Mulheres em Pedaços ou Pedaços de Mulheres: uma vida singular!
Filed Under Memória e Educação | Posted on Março 19, 2010
Mulheres em Pedaços ou Pedaços de Mulheres: uma vida singular!
Recebi um EMAIL da Tatiana* divulgando um trabalho que ela e uma colega estão fazendo. Achei interessante e disponibilizei espaço aqui no Blog para a divulgação. Vejam abaixo e participem!
A vida cotidiana passa por entre trabalhos, amores, inconstâncias, conhecimentos novos, músicas e tudo mais que seja capaz de compô-la de forma singular. Imaginem entre todas as possibilidades criativas que a vida proporciona: como se pode configurar a vida de uma mulher entre todos os desafios e situações inusitadas que possam lhe surgir? Quais os movimentos internos que contribuem para que estas mulheres se tornem o que são? O que trazem estas mulheres em suas memórias, que oscilam entre as sombras e as luzes de um passado, nem sempre tão distante?
Como pesquisadora a partir das Histórias de Vida e (Auto) Biografia, faço estas e outras tantas perguntas a mim mesma, enquanto sujeito em metamorfose constante, mas, principalmente, como uma mulher em busca de si, de suas próprias compreensões. Com este propósito, eu e minha colega Cláudia Flores, doutoranda da Faculdade de Educação da PUCRS, que trabalha belissimamente as questões do feminino, decidimos unir nossas memórias, criações e imaginários com os de outras tantas mulheres, que de certa forma foram e são capazes de viver plenamente suas próprias histórias, sem medo de acertar ou errar. Mas… Viver a plenitude de sua felicidade sob a luz de suas escolhas. Pensamos em publicar um livro trazendo relatos de mulheres com histórias singulares de vida, com contradições, com desafetos, com amores excessivos, com conquistas, com sucessos e tudo mais que as páginas deste trabalho suportar, se tratando de Histórias de Vida.
Se vocês conhecem histórias interessantes do cotidiano de mulheres singulares, mande para nós. Entraremos em contato com os colaboradores, pois todas as histórias podem contribuir para a criação de uma linda “colcha de retalhos”.
*Tatiana Spindola Hossein
Bolsista PIBIC/CNPq/GRUPRODOCI/FACED/PUCRS
Contato: thatyspiho@gmail.com
Nós Que Aqui Estamos, Por Vós Esperamos
Filed Under Cinema | Posted on Fevereiro 4, 2010
Nós Que Aqui Estamos, Por Vós Esperamos
Na abertura, vemos escrito: “O Historiador é o Rei, Freud a Rainha”. Trata-se do filme “Nós que aqui estamos, por vós Esperamos”, uma memória do breve século XX. Memória tirada de acervos de imagens que toma o século XX pelas memórias individuais: “pequenas histórias, grandes personagens; pequenos personagens, grandes histórias”.
Sem diálogos ou narrativa oral, o filme compõe-se de imagens, legendas e trilha sonora. Como se a memória do século XX fosse pintada nas cores do filme mudo musicado.
Abaixo, os vídeos do Youtube que o telespectador pode assistir. Eu destaquei apenas o primeiro, mas o leitor pode ver que logo abaixo há a indicação dos outros*.
Nós Que Aqui Estamos, Por Vós Esperamos - PARTE 1
Parte 1 - http://www.youtube.com/watch?v=Lwl_CdjW3sw
Parte 2 - http://www.youtube.com/watch?v=1zHSqCv6vVI
Parte 3 - http://www.youtube.com/watch?v=1gX5s-LE5u8
Parte 4 – http://www.youtube.com/watch?v=U-2q7l2c8xY
Parte 5 - http://www.youtube.com/watch?v=sopz0RBKMlk
Parte 6 - http://www.youtube.com/watch?v=F9O9pw3pICs
Parte 7 - http://www.youtube.com/watch?v=aC3MInxKCns
Parte 8 - http://www.youtube.com/watch?v=O9NfEZ8dRVw
* Para quem quiser fazer downloud, basta acessar o Blog Almas corsárias, pelo link
Aqui
Videogames Tem História
Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Agosto 28, 2009
Videogames Tem História
Meu filho, na idade de 10 anos, tem um assunto, digamos, quase que exclusivo: videogames. Para bater um papo mais longo e agradável com ele e seus amigos basta puxar o assunto dos jogos eletrônicos que a conversa rola horas e horas. E, claro, esse atrativo não se restringe às crianças, pois, nós, adultos, também nos interessamos por estes jogos. Nas últimas férias escolares, passei tardes inteiras aprendendo a jogar futebol no videogame.
Mas de onde vem esta prática cultural?
Descobri uma origem: o Spacewar, lançado por estudantes do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) em 1968, foi o precursor dos jogos para videogame.
Tenho lido artigos interessantes, que não recordo agora a fonte, indicando videogames para o uso cotidiano em sala de aula. Eu penso que esta é uma tendência forte no futuro da educação. Imaginemos estudar biologia, história, geografia, matemática utilizando imagens, sons, jogos que despertam grandes motivações. Na holanda, utilizaram o jogo eletrônico no combate à gripe suína. Veja Aqui.
Vi, por curiosidade de internauta, uma matéria relacionando o uso de videogames com a diminuição do peso. Veja Aqui.
Veja matéria completa sobre a história dos Videogames Aqui:
Boa Leitura!
