interessasse mais por escola.

Tenho como lembrança que eu e minhas coleguinhas ficávamos discutindo para quem iria bater o sino indicando a hora do intervalo, e também, da primeira vez que o professor brigou comigo e me colocou de castigo, eu tinha saído da sala sem pedir permissão ao professor e isso fez com que ele me mandasse para a diretoria. Eu chorava tanto que nem a coordenadora da escola não conseguia me acalmar. Eu tive que ir embora, mas não querendo de jeito nenhum, pois tinha muito medo do professor dar prova e eu tirar zero.

Fiquei dois anos nessa escola pública, cursando da primeira série até a segunda série, e depois passei para outra escola também pública, cursando da terceira série até meu ensino médio.

Quando fui para a quinta série tive uma nova experiência, passei a estudar no período matutino, e ter mais professores. Isto foi ótimo, pois comecei também a fazer educação física, que naquela série era uma nova disciplina, achava o máximo ter que ir para a escola em outro horário somente para jogar bola.

Depois na sexta série foi a mais complicada pra mim particularmente, pois tive muita dificuldade com a disciplina de matemática e fiquei para a recuperação, isso para mim era terrível, pois nunca tinha ficado em nenhuma matéria. Mas por um lado foi bom, pois foi na minha recuperação que eu me dediquei bastante e passei a ter mais interesse por essa matéria que particularmente nunca gostei.

Quando fui para o primeiro ano do ensino médio, também tive uma nova experiência, passei a estudar no período noturno, e ali terminei meus estudos.

A escola pra mim teve um grande fundamento na minha vida, sempre fui uma aluna muito dedicada à escola e também sabia como aproveitar os momentos com meus colegas. Nunca tive a experiência de ter reprovado em uma matéria, isso foi uma vitória para mim em meus estudos e me sinto mais vitoriosa ainda em estar na faculdade e cursando o que sempre desejei.

A minha história na escolarização
Priscila da Silveira Alves

Comecei a estudar com cinco anos, em uma escola particular “Paralelo” na cidade de Catalão – Goiás. Fui direto para a primeira série, não fiz jardim nem pré, como era classificado.

Lá não tive muito desempenho, pois eu era muito nova, os professores não davam aulas para mim praticamente, eles davam um desenho para eu pintar, eu ficava a tarde toda desenhando, fui muito prejudicada, pois tive que repetir a primeira série, foi um ano perdido. Fiz a primeira série numa escola pública “Instituto de Educação Matilde Margon Vaz”, onde cursei até á quarta série. Depois fui para uma outra escola pública “ Colégio Estadual João Netto de Campos”, onde tentei cursar a quinta série, mas, não consegui, pois os conteúdos eram mais avançados e os professores mais rígidos e severos.

Já no Instituto os professores não eram tão severos, não esquentavam muito com os alunos. Com isso fui prejudicada novamente, pois não aprendi o bastante. Voltei para o Instituto e cursei da quinta à sétima série e vi que não estava aprendendo muito, então resolvi voltar para o Estadual. Lá cursei da oitava ao terceiro ano.

Sofri muito para me acostumar aos métodos de ensino do novo colégio, pois tentei uma vez e não consegui, mas resolvi enfrentar e estudar mais para eu ter um novo aprendizado.

Tenho bastante experiência na escola pública. Praticamente meu aprendizado foi só em escola pública, aprendi muita coisa que levo junto comigo agora na faculdade, aprendi coisas ruins e boas, como por exemplo, deixar de ensinar uma criança e coloca – lá para pintar, onde me prejudiquei bastante e também dar nota de graça, pois deixamos de estudar, de mostrar as nossas capacidades de aprender. Não esforçamos o bastante para que nós mesmos possamos conseguir nossas notas e nossos objetivos sem ajuda de ninguém, mas também aprendi muitas coisas boas, se eu não tivesse passado por estas dificuldades às vezes eu podia passar para algum aluno, achando que estou ajudando ele, sem saber que estou é prejudicando.

Aprendi também que devemos ajudar as pessoas sem prejudicá–lás.

História da escolarização
Walquiria Avelar

Durante as quatro primeiras séries, terminadas na escola rural da Comunidade de Olhos D’água, a sala de aula apresentava um número significativo de alunos de diferentes idades e séries, e apenas um professor com métodos de alfabetização através das técnicas didáticas, a utilização de procedimentos de ensino diversificados que reflete nas formas de organização das atividades educativas.

O ensino fundamental caracteriza pela adoção dos métodos tradicionais, associado à formação de professores em áreas inespecíficas, configura se em parte reprodução de conteúdos dos livros, em algumas disciplinas. A produção do conhecimento, atitudes, a adaptação social do aluno depende de concepções políticas de professores para enfrentar inúmeros desafios na sala de aula.

Atualmente muitas escolas públicas não possuem as inovações educacionais, são meios de ensino que deveriam estar inseridos nas políticas de educação e recursos que mostram dados, nos quais a interação e a comunicação são fundamentais para a análise com relação ao desenvolvimento do individuo. Quando a criança convive com ambientes escolares favoráveis prolongam o interesse pela aprendizagem, menos ocorre à desistência.

As séries escolares mesmo que não negligenciam as potencialidades do individuo ignora as qualidades humanas, a imaginação, a criatividade e currículos escolares não enfatiza temas essenciais, a ecologia, diversidade cultural, cidadania. A aprendizagem se restringe aos currículos escolares incompreensível à totalidade de características particulares, a historicidade da escola, a participação da comunidade nos eventos e valorização do trabalho escolar. As condições sociais atuais não são as mesmas do passado. As mudanças constantes e rápidas na sociedade induzem um projeto político - a construção de uma nova escola

O ensino médio estabelecido em 1996 no colégio público sem as atividades extra classe e aulas práticas que substitui o ensino superficial e articula o saber entre escola, comunidade, e o reconhecimento da luta de classes. A ausência de projetos educacionais que supera a dicotomia entre o conhecimento e a pesquisa e a contribuição das ciências. A organização do trabalho escolar e a emergência de lideranças comprometidas às legislações que impedem a autonomia das escolas

A construção do conhecimento desde os primeiros anos da escolaridade orienta para a formação intelectual do ser humano.

