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No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

Nas Asas Da Leitura

Filed Under Estagio | Posted on Dezembro 9, 2008


Nas Asas Da Leitura*

 

Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui (resumo elaborado no começo de novembro de 2008) o trabalho de:

 

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Renata Lopes SilvaGraduanda de Pedagogia-CAC/UFG

Walbetriz Maria Silveira DâmasoGraduanda de Pedagogia-CAC/UFG

Juliana Aparecida SilvaGraduanda de Pedagogia-CAC/UFG

 

Françoise de MesquitaProfa. Orientadora

 

Palavras-chave: Práticas de leituras; Educação; Desenvolvimento.

 

A leitura é de fundamental importância para o desenvolvimento e inserção dos alunos no convívio social, sendo uma das principais competências a serem trabalhadas/desenvolvidas na escola de Ensino Fundamental, pois abrange todas as áreas do conhecimento. Pesquisas recentes apontam à deficiência da leitura, como um dos principais fatores de limitação no desenvolvimento do educando.

 

Segundo o PCN/Língua Portuguesa (1997), o domínio da Língua tem estreita relação com a possibilidade de plena participação social,  pois é por meio dela que o homem se comunica, tem acesso à informação, expressa e defende pontos de vista, partilha ou constrói visões de mundo, produz conhecimento. A leitura é um dos principais canais ou instrumento para ajudar o aluno nesse desvendamento de mundo, de idéias, de cultura, da linguagem.

 

Diante do exposto e a partir do período de observação na escola campo, percebemos a necessidade e importância de desenvolvermos,  um projeto voltado para esta área, utilizando as diversas práticas de leitura, de maneira interdisciplinar, a fim de ajudarmos os alunos em seu processo de aprendizagem.

 

O projeto intitulado: “Nas Asas da Leitura”, trabalha com as diversas práticas de leitura e está em fase de implementação em uma escola estadual de Catalão, junto a uma turma do 3º ano do Ensino Fundamental, que conta com 27 alunos freqüentes, com a média de idade entre 08 e 09 anos.

 

Para tanto nos apoiamos em alguns estudiosos da área dentre eles: Abramovich (1995), Coelho (2000), Colello (2003), Kleiman & Moraes (1999), Yunes & Ponde (1989). Embasamos-nos também nos Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa (1997). O PCN (1997, Vol I) ressalta que, para que a escola consiga formar cidadãos conscientes de sua função social, deverá trabalhar nas diferentes áreas, conteúdos selecionados em cada uma delas utilizando um tratamento transversal de questões sociais.

 

A partir desses estudos percebemos que a leitura é de extrema importância para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social dos indivíduos, além de possibilitar o aprimoramento das quatro habilidades lingüísticas básicas: ouvir, falar, ler e escrever.

 

O objetivo geral do projeto é promover e motivar a aprendizagem através da leitura, através de atividades linguisticamente significativas, contribuindo para a constituição de sujeitos que se integrem a uma sociedade, como cidadãos críticos, questionadores e potencialmente transformadores de sua realidade. O intuito é abrir um leque de oportunidades para aquisição de novos conhecimentos, organizando-os de maneira sistematizadas e significativas.

 

Traçamos também alguns objetivos específicos como: oferecer às crianças momentos de encantamento e prazer através da arte de contar histórias, nas mais diferentes formas; promover um conjunto de situações de uso real de leitura e escrita, nas quais as crianças tenham a oportunidade de participar e interagir; promover o entrosamento dos alunos com o universo da leitura; oferecer possibilidades de aprendizagens diferenciadas, abrangendo algumas áreas do conhecimento, procurando desenvolver assim um trabalho interdisciplinar a partir da articulação com as diversas práticas de leitura.

 

O projeto “Nas Asas da Leitura” está em fase de implementação na escola campo, quinzenalmente, com aulas de duração de quatro horas cada, com a finalização prevista para dezembro deste ano. As atividades são desenvolvidas no ambiente escolar (sala de aula, pátio) e envolvem as diversas práticas de leitura.  

 

Os procedimentos metodológicos são vivências, dramatizações, trabalhos com leitura e produção de textos, exercícios práticos e outros. Atividades estas, elaboradas a partir dos diversos tipos de leitura, assim como,com a abordagem dos vários gêneros literários e tipos de narrativas, como os livros infantis, poesias, jograis, revistas, jornais, classificados, história em quadrinhos, jogos de adivinhações, parlendas entre outros. Os recursos serão: Livros, jornais, quadrinhos, DVD, TV, cola, tesoura, papéis diversos, lápis coloridos, entre outros objetos que se fizerem necessários.

