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No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

Cultura Da Violência E A Escola

Filed Under Estudantes | Posted on Junho 5, 2008

Cultura Da Violência E A Escola

Por Joice Mara Silva Prado*

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A violência nas escolas é tema de discussões no mundo inteiro, já que o problema não ocorre apenas em bairros ou países pobres e periféricos. O fenômeno da violência se relaciona a um processo social amplo e complexo.

Uma realidade extremamente forte que permeia nossa sociedade é o desenvolvimento de uma “cultura da violência”, que se alastra e favorece todo um processo de banalização de diferentes formas de violência. No caso Brasileiro, é possível afirmar uma cultura marcada pela violência que acompanha toda sua história, multiplicando-se, ao longo do tempo, as formas de autoritarismo, exclusão, discriminação e repressão.

A violência está aumentando cada vez com mais força nas escolas não somente do ponto de vista quantitativo como também qualitativo. Hoje ela apresenta grande diversificação e em muitos casos cresce em intensidade.

No entanto, inúmeras pesquisas no âmbito da educação têm mostrado que muitas vezes existe uma grande distância entre a cultura escolar e a cultura social de referência dos alunos e alunas, podendo este fato ser também fonte de violência, ou seja, daquela presente nas práticas especificamente escolares, como nos modos de conceber a avaliação e a disciplina.

Os tipos de violência que estão mais presentes no dia-a-dia da escola são as ameaças e agressões verbais entre os alunos e alunas e entre estes e os adultos. Há também as agressões físicas, algumas com graves conseqüências. Outra questão muito presente na configuração da problemática das manifestações da violência no universo escolar é a violência familiar. Esta triste realidade é muito mais presente no cotidiano das crianças do que em geral se crê, tendo uma multiplicidade de variáveis como fatores explicativos.

A violência urbana, a violência familiar e a vida escolar dos alunos estão relacionadas às condições de vida-moradia, saúde, trabalho e etc. Além disso, É inegável ainda a presença do estresse da vida nas grandes cidades e os conflitos da dinâmica familiar.

Sabemos que a escola é parte da sociedade, e no nosso caso essa sociedade tem-se embrutecido de forma espantosa. O roubo, o tráfico, a corrupção, o desrespeito e o preconceito levam a atos violentos e criminosos. Para recompor valores deteriorados e conseguir preparar os jovens para a vida, a escola não pode ignorar a violência em suas próprias práticas e precisa trazer as questões do mundo para a sala de aula. Para combater a violência, a escola tem de analisar a forma como é exercido o seu controle, tem que se organizar pedagogicamente, para conseguir deter a violência não só interior, mas também exterior. A violência surge em contextos e em situações bem conhecidos. Torna-se uma intervenção educativa, não só dirigida aos jovens, mas a todos os cidadãos, pois todos, enquanto sociedade global, nós somos culpados e deveremos ser chamados a intervir para contribuirmos para uma sociedade mais justa e igualitária.

Através de todo este contexto devemos refletir se algumas questões estão sendo praticadas no nosso meio social. As famílias têm assumido o seu papel na formação de seus filhos? A escola oferece palestras e cursos sobre o tema da violência? Esses eventos têm contado com a participação da família e da comunidade? As expressões dos alunos sobre as mais variadas situações têm sido incentivadas?

*Aluna do Curso de Pedagogia, Universidade Federal de Goiás - Campus Catalão.

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Brincadeiras E Jogos Cooperativos

Filed Under Estudantes | Posted on Maio 10, 2008

Brincadeiras E Jogos Cooperativos

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Por Avelina Oliveira*

Os jogos e brincadeiras são práticas muito antigas que assumiram uma função educativa. Os gregos, na antiguidade, já consideravam de grande importância os esportes em geral como elemento fundamental na construção do homem. Os jogos auxiliam no desenvolvimento de habilidades físicas e mentais. Na cultura competitiva e individualista que nós vivemos os jogos e brincadeiras, reflexo dessa sociedade, enaltecem o resultado colocando a vitória como prêmio do sucesso individual.

Por eles serem importantes elementos na difusão de valores de uma sociedade, cabe à escola trabalhar em sentido contrário para os jogos e brincadeiras funcionarem a favor da construção de uma sociedade mais solidária. É esse o objetivo dos chamados “jogos cooperativos”.