A minha história de escolarização
Regiane Mesquita

A partir de quatro anos de idade comecei a freqüentar uma creche que eram de madres, onde aprendi ter melhor relacionamento com outras crianças e para ter melhor desenvolvimento, pois tinha apenas uma irmã bebê e não tinha ninguém para brincar. Uma coisa muito marcante nesse tempo foram as cadeiras que os alunos usavam. Eram desenhadas, os encostos de coração e todas eram coloridos. Pois para entrar na escola neste período precisava ter sete anos, caso contrário a escola não aceitava.

Quando tive a idade de sete anos, entrei na escola. A primeira escola foi particular. Uma coisa que marcou muito nesta fase foi que a classe social que freqüentava era bem diferente da minha, onde tive pouco relacionamento com os colegas. O ensino era mais avançado do que a escola pública. Fiquei apenas até o meio do ano, devido as circunstâncias financeiras tive que sair da escola particular e ir para escola pública. Na segunda série tive uma professora muito marcante, pois era uma professora mais velha e brava a qual tive muitas dificuldades para aprender devido seu método de ensino.

Na quarta série tive que mudar de escola, pois mudei para outro bairro onde a escola que eu estudava ficava muito longe. E com isso as matérias eram diferentes da escola que eu estava estudando e com isso tive muitas dificuldades. Fiquei de recuperação nessa série por não compreender as matérias, pois as matérias eram diferentes.

Fiquei na mesma escola até a oitava série. Neste período teve uma greve dos professores que durou três meses e o comentário era que não teria previsão para voltar as aulas. Assim tive muito medo de perder o ano pedi para meu pai me colocar numa escola particular para que eu não perdesse o ano.

Na escola particular tive inúmeras dificuldades, e nem com todos esses problemas, nunca desisti de passar de ano. Consegui, passei de ano sem recuperação precisou de muito esforço e força de vontade.

Já no ensino médio transferi para escola pública, fiz todo na mesma escola. Tive mais dificuldade, pois nesse período estudei no turno noturno, pois precisei trabalhar para garantir a minha independência, mesmo com todas essas circunstâncias nunca repeti o ano.

Fiz o vestibular assim que acabei o ensino médio, mas não consegui passar, para não ficar parada fiz o segundo ano do magistério, como eu tinha o colegial completo entrei no segundo ano. Gostei muito do curso e aprendi muito os métodos do futuro professor. Foi nessa fase que a professora pediu que eu praticasse a caligrafia para melhorar a minha letra, pois o bom professor de alfabetização tem que ter uma boa caligrafia para a melhor compreensão dos alunos. E com isso a minha letra melhorou bastante.

No ano seguinte, fiz o vestibular e passei para o curso de matemática, fiz o curso durante dois anos, não gostei e parei.

Para não ficar com o meu curso de magistério pela metade fiz o restante do curso aos fins de semanas, consegui o diploma de magistério.

Fiquei quinze anos sem estudar. Eu decidi a fazer o vestibular e consegui passar. Entrei para universidade para conseguir melhores conhecimentos e garantir um melhor campo de trabalho. O importante é nunca desistir de seus sonhos e sempre lutar por aquilo que deseja.

Minha historia de escolarização
Por Janaina Policeno Costa

Na minha vida enquanto estudante, passei por vários processos educativos. A maioria das escolas que estudei era na fazenda. Era muito difícil ir ate a escola. Geralmente ia de ônibus até a escola, saindo de dia e chegando a noite.

A escola que estudei era uma escola na fazenda, Lá não aprendi ler nem escrever. Eu ficava fazendo desenhos. Um certo tempo depois mudei para uma cidade chamada Pires Belo e foi na escola de lá que aprendi a ler e escrever.

Depois desse momento sempre mudava de escola, estudava 2 anos em uma e 1 em outra e assim foi.

Lembro-me bem quando estava na sétima série estudava em uma escola em Cumari, onde eu tinha uma excelente professora. O nome dela era Crisly e nunca me esqueço dela. Ela tinha métodos bem diferentes de ensinar, todos na sala aprendiam e quase ninguém tinha dificuldades pra aprender na matéria dela que era o português.

Eu cheguei ao ensino médio e tive uma estabilidade, estudei três anos numa mesma escola, mas no último ano que precisava ser mais esforçado ai que foi o mais fraco, quase todos os professores não tinham interesse pela turma.

Acontecia que em alguns dias ficávamos brincando em sala de aula jogando o jogo da velha e a professora até brincava com a gente.

Eu fui muito prejudicada quando fui prestar o vestibular, não tinha nenhuma noção de nada sobre o que era o vestibular e ai tentei prestar duas vezes e não tinha conseguido. Então resolvi fazer um cursinho e consegui e hoje estou cursando o segundo período de pedagogia na UFG.

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História Da Educação – Escolarização III

Filed Under Historia da Educação 2007 | Posted on Novembro 30, 2007

Uma das atividades desenvolvidas na disciplina História da Educação é montar a história da escolarização das alunas e alunos do curso de pedagogia, Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão.

Abaixo disponibilizo alguns testemunhos.

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PATRICIA CRISTINA GONÇALVES SILVA.