 

Buscamos alcançar os objetivos estabelecidos e, avaliando ainda parcialmente, a execução do projeto, percebemos que as crianças estão mais motivadas e reflexivas,  demonstrando mais  interesse  pelas práticas de leitura desenvolvidas, através das atividades propostas. Desse modo, podemos concluir que estamos contribuindo efetivamente para com a aprendizagem dos alunos, As aulas já executadas receberam uma avaliação positiva, por parte da professora preceptora e contaram com grande participação e interesse das crianças.

 

O estágio é a etapa do curso onde podemos obter maiores informações sobre o meio em que atua o pedagogo, levando-nos a assimilar de que forma este realiza o seu trabalho dentro da instituição escolar. Consideramos que esta prática é de grande relevância e muito contribui para o nosso aprendizado. Leva-nos a refletir profundamente, que, como futuras educadoras, teremos o dever de propiciar caminhos para oportunizar aos nossos alunos uma metodologia e estratégias diferenciadas, usando os variados meios, recursos e materiais pedagógicos, que estão à nossa disposição.

 

Referências

 

ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil: gostosuras e bobices. 5ª ed. São Paulo: Scipione, 1995

BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Língua Portuguesa. Brasília, 1997.

BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Introdução. Brasília, 1997, Vol. I.

COELHO, Nely Novaes. Literatura Infantil: teoria, análise, didática. 1ª ed. São Paulo: Moderna, 2000.

COLELLO, S. M.G. A pedagogia da exclusão no ensino da língua escrita. In VIDETUR, nº. 23 Porto/Portugal, Madruvá, 2003. < http://www.hottopos.com/>

ISER, Wolfgang. O ato da leitura: uma teoria do efeito estético, vol. 2; tradução de Johannes Krestschmer. 34ª ed. São Paulo: Coleção Teórica, 1999.

KLEIMAN, Ângela B; MORAES, Sílvia E. Leitura e interdisciplinaridade: tecendo redes nos projetos da escola. Campinas-SP: Mercado de Letras, 1999.

YUNES, Eliana;  PONDÉ, Glória. Leitura e leituras da Literatura Infantil: por onde começar? 2ª ed. São Paulo: FTD, 1989.

PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e Docência: diferentes concepções. São Paulo: Cortez, 2004.

Projeto Político Pedagógico Curso de Pedagogia, Ministério da Educação – UFG – Faculdade de Educação Goiânia-Go, junho de 2003.

SOARES, Magda. Letramento. Um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 1998.

 

1. Atividades linguisticamente significativas = atividades onde são desenvolvidas as habilidades de ler, ouvir, falar e escrever. Onde faz sentido ler para escrever, escrever para ler, ler para decorar, escrever para não esquecer, ler em voz alta em tom adequado.

 

*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9

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Jogos Cooperativos: Ação Positiva No Ambiente Escolar

Filed Under Estagio | Posted on Dezembro 9, 2008

Jogos Cooperativos: Ação Positiva No Ambiente Escolar*

Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui (resumo elaborado no começo de novembro de 2008) o trabalho de:

 

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Avelina Oliveira de Sousa MartinsGraduanda de Pedagogia-CAC/UFG

Luciana Maria de Almeida GuimarãesGraduanda de Pedagogia-CAC/UFG

Françoise de MesquitaProfª. Orientadora

 

Palavras-chave: Jogos; Cooperação; Educação.  

 




O projeto “Jogos Cooperativos: ação positiva no ambiente escolar” está em fase de implementação, em uma escola da rede estadual de Catalão, em uma turma do 3° ano do Ensino Fundamental, com 25 alunos matriculados, com a média de idade de oito anos.

 

Os jogos cooperativos têm por objetivo estimular habilidades e atitudes de colaboração de forma que os envolvidos percebam que cooperando nas ações do dia-a-dia, todos lucram. A partir de atitudes solidárias, os indivíduos têm maior facilidade em alcançar os objetivos, bem como, expressar-se e respeitarem-se mutuamente. Nosso tema partiu do questionamento, sobre qual tem sido a atitude da escola frente a questões de relacionamento cooperativo entre as crianças dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental.

