Educação Ambiental E Cidadania
Filed Under Estagio | Posted on Novembro 26, 2008
Educação Ambiental E Cidadania*
Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui o trabalho de:
Regiane Viano de Souza (regiane_viano@yahoo.com.br)– Graduanda em Pedagogaia-CAC
Roberta Duarte Martins (robertadmartins@hotmail.com)- Graduanda em Pedagogaia-CAC
Elânia Maria Marques Bergamaschi – Profa. Orientadora
Palavras-chave: Estágio, Educação Ambiental, Consciência, Valorização.
Introdução
Na visão de Selma Garrido Pimenta e Maria Socorro Lucena Lima, o estágio é
identificado como parte prática dos cursos de formação de profissionais em geral, em contraposição à teoria, não é raro ouvir-se dos alunos que concluem seus cursos se referem a estes como “teóricos”, que a profissão se aprende na “prática”, que certos professores e disciplinas são por demais “teóricos”. Que na prática a teoria é outra. (2004, p. 33).
Para tanto, este trabalho é fruto da elaboração e execução do projeto Educação Ambiental: Um Exercício de Cidadania, realizado a partir de observações numa turma de 2º Ciclo-Nível B, da Escola Municipal CAIC São Francisco de Assis. Inicialmente, levantamos as problemáticas de acordo com as necessidades da turma. Notamos a importância de desenvolver um trabalho sobre a Educação Ambiental, observando que os alunos jogavam tudo o que tinham em mãos no pátio, dispensando as latas de lixo. Nosso intuito é levar os alunos a refletirem sobre esse grande problema e que é de repercussão Mundial.
Além disso, presenciamos, durante as observações realizadas, que os alunos encontram a escola limpa, mas no decorrer das aulas e principalmente na hora do recreio os alunos jogam lixo livremente no pátio, nos corredores, enfim, por onde passam. Para tanto, levantamos as seguintes problemáticas: O que fazer e como fazer para que os alunos adquiram consciência e proteção para o Meio Ambiente?
Por sabermos que é uma temática complexa, usamos como subsídios teóricos para a realização do projeto os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) (1998) e nos apoiamos ainda em autores como: Pimenta e Lima (2004), Zeppone (1999).
Nosso objetivo principal foi apresentar as dificuldades com relação ao espaço e ao meio em que vivemos, mostrando aos alunos como valorizar e como cultivar atitudes de proteção e conservação do Meio Ambiente, zelando pelos direitos próprios e alheios a um ambiente bem cuidado, limpo e saudável.
Enfatizamos, ao longo deste nosso projeto, o reconhecimento das necessidades e das oportunidades de atuar de modo gradativo para garantir um Meio Ambiente saudável e, conseqüentemente, garantir uma melhor qualidade de vida.
Por ser a Educação Ambiental um processo que significa e ressignifica todo o processo educativo, enfocaremos os conteúdos trabalhados nas diversas áreas do conhecimento, as metodologias envolvidas, as experiências de aprendizagem, enfim, faremos com que o professor e o aluno busquem juntos, a sistematização das informações vinculadas pela mídia, revistas, jornais, etc., promovendo um amplo conhecimento sobre a temática e, assim, abrir possibilidades para criticar a realidade ambiental em seu modelo atual.
Metodologia
Para a concretização dos trabalhos, foram utilizados vários materiais, como por exemplo, livros, revistas, jornais, textos diversos, filme, cartazes, dinâmicas, oficina, jogos, dentre tantos outros.
Resultados/discussão
Ao longo do desenvolvimento da temática já referida obtemos vários resultados positivos. Pode-se perceber que os alunos têm apresentado interesse e todos têm tido uma boa participação em todas as aulas. Entre os resultados estão as conquistas que notamos a cada aula ministrada, nas quais tornou-se visível o crescimento individual e coletivo de cada aluno. É gratificante para nós ver tal crescimento e saber que nosso objetivo está sendo alcançado. Estamos percebendo que os alunos estão se interessando mais para as questões ambientais e convivendo melhor com os outros.
