Formação de Professor|Cultura Educacional |Educação E Blog

No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

Atrás Das Cortinas: Sinal Dos Tempos

Filed Under Cinema | Posted on Agosto 9, 2009


Atrás Das Cortinas: Sinal Dos Tempos

Segundo a Wikipedia, Zeitgeist significa “espírito de época, espírito do tempo ou sinal dos tempos. O Zeitgeist significa, em suma, o conjunto do clima intelectual e cultural do mundo, numa certa época, ou as características genéricas de um determinado período de tempo”.

Ao assistir ao filme abaixo fiquei imaginando este “espírito de época”. Principalmente, os poderes do Estado (executivo, legislativo e judiciário) e dito quarto poder, a mídia. Lembrei-me, recentemente, que assisti ou li em algum lugar sobre pessoas que não acreditam que o homem pisou na Lua, que isto seria uma armação (eu já publiquei Aqui alguns comentários sobre o poder da mídia). Isto levaria a pensar numa teoria da conspiração, onde certos conspiradores produzem a história através de planos secretos, levando à ascensão e queda de governos, nações e civilizações.

O filme Zeitgeist nos leva a estas interrogações. Assisti-lo não se trata de encontrar respostas, mas de ficar intrigado com outras e tantas indagações sobre o “espírito da época”.

Obs. Para quem não está habituado a assistir filme no computador, sugiro clicar no PLAY, depois em pausa e deixar carregar. Bom Filme!

Zeitgeist – Official Release (Portuguese)

Veja também por aqui: http://video.google.com/videoplay?docid=-1437724226641382024&hl=pt-BR

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Livros Para Downloud

Filed Under Livros | Posted on Agosto 5, 2009



Livros Para Downloud

 

 

Hoje, navegando em busca de uma indicação de livro, feita ontem por uma colega de trabalho, “O Clube do Filme”, de David Guilmer, encontrei alguns sites que pareceram ser interessantes serem divulgados aqui no Blog. Claro que não os conhecia ainda e isto sempre acontece quando a gente se aventura por algumas procuras pelo mundo digital. Eu, particularmente gosto disso, fico, vez ou outra, surpreso, tanto positivo quanto negativamente, com o que encontro. Mas isto é para mim uma aventura praticamente normal nesta cultura digital que se espelha pelos oceanos urbanos. Há muito que se ler e mais ainda o que selecionar. O desafio é de qualquer leitor que se aventure a lançar os olhos nas páginas eletrônicas e buscar, pelos parâmetros do seu próprio gosto, uma leitura o que agrade.

 

Segue, abaixo, algumas sugestões de onde encontrar livros digitalizados:

 

No site da Brasiliana USP há mais de 3000 livros para Downloud.

 

E no Catraca Livre vi uma matéria: Melhores Sites para baixar livro

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Uma Visão Sobre A Fome No Mundo

Filed Under Cinema | Posted on Julho 29, 2009

Uma Visão Sobre A Fome No Mundo

Em 2006, no 56º Festival Internacional de Cinema, alguns cineastas foram convidados para uma competição sobre fome, sabor e comida. Vejam o filme ganhador abaixo: Chicken a la Carte.

View this movie at cultureunplugged.com

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Corpo, Gênero E Cinema

Filed Under Cinema | Posted on Julho 3, 2009


Corpo, Gênero E Cinema

 

 

a-ultima-danca.jpgO Projeto “Vamos ao Cinema” (UFG-Catalão) apresentou ontem, dia 02 de julho, o filme A última Dança*, coordenado pela professora Dra. Andréia Cristina Peixoto Ferreira e pela sua aluna, Andréia Felipe. A exibição, segundo as coordenadoras, fazia parte de um projeto de pesquisa intitulado: “Dança, Gênero e Experiências Estéticas na Linguagem Contemporânea”. Ao público, foi distribuído um questionário (abaixo), solicitando e indicando que as respostas iriam compor o quadro de dados coletados para a pesquisa referida acima.

 

Questionário:

 

Comente o roteiro do filme “A Última Dança”, buscando mostrar suas impressões sobre esse enredo, especialmente, no que se refere aos seguintes aspectos:

a)     Como os homens e as mulheres expressam suas atitudes e emoções ao se movimentarem nas coreografias de dança moderna/contemporânea expostas no filme?

b)     Há diferenças de posturas e posicionamentos entre os homens e as mulheres que dançam?

c)     Como você percebe a dança entre homens (dançando juntos) e entre mulheres (dançando juntas) neste filme?

d)     O enredo do filme ajuda a refletir sobre padrões, estereótipos, preconceitos, tabus em torno do corpo masculino e feminino que dança?

 

O meu objetivo aqui é dar a minha colaboração e disponibilizar a outros leitores do Blog, que já viram o filme, a oportunidade de estarem também respondendo a estas questões, nos comentários abaixo.

 

De maneira geral, eu penso que o que o filme ganha em termos de dança, se sobrepõe ao que tem de fraco, em termos de representação cênica. O roteiro busca contar uma história amorosa que é representada na arte de dançar. O movimento tanto de homens quanto de mulheres, dançando, são vistosos, agradáveis e emocionantes.

