Literatura Infantil E O Desenvolvimento Da Linguagem Oral E Escrita De Crianças
Filed Under Estagio | Posted on Dezembro 2, 2008
As Contribuições Da Literatura Infantil Para O Desenvolvimento Da Linguagem Oral E Escrita De Crianças Dos Anos Iniciais Do Ensino Fundamental*
Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui o trabalho de:
Lázara Maria dos Reis (lazaramr@hotmail.com,)- graduanda de pedagogia – CAC
Maria Izabel de Souza (belzitasouza@hotmail.com)- graduanda de pedagogia – CAC
Kátia Silene Silva – profª. orientadora
Palavras-chave: Linguagem, Literatura, Educação, Criança
INTRODUÇÃO
As disciplinas Estágio
O estágio é identificado como a parte prática dos cursos de formação de profissionais, por isso tem-se a necessidade de desenvolver um estágio teórico-prático com uma atitude investigativa e reflexiva, envolvendo a intervenção na vida da escola, dos professores, dos alunos e da sociedade.
Realizamos esse estágio numa turma de 2º ano de uma escola da rede pública estadual, durante as terças-feiras no período vespertino. No primeiro semestre desse ano fizemos observações e registros em um diário de campo para elaborar um projeto de ensino. Procuramos no desenvolver, observar os problemas mais freqüentes que as educadoras enfrentam e ao mesmo tempo fizemos uma reflexão sobre as ações das educadoras dessa instituição.
A partir das observações, buscamos com esse projeto trabalhar a linguagem oral e escrita com o intuito de proporcionar momentos que os levassem a um envolvimento maior com o livro literário de forma criativa e prazerosa, dessa maneira contribuir para uma formação mais ampla.
Acreditamos que as narrativas despertam os interesses das crianças, visto que essa atividade proporciona prazer, pois a criança que gosta muito de ouvir histórias e se é estimulada, vê satisfeitas suas fantasias, desejará também ler sozinha na busca de satisfazer sua curiosidade.
Para Saraiva (2001), as narrativas infantis abrangem várias espécies literárias e podem constituir-se cada uma em objeto de leitura para as crianças em processo de desenvolvimento. Desse modo, pensamos que através das diversas histórias contadas interagindo com as crianças, contribuímos para o sucesso das mesmas no processo de constituição da linguagem oral e escrita.
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN (1997), o papel do professor e da escola é formar alunos críticos habituados com a leitura, isso através do incentivo a leitura diária e de um contato com todos os tipos de textos. Contar histórias para crianças sempre expressou um ato de linguagem, representação simbólica do real direcionado para a aquisição de modelos lingüísticos. No entanto, a escola muitas vezes, ao invés de se constituir em um local apto para despertar no leitor o gosto e o prazer pelo hábito de ler textos literários, acaba por reduzir ou até mesmo eliminar a leitura lúdica das crianças que estão em fase inicial de escolarização.
Desse modo, o presente projeto tem como objetivo principal proporcionar atividades que contribuam para o desenvolvimento da linguagem oral e escrita das crianças dos Anos Iniciais, visando problematizar em que medida as narrativas favorecem o desenvolvimento da linguagem oral e escrita dessas crianças. Por isso, pretendemos desenvolver atividades que possibilite momentos de interação social entre as crianças e estimule a habilidade de narrativas, desenvolva a criatividade e a percepção auditiva e desperte nas crianças o gosto pela leitura, aproximando-as ao hábito de ler e que possa proporcionar participação ativa com perguntas e interpretações orais da história.
METODOLOGIA
Para desenvolvermos esse trabalho, com a intenção de tornar as atividades mais atrativas e ao mesmo tempo enriquecedoras para a aprendizagem das crianças, utilizamos vários recursos para a narração das histórias como: fantoches, montagem de painel, dobraduras, quebra-cabeças, colagem de gravuras, confecção de materiais, peças teatrais, produção oral e escrita, criação de desenhos, além de outros.