Conclusões
No decorrer do desenvolvimento do referido projeto, observamos as atitudes dos alunos em diversos momentos em que as atividades eram desenvolvidas e notamos que a turma tem, a cada dia, mostrado interesse em relação às aulas.
A prática da Educação Ambiental se constituiu para nós num elemento importantíssimo no processo de ensino e aprendizagem. Desenvolvemos, ao longo das aulas, diversas atividades teóricas-práticas, como bem lembra Zeppone (1999), ao dar ênfase a textos e oficinas com o reaproveitamento de lixo, que foi trabalhado através de uma oficina de reutilização de garrafas PET em brinquedos e outros artigos. Este trabalho está sendo gratificante para nós, pois tem nos proporcionado um enriquecimento intelectual e profissional bastante proveitoso.
Referências
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais. Meio Ambiente e Saúde. Ensino de 1° a 4° série, Vol. 09. Brasília-DF, 1998.
PIMENTA, Selma Garrido & LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e docência. 3ª ed. São Paulo: Cortez, 2004.
ZEPPONE, Rosemeire Maria Orlando. Educação Ambiental: teoria e práticas escolares. Araraquara: JM, 1999.
*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9
O Corpo Humano Em Números
Filed Under Estagio | Posted on Novembro 25, 2008
O Corpo Humano Em Números*
Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui o trabalho de:
Andréia Miranda da Costa – Graduanda em Pedagogaia-CAC
Cirlândia Rouseline Almeida Costa (cirlandia31@gmail.com) – Graduanda em Pedagogaia-CAC
Elânia Maria Marques Bergamaschi – Profa. Orientadora
Palavras-chave: Corpo Humano; Números; Projeto Interdisciplinar; Crianças.
Introdução
O presente trabalho visa um estudo interdisciplinar, e tem como tema “Trabalhar o Corpo Humano Através da Matemática”. Para tanto, buscamos envolver as Ciências exatas (Matemática), Ciências Naturais (Ciências Biológicas), Arte e Língua Portuguesa numa turma do 2º Ciclo - Nível B (Turma A), do Ensino Fundamental, do Centro de Atenção Integral a Criança e ao Adolescente (CAIC) São Francisco de Assis.
O projeto interdisciplinar “O Corpo Humano em Números” é um meio de interação entre alunos/professores/comunidade. Os projetos interdisciplinares e atividades serão na sua maioria realizadas no âmbito escolar, buscando sempre uma integração para que os alunos possam construir seus conhecimentos tecnológicos com atividades significativas.
O grande desafio então é incorporar e formalizar esses conhecimentos prévios, procurando dar outros significados, ampliando assim o universo de conhecimentos.
Este projeto tem como objetivo principal constituir-se em um modo de aproximação, conhecimento e formação profissional do pedagogo para a atuação com crianças. O trabalho visa proporcionar à criança o contato com as ciências exatas e biológicas através da Matemática e das Ciências Naturais, assim como promover experiências diversas de interação, imaginação, artes, linguagens, brincadeiras para a construção de novos conhecimentos na construção de conceitos acerca do mundo. Promovendo reflexões sobre a importância do trabalho interdisciplinar no Ensino Fundamental a partir do estágio realizado na escola CAIC - São Francisco de Assis.
Enquanto estagiárias do curso de licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal de Goiás, Campus de Catalão, que nos habilita para atuar na educação básica, sabemos que a proposta do curso é formar o pedagogo para atuar na educação Infantil e nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, bem como também na gestão escolar como coordenação e diretoria, por exemplo.