Bom a minha escolarização teve coisas boas mais momentos difíceis também. No começo que é no jardim é tudo muito bom, só tem novidades colegas novos, só diversão. Mas quando vem a 4°serie em diante ai começa a apertar, estudei sempre em escolas públicas. Tive muita dificuldade na 5°serie porque foi onde tudo mudou. As disciplinas e as dificuldades aumentaram bastante. Quando fiz a 7° série não consegui passar de ano porque tive muita dificuldade em exatas, tive que repetir. Mas a partir da 7° me esforcei e consegui. Minha dificuldade sempre foi em exatas, prefiro a área de humanas. Na escola pública tem que ter bastante dedicação, porque se não nós esforçarmos não conseguimos, aliás, devemos nos dedicar sempre não só em escolas públicas, mas também em escolas particulares, porque cada uma tem sua dificuldade.

E a escolarização vai ser muito importante para quando entrarmos na faculdade. Precisamos nos dedicar no ensino médio para que ao entrar na faculdade não encontremos tantas dificuldades.

VANESSA FRANCISCO DE ALMEIDA

Em 1992, quando tinha seis anos, comecei na pré-escolarização em uma escola municipal do Distrito de Santo Antonio do Rio Verde. A professora se chamava Alda, ela era deficiente e usava uma muleta, mas a deficiência não atrapalhava.

No inicio tive varias dificuldades e traumas que continuaram ate o fim do ensino médio. A minha professora de alfabetização Alda, ela era muito má, parecia uma bruxa loira, todos os alunos tremiam de medo dela. Um dia ela me pediu para ler o alfabeto. Eu li até a metade e depois não consegui ler o restante. Ela ficou furiosa e começou a gritar comigo e pegou uma régua de pau e começou a bater na minha cabeça, eu chorei tanto, que tiveram que chamar minha mãe, pois eu não conseguia levantar da cadeira de tanto medo, fiquei uma semana sem ir à escola, pois ficou um caroço na minha cabeça e sentia muita dor de cabeça.

Por ter uma pré-escolarização traumática, não só eu, mais como os outros alunos, isto acabou me prejudicando. Principalmente havia sempre algo que não conseguia compreender. Quando fiz a 4º serie, no final do ano, com as entregas de boletins, minha mãe ia ao colégio, mais falavam que tinha sumido, e que eu teria que repetir a 4º serie de novo, perdi um ano, pois eu tinha sido aprovada.

Passei para a 5º serie fiz o ensino fundamental teve algumas dificuldades, mais não foi algo que me atrapalhou. Em 2002, passei para o ensino médio. Antes, na 8º série, a turma fez formatura. Quando fiz o 1º ano do ensino médio eu tive um professor de matemática lindo, ele pegava tanto no meu pé, que eu tinha raiva dele, pois ele me chamava de antiga e falava que meu cabelo era pintado, corria atrás de mim para puxar minha orelha, eu escondia dentro do banheiro feminino.

Já no terceiro ano do ensino médio, a turma já estava estressada e a gente fugia da aula, todos pulavam o muro e eu ficava pra trás era a mais molenga.
O que fica são as lembranças das amizades e das inimizades. Hoje em 2007 estou no 2º período de Pedagogia da UFG e me orgulho de ter estudado no colégio Estadual Gilberto Arruda Falcão, por que foi neste colégio que obtive conhecimentos sendo um colégio publico.

LORENA MARTINS SOUSA

Eu comecei a estudar com cinco anos, fiz jardim dois, em um colégio particular, depois fui pra uma escola pública, pois aconteceram vários problemas na minha família. Meu pai morreu e tudo si desestabilizou. Fiquei nesse colégio até o término do ensino fundamental, fiz muitas amizades, muita bagunças, muitas paqueras…

Os professores como sempre alguns eram bons outros ruins, talvez eles nem fossem tão ruins, a verdade é que eram inteligentes, sabiam sua disciplina, mas não sabiam passar pros alunos. E as conseqüências não eram nem um pouco boas, pois os alunos tinham dificuldades em disciplinas subseqüentes.

Meus anos nessa escola Coronel Joaquim Taveira em Niquelãndia foram inesquecíveis, conquistei amigas inseparáveis, Tatiane e Ludmila, companheiras pra toda hora. Eu era a mais aplicada, dava cola pra elas, era uma aventura, muito bom. Uma professora que me marcou muito foi a Maria Lucia, que aplicava a disciplina de Geografia e Historia, ela era muito boa, explicava como ninguém, eu só tirava notas boas com ela.

Depois fui pra escola Paulo Francisco, fazer o ensino médio. As minhas amigas foram junto comigo… Tatiane e Ludmila. E em Niquelândia mesmo foram muito bons, tenho muitas saudades… Amizades… Inimizades… Colegas… Amigas… Professores… Escola… Paqueras… Namoros… Provas… Ai…

Eu estudava muito e era uma das melhores da sala, sempre havia uma disputa de notas entre eu e umas metidinhas da sala que era muito bom. Quando eu tirava mais que elas, elas que sentavam na frente, não conversavam, eram cheias de manias, e eu que sentava atrás, conversava um pouquinho, mas estudava, e concorria com elas, era um máximo.

Então o que eu tenho a dizer da minha escolarização é que foi muito importante para mim em todos os sentidos: o conhecimento, as amizades, o novo, sempre vencendo obstáculos, nos ensinando a ser humanizados, sociáveis, a viver nesse mundo globalizado, mesmo com tanta dificuldade e deficiência, eu aprendi… E hoje estou aqui tentando aprender a cada dia mais.

FABIANA DE FÁTIMA MESQUITA

Meu nome é Fabiana de Fátima Mesquita e hoje estou com 24 anos. Eu entrei na escola no ano de 1989, quando tinha seis anos, a primeira e a única escola que estudei foi no Colégio Estadual “Anice Cecílio” Pedreiro.