A elaboração do projeto seguiu etapas previamente estabelecidas, primeiramente selecionamos alguns livros de literatura infantil, em seguida discutimos com as crianças a respeito do desenvolvimento do projeto, e com elas divididas em grupos, pedimos para cada grupo escolher um livro considerado por elas interessante, para depois ser trabalhado a cada aula durante o desenvolvimento do projeto.
A partir desses livros planejamos as aulas, interdisciplinando com as outras áreas de conhecimento e fazendo um rodízio para que as crianças pudessem levar os livros para serem lidos
CONCLUSÃO
Mediante a realização do projeto podemos concluir que o estágio foi de grande importância para nossa formação, pois é o contato com a realidade da escola e da sala de aula, que possibilita problematizá-la, uma vez que esse espaço permite vivenciar a situação de ensino como uma experiência significativa no processo de aprender a ser professor, permeado por uma visão de unidade teórica-prática, ou seja, a teoria é indissolúvel da prática.
A escola deve promover um sentido à criança, assim como seu aprendizado, deve ser um espaço onde a criança tem autonomia para agir, discutir, decidir, realizar e avaliar suas práticas ajudando a construir o seu próprio aprendizado. Por isso cabe ao professor oferecer um espaço que contribua para que a aprendizagem do aluno seja mais eficaz. Nessa perspectiva, durante a implementação do projeto, procuramos valorizar o conhecimento de cada criança, para alcançar de forma mais abrangente nossos objetivos.
Para trabalharmos nessa perspectiva, é necessário compreendermos a superação da fragmentação entre teoria e prática a partir do conceito de práxis, o que aponta para o desenvolvimento do estágio como uma atitude investigativa, que envolve a reflexão e a intervenção na vida da escola, dos professores, dos alunos e da sociedade, Pimenta e Lima (2004).
Podemos perceber que a leitura literária é sem dúvida uma proposta enriquecedora do conhecimento, pois a partir de atividades como esta, é possível contribuir de forma mais ampla para desenvolver a linguagem oral e escrita. Percebemos isso durante o momento em que contávamos histórias para as crianças, elas se mostraram ávidas, curiosas, penetravam na história fazendo perguntas, relacionando as histórias com assuntos pertencentes ao seu cotidiano, etc.
REFERÊNCIAS
ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. S. P.: Scipione, 1989.
BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais Língua
PIMENTA, Selma Garrido e LIMA, Mª Socorro Lucena. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2004.
SARAIVA, Juracy Asman (org). Literatura e Alfabetização. Porto Alegre: Ed. Artmed, 2001.
Portuguesa. MEC Brasília, 1997.
*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9
As Dificuldades Da Tabuada
Filed Under Estagio | Posted on Novembro 28, 2008
As Dificuldades Da Tabuada: Multiplicando Por Interesse E Capacidade, Dividindo Por Atenção, Resultado: Uma Aprendizagem Satisfatória*
Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui (resumo elaborado no começo de novembro de 2008) o trabalho de:
Marilda Aparecida da Silva (amoraparecida@hotmail.com)– Graduanda em Pedagogia – UFG/CAC
Suene da Silva Rufino – Graduanda em Pedagogia – UFG/CAC
Françoise de Mesquita – Professora Orientadora - UFG/CAC
Palavras-chaves: Alunos, Aprendizagem, Matemática, Tabuada.
INTRODUÇÃO
Neste trabalho buscamos analisar as dificuldades de trabalho com a tabuada, encontradas em sala de aula, junto aos alunos do 5º ano do Ensino Fundamental em uma escola estadual de Catalão. Após observações realizadas em sala de aula, percebemos que os alunos não conseguem exercitar a leitura matemática e com isso surgem as dificuldades para resolverem as atividades envolvendo cálculos de multiplicação e divisão. Então, resolvemos investigar em que medida a exploração de conteúdos matemáticos de forma mais lúdica e prazerosa, pode auxiliar o aluno na assimilação e produção do conhecimento acerca do processo de ensino aprendizagem da tabuada de multiplicação e divisão.