Desse modo, procuramos fazer do nosso estágio uma porta para o aprimoramento de novos conhecimentos e aprendizagens, buscando uma nova forma de trabalhar e integrar uma prática de ensino construída no processo do pensar, do fazer, do sentir e do aprender e Fernando Hernandez, relata com muita clareza o nosso desejo em relação à função que a escola deve exercer. Assim a
[…] função da Escola não é só transmitir ‘conteúdos’, mas também facilitar a construção da subjetividade para as crianças e adolescentes que se socorrem nela, de maneira que tenham estratégias e recursos para interpretar o mundo no qual vivem e chegar a escrever a sua própria história (HERNANDEZ ,1998, p.35).
Estamos proporcionando momentos de diálogo com os alunos para que eles possam perceber que a Ciência da Natureza, a Matemática, a Língua Portuguesa e Arte, também têm suas histórias. Mostraremos, ainda, que os problemas ambientais são problemas relacionados à saúde, envolvendo então a Ecologia e a Biologia. Da mesma forma vivenciamos que a Matemática está presente em todos os aspectos da nossa vida, das mais diferentes formas. Sendo assim, estendemos que é de fundamental relevância o desenvolvimento deste projeto interdisciplinar.
Diante disso, entendemos que as relações entre Ciência, Tecnologia e Sociedade refletem diretamente no ambiente educacional. Portanto, as discussões vivenciadas neste sentido podem levar os educandos a questionar o que:
(…) vê e ouve para a ampliação das explicações acerca dos fenômenos da natureza, para a compreensão e da valoração dos modos de intervir na natureza e de utilizar seus recursos para compreensão dos recursos tecnológicos que realizam essas mediações, para reflexão, para questões éticas entre Ciência, Sociedade e Tecnologia (PCN, 1997, p. 24).
Por isso, pretendemos nesse estágio desenvolver um projeto sobre Ciências e Matemática, com o intuito de propiciar às crianças uma melhor compreensão e elaboração de inúmeros novos conhecimentos, como as noções de individualidade do seu corpo, de suas características próprias com toda sua completude, assim como, o funcionamento e os cuidados necessários para uma vida saudável. Aprimorando os sentidos de associar conhecimentos, participação e transformações dos sujeitos envolvidos nessa prática pedagógica, considerando-nos componentes desse processo de ensino aprendizagem.
As leis matemáticas também estão inseridas no homem. O corpo humano possui certa simetria, ocupa espaço e tem peso; seus membros movem-se de acordo com certas regras. Ele vive no ritmo de sua pulsação, respiração, sono e despertar. Vale uma visita às medidas do corpo, sua geometria, relações entre essas medidas, como por exemplo, nos cânones da beleza.: O homem não se satisfaz com impressões. Desconfia de sua intuição e, não conseguindo explicar a beleza por critérios literários, procurou uma lei matemática que regesse a beleza universal. Foi então que se orientou para as proporções. Se a harmonia não se mede, o mesmo não sucede com a proporção, que é mensurável. A partir desta pôde definir-se um padrão, um módulo que, desde a Antiguidade, serve de medida aos escultores, aos desenhadores, aos arquitetos. Este padrão tem a vantagem de ser universal e de se encontrar, bem entendido, no próprio homem. (MOTTA).
Diante da citação acima podemos perceber que trabalhar com o corpo humano vinculado à Matemática e outras áreas do conhecimento, nos proporcionará a certeza de momentos prazerosos e de ampliação de conhecimento, gerando assim, o crescimento acerca do repertório de mundo de cada indivíduo.
Conclui-se, então, que o presente projeto tem a intenção de problematizar a seguinte premissa: “Como poderá acontecer à ligação do corpo humano em toda sua completude com a Matemática” e as outras áreas do conhecimento, durante as aulas, do 2º Ciclo – Nível B, na escola CAIC?
Este trabalho será muito importante para nós, pois possibilitará o contato com a realidade do dia-a-dia de uma escola municipal de Ensino Fundamental e, também, a oportunidade de desenvolvermos ações que são necessárias e são à base do nosso trabalho de futuras educadoras.