Profissionais como Terry Orlick, (apud, BARRETO) considerado um pioneiro dos jogos cooperativos, tinha objetivo de desenvolver brincadeiras cujo resultado não se desse sempre nos termos do binômio vencedor/perdedor. Assim os jogos cooperativos buscam promover experiências reais de cooperação.

Segundo BARRETO1 recuperar o papel socializador dos jogos e brincadeiras nas escolas pode ser uma opção para propiciar novas formas de relações sociais, principalmente junto a crianças, na luta contra a exclusão social. Segundo definição do Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Cooperativismo) cooperação é a união de pessoas voltadas para um objetivo comum, visando alcançar os objetivos propostos. Busca a correção de desníveis e injustiças sociais com a repartição harmoniosa de bens e valores.

Neste sentido Terry Orlick relaciona as principais características do jogo cooperativo, comparando-o aos jogos competitivos a fim de salientar as diferenças e as vantagens deste primeiro, por ele defendido.

Jogo competitivo: divertido para alguns, alguns se sentem perdedores, alguns são excluídos por falta de habilidade, estimula a desconfiança e o egoísmo, cria barreiras entre as pessoas. Os perdedores saem e observam, estimula o individualismo e o desejo que o outro sofra. Nestes jogos é nítida a exclusão social, alguns sobressairão e a maioria será considerada perdedora.

Jogo cooperativo: divertido para todos, todos se sentem ganhadores. Todos se envolvem de acordo com as habilidades; estimula o compartilhar e confiar; cria pontes entre as pessoas; os jogadores ficam juntos e desenvolvem suas capacidades; ensina a ter senso de unidade e solidariedade; desenvolvem e reforçam os conceitos de nível AUTO (auto-estima, auto-aceitação); fortalece a perseverar frente às dificuldades; todos encontram um caminho para crescer e desenvolver. Desta forma não há exclusão, cada um auxilia com suas possibilidades para o grupo obter sucesso.

O jogo competitivo muitas vezes é defendido como sendo importante na preparação para se sobressair no mundo atual, individualista e competitivo. Porém, poucos se encaixam nos parâmetros exigidos e a maioria é excluída, uma vez que segundo pesquisas a competição diminui a auto-estima e aumenta o medo de falhar, reduzindo a expressão de capacidades. Em dinâmica contrária, o jogo cooperativo desenvolve e eleva a auto-estima e conseqüentemente as capacidades de cada um.

É função do educador, analisar as vantagens oferecidas por qualquer prática a ele apresentada e decidir quanto a sua utilização ou não. Não é tarefa fácil, exige dedicação no estudo e pesquisa. Porém, enquanto educadores, nós devemos pensar nas conseqüências de nossos atos, no que queremos construir junto a nossos alunos. Aqui especificamente falando de jogos cooperativos, lembrar as possibilidades de promover uma sociedade mais cooperativa.

1 – O autor André Valente de Barros Barreto é cientista social, mestre em ciência política, doutorando em psicologia clínica, é professor do curso de Relações Internacionais da Unopec Indaiatuba e membro do Núcleo de Cultura da Cooperação (NuCC).

BIBLIOGRAFIA
http://www.unopec.com.br/revistaintellectus/_Arquivos/Jan_Jul_04/PDF/Artigo_Andre.pdf - acesso: dia 23 de abril de 2008.
http://www.jogoscooperativos.com.br/entendendo_os_jogos.htm Revista Jogos Cooperativos por Mônica Teixeira acesso dia 06 de maio de 2008.

*Aluna do Curso de Pedagogia – Universidade Federal de Goiás – Campus Catalão

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Sobre A Educação Na Finlândia E No Brasil

Filed Under Estudantes | Posted on Abril 17, 2008

Sobre A Educação Na Finlândia E No Brasil

Por Lorena Martins Sousa*

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Ao ler a revista veja do dia 22/02/2008, eu deparei com uma reportagem muito interessante, que tratava sobre a Educação na Finlândia, considerada como a melhor do mundo. Quem imaginava!