O ensino da matemática praticado nas escolas de ensino regular é uma área de conhecimento importante, assim como é fator fundamental no desenvolvimento de qualquer pessoa.
Com base nos PCNs (1997, p. 63), é importante salientar, que partir dos conhecimentos que os alunos já possuem, não significa restringir-se a eles, pois o papel da escola é ampliar esse universo de conhecimentos e dar condições a eles de estabelecerem vínculos entre o que conhecem e os novos conteúdos que vão construir, elaborar, assimilar, possibilitando uma aprendizagem mais significativa.
A aquisição do conhecimento ocorre quando o aluno estabelece significados entre as novas idéias e as suas já existentes e para que isso ocorra, o professor tem o papel de fazer o elo proporcionando a interação entre o conhecimento prévio do aluno e os novos saberes. A matemática oferece ao professor, diversas oportunidades de desafiar seus alunos a encontrarem soluções para as questões que eles enfrentam na vida diária.
O número surgiu da necessidade que as pessoas tinham em contar objetos e coisas. Nos primeiros tempos da humanidade para contar eram usados os dedos, pedras, nós em corda, marcas em ossos, etc. Na verdade, a história dos números é apenas uma parte da historia da humanidade. Investigar a sua origem é investigar a pré-história humana.
A partir daí, tendo em vista a formação do conceito de número e sua relação com a dificuldade de aprendizagem do Ensino Fundamental, buscamos os pressupostos teóricos nos estudos de (DUHALDE, CUBERES, IMENES, KAMII, GUELLI, SMOLE, PCNs), que fazem uma contextualização da matemática. Para estes autores é fundamental que o aluno adquira confiança em sua própria capacidade para aprender matemática e explore um bom repertório de problemas que lhes permitam avançar no processo de formulação de conceitos matemáticos.
O Projeto tem como objetivo geral, propor ações práticas para auxiliar o aluno na assimilação e produção do conhecimento acerca do processo de ensino aprendizagem da tabuada de multiplicação e divisão. Incentivar que explorem os conhecimentos matemáticos dentro e fora do ambiente escolar.
Como objetivos específicos, buscamos ajudar a desenvolver nos alunos o interesse e o gosto pela matemática, oportunizando a eles a aquisição dos conhecimentos matemáticos básicos e necessários que possibilitarão a integração e o convívio do aluno no ambiente em que vive. Visamos proporcionar e executar novas alternativas de ensino aprendizagem, possibilitando aos alunos momentos de educação recreativa e o de valorização do conhecimento, despertando suas habilidades motoras e Seu Raciocínio Lógico Matemático.
No primeiro momento, lançamos mão de recursos didáticos como os livros literários de matemática, por exemplo, “Os números na história da civilização” de Luiz Márcio Imenes, e “Contando a história da matemática” de Oscar Guelli. Cada aluno recebeu um resumo das obras, pois a manipulação dos livros literários possibilita ao educando não só compreender, mas também participar do processo ensino-aprendizagem.
Utilizamos também jogos como o bingo da matemática, como um eixo de desenvolvimento, estimulando o raciocínio de cada aluno, pois tinham que fazer as contas para chegar ao resultado certo e poder marcar na cartela do bingo. Quem completasse primeiro seria o vencedor.
Por estarmos ainda, em fase de conclusão, estamos planejando o uso de outros recursos, como a aplicação de atividades em que os alunos possam resolver cálculos e usar o raciocínio lógico matemático, a olimpíadas da matemática que será disputada entre eles na sala de aula.
Nem todos os alunos chegaram ao mesmo nível de entendimento, isso em decorrência de que cada um, tem seu ritmo e estilo próprios de aprendizagem. Mas, os resultados obtidos até agora são positivos, pois alguns alunos sentiram motivados a estudar a tabuada, outros se mostraram felizes, pelo simples fato de entenderem como se resolve uma multiplicação ou uma divisão, o que para muitos da turma era algo considerado como muito difícil.