Metodologia
O projeto atende cerca de 30 crianças com idade de
Resultados/discussão
O Projeto vem sendo realizado com êxito. Dessa forma, podemos dizer que o projeto e os planos de aula elaborados por nós, futuros professores, nos oferecem dados importantes que nos permitem analisar a organização da tarefa docente e, também, a concepção a respeito da dimensão pedagógica e, ainda, conhecer o interior da escola pública.
Ainda que este trabalho faça parte de um projeto de estágio em andamento, é possível afirmar que podemos acreditar em uma educação que valorize o ser humano em toda sua amplitude e que está em nossas mãos transformar a educação e buscar um ensino de qualidade.
Conclusão
Portanto, nesse estágio, desenvolvermos um projeto sobre Ciências e Matemática com o intuito de propiciar às crianças uma melhor compreensão e elaboração de inúmeros novos conhecimentos, como as noções de individualidade do seu corpo, de suas características próprias com toda sua completude, assim como, o funcionamento e os cuidados necessários para uma vida saudável. Aprimorando os sentidos de associar conhecimentos, participação e transformações dos sujeitos envolvidos nessa prática pedagógica, considerando-nos componentes desse processo de ensino aprendizagem.
Referências
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ciências Naturais / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997.
HERNÁNDEZ, Fernando; VENTURA, Monteserrat. A organização do currículo por projetos de trabalho: o conhecimento é um caleidoscópio. 5ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
WEIL, P e TOMPAKOW, R. O Corpo Fala. Petrópolis - RJ: Vozes, 1986.
*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9
Viajando No Universo Das Leituras
Filed Under Estagio | Posted on Novembro 25, 2008
Viajando No Universo Das Leituras*
Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui o trabalho de:
Alessandra Cardoso Alencar (
alencassandra@gmail.com) – Graduanda em Pedagogaia-CAC
Elânia Maria Marques Bergamaschi – Profa. Orientadora
Palavras-chave: Literatura; Leitura; Escrita; Ensino.
Introdução
A leitura não só desperta a criança a ter gosto por bons livros e pelo hábito de ler, como, também, contribui para despertar a valorização exata de coisas cotidianas, desenvolverem suas potencialidades, estimular sua curiosidade, inquietar-se por tudo que é novo, ampliar seus horizontes e progredir, como afirma Jolibert (1994).
Diante disso, o nosso problema consiste em saber em que medida os diferentes tipos de experiências lingüísticas que as crianças trazem de casa estimulam a produção de novos conhecimentos e os incentivam nas produções textuais. A auto-estima na escola é de fundamental importância. Desenvolvê-la e preservá-la é uma proposta sempre presente nas instituições de ensino, tanto ao se pensar na sala de aula como um todo, como em cada aluno
Nesta perspectiva, Paulo Freire (2005) afirma que a alfabetização começa em casa com a ajuda dos pais. A criança deve ser curiosa e observar tudo ao seu redor para que seja desenvolvido um maior interesse pelas produções textuais.
Dessa maneira, nosso objetivo se pauta em estimular as crianças a terem contato com a leitura e a escrita de maneira que elas sintam prazer em ler e produzir textos, visando à construção do significado dos textos lidos e não somente a decodificação das palavras, incentivando os alunos ao gosto e a um maior interesse pela leitura e escrita como fonte de aprendizado, informação e recreação.
O papel do professor nesse sentido é contribuir para que a prática de ler e de escrever seja para o aluno um ato de consciência, uma forma de demonstrar seus conhecimentos do mundo adquiridos em signos, um ato de descoberta no caso da leitura e de revelação dessa descoberta, no caso de produção de texto.
Segundo Paulo Freire:
… a leitura do mundo precede a leitura da palavra. Ao ir escrevendo este texto ia “tomando distância” dos diferentes momentos em que o ato de ler se veio dando na minha experiência existencial. Primeiro a “leitura” do mundo, do pequeno mundo em que me movia; depois a leitura da palavra que nem sempre ao longo de minha escolarização foi à leitura da “palavramundo”. (2005, p.12).