I Congresso Internacional de História Do Sudeste Goiano
Filed Under Eventos | Posted on Agosto 7, 2009
I Congresso Internacional de História Do Sudeste Goiano
O I Congresso Internacional de História do Sudeste Goiano, IX Simpósio
de História de Catalão e Encontro do PEM (Programa de Estudos
Medievais) - UFG, História e Estudos Medievais, promovidos pela UFG -
CAC, PEM-UFG e UEG, ocorrerá entre os dias
2009, no Campus Catalão - UFG. Inscrições pelo site:
www.historiacatalaoeventos.com.br.
Maiores informações: Curso de História - Fone: 64-34411509, ou pelo E-mail:
icongressointernacionalufgcac@gmail.com
Apresentação De Trabalhos Na Disciplina História Da Educação
Filed Under Historia da Educação 2007 | Posted on Junho 27, 2009
Apresentação De Trabalhos Na Disciplina História Da Educação
No último dia 26 de junho, as alunas da Disciplina História da Educação (Curso de Pedagogia, UFG – Catalão-GO) apresentaram o resultado do Estudo dirigido intitulado: “As idéias pedagógicas no Brasil entre 1759 e 1932: coexistência entre as vertentes religiosa e leiga da Pedagogia tradicional”, texto do Demerval Saviani*. A idéia do Estudo Dirigido foi dividir a turma em 9 grupos, propondo, aos mesmos, uma pesquisa básica, contextualizando o período histórico compreendido como Brasil Colônia, Império e início da República. Os temas propostos foram:
• Riquezas do Brasil colônia
• A escravização: índios e negros
• O conflito entre Colônia e Metrópole
• Fé e Razão
• O Marques de Pombal e o despotismo esclarecido
• Professores e aulas régias
• As instituições escolares
• Os métodos de ensino
• As reformas educacionais
O julgamento do trabalho foi dividido da seguinte forma: 50% da nota, que foi a apresentação, ficaram por conta das alunas avaliarem as colegas. Os outros 50% serão a avaliação do texto impresso entregue ao professor.
No final, fizemos um breve comentário. Primeiramente, sobre o nervosismo da turma. Eu disse que isto era normal, ou seja, tremer as pernas, ter dor de barriga e que na maioria das vezes acontece com todos os professores. Eu, inclusive, já ouvi isto de professores quando fazia o doutorado, e, sem sombra de dúvidas, fico também, se não nervoso, apreensível toda vez que estou para iniciar um novo curso, com uma nova turma.
Chamei a atenção para o fato de que ao se apresentar um trabalho não basta ler, seja no papel, no Retro Projetor ou na imagem projetada no Data Show. O argumento é que ao se apresentar um trabalho, uma idéia o(a) apresentador(a) está sendo um(a) mensageiro(a), alguém que é portador(a) de uma mensagem e que portanto tem que cativar quem o(a) está ouvindo. Despertar o interesse, mostrando domínio de conteúdo, versatilidade de movimentos, gestos ao falar, enfim, faz-se aproximadamente um show. No bom sentido do termo, pois eu já vi pessoas fazerem piruetas e não apresentarem nada de interessante, como já vi também pessoas de bom conteúdo conferindo palestras difíceis de engolir. Afinal, não é todo dia que estamos dando chute e marcando gol. Mas o importante é não fazer qualquer coisa, de qualquer jeito. E isto foi muito comum nas apresentações.
Eu não tenho o hábito de praticar estas estratégias de aula, quais sejam, os seminários apresentados por alunos(as) na graduação. Um dos motivos é este: os alunos ficam atordoados com o nervosismo e imaginam, principalmente nos primeiros anos, que o importante é falar, mesmo que seja qualquer coisa. Como se a fala fosse pontinhos que eles iriam ganhando, cada vez que se pronunciassem independente da forma. Ora, falar é algo que está diretamente relacionado com a forma, postura. É uma arte. Mas, nos últimos anos, venho percebendo que se os alunos e alunas não passarem por estes momentos difíceis e nós não os presenciamos praticando a oratória, nós pouco podemos contribuir para seu aperfeiçoamento. E não se trata apenas de avaliá-los(as). Fazemos com isto uma necessária auto avaliação.
Isto nos leva a pensar também sobre a formação que oferecemos na Universidade. Vou colocar o problema apenas como indício de suspeição, pois ainda não analisei o problema detalhadamente. Trata-se de imaginar sobre a Educação Integral. Com o crescimento das tecnologias da informação, a meu ver, há uma necessidade do aluno dedicar mais tempo com seus estudos e pesquisas pessoais e aproveitar de forma mais intensiva os momentos que nós chamamos de aula. Alunos e professores bem preparados para este momento especial que é a aula é como ver uma partida de sinuca bem disputada. Por outro lado, quando os textos não são lidos, ou o professor não prepara a sua aula, nada acontece, o tempo é perdido, as bolas, da sinuca, não são encaçapadas, não se faz gol.
Para fazer o debate responsável das idéias, tendo em vista a formação do cidadão, da pessoa educada nos “valores da solidariedade humana e respeito pela paz” (chamo a atenção para os dois textos que o Saramago escreveu recentemente no seu blog: Formação 1 e Formação 2) o vínculo entre uma aula/seminário e a perspectiva de tornar o aluno cidadão com estas práticas deveria ser mais estreito possível. Será que estamos no caminho?
Abaixo, algumas fotos da turma.
* SAVIANI, Dermeval. História das idéias pedagógicas no Brasil. 2 ed. rev. ampl. Campinas, SP: Autores Associados, 2008.
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