Pois é, a Finlândia lidera o ranking de Pisa, reconhecida como a mais abrangente avaliação internacional de educação, feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

É importante ressaltar que para o sistema educacional da Finlândia chegar ao primeiro lugar, este passou por diversas mudanças, desde 1970, ou seja, para chegar no 1° lugar foram três décadas.

Na Finlândia o sistema educacional é muito bem estruturado, em relação à avaliação dos alunos. É importante ressaltar que são os professores os responsáveis por esta área, pois cabe a eles identificar os problemas existentes, tentar encontrar soluções e por fim analisar os resultados obtidos.

Os professores são bem valorizados e são muito bem pagos; esta profissão é a mais concorrida do país. Eles têm uma ampla formação e possui vários conhecimentos como: música, arte, ética, ecologia, economia doméstica e sabem também duas línguas estrangeiras. Os professores na maioria dos cargos são obrigados a ter mestrado para exercer suas funções.

O sistema é descentralizado, a Escola escolhe como deve agir com seus alunos de acordo com suas particularidades. Os professores junto com a direção avaliam, e em seguida passam os resultados dos alunos para a secretaria geral da educação. Os alunos que têm o menor desempenho têm tratamento diferenciado, com aulas de reforço, e é por isso que quase não existem repetentes. Todas as escolas públicas têm material escolar, refeição e transporte gratuitos para os alunos.

O Brasil está com um Plano de Desenvolvimento da Educação em andamento, que foi colocado no segundo semestre do ano passado e já saiu metas para cada prefeitura, que deverão assumir seus compromissos, disse o ministro da educação Fernando Haddad na radio nacional AM dia 22 março de 2007. Quem sabe o sistema de educação da Finlândia não possa ser um bom exemplo para o Brasil levar em consideração, já que está começando agora?

A Finlândia, que tinha a mão-de-obra barata e só tinha exportação de matérias primas, hoje com uma educação de qualidade e gratuito para todos, tem uma economia mais estabilizada. A empresa Nokia é um bom exemplo de sucesso do país.

Penso que para o Brasil se desenvolver, o Estado deveria investir mais nas escolas públicas, na melhoria da infra-estrutura escolar e principalmente pagar, ou ter uma política mais forte de melhoria salarial dos professores. Vejo muito, escrito por aí, que o Brasil é o país do futuro. Ora, como possa ser um país do futuro, se não investe maciçamente na Educação?

* Aluna do Curso de Pedagogia, Universidade Federal de Goiás - Campus Catalão

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A Era Digital E A Geração De Novos Conhecimentos

Filed Under Estudantes | Posted on Abril 15, 2008

A Era Digital E A Geração De Novos Conhecimentos

Por Joice Mara Silva Prado*

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Vivemos em uma nova era: a era digital. As informações, nesta revolução tecnológica, são produzidas e consumidas numa velocidade espantosa. O que caracteriza a atual revolução tecnológica não é a centralidade de conhecimentos e informação, mas sim a aplicação desses para a geração de novos conhecimentos e de processos a serem desenvolvidos obtendo novos domínios em todos os cantos, a uma velocidade altíssima.

As tecnologias de informação e comunicação vêm produzindo uma mudança na forma de pensar. Esta mudança paradigmática do pensamento atinge o processo de aprendizagem. Entretanto, a maior contribuição que a Internet pode proporcionar à Educação diz respeito à mudança de paradigma, impulsionada pelo grande poder de interação que ela propicia.

O mundo virtual é um ambiente de interação fornecendo múltiplas formas e espaços de aprendizagem, espaços nos quais os sujeitos podem interagir e construir conhecimento. Nesse sentido o computador é visto como potencializador do desenvolvimento sócio-cognitivo.

A revolução tecnológica é vista como uma questão ambígua na educação. Alguns, mais pessimistas não querem nem passar perto. Outros, mais otimistas já a estão usando em sala de aula, mesmo não compreendendo todos os aspectos de um computador, mas inserindo o aluno no mundo digital. A educação digital traz novos benefícios à Educação? Ainda não temos tantos dados assim para avaliarmos esta questão.

Porém, isto não quer dizer que nada deva ser feito. Pelo contrário, a qualificação do professores para operarem estas ferramentas, já nos cursos de licenciatura, é uma boa medida para passos futuros.