Uma das dificuldades que estas crianças possuíam era lançarem-se à resolução dos problemas propostos, ou seja, fazerem a leitura e compreenderem o enunciado das atividades. Podemos verificar/comprovar que as que apresentavam esse tipo de dificuldade, já estão conseguindo fazer as tarefas sozinhas, às vezes com algumas dúvidas, mas com mais coragem e determinação.
Com base nos PCNs (1997 p.63), salientamos que partir dos conhecimentos que os alunos possuem, não significa restringir-se a eles. O papel da escola é ampliar esse universo de conhecimentos e dar condições a elas de estabelecerem vínculos entre os que conhecem e os novos conteúdos que vão construir, possibilitando uma aprendizagem significativa.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática/ Secretaria da Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997.
DUHALDE, Maria Elena; CUBERES, Maria Teresa Gonzáles. Encontros Iniciais com a Matemática: contribuições à Educação Infantil. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
IMENES, Luiz Márcio. Os Números na História da Civilização, 4ª ed. São Paulo; Scipione, 1991.
KAMII, Constance. A criança e o número: implicações educacionais da teoria de Piaget, para a atuação junto a escolares de
GUELLI, Oscar. Contando a História da Matemática, São Paulo; Ática, 1995, 4ª ed.
SMOLE, Kátia Stocco; DINIZ, Maria Ignes. Ler, escrever e resolver problemas: habilidades básicas para aprender matemática. Porto Alegre: Artmed, 2001.
*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9
Meio Ambiente: Conhecendo, Preservando e Desfrutando
Filed Under Estagio | Posted on Novembro 27, 2008
Meio Ambiente: Conhecendo, Preservando e Desfrutando*
Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui o trabalho de:
Lara Cristina de Andrade (ga-tti-nha@hotmail.com)– Graduanda de Pedagogia - CAC
Ruth Maria da Silva (sherazady_1@hotmail.com)– Graduanda de Pedagogia - CAC
Elânia Maria Marques Bergamaschi – Profª. Orientadora
Palavras-chave: Meio Ambiente, Cidadania, Preservação.
1. Introdução
O estágio deve ter caráter teórico e prático como salientam Pimenta e Lima (2004) e é nesta perspectiva que o Estágio
Logo, podemos dizer que o estágio tem nos possibilitado uma aproximação e um melhor entendimento da realidade escolar. No entanto, esta realidade só tem sentido se tiver conotação de intencionalidade com os objetivos propostos e uma apropriação da realidade para analisá-la, questioná-la e propor soluções para os problemas detectados.
A partir de observações, análises e reflexões realizadas numa turma de 1º Ciclo - Nível A, foi possível perceber que seria importante desenvolver um projeto sobre Meio Ambiente, visto que os alunos não possuem domínio sobre este tema. Nosso objetivo central é proporcionar ao aluno uma percepção de que ele é um agente integrante, participativo e responsável pela conservação e preservação ambiental (ZEPPONE, 1999).
Para tanto, optamos por um trabalho interdisciplinar, pois ele garante integração entre várias áreas do conhecimento. Neste caso, estão Português, Arte e Ciências. Com o desenvolvimento do projeto buscamos criar situações de aprendizagens para que as crianças percebam que são pessoas participativas, integrantes, conhecedores e responsáveis pela preservação do Meio Ambiente. Para que isso aconteça desenvolvemos situações de aprendizagens prazerosas, vinculadas às situações reais, contextualizadas e significativas para o aluno em relação à realidade em que ele vive.
Desenvolvemos também momentos para que o aluno pudesse observar e analisar situações e fatos relacionados às questões ambientais, de modo crítico e consciente, para uma melhor compreensão do Meio Ambiente à sua volta, para que ele possa dominar alguns procedimentos de conservação dos recursos naturais.
Desta forma, nossos objetivos centrais são auxiliar a criança a desenvolver a capacidade de percepção, apreciação e valorização da diversidade natural e adotar posturas de respeito aos diferentes aspectos e formas do patrimônio natural.