Assim, a leitura é marcada pelo conhecimento prévio, que surge do ato de observar tudo a sua volta. Depois que se lê amplia-se a visão de mundo.
Metodologia
Esse projeto está sendo desenvolvido com crianças do 2° Ciclo - Nível ‘B’, com auxílio da professora preceptora Maria Cristina B. Zardini, da Escola Municipal CAIC (Centro de Atendimento Integral a Crianças e Adolescentes) São Francisco de Assis, da rede municipal de ensino de Catalão – GO, localizado na Rua Tenente Coronel João C. Neto, S/N, no Jardim Primavera.
Diante do fato dessa pesquisa se constituir em um estudo de caso descritivo e interpretativo, a partir de nossas observações e da construção do projeto de Estágio: Viajando no Universo das Leituras, elaboramos planos de aulas com intuito de levar em consideração os nossos conhecimentos teóricos, com os gostos e preferências das crianças, visando que elas adquirissem conhecimentos sem perder a satisfação e o gosto pela leitura.
Dessa maneira, para desenvolvimento do projeto nos pautamos em autores como: Braggio (1995), Coelho (2000), Danyluk (1991), Kleiman (1998), Saraiva (2001) e principalmente nos Parâmetros Curriculares Nacionais que constituíram como base de todo nosso trabalho.
Trabalhamos então com leituras e produções de textos de maneira diferente, contando histórias, histórias em quadrinhos, filme, músicas e vários outros tipos de textos, com o intuito de envolver as crianças em nossas aulas para garantir uma melhor aprendizagem e que o nosso trabalho fosse satisfatório.
Resultados/Discussão
É de grande relevância trabalhar a linguagem oral e escrita a fim de proporcionar momentos de aprendizagens significativas e prazerosas com o objetivo de formar leitores conscientes, autônomos e críticos.
Dessa maneira, buscamos através da leitura, proporcionar subsídios aos educandos, para que eles possam saber o que estão lendo, além de poder entender as mensagens dos textos e transmiti-las as pessoas com quem convivem, desenvolvendo assim o espírito crítico do aluno.
Foi possível notar, diante das aulas ministradas, que nem todos os alunos têm interesse em participar das atividades de leitura, muitos por timidez ou até mesmo pelo fato de pouco conhecimento sobre a linguagem escrita, devido à falta de incentivo dos pais.
Diante disso, aulas mais motivadoras foram planejadas, e resultados mais satisfatórios foram alcançados, e assim contribuímos para a conscientização dos alunos sobre a importância do ato de ler.
Conclusões
Para nós, estagiárias, a implementação do referido projeto foi de grande satisfação, pois nos fez perceber a importância de se trabalhar com a linguagem oral e escrita na sala de aula a partir de um planejamento pedagógico direcionado.
Através da implementação desse projeto, conseguimos despertar o interesse e o desenvolvimento do gosto da leitura pela criança, pois a cada aula que se passava era notável a participação cada vez maior dos alunos, quando nos dirigimos a leitura e a produção de textos. Todos queriam participar até mesmo aqueles com mais dificuldades, enquanto alguns entregavam textos escritos outros preferiam relatar oralmente para toda a turma sua produção.
E isso se torna cada vez mais gratificante para nós futuras pedagogas.
Referências
BRAGGIO. Sílvia Lúcia. (Org.). Contribuições da lingüística para a alfabetização. Goiânia: Editora da UFG, 1995.
COELHO. Nibly Novaes. Literatura: Arte Conhecimento e Vida. São Paulo: Petrópolis, 2000 (Série Nova Consciência).
DANYLUK. Oscana Sônia, Alfabetização Matemática: O cotidiano da vida Escolar. 2ª Ed. Caxias do Sul: Educs, 1991.