 

O intuito do projeto é desenvolver atividades de jogos cooperativos, promovendo ações e relações educativas, a fim de incentivar a melhora da qualidade de convivência e contribuir para a ampliação das habilidades de relacionamento entre os alunos dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental.

 

O Objetivo Geral é oportunizar momentos de cooperação através de jogos a fim de propiciar às crianças possibilidade de desenvolver características de colaboração. Brincando cooperativamente descobrirão as possibilidades e vantagens do trabalho em grupo.

 

Assim, buscamos focalizar os Jogos Cooperativos na interface com a Pedagogia do Esporte, como exercício fundamental para o desenvolvimento pessoal e transformação do indivíduo, bem como promover a qualidade nas interações cooperativas, Incentivando a Ética da Cooperação.

 

Para fundamentarmos teoricamente o projeto, trabalhamos baseados em vários autores SOLER, ORLICK, BORWN, BARRETO, TEIXEIRA, entre outros que discutem esse tema e justificam sua eficácia por apresentar bons resultados sempre que aplicados. Pretendemos através deste projeto, facilitar o desenvolvimento do trabalho realizado em sala de aula. Ajudando a promover melhor inter-relacionamentos, não só no ambiente escolar, como também na família, na sociedade como um todo, ao longo de suas experiências contribuindo também, para melhoria da qualidade de vida.           

 

Profissionais como Terry Orlick, (apud, BARRETO) considerado um pioneiro dos jogos cooperativos, tem como objetivo o desenvolvimento de brincadeiras cujo resultado não se desse sempre nos termos do binômio vencedor/perdedor. Desta forma, os jogos cooperativos buscam promover experiências reais de cooperação, pois sempre haverá construção e proveito de habilidades, visíveis ao dito “perdedor”, e crescimento na busca de objetivos comuns.  Ainda , segundo (ORLICK apud BARRETO s.d.):

 

…a diferença principal entre Jogos Cooperativos e competitivos é que nos Jogos Cooperativos todo mundo coopera e todos ganham, pois tais jogos eliminam o medo e o sentimento de fracasso. Eles também reforçam a confiança em si mesmo, como uma pessoa digna e de valor.

 

No jogo cooperativo, aprende-se a considerar o outro que joga como um parceiro, um solidário, e não mais como o adversário. A pessoa quando joga aprende a se colocar no lugar do outro, priorizando sempre os interesses coletivos.

 

Jogar cooperativamente é reaprender a conviver consigo mesmo e com as outras pessoas. O jogo cooperativo serve para nos libertar da competição, seu objetivo maior é a participação de todos por uma meta comum. Neste tipo de atividade, a agressão física é totalmente eliminada, cada participante estabelece seu próprio ritmo, todos se enxergam como importantes e necessários dentro do grupo. Aumentando a confiança e auto–estima tentamos superar desafios ou obstáculos, sempre com alegria e motivação.

 

Os padrões de comportamentos fluem dos valores que adquirimos enquanto brincamos e jogamos durante a nossa infância, então o modelo a que estamos expostos resultará no modelo que seguiremos no jogo e fora dele.

 

Orlick (1989) define o que é cooperar: “A cooperação exige confiança porque, quando alguém escolhe cooperar, conscientemente coloca seu destino parcialmente nas mãos de outros.” Os Jogos Cooperativos são essencialmente divertidos, pois o riso prende a atenção de todos, e assim acontece o envolvimento de corpo e alma.

 

Para implementação do projeto com o grupo de alunos, utilizamos como metodologia o desenvolvimento de atividades, que buscam por meio dos jogos cooperativos, ajudar a  promover a diminuição das manifestações de agressividade, promovendo boas atitudes, tais como: sensibilização, amizade, cooperação e solidariedade, facilitando o encontro com os outros que jogam, predominando sempre os objetivos coletivos sobre os objetivos individuais. O elo principal para a união das pessoas nessa corrente positiva é a cooperação, é confiar, ou seja, fiar juntos, já que a confiança é a essência  da  solidariedade, da ajuda mútua.

 

O projeto encontra-se em fase de execução na escola campo e podemos avaliar positivamente os resultados parciais já obtidos. A começar do nosso entrosamento com as crianças e professora da turma que se solidifica a cada encontro. Quanto às atividades, aos poucos as crianças vão entendendo a lógica da cooperação: ajudar ao outro e se deixar ser ajudado para juntos obterem melhores resultados.