Recordo até hoje o nome das minhas primeiras professoras do pré, elas foram Nauza, Marlene Evangelista e Maria Carrijo. Nos primeiros dias de aula, eu chorava muito, pois ficava com medo de que meus pais não fossem me buscar, mas depois fui acostumando.

O ano passou e fui aprovada para a 1ª série, quando entrei pensei que fosse igual ao pré, achei que era para brincar, cantar e ler pequenas cartilhas, nós fazíamos tudo isso, mas tinha o dia e a hora certa, nossas aulas eram de aprender a ler e juntar as palavras que havíamos aprendido no pré; fazíamos até prova.

Porém, eu tinha um grande problema era muito tímida e não relacionava com ninguém, sempre gostei de sentar no fundo e não conversar com ninguém, pois tinha medo da professora se zangar.

Passei para a 2ª série e as coisas começaram a ficar mais apertadas, as matérias eram mais complicadas e a professora que eu tinha era muito brava. Lembro-me que nessa época as professoras batiam nos alunos dando com régua neles, jogando giz e apagadores.

Passei para as séries seguintes sem nenhum problema, mas quando cheguei na 6ª série teve um sério problema, porque não domino matemática muito bem e a minha professora explicava de um jeito que não compreendia o que ela estava tentando passar, por mais que eu me esforcei para entender foi impossível, fiquei para recuperação e acabei tomando bomba.

Consegui recuperar passei para 7ª série com notas boas em matemática, creio que foi bom para mim, porque depois não tive muito problema com essa matéria, pois passei a dominá-la melhor e os professores de matemática que eu tinha sempre me ajudaram.

Quando eu passei para a 8ª série fiquei na expectativa de terminar logo, pois ficava faltando três anos para prestar vestibular, e já tinha em mente que eu ia ser professora.

Entrei para o 2º grau no ano 2.000 e foi à melhor fase da escola para mim. Porque comecei a relacionar melhor com as pessoas e deixei a timidez de lado, porque para a gente ser professor tem que aprender a falar em público. Fiz o 1º colegial sem nenhum problema e achei fácil.

Porém, eu havia estudado apenas no período matutino e vespertino, e quando entrei para o 2º colegial resolvi fazer no período noturno, e além do mais eu já estava trabalhando. Muitas pessoas falavam que quem estudava a noite não aprendia nada, porque era só farra, mas eu aprendi muito, pois a minha professora de literatura colocava a gente para ler livros literários e apresentar seminário ou do jeito que achássemos mais fácil.

Então eu entrei em um grupo que gostava de apresentar teatro, no começo fiquei com vergonha, mas depois fui acostumando. A nossa professora gostou tanto que tivemos que apresentar para a escola inteira e em todos os períodos.

Passei para o 3º colegial no ano de 2.002 com a mesma turma do 2º, e o interessante é que nós éramos muito unidos, até mesmo os professores eram unidos com a gente. Nesse ano apresentamos mais teatro, e fomos até convidados para participar de uma competição. Nós participamos e ficamos em 3º lugar, para mim foi uma grande experiência, porque passar por uma competição, onde havia muitas pessoas, eu que era muito tímida.

A nossa professora era a Maria Abadia, e para mim durante toda história da minha vida escolar foi à melhor professora que eu já tive, a maneira que ela ensina faz com que a gente fique com vontade de estudar.

Conclui o 2º grau em 2.002 no mesmo Colégio, não quis prestar vestibular, só no ano seguinte que prestei para História e não passei. Em 2.004 entrei no cursinho com a intenção de prestar vestibular, mas acabei não prestando novamente.

Então, em 2.005 prestei vestibular para História e passei. Fiz apenas o primeiro período e não gostei do curso e abandonei. Resolvi prestar para Pedagogia, achando que não ia passar, porque eu não havia preparado, e acabei passando.
Hoje estou fazendo Pedagogia na UFG de Catalão e até então estou gostando do curso, e espero concluir.

MARIA CONSUELO

Geralmente é divertido devanear no passado escolar, sobretudo dos primeiros anos de aprendizado. Mesmos que seja experiência mesclada de traumas.

1969, nos meus sete anos de idade – primeiro dia de aula: eu ali. Estremecida de medo, sentada na última carteira, no cantinho sala de aula pela primeira vez. Por sorte, eu pude sentar junto com meu irmão mais velho o qual é deficiente visual. Sala cheia de crianças… Apenas três destas eram negras.

Minha primeira professora: cabelos longos e unhas grandes pintadas de vermelho. A sua voz imponente ressoando no silêncio intimidado da sala, dizia: “não pode levantar da carteira, não pode conversar com o colega, não pode ir ao banheiro”. E a régua na sua mão reforçava o seu comando. Era um bombardeio de “não pode”. Engraçado! Lembro-me desses detalhes, mas não lembro se quer de um sorriso dela, porque este, de fato, inexistia.

Toda a minha experiência escolar foi em escola pública. E Iniciei perfilando o pedagogo daquela época, para mostrar o quão grande era à distância entre professor e aluno. Começando pela forma receptiva ao aluno que chegava à escola.
A criança era visto pelo professor como um ser sem voz. Lembro-me que eu ficava apavorada com tantas letras e números para aprender e a professora não dava a atenção às minhas dificuldades timidamente declaradas.

Do primeiro ano à 8ª série, lembro de muita pouca coisa, pois foi um período o qual sofri muita discriminação por ser negra. Penso que os professores daquela época não foram preparados para lidar com tal situação.