 

O fato de geralmente o balé ser visto, pelo senso comum, como uma arte onde se tem a presença maciça de Gays, não é muito explorado no filme. Ao contrário, o filme foca na realidade amorosa entre um bailarino e uma bailarina e como seus sentimentos evoluem, se modificam e são expressos nos seus movimentos, tanto no palco, quanto na rua.

 

Esta questão da delicadeza do movimento, do levantar os braços, as pernas, as mãos, estarem associadas a uma postura afeminada, o que estaria, portanto, longe de posturas robustas, do macho, mexe, realmente, com o imaginário masculino social. Afinal, homem, para ser um bailarino tem que ser um Gay? Eu penso que não. E não vejo nenhum problema também dele ser um Gay. O que realmente conta é como ele/ela expõe seus sentimentos na arte da dança. E isto esta questão é tocada no filme, ou seja, dançar está associado à produção de significados. E esta produção passa necessariamente pelo campo dos sentimentos, de como queima a paixão de quem dança pela representação que produz.

 

Indago também da relação entre o(a) professor(a) e o(a) bailarino(a). No caso do Ensino Fundamental, e talvez da Educação Escolar em geral, a grande presença feminina é um dado importante a se considerar. Ministrar uma aula poderia ser comparado a bailar? Creio que sim. A expressão corporal, os movimentos, a fala pausada, ou não, do(a) professor(a) em sala de aula pode ser indicado como um balé. Um balé do conhecimento, onde é ímpar a importância de quem está dançando (dando aula). E gênero masculino/feminino é um fator a se considerar na produção desta cultura escolar.

 

Agradeço o convite a assistir ao filme e espero ter colaborado!

 

* Veja aqui Sinopse do Filme

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O Olhar Da Criança E O Cinema

Filed Under Cinema | Posted on Fevereiro 14, 2008

o-garoto2.jpg

Navegando no mundo dos Blogs Educativos, posei no Blog Discurso citado, da Lilian Starobinas, onde encontrei referência a um post intitulado: “seduções da criança como narrador no cinema”.

Na verdade é uma referência a outro post “Filmes com criança: a culpa é dos adultos, esses adultos….”, do Blog da Lulu.

Muito sedutora a análise sobre filmes com crianças. Recomendo principalmente aos professores e professoras que se aventuram a pensar o mundo infantil também pelo olhar das câmeras de filmar.

o-garoto.jpg

Um dos filmes ausentes, e que gostaria de incluir na lista, é “O Garoto”, uma comédia dirigida por Charles Chaplin, de 1921.

O drama, o sonho, as risadas e as estripulias no filme não são apenas do garoto e do vagabundo Carlitos, no caso, um vidraceiro ambulante que adota um bebê abandonado em carrinho de luxo. Mas também do olhar da câmera, que confundindo ou não com o nosso olhar, sensibiliza e intervêm com uma perspectiva diferente da do adulto.

Sabe-se que Jackie Coogan, o menino que encenou “O garoto”, tornou-se uma das primeiras personalidades infantis da história. Temos ai um nítido exemplo de como o cinema se apropria da perspectiva/olhar infantil e lança no mercado simbólico a criação de uma estrela (eu li em algum lugar, que o ator mirim chegou a receber honras de príncipe em sua viagem pela Europa para divulgar o filme).

criancasinvisiveis_f_001.jpg

Recentemente participei de uma banca de monografia de final de curso (Curso Pedagogia – UFG – Catalão), da aluna Cristina de Fátima do Nascimento Ponciano, orientada pela professora Selma Martines Peres: “Invisibilidade da infância: uma análise da infância a partir do filme Crianças Invisíveis”. Cristina envereda pela análise da situação da criança na atualidade através deste filme.

criancasinvisiveis_f_003.jpg

 

Este é outro filme (2005) forte. Dividido em 7 curtas, com a participação de 8 diretores, “Crianças invisíveis” traz 7 histórias diferentes de crianças, em lugares diferentes, inclusive uma em São Paulo, Brasil.

Juntando os filmes citados pela Lulu, com estes dois, vejo que há uma contradição, ou talvez uma ambigüidade no enquadramento das perspectivas infantis sob o olhar da câmera do cinema.

Posso, talvez, estar exagerando, mas o cinema tanto inclui quanto exclui a criança.

Deixa eu dar uma respirada e tentar explicar o que estou dizendo.

Não vejo nestas produções apenas exclusão ou inclusão da criança. “Cinema Paradiso”, “O Labirinto do Fauno”, “O Garoto” e “Crianças invisíveis” indicam um paradoxo no trato com a criança. Ora são excluídas, ora são incluídas.

Ou seja, não se trata apenas do que está sendo representado, a realidade em si, exterior à câmera de filmar e olhar dos diretores. Mas como se representa a criança. E neste sentido, o fator propositivo e político do próprio cinema, produzindo perspectivas de mundo.

Ah, isto aqui já está virando análise acadêmica. Virando a página.

 

 

E então, estamos vivendo um excesso de imagens de crianças nas telinhas? Eu penso que sim, e a Lulu está certíssima em atualizar esta reflexão. E acredito também que a televisão tem uma forte contribuição nesta história.

 

Paro por aqui, se não vira projeto de pesquisa…

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