FREIRE. Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se Completam. 46 ª Ed. São Paulo: Cortez, 2005.
JOLIBERT. Josette e colaboradores. Formando crianças produtoras de textos. 2ª Ed. Porto Alegre: Artmed, 1994.
KLEIMAN. Ângela. Oficina de Leitura: Teoria e Prática. 6ª Ed. Campinas-SP: Pontes, 1998.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais/ Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria do Ensino Fundamental. – Brasília MEC/SEF, 1996. Língua Portuguesa.
SARAIVA. Juracy Assann. Literatura e Alfabetização: Do plano do choro ao Plano da ação. Porto Alegre: Artmed, 2001.
*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9
O Ensino De Ciências Naturais Nos Anos Iniciais Do Ensino Fundamental
Filed Under Estagio | Posted on Outubro 27, 2008
O Ensino De Ciências Naturais Nos Anos Iniciais Do Ensino Fundamental
Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui (resumo elaborado no começo de novembro de 2008) o trabalho de:
Juliana Ferreira Santos - Graduanda de Pedagogia-CAC/UFG
Françoise de Mesquita - Professora Orientadora
Palavras-chave: Ciências Naturais, Ensino-aprendizagem, Aprendizagem Significativa.
A importância do ensino de Ciências é reconhecida por pesquisadores da área, em todo o mundo e há uma concordância relativa à inclusão de temas relacionados à Ciência e à Tecnologia nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Apesar da convergência de opiniões e de sua incorporação pelas propostas curriculares e planejamentos escolares, ainda, hoje em dia, o aluno sai da escola com conhecimentos científicos insuficientes para compreender o mundo que a cerca.
Diante de tal fato, podem ser formuladas questões como: Qual é, afinal, a importância dos conhecimentos científicos para a vida do aluno? Quais aspectos devem ser enfatizados ao se ensinar Ciências Naturais? Quais as demandas da sociedade em decorrência do desenvolvimento científico e tecnológico? Como as pessoas e as escolas deveriam agir perante o amplo desenvolvimento da ciência e da técnica?
Considerando que a Ciência e a Tecnologia desempenham um papel importante na escola elementar, em
Segundo Fracalanza (1986 pp. 26-27),
O ensino de ciências nos anos iniciais, entre outros aspectos, deve contribuir para o domínio das técnicas de leitura e escrita; permitir o aprendizado dos conceitos básicos das ciências naturais e da aplicação dos princípios aprendidos a situações práticas; possibilitar a compreensão das relações entre a ciência e a sociedade e dos mecanismos de produção e apropriação dos conhecimentos científicos e tecnológicos; garantir a transmissão e a sistematização dos saberes e da cultura regional e local.
Ainda de acordo com Fracalanza (1986), O ensino de Ciências nos Anos Iniciais deve propiciar a todos os alunos, futuros cidadãos, os conhecimentos e oportunidades de desenvolvimento de capacidades necessárias para se orientarem nesta sociedade complexa, compreendendo o que se passa a sua volta, aprendendo a tomar posição diante das situações.
Ademais, é no âmbito dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, que a criança aprimora, constrói e reconstrói seus conceitos e apreende de modo significativo sobre o ambiente que a rodeia, através da apropriação e compreensão dos significados apresentados no processo de ensino das Ciências Naturais.
Logo, o professor tem que trabalhar estas questões, respeitando a faixa etária, o ritmo e o estilo de aprendizagem do aluno. Por isso é que no processo de formação do professor, as práticas de estágio constituem o campo de conhecimento que promovem a interação entre os cursos de formação profissional (estagiários da área de pedagogia) e o campo social no qual serão desenvolvidas as práticas educativas (escola-campo). Tais práticas são problematizadas em nosso projeto intitulado “O Ensino de Ciências Naturais nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental”, que está em fase de implementação em uma turma de 1º ano do Ensino Fundamental, de uma escola estadual em Catalão, com um grupo de 22 alunos freqüentes, com média de idade entre 6 e 8 anos.