 

O trabalho com jogos cooperativos, como qualquer outro, exige  dedicação e persistência, mas mesmo não havendo encerrado as atividades previstas, estamos crentes de já termos conseguido bons resultados e sabemos que teremos mais trabalho e conquistas pela frente.

 

 

REFERÊNCIAS

 

ALMEIDA, Marcos Teodorico Pinheiro da. Jogos Cooperativos Na Educação Física Uma Proposta Lúdica Para A Paz.

<http://www.labrinjo.ufc.br/apostilas/artigos/Jogos_Cooperativos.PDF>   acesso em: 10/06/008.

 

BARRETO, André Valente de Barros. Jogos Cooperativos: Promovendo Valores Solidários. <http://www.unopec.com.br/revistaintellectus/_Arquivos/Jan_Jul_04/PDF/Artigo_Andre.pdf> acesso em: 10/06/2008.

 

FOELKER, Rita. Jogos Cooperativos e Jogos Competitivos. <http://www.edicoesgil.com.br/educador/boasvindas.html > acesso em: 20/06/2008.

 

SOLER, Reinaldo. Jogos cooperativos . 3ª ed.. Rio de Janeiro: Sprint, 2006.

 

TEIXEIRA, Mônica. Revista Jogos Cooperativos. <http://www.jogoscooperativos.com.br/Revista.htm> acesso em: 11/05/2008.

 

*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9

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Artes Visuais No Contexto Escolar Do Ensino Fundamental

Filed Under Estagio | Posted on Dezembro 8, 2008


Artes Visuais No Contexto Escolar Do Ensino Fundamental*

 

 

Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui (resumo elaborado no começo de novembro de 2008) o trabalho de:

 

 

SILVA, Laura Maria da - Graduanda de Pedagogia-CAC/UFG

PRADO, Silviene Aparecida do - Graduanda de Pedagogia-CAC/UFG

Françoise de Mesquita - Professora Orientadora

 

Palavras-chave: Artes Visuais, Ensino Fundamental

 

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Considerando as mudanças ocorridas no Brasil desde o século XIX no campo sócio-político-econômico, podemos observar que transformações substanciais influenciaram nas estruturas familiares e no surgimento de novas leis referentes ao ensino no Brasil. Fez-se necessária uma re-organização das práticas educacionais, na busca de uma educação de qualidade, tendo em vista que o aluno hoje, questiona, discute, interage e está cada vez mais conquistando seu espaço e construindo sua autonomia. Nesse contexto histórico, a disciplina de Artes “começa” a conquistar o seu espaço.

 

Assim, decorre a reformulação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) de 1996, beneficiando o ensino de Artes, que foi introduzido no Currículo Oficial, como disciplina obrigatória, a fim de promover o desenvolvimento cultural dos alunos e conceber este ensino através de uma linguagem que tem estruturas e características próprias.

 

Consideramos que o ensino de Artes, em sua amplitude de conhecimento, é fundamental para a formação cultural, intelectual e social não só do aluno como também do professor, pois favorece momentos de reflexão, conscientização, interação, inter-relacionamento, além de trocas de experiências e aquisição de conhecimentos. Nesse sentido, elaboramos um projeto intitulado “Artes Visuais no Cotidiano Escolar do Ensino Fundamental” que já está em processo de desenvolvimento na escola campo, em uma sala do 5º ano do Ensino Fundamental, com um grupo de 26 alunos freqüentes, com uma média de idade entre 10 e 11 anos.

 

Assim sendo, salientamos que o conteúdo de Artes é um componente fundamental no desenvolvimento da aprendizagem do aluno. Cabe ao professor proporcionar caminhos que possibilitem a reflexão, seja na sua própria produção, na do colega ou do artista. É importante destacar, que o trabalho educacional com  Artes Visuais não visa formar artistas, mas ampliar a capacidade criativa dos alunos e possibilitar que eles conheçam a linguagem artística e tenham um olhar sensível para o mundo, aprendendo a representá-lo.

 

A Arte como um todo, pode ser ensinada e aprendida, então é preciso trabalhar a organização pedagógica das relações artísticas e estéticas com os alunos. Sua importância na sociedade e na educação é devido a sua função indispensável na vida dos seres humanos, pois, representa, também, um determinado tempo histórico-cultural, expresso através de quadros, estátuas, esculturas e museus.