A gente estudava não para entender, mas para decorar. Era uma educação voltada para o repasse de conteúdo de português, história, geografia, matemática, etc. Não se preocupava em fazer o aluno alcançar a dimensão real sócio-político e econômica, nem em absorver de fato aquilo que se estava estudando.

Para as avaliações, o aluno estudava a matéria indicada pelo professor, que na maioria das vezes, preparava inúmeras questões e respostas para o aluno estudar, ou melhor, decorar e no dia da prova escolhia-se dez destas questões. Era aterrorizante, pois eu tinha excessiva dificuldade para tal. Aliás, essa dificuldade foi conseqüência do trauma causada pelo preconceito. As piadinhas e o isolamento provocaram deficiências na minha auto-estima.

Nos dois últimos do segundo grau, tentei superar ao menos em partes algumas barreiras, tentando colocar-me lado a lado com meus colegas. Nessa época, os professores se tornaram mais atentos quanto aos preconceitos e incorporados numa educação mais abrangente, mais introdutiva…

O ensino vai se modelando de acordo com as exigências e perspectivas do desenvolvimento histórico. Em comparação aos meus anos escolares, já houve avanços significativos, sobretudo na concretização de uma educação objetivada não só no aprender, mas também para um despertar crítico do aluno.

Das três crianças negras citadas acima: Uma destas é meu irmão deficiente visual que contrariadamente parou os estudos na quarta série, a segunda criança, desistiu na segunda série e continua analfabeta até hoje. E a terceira criança sou eu! – consegui concluir o segundo grau em 1981 e vinte e cinco anos depois, consegui driblar o medo que me assombrava - resquícios de uma experiência parcialmente traumatizante e hoje estou cursando Pedagogia numa Faculdade federal, acreditando piamente em superar mais esse desafio.

O que para alguns parece ser tão simples e fácil, para outros é um quebrar grilhões, na expectativa de logo experimentar o sabor singular da vitória.

FERNANDA DIAS DA SILVA

Eu comecei a estudar com cinco anos, na Escola Paroquial São Bernardino de Siena, fazia o pré só porque tinha algumas dificuldades, não me lembro bem, mas não conseguia acompanhar as outras crianças, então repeti o pré e tive uma base boa. Repetir a mesma série foi ótimo para mim, pois assim realmente aprendi. Então fui para a 1º série, continuando na mesma Escola, a partir da 2º Série fui para Paracatu MG, estranhei muito o ensino de lá em relação ao de Catalão, na escola paroquial cobrava muito do aluno era aprender ou reprovar e em Paracatu não sei explicar bem mais o ensino era fraco, diferente.

Ate a 5º serie detestava Matemática tinha bastante dificuldade em entender a matéria. A partir da 6º serie já tive um bom resultado na matéria e mais facilidade de compreender. Na 7º Serie voltei para Catalão e fui estudar no Colégio Estadual João Netto de campos e foi nessa escola que terminei o 2º Grau.

A 7º serie e 8º serie eu fiz no período Vespertino foi os melhores anos de escola que tive, era uma turma animadíssima com Professores excelentes como a Idelma e o Adilsom.

Do 1° ano ao 3º ano fazia no período Noturno porque trabalhava. Terminei o Ensino Médio com 18 anos.

Depois que terminei o 2º Grau fiz cursinho pré – vestibular no Israel Macedo e no Aprov, adorei o cursinho do Aprov. Os professores transmitem bem o que eles sabem para os alunos e cobram bem dos alunos o que eles ensinam.

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Viagens Pitorescas Ao Brasil

Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Novembro 29, 2007

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Mestrado, Eu Cheguei Lá!

Filed Under Notícias | Posted on Novembro 28, 2007

É com grande prazer que publico abaixo um texto de satisfação de minha ex-aluna e orientanda PIBIC, Camila Aparecida de Campos, após ser aprovada no programa de mestrado em Educação da Universidade Federal de Goiás - Goiânia.

Na foto abaixo, ela e eu no dia da colação de grau do Curso de Pedagogia, em 19 de abril de 2007, Catalão-GO. Ao fundo, a professora Cida Almeida e a aluna Andréia.

Parabéns Camila por mais esta conquista. Em breve é o doutorado!

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Olá, meu nome é Camila, sou graduada em Pedagogia (2006), filha de Terezinha e Paulo. Tenho 22 anos, dois irmãos, dois sobrinhos. Filha de trabalhadores, o mais provável destino seria que eu seguisse o ramo de minha mãe, costureira, assim como temos outras pessoas na família. Mas, sempre fui muito cheia de pirraças, e quis fazer diferente.

Desde minha infância, meus pais me ensinaram a ter gosto pela leitura, e acompanhavam sempre de perto meu desempenho escolar. Isso até mesmo no Ensino Médio. Quando entrei na Universidade o curso escolhido não era o almejado, mas era o possível. Como vários filhos de trabalhadores, eu também sonhava em ter uma profissão na área da saúde, e, na época, eu possuía uma vontade enorme de ser militar (abafa o caso!).

No primeiro ano de curso já me apaixonei! As disciplinas eram História da Educação Ministrada pelo Professor Wolney, Sociologia pela Elma, Língua Portuguesa com a Sirlene, Psicologia com a Tânia e Biologia com a professora Neila. Percebi que a importância da educação, e comecei a conhecê-la.

Nos anos seguintes tive aulas fantásticas! Era um romance com o curso, aliás, com a universidade. Tentei conhecer cada pedaço da universidade, fui bolsista PIBIC, participei de gestões do Diretório Acadêmico, do Centro Acadêmico de Pedagogia, do Conselho Diretor, e de eventos de todos os cursos do Campus.