Para a elaboração deste trabalho, foram considerados os teóricos como Pimenta e Lima (2004) Zeppone (1999), Travassos (2006), RECNEIS (1998) e os PCNs (1997), que apontam a Educação Ambiental como responsável pela construção de um cidadão crítico e consciente sobre a importância da preservação do Meio Ambiente, respeitando as pessoas que vivem no mesmo espaço.
Portanto, o trabalho com a questão ambiental proporciona o desenvolvimento de uma consciência crítica diante dos problemas que afetam o nosso meio e contribui de forma significativa para a construção de uma postura referente à conservação e preservação do ambiente, comenta Travassos (2006).
2. Metodologia
Utilizamos a pesquisa bibliográfica, passeios ecológicos, oficinas e brincadeiras, como suportes para o desenvolvimento dos planos de aula. A partir dos conceitos teóricos abordados pelos PCNs (1997), optamos em trabalhar a interdisciplinaridade, fazendo uma ligação entre o tema Meio Ambiente com outras áreas do conhecimento, tais como Arte, Português e Ciências. Num primeiro momento exploraremos o espaço da sala de aula, ressaltando o que é Meio Ambiente, com intuito de entender que ele não se refere apenas a preservação da natureza, mas de tudo que está a nossa volta.
Para que os alunos estabelecessem uma relação entre o que eles aprenderam foi realizada uma caminhada no entorno da escola para que eles pudessem observar a real situação do ambiente em que vivem, buscando assim, reflexões sobre o que foi trabalhado em sala de aula. Os materiais utilizados foram textos, filmes, DVD, TV, canções, aparelho de som, CDs, o pátio da escola, desenhos livres, desenhos direcionados, tinta guache, giz de cera, lápis de cor, livros didáticos, resíduos sólidos para oficina, com o objetivo de desenvolver um conhecimento maior sobre o Meio Ambiente e sua preservação.
3. Resultados
Os resultados obtidos até então foram positivos. Os alunos já se reconhecem como partes integrantes do Meio Ambiente e, portanto, já têm demonstrado responsáveis pela conservação e preservação do mesmo. Isto é possível perceber no contexto da sala de aula e da escola, pois há uma preocupação em mantê-los limpos, organizados e bem cuidados.
4. Conclusões
Desenvolver o tema Meio Ambiente com os alunos do 1º Ciclo - Nível A, tem nos possibilitado perceber o quanto é importante o desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar. Tal fato se deve a capacidade de proporcionar o desenvolvimento de uma consciência crítica diante de vários problemas que afetam o nosso meio.
As crianças têm demonstrado interessadas em conhecer e contribuir com a construção de uma escola mais harmoniosa. E, consequentemente, elas podem lutar por uma sociedade mais justa e quem sabe, até mesmo de um mundo melhor, conversando com colegas, pais e outros sobre a importância da conservação do meio em que vivem. Garantindo assim, um cidadão consciente e crítico.
5. Referências
Ministério da Educação e do Desporto. Referenciais Curriculares para Educação Infantil e Anos Iniciais. Brasília: MEC, 1998.
BRASIL Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Meio Ambiente / Brasília: MEC, 1997.
PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro. Estágio e Docência. São Paulo: Cortez, 2004.
TRAVASSOS, Edson. A Prática da Educação Ambiental nas Escolas. Porto Alegre: Mediação, 2006.
ZEPPONE, Rosimeire, Maria Orlando. Educação Ambiental: Teoria e Práticas Escolares. Araraquara: JM, 1999.
*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9
Leitura E Conscientização: O Aquecimento Global Em Foco
Filed Under Estagio | Posted on Novembro 26, 2008
Leitura E Conscientização: O Aquecimento Global Em Foco*
Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui o trabalho de:
Liliene Maria Rodrigues –Graduanda em Pedagogia – CAC
Marisa Sucena Coelho (marisasucena_g12@hotmail.com)– Graduanda em Pedagogia – CAC
Elânia Maria Marques Bergamaschi – Profa. orientadora
Palavras Chave: Leitura, Consciência, Aquecimento Global, Produção Escrita
Introdução
A disciplina de “Estágio
Os temas atuais como o aquecimento global pode contribuir para a compreensão e produção de textos em sala de aula? A leitura compreensiva e produções de textos em sala de aula são requisitos importantes para a formação da criança? Pensando nisto, como proporcionar e estimular a leitura bem como a escrita dos educandos utilizando abordagens sobre Meio Ambiente?