Os formadores educacionais devem estar adeptos às inovações tecnológicas para se igualar a uma nação digital, pois hoje todos os docentes deveriam pelo menos conhecer o básico de um computador, tornando se alguém que assume uma posição ativa neste fascinante mundo digital. Portanto é importante refletirmos: estamos inserindo os educandos no mundo digital?

*Aluna do Curso de Pedagogia, Universidade Federal de Goiás - Campus Catalão

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Pensando Sobre A Inclusão

Filed Under Estudantes | Posted on Abril 10, 2008

Pensando Sobre A Inclusão

Por Denise Calaça*

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O termo inclusão é utilizado para: inclusão escolar, educacional, educação inclusiva, escola inclusiva, inclusão na educação, social, de deficientes. A inclusão é a nossa capacidade de entender e reconhecer o outro e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com pessoas diferentes de nós. A educação inclusiva acolhe todas as pessoas, sem exceção: o estudante com deficiência física, os que têm problemas mentais, os superdotados, para todas as minorias e para a criança que é discriminada por qualquer outro motivo. A inclusão é estar com, é interagir com o outro e não admitir qualquer tipo de discriminação.

As crianças e jovens com dificuldades especiais, são aquelas que requerem educação especial e serviços específicos de apoio para a realização total do seu potencial humano. Elas podem ser muito diferentes dos outros por terem atraso mental, dificuldades de aprendizagem, desordens emocionais ou comportamentais, incapacidades físicas, problemas de comunicação, autismo, lesões cerebrais, deficiência auditiva, deficiência visual, ou mesmo dotes e talentos especiais, no caso dos superdotados. São exatamente estas diferenças que devem ser levadas em conta, para que eles possam freqüentar a escola comum.

Os diferentes ritmos, comportamentos, experiências, trajetórias pessoais, contextos familiares, valores e níveis de conhecimento de cada criança e do professor imprimem ao cotidiano escolar a possibilidade de troca de repertórios, de visão de mundo, bem como os confrontos e a ajuda mútua, e a conseqüente ampliação das capacidades individuais.

A inclusão traz benefícios para alunos e professores, pois é muito importante para todos nós vivermos a experiência da diferença. Se os estudantes não passam por isso na infância, mais tarde terão dificuldade de vencer o preconceito. A inclusão possibilita aos que são discriminados pela deficiência, pela classe social ou pela cor que, por direito, ocupem o seu espaço na sociedade. Além disso, para nós, professores, o mais importante está em garantir a todos, o direito à educação.

A escola para ser inclusiva, em primeiro lugar tem que ter um bom projeto pedagógico, mudanças arquitetônicas, reorganização dos horários, dos padrões de socialização para acolher a criança com deficiência. A inclusão é mais do que ter rampas e banheiros adaptados. Aos educadores devem ser dados os instrumentos necessários para que eles possam ver todos os alunos, incluindo os alunos com deficiência, com um potencial ilimitado de aprender, pois os alunos precisam de liberdade para aprender do seu modo, de acordo com as suas condições e isso vale para os estudantes com deficiência ou não.

Alguns tipos de alunos (com deficiências sensoriais ou graves problemas de comunicação, por exemplo) requerem o uso de equipamentos ou materiais específicos e não utilizados pela generalidade dos alunos da escola. Assim sendo, a escola deve se adaptar e modificar, no sentido de atender às necessidades de uma grande variedade e diversidade de alunos.

Na área pedagógica, não parece correto ter-se como ponto de referência às deficiências ou incapacidades, mas sim compreender que o que é importante é o ser humano. Tal como a ergonomia já faz no domínio do trabalho - com a adaptação do posto de trabalho à pessoa, às suas habilidades e características individuais. No campo da pedagogia devemos evitar que a deficiência se coloque entre o professor e o aluno, impedindo-nos de ver a pessoa que está por detrás dessa deficiência.

Talvez seja este o momento de se passar da idéia de que “todos devem ter as mesmas oportunidades” para a noção de que “todos deveriam ter oportunidades diferentes” para desenvolver as suas potencialidades e satisfazer as suas necessidades, dadas as nossas diferenças individuais. Fica aí um pensamento para reflexão…

* Aluna do Curso de Pedagogia, UFG – Catalão.

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