Mas daí, formei. Foi como a separação de um grande amor. Sofri, chorei muito. E do mundo em que eu era livre pra pensar, fui arremessada ao mundo do trabalho. Era mais uma na disputa. E nesta eu perdi, pra mim mesma.

Como não pude me inscrever pro processo seletivo da 20º turma de mestrado em educação da UFG, eu me via sem rumo. Novamente presa à situação do sonho e do possível. O sonho era estudar e seguir carreira na Universidade, o possível era arrumar um emprego, não necessariamente na área. Resolvi driblar as regras e fui para Goiânia de “mala e cuia”.

Fiquei 5 meses participando de eventos da Faculdade de Educação, da História (UFG) e outras coisas. Vi uma fala do Frigotto sobre educação e trabalho que me causou arrepios.
Voltei pra Catalão continuei na correria contra o possível, fiz alguns concursos, fiquei em segundo lugar. Não desanimei, alias, só fiquei com mais fôlego, mais vontade!

Tanta euforia me levou pra quatro seleções pra mestrado, sendo duas de educação e duas de história (UFU e UFG). Eu respirava, comia e bebia projetos, referencias bibliográficos, currículos. O Resultado foi se aproximando e a ansiedade era quase insuportável. Coitado do Wolney e dos meus telefonemas nas horas inusitadas!

O primeiro resultado foi o da História da UFG, em que não fui aprovada na ultima fase, entrevista. O outro de História (UFU), eu até fui muito bem no projeto, mas a data coincidiu com a entrevista da Educação em Goiânia, e tive que abandonar.

A entrevista, inclusive, foi um fato muito marcante pra mim. Resumindo o ato, que tremo só de lembrar, sai de lá engolindo orgulho ferido e choro.

Ontem, dia 27 de novembro de 2007, olhei o resultado do projeto do processo seletivo de Educação da UFU, e fui aprovada. Um feixe de esperança surgiu, agora falta só a entrevista.

Minha ansiedade crônica me levou à página da Faculdade de Educação da UFG, e o resultado programado pra sair até dia 30, havia sido publicado. Respirei fundo e vi meu nome! Tive um sentimento de prazer, de alívio, de sonho.

Eram tantos inscritos! A minha inscrição era 173. Mas fui aprovada!

Minha vida agora segue um rumo que não sei qual será o desfecho, mas consegui dar mais um passo rumo a um sonho!

Eu poderia discorrer agora sobre educação e neoliberalismo, sobre o processo de seleção que é excludente. É possível ainda, enumerar vários obstáculos que enfrentarei mesmo depois de terminar o mestrado no mundo do trabalho. Mas, sinceramente, estou cansada de teorizar. Não ousem me acordar pelo menos hoje! O que os olhos não vêem o coração não sente, essa sabedoria popular me ajuda a ser feliz neste momento.

Agora, o que me sobra é agradecimentos por cada palavra de apoio recebida neste percurso. Em primeiro lugar, o meu grande professor Wolney, orientador, às vezes até psicólogo! Sem ele não teria conseguido. Tem uma professora que durante o curso me fez acreditar na educação: Cida Almeida. Recebi incentivos de vários professores do curso de Pedagogia, e seria capaz de falar de cada um, mas farei isso pessoalmente (alias, já iniciei né Selma), com um abraço fraterno!

No mundo da competição onde o capital determina os vencedores, não me considero como tal. Ninguém vence num mundo de miséria, onde a educação não é pra todos.

Meus agradecimentos aos mestres, aos amigos, e principalmente aos meus pais e irmãos, que suportaram meu mau humor, me ajudaram a erguer a cabeça em horas difíceis, e me deram carinho.

Sigo o rumo daquilo que acredito, e minha felicidade é saber que farei o que amo.

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História Da Educação – Escolarização II

Filed Under Historia da Educação 2007 | Posted on Novembro 27, 2007

Uma das atividades desenvolvidas na disciplina História da Educação é montar a história da escolarização das alunas e alunos do curso de pedagogia, Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão.

Abaixo disponibilizo alguns testemunhos.

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A escolaridade de Joice Mara da Silva Prado

A minha história de escolarização se inicia na escola municipal de Catalão-Go, Nilza Aires Pires em 1993, com 5 anos de idade, onde fiz o jardim II e o “pré”. Minha primeira professora se chamava Maria Darc, a qual me auxiliou para uma escolarização de qualidade. Recordo que ela nos orientava a ficarmos em fila, para cantarmos (macha de soldado, hino de Catalão…meu lanchinho) , antes de entrarmos para a sala e antes de lancharmos e também fazíamos orações.

O método de ensino era através de desenhos, história variada e a maior parte era a recreação com um espaço propício para a criatividade no brincar. Neste período se inicia minha alfabetização se consolidando na escola “Estadual madre Gorrochategui”. A minha maior dificuldade foi a construção da letra A do alfabeto, mas fui me aprimorando com o auxílio da professora.

No colégio ”Estadual João Netto de Campos” fiz o ensino fundamental. O quadro de professores era ótimo, os conteúdos sempre foram bem dados, tendo neste tempo um período de novidades, que insere uma visão nova de mundo, sendo novos colegas, nova escola, novos professores, tudo era novo e isso me estimulava a estudar e ser dedicada e esforçada nos estudos. Foi neste período que fui mais incentivada pelos meus pais a estudar me inserindo em um mundo que só me falavam que eu tinha que estudar, estudar…

Assim passei para o ensino médio na mesma instituição, onde tudo se complicou, pois os conteúdos eram sempre mais difíceis, mas nunca desisti de me esforçar e consegui passar com notas excelentes. A minha primeira recuperação foi em matemática no 2º ano, esta disciplina não me chamava atenção, não gostava de cálculos, mas tive que estudar e aprender.