Para garantir um melhor entendimento sobre os cuidados que devemos ter para com o planeta a fim de evitar o aquecimento global, foi escolhido o tema aquecimento global para ser focalizado por este ser um dos temas mais debatidos atualmente. E o objetivo central foi trabalhar o desenvolvimento da leitura e as produções de textos orais e escritos, bem como o desenvolvimento da consciência e o entendimento da relação homem-natureza.
Os diferentes modos de leitura podem contribuir com a produção escrita, além de garantir aulas mais envolventes com o universo da leitura e trabalhar o raciocínio auxiliando os alunos a se tornarem leitores críticos. Concordamos com Soares (2003, p. 28) quando afirma que “o letramento se dá através do resultado da ação de ensinar e aprender as práticas sociais e de leitura escrita”, por isso propomos refletir sobre o que tem proporcionado o aumento do aquecimento global.
Parte-se do entendimento de que um trabalho sobre o aquecimento global pode proporcionar aos alunos o desenvolvimento da consciência e percepção de que é o Homem quem vem, a cada década, proporcionando o aumento do aquecimento da terra que, conseqüentemente, tem provocado mudanças climáticas.
Logo, entende-se que a Educação Ambiental é muito importante, segundo Zeppone (1999, p. 27) “a Educação Ambiental não deve ser considerada como uma disciplina; as questões do Meio Ambiente devem estar presentes em todos os aspectos do ensino, e estar ligado a todos os aspectos da vida”. Assim, é preciso buscar discussões com o intuito de mostrar aos alunos que a formação de consciência é o melhor meio de mudarmos as nossas atitudes e, conseqüentemente lutar por um planeta melhor e mais sadio, mesmo com a atuação das atividades humanas que podem alterar o clima da terra e provocar o efeito estufa.
A superfície do planeta está sendo aquecida pelos raios solares, irradia energia do infra-vermelho. Se não existisse atmosfera grande parte dessa radiação, depois de ser emitida da terra seria perdida para o espaço. Mas o excesso desses gases na atmosfera, provenientes de indústrias, carros, queimadas, pode aumentar o calor da atmosfera. (FRANÇA, 2000, p. 37).
A criança deve entender que ela também é responsável pela desarmonia dos ecossistemas, para tanto o trabalho pedagógico é fundamental para a compreensão desta dinâmica, segundo os PCNs (2001).
Metodologia
Para a concretização do projeto foram utilizadas: leituras silenciosas e orais, produções de textos escritos, oficinas com reaproveitamento de resíduos sólidos, exibição do filme “Era do Gelo
Resultados
Os primeiros resultados que obtivemos no decorrer da implementação do projeto foram que os alunos têm demonstrado raciocínio rápido durante as discussões e criatividade nas atividades realizadas. Eles têm debatido com freqüência e socializam as produções escritas, corporais e artísticas, e se divertem com responsabilidade durante as brincadeiras e dinâmicas.
Em relação às produções artísticas foram confeccionados porta-retratos com papelão, cartazes com pintura em tinta guache, apresentação de paródias e mini-cartazes. Como produções escritas foram obtidas cartas, reportagens, composição de músicas, paródias, entre outros.
Conclusões
A produção escrita é desenvolvida com a prática pedagógica pautada em diferentes tipos de leituras, discussões, pesquisas e outros. É fundamental que o trabalho ocorra em conjunto com o educador, pois desenvolver a consciência e o raciocínio crítico colabora com a formação de cidadãos ativos, para atuarem com maior responsabilidade na sociedade em que vivem.