O projeto tem como objetivo geral, despertar a motivação e interesse dos alunos, acerca dos conteúdos e conhecimentos da disciplina de Ciências, mostrando a eles os fenômenos naturais relacionados ao seu cotidiano, trabalhando a partir dos cinco sentidos do Ser Humano. Quanto aos objetivos específicos, propomos estimular a criatividade, a construção do raciocínio lógico e a coordenação motora; proporcionar aos alunos, através das atividades propostas, a oportunidade de perceberem a importância da função de cada órgão dos sentidos, através dos fenômenos relacionados ao corpo humano de forma efetiva, lúdica e significativa para a vida.
A metodologia utilizada é focada na realização de jogos, exercícios práticos, atividades pedagógicas e lúdicas, que visam despertar nos alunos o interesse pelas aulas de Ciências, favorecendo o processo de alfabetização e o desenvolvimento dos alunos. Ao trabalharmos os sentidos, contribuímos para o desenvolvimento da percepção sobre o próprio corpo e sobre o que o aluno é capaz de reconhecer a partir dos cinco elementos básicos que compõem esse sentir o mundo que nos cerca. Nas aulas também são trabalhadas a leitura, dramatização, produção de textos e vivências para experimentações dos cinco sentidos (tato, olfato, paladar, audição e visão).
Como recursos didáticos, utilizamos para trabalhar sobre a visão: o caleidoscópio, o livro de literatura infantil Feito Bicho, (BRIOSCHI, Gabriela 2001); Na abordagem sobre a audição: CD (Reick), materiais diversos para confecção de chocalhos na latinha de refrigerante (areia, pedras, moedas, etc.), papel de seda colorido para os alunos reproduzirem o som de um carro de corrida. Na terceira aula foi utilizado o incenso, caixa de cheiros, contendo saches com: erva – doce, café, canela, cravo, etc., para que os alunos percebessem diferentes tipos de cheiro, inclusive buscando sentir e identificar os cheiros, presentes na sala de aula.
Ainda serão ministradas, posteriormente, mais duas aulas com os temas: tato e paladar. Será utilizado, como recurso didático, a caixa de sensações (com objetos de diversas formas, tamanhos, espessuras e texturas) para trabalharmos, de modo interdisciplinar, as formas, tamanhos e quantidades. Serão utilizadas, frutas variadas para trabalhar os sabores tais como azedo, amargo, doce e salgado, etc., e também a partir das frutas, exploraremos o cheiro, a textura, formato, peso. Ao final desta aula faremos junto com as crianças, uma salada de frutas para degustarmos.
O projeto ainda está em fase de execução, mas já podemos avaliar os resultados parciais obtidos, como satisfatórios. A partir da observação dos alunos, percebemos termos atingido alguns objetivos como o de despertar o interesse, a motivação dos alunos pelas aulas de Ciências.
A partir do presente trabalho, pretendemos fazer uma reflexão sobre os saberes e práticas pedagógicas no processo de ensino-aprendizagem de Ciências Naturais, discutindo teorias que podem sustentá-las, melhorá-las, enriquecê-las, qualificá-las. Enfim, que nos sirvam de parâmetros no ato de ensinar, no momento de escolher os conteúdos, definir estratégias, organizar as aulas práticas. Desta forma, buscaremos meios que contribuam para tornar a aprendizagem verdadeiramente significativa na vida dos alunos.
REFERÊNCIAS
FRANCALANZA, Hilário. O Ensino de Ciências no Primeiro Grau. São Paulo: Atual, 1986.
HARLEN, Wynne. Ensino e Aprendizagem das Ciências. Madri/Esp. Norata, 1989.
BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ciências Naturais. Brasília, 1997.
*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9