No 3º ano mudei para uma instituição privada no, “Colégio Aprov”, encontrei muita dificuldade, pois o sistema de ensino era muito diferente, os conteúdos eram mais densos foi um ótimo período da minha escolarização o qual tive que estudar o dobro que estudava.

Enfim com todo esse processo da minha história, hoje em 2007 com 19 anos, estou cursando pedagogia, um curso que me satisfaz e a cada dia sinto mais gosto de estudar, pois a toda informação nova me capacita a obter uma racionalização de qualidade.

Escolarização de Denise Pereira Calaça

Iniciei minha vida escolar com 5 anos de idade em uma escolinha pública no meu bairro, comecei no jardim de infância no período vespertino e minha professora chamava Vânia. Ela era uma excelente professora preocupava com todos da turma, aprendíamos a desenhar, pintar os desenhos, brincar e cantar…, freqüentei esta escolinha até os 7 anos de idade.

Ao sair da escolinha passei para o colégio Instituto de Educação Matilde Margon Vaz, que também é uma escola pública e no bairro onde moro. Nesta nova escola iniciei cursando o pré no período vespertino. Depois passei para a 2°, 3°, 4°, 5°, 6°, 7°, 8° série no período matutino e na mesma escola, onde conclui o ensino fundamental, neste período sempre tirei notas boas.

O 1° colegial continuei na mesma escola e no mesmo período, tive muita dificuldade, pois algumas disciplinas eram diferentes. Neste ano de 1.999 fui reprovada por não conseguir alcançar a média em Química, Física e História.

No ano seguinte matriculei no Colégio Estadual João Neto de Campos, estudei até o 2°Bimestre, daí transferi para o Colégio Estadual Dona Iayá por ser mais perto do meu bairro, no 3° colegial estudei no período noturno, onde conclui o ensino médio no ano de 2.002.

Após a conclusão do ensino médio, fiz vestibular para o curso de matemática na UFG-CAC e não passei. No ano seguinte em 2.003 fiz vestibular para o curso de pedagogia na UFG-CAC e passei somente na 1° fase.

No ínicio de 2.004 fiz uma prova no Cesuc para o curso seqüencial: Gestão da Produção Industrial passei na prova e conclui o curso em Maio de 2.005. Neste mesmo ano fiz vestibular para o curso de pedagogia na UFG-CAC e novamente passei somente na 1°fase.

Em 2.006, passei no vestibular para o curso de pedagogia na UFG-CAC, na qual iniciei o curso em 2.007 e espero concluir em 2.010.

A escolaridade de Eslanda Francisca

Em 1993 comecei a minha escolarização, tinha 5 anos, não fiz o processo de jardins I e II, pois onde morava não tinha creche, a escola no meu primeiro ano de alfabetização era municipal e minha primeira professora se chamava Maria Canedo. Eu não tive problemas com ela, só confundiam o meu nome, eles me chamavam de Eslane, Islaine, mais nunca falaram o meu nome correto que é Eslanda.

Depois de um ano a escola passou a ser Estadual, trocaram todos os funcionários. Na 1ª e 2ª séries tive a mesma professora, também não tive dificuldades, assim como não tive na 3ª e 4ª séries, até aí nunca reprovei e não tive notas baixas.

Em 1998, fui para o ensino fundamental, tinha 10 anos, meus melhores anos de escolarização foi o ensino fundamental. Eram mais de 30 alunos, a metade era repetente da 5ª série, a gente fazia tanta bagunça, que um dia mais de 80% da sala foi advertida por uma semana, tive um colega que se chamava Rodrigo, quando a gente estava já na 8ª série, veio uma professora nova de história, ela é baixinha, parece um pingüim, ela era muito chata e a sala inteira ria dela, aí o Rodrigo por ser um “cara de pau” desenhava-a com uma vassoura e colava na parede da sala, e ela ficava pulando pra tentar pegar e não conseguia, e todos os dias a diretora ia na sala para gente assinar a ata.

Apesar de ser a sala mais bagunçada da escola, a turma foi a melhor do ano, com as melhores notas do colégio. O bom da escola é que você faz amizades que duram para sempre, outras já não prevalecem, eu tenho poucas amizades do tempo da escola, apenas duas, essas são pra sempre, a gente também ganha inimigos para sempre.

A nossa formatura da 8ª série foi linda. O ginásio do colégio estava cheio, todo mundo de beca, éramos mais de 150 alunos, pena que choveu muito, mas foi tudo de bom.

Já no ensino médio também não tive problemas com professores, não tive dificuldades de aprendizagem e o que atrapalhava era a troca de professores, que às vezes eram ruins e outros muito bons. Nos três anos do ensino médio, o colégio era fechado de tela, a gente fugiu das aulas passando pelos buracos que tinham na tela, os alunos da sala, nós, combinávamos de matar aula, e um dia uma colega dedou a gente, todos assinaram a ata.

Minha história escolarização (Marise)

Comecei á falar da minha história de escolarização de uma maneira bem legal e diferente. Quando tinha apenas 5 anos de idade, minha mãe me colocou no jardim de infância foi onde tive meus primeiros contatos com os coleginhas e a minha primeira professora, ou melhor “tia”.

Completei meus sete anos de idade e passei para o pré. Aprendi cantar os números e a escrever e principalmente a ler mas com dificuldade. A cada dia que ia passando me aperfeiçoava na leitura, escrita, pintura e no desenho.

Os anos foram passando e a cada ano eu aprendia mais, nos anos iniciais tive uma experiência muito boa que foi com a professora, pois, todos os dias quando chegava, contava uma história bem no início da aula que tinha uma moral. Com as história dela nós alunas aprendíamos muito. Mostrava que não podia responder pai e nem mãe, jogar lixo na sala e não brigar com os coleginhas de turma, etc…

Para mim ficaram marcadas estas histórias e penso melhor antes de fazer algo que prejudica os outros. Passou os anos, então entrei no ensino fundamental sem esquecer o que aprendi na minha infância.