Em relação à produção de conhecimentos pode-se dizer que os alunos têm obtido informações, conhecimentos, aprimorado o raciocínio rápido e a criatividade. Embora, perceba-se que eles ainda possuem dificuldades nas produções escritas e receio nas leituras individuais orais, pois na maioria das vezes lêem em tom baixíssimo, notamos que todos mostram interesse e participam das atividades propostas, até mesmo um garoto que no início do semestre era distraído e ficava “atrasado” perante a turma.
Logo, pode-se dizer que os alunos possuem capacidade de discussão e capacidade de orientar pessoas de seus convívios para a condição de manutenção da vida.
Referências
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: / Meio Ambiente, Saúde. MEC. Brasília: 2001.
FRANÇA, Martha San Juan. A Encruzilhada da Terra. FRANÇA, Martha San Juan. A Encruzilhada da Terra: Revista Horizonte nº 1118 (s/d).
SOARES, Magda. Alfabetização e Letramento. Alto da Lapa: Editora Contexto, 2003.
ZEPPONE, Rosimeire Maria Orlando. Educação Ambiental: Teoria e práticas escolares. Araraquara: Jm, 1999.
*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9
O Prazer Pela Leitura De Livros Literários
Filed Under Estagio | Posted on Novembro 26, 2008
O Prazer Pela Leitura De Livros Literários*
Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui o trabalho de:
Marília Rita dos Santos (mariliarita.senai@sistemafieg.org.br)– Graduanda em Pedagogaia-CAC
Kênia Aparecida Silva (keniacalaca@yahoo.com.br)– Graduanda em Pedagogaia-CAC
Elânia Maria Marques Bergamaschi – Profa. Orientadora
Palavras-chave: Estágio, Leitura, Livros literários, Prazer.
Introdução
Este trabalho é fruto do projeto de estágio: O prazer pela leitura de livros literários que tem como objetivo oferecer aos alunos momentos de encantamento e de prazer através da arte de ouvir e contar histórias literárias, das mais diferentes formas, promovendo situações reais de leitura e escrita. Assim como, garantir um contato direto com a Literatura Infantil e com os diversos gêneros textuais e, ainda, reflexões sobre a realidade da escola, da construção de novos conhecimentos e habilidades.
A elaboração do projeto exigiu uma observação direta das propostas pedagógicas da professora preceptora do 1ª Ciclo – Nível A, na Escola Municipal Patotinha, localizada na Rua Guatemala, Nº180, no Bairro das Américas, na cidade de Catalão - GO, a fim de conhecer as suas práticas educativas e detectar aspectos que necessitam de diferentes abordagens.
Após a identificação das carências existentes da turma foi definido o tema de pesquisa cujo título é O prazer pela leitura de livros literários, acreditando que quanto mais cedo às histórias orais e escritas entrarem na vida do aluno, maiores serão as chances dos mesmos tomarem gosto pela leitura de histórias literárias.
Para a elaboração e desenvolvimento do projeto baseia-se nos autores Abramovich (1993), Ávila (2002), Oliveira (1992), Pimenta e Lima (2004), Yunes e Pondé (1989), Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs - (1998), e outros que discutem sobre o assunto em questão e que dão sustentação à fundamentação teórica
Com base nos PCNs (1998) é apenas por meio da prática de leitura que se pode formar leitores conscientes e competentes, sendo esta uma grande aliada para o desenvolvimento da escrita. Ainda de acordo com os PCNs:
A leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de construção do significado do texto, a partir dos seus objetivos, do seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, de tudo o que sabe sobre a língua: características do gênero, do portador, do sistema de escrita, etc (1998, p.41).
É importante que a criança tenha hábito de ouvir e contar histórias e também fazer uso do teatro. Segundo Amaral (1997), o teatro é uma das mais ricas formas de expressão artística. Há milênios, através do Oriente e do Ocidente, crianças e adultos o têm utilizado no trabalho com literatura, música, expressão corporal e artes plásticas.
De acordo com Yunes e Pondé (1989), é responsabilidade da instituição escolar, possibilitar ao aluno acesso a experiências diversificadas de leitura e produção escrita.