Sempre estudei em escola da rede pública, meu ensino fundamental foi bom, onde começou o interesse em aprender coisas novas. Mas, com grandes dificuldades em algumas matérias como a matemática. Todos os anos eu não dava conta de passar direto, eu ficava de recuperação em matemática.

Durante o ensino fundamental aprendi muito, pois eram minhas primeiras experiências de vida e o começo da vida sozinha. Mas passei para o ensino médio, então fui para um colégio particular terminei o 3ºcolegial. Eu fui fazer um curso pré-vestibular. Ai foi onde pensei bem que curso ia prestar vestibular e foi onde me interessei por pedagogia, pois gostava de criança.

Graças a Deus passei no vestibular e estou na faculdade. Em outra oportunidade conto minha história na faculdade, pois já é outra história.

Minha Escolaridade (Alaíde Fátima de Araújo)

A primeira escola, onde cursei as três primeiras séries do antigo primário, de 1966 a 1969, era uma escola municipal, localizada na zona rural, no interior de Minas Gerais.

A minha iniciação escolar foi aos seis anos de idade. A escola ficava a oito km de distância da minha casa. Eu e meus irmãos íamos para a escola a cavalo. Eram incontáveis as chuvas que tomávamos no caminho, sem falar da trajetória cortada por riachos e terrenos acidentados.

Apesar das dificuldades, fazíamos tudo isso com aquela alegria, própria de criança.

A escola funcionava com as três séries iniciais, com aproximadamente cinqüenta alunos, e todos estes compartilhavam a mesma sala e professora.

As disciplinas eram: português, matemática, literatura e ciências. Entre tantas poesias que os alunos decoravam, lembro-me de todas as estrofes dos poemas de Tomaz Antônio Gonzaga e Cecília Meireles.

O poder municipal negava assistência a esta escola. O salário da professora era mantido pelos fazendeiros da região.

O preconceito inconsciente por parte das crianças, dividia os pobres dos mais favorecidos, e tal preconceito era reforçado pela professora, além da rejeição às crianças deficientes e outros problemas de saúde.

O perfil da professora era de uma pessoa recalcada, o método de chamar atenção era bastante agressivo: usava uma vara comprida para intimidar os alunos. Este instrumento falava por ela.

A situação de aprendizagem era de planejamento próprio independente de outra intervenção pedagógica. O objetivo do aprendizado era somente aprender e decorar. Não eram colocados problemas a serem resolvidos pelos alunos. A proposta não era o uso de texto e sim o das palavras soltas.

Aos nove anos, fui obrigada a interromper os estudos pelo fato da inexistência de escolas de quarta série acima, naquela região. Em 1980, fui pra Goiânia – Go. Onde concluí no Curso Supletivo, o primeiro e segundo graus, dos quais adquiri somente as noções básicas de todas as disciplinas e em Catalão, concluí o curso de Magistério em 2002.

Fazendo uma comparação dos métodos e programas de ensino entre os anos de 1966 a 2002, vejo que os conteúdos foram evoluindo de acordo com o desenvolvimento histórico e consequentemente surgindo a necessidade de uma escola que alcance as perspectivas desse desenvolvimento.

Lembro-me com clareza da fixação de um desejo: quando criança, sendo alfabetizada lá zona rural, eu, a noite olhava pra as estrelas e desejosamente dizia: um dia olharei para vocês de um pátio de uma universidade. E hoje, trinta anos depois, daqui do Campus de Catalão, olho para as mesmas estrelas e digo: Aqui estou!

Escolarização de Marcêtelly

A minha historia escolar não possui diferença em relação à maioria das crianças brasileiras, principalmente considerando um país socialmente desigual, compreendendo também a escolarização do individuo, ou seja, matriculei numa instituição pública ao sete anos e permanecendo nela nos dois primeiros anos do ensino inicial, já que eu mudei de Catalão para outra cidade por questões pessoais da família, onde o método de ensino também na primeira instituição será igual, tendo como principio a educação moral, hábitos de higiene e assim sucessivamente.

O ensinamento na nova instituição onde eu ingressei está pautada nos valores culturais tanto nacional quanto regional, como por exemplo: apresentação de cantigas, teatros, danças e outros, mas que não teve uma grande influencia o desenvolvimento da aprendizagem pelo fato dos educadores possuir formação insuficiente para transformar em benefícios.

Após três anos nesta mesma escola e na mesma cidade, retornei para catalão, estudando numa instituição de ensino perto da residência da minha família, ficando somente por um ano letivo, nela não teve nada de importante no modelo de aprendizagem empregada, pelo contrário, lá possui a utilização somente do quadro e giz.

Agora nós mudamos e instalamos numa casa que fica mais perto ainda da escola, onde o meu pai teve a possibilidade de acompanhar minha vida escolar com mais freqüência, permanecendo até o fim do ensino fundamental compreendendo da 5ª à 8º serie, pelo fato da nova lei de municipalização, onde o município abrange o ensino inicial até o fundamental.

O ensino médio que é responsabilidade do Governo Estadual, mas não terá variação no método de ensino empregado na instituição ou melhor ainda, apesar da divisão dos ensinos de acordo com a série a pedagogia empregada sofrerá poucos benefícios tanto para os professores quanto para os alunos, mas a eleição nas escolas estaduais é um ponto positivo, pelo fato de ser escolhido pelos alunos, professores, funcionários e pais, a direção escolar, deixando de lado a indicação pela secretária estadual de educação.

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