As interações dos alunos com as diferentes linguagens têm possibilitado o entendimento da multiplicidade e complexidade dos seus usos, valores e funções com que a linguagem se configura nas diversas situações de interação. Assim, interação também é de suma relevância para o desenvolvimento lingüístico, social e cultural do aluno. É através da interação que o aluno amplia o seu domínio da fala, favorecendo o intercâmbio de idéias, realidades e pontos de vista.
Metodologia
Para o desenvolvimento do projeto, inicialmente, foi preparado o Canto do Conto, um espaço na sala de aula para expor livros, revistas, gibis, jornais, cartas e outros gêneros de textos, tentando assim, explorar o gosto pela leitura de cada aluno. A partir daí, a cada etapa do projeto é levado aos alunos atividades voltadas ao tema.
Também é utilizado o espaço físico da instituição, como: sala de aula, pátio, sala de vídeo, livros de literatura infantil, fantoches, DVD, aparelho de som, cartazes, brinquedos, utensílios para apresentações de peças teatrais e teatro de fantoches, giz de cera e tintas, gibis, jornais, revistas, cartas, desenho e teatro.
Resultados/discussão
Na prática de estágio estão sendo vivenciados vários aspectos como problemas de comportamento, falta de interesse e dificuldades de aprendizagem de alguns alunos. Desta forma, os planos de aulas são elaborados voltados para a temática do projeto, ligado às práticas cotidianas da sala de aula, de forma contextualizada com a realidade do aluno, e ainda pensando nestes problemas relacionados acima. Sendo assim, são desenvolvidas atividades mais dinâmicas e prazerosas, onde os alunos se envolvem de forma positiva com as aulas.
Percebe-se também que a realização de atividades teatrais tem favorecido a desinibição e a integração no grupo socialmente, constituindo estratégias eficazes para o desenvolvimento de habilidades e construção de novos conhecimentos, socialização, criatividade, coordenação, memorização, ampliação do vocabulário e outros.
Conclusões
Através de algumas leituras e do desenvolvimento do projeto percebe-se que a literatura, enquanto universo ficcional é um elemento importante na autoconstrução do indivíduo. Nessa ordem, a Literatura Infantil tem a sua importância que vai muito além do prazer proporcionado por ouvir ou ler histórias; ela serve para a efetiva iniciação dos alunos na complexidade da linguagem, idéias, valores e sentimentos, comenta Linardi e Costa (2008).
Pode-se assim compreender, com base nos dados obtidos em relação à realização de atividades teatrais que elas têm favorecido a desinibição, criatividade, coordenação, memorização, enriquecimento do vocabulário e outros. Ainda, todo esse estímulo para a literatura pode ser anulado se o educador fizer uso do texto apenas para uma prática pedagógica empobrecida, reduzindo as possibilidades de atuação sobre o leitor ou ouvinte.
Com a realização do projeto, todos os agentes envolvidos têm aprendido de forma significativa e os alunos com enriquecimento cultural. Nesse sentido, acredita-se que vale a pena o professor refletir sobre suas práticas nas salas de aula e buscar desenvolver atividades que valorizam os conhecimentos prévios das crianças e que tomem esses como sujeitos ativos.
Referências
ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil: Gostosuras e Bobices. 3ª ed. São Paulo: Scipione, 1993.
AMARAL, Ana Maria. Teatro de Animação: Da teoria à Prática. São Caetano do Sul – SP: Ateliê Editorial, 1997.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Fundamental – Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEF. 1997.
LINARDI, Fred e COSTA, Bia Leitura. In. Revista de quem educa Nova Escola. Nº 18. São Paulo: Scipione, abril de 2008.
OLIVEIRA, Zilma de Moraes. Creches: crianças, faz de conta & Cia. Petrópolis, RJ: Vozes, 1992.
PIMENTA, Selma Garrido e LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e Docência. São Paulo: Cortez, 2004.
YUNES, Eliana; PONDÉ, Glória. Leitura e leituras da literatura infantil. 2ª Ed. São Paulo: FTD, 1989
*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9