 

Nessa perspectiva, nosso projeto busca oportunizar aos alunos, professores e a nós estagiárias, uma visão voltada à amplitude das especificidades desse ensino, envolvendo três aspectos fundamentais nesse processo, que são a observação, reflexão e análise.

 

Para elaborarmos e executarmos nosso projeto, nos fundamentamos em alguns teóricos que discutem a relevância do ensino de Artes tanto para a formação intelectual, quanto social e cultural do homem. Ferraz e Fusari (1999) que discute o contexto histórico do ensino de Artes, o PCN de Artes (1997) defende que a educação em Artes, propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e da percepção estética, caracterizando um modo próprio de ordenar e dar sentido à experiência humana. Jorge Coli (2003) questiona a Arte e afirma que ela é supérflua, porém essencial para a formação do homem. Já para Dias (1999), o que contribui para a formação da sensibilidade dos educadores é reconciliá-los com a própria expressão, resgatar-lhes a palavra, o gesto, o traço, as idéias e a autoria.

 

Nosso projeto intitulado “O Ensino de Artes Visuais no Contexto Escolar do Ensino Fundamental”, ainda está em fase de execução na escola campo. Inicialmente, desenvolvemos uma pesquisa de campo e a partir de observações, coletas de dados, aprofundamento teórico sobre o tema e já mais integradas à sala de aula, o elaboramos e o estamos implementando, buscando atender algumas especificidades dos alunos, da professora, da escola e nossa.

 

O objetivo geral é proporcionar às pessoas envolvidas – alunos, estagiárias e professoras – o conhecimento sobre materiais, estilos e estética, que compõem o fazer artístico, estimulando assim, a pesquisa acerca dos componentes da aprendizagem artística, e sobre os processos através dos quais o conhecimento da arte é construído.

 

Alguns de nossos objetivos específicos traçados são: promover a visita de uma artista plástica para que os alunos, sob a sua orientação, possam conhecer algumas técnicas de pinturas, como pintar na tela, como misturas de cores, texturas diferentes. Fazer, também, visitas (excursões) à Fundação Cultural Maria das Dores Campos, ao Museu Histórico Municipal Cornélio Ramos e à Biblioteca Municipal Digital Prof. Antônio Miguel Jorge Chaud. O intuito é possibilitarmos às partes interessadas, um contato direto com a Arte, conhecendo artistas da nossa cidade, obras, os materiais que foram utilizados nas pinturas e esculturas. Desta forma, segundo Dias (1999), “contribuir para a formação da sensibilidade, significa criar oportunidades para que os alunos expressem e enriqueçam suas experiências, aumentando suas possibilidades de interlocução e o entendimento da realidade que os cerca”.

 

Como Metodologia, propusemos atividades práticas de trabalhos com alguns materiais com os quais os alunos dificilmente têm contato na escola – tinta e pintura em tecido de algodão, manipulação de argila. Discutimos, também, sobre alguns artistas que influenciaram no contexto histórico das Artes Visuais. Nessas atividades tivemos de um modo geral, o objetivo de dar oportunidade para o aluno entender como se dá o processo de criação da pintura, a partir da memória visual e auditiva, do raciocínio e da sensibilidade latente. Planejamos também uma vivência, com a participação de uma Artista Plástica, que irá interagir com as crianças demonstrando como é pensar, sentir, executar uma obra de arte. Finalizando as atividades na escola campo, na última aula, faremos uma excursão à alguns pontos culturais da cidade de Catalão, que chamaremos de Tarde Cultural, descrito no parágrafo anterior.

 

O projeto ainda está em processo de desenvolvimento, mas já nos permite, de acordo com nossos estudos e pesquisas, chegarmos a conclusões parciais. A primeira delas é que a realidade do ensino de Artes ainda deixa a desejar, pois esse conteúdo, geralmente, é relegado a um segundo plano nos projetos pedagógicos das instituições. Mas, também pudemos comprovar que com um trabalho pedagógico consistente, planejado e direcionado para a especificidade de ensino desta disciplina, o resultado do processo de aprendizagem é muito positivo. Nesta fase dos trabalhos em sala, na escola campo, os alunos demonstram mais desenvoltura para imaginar, criar, produzir, interpretar uma obra de arte.

 

O estágio tem nos proporcionado momentos prazerosos de descobertas, de experiências, de interação, esclarecimento de algumas dúvidas teóricas da vida escolar e, principalmente, está contribuindo significativamente para a nossa constituição como Ser social e como profissional da educação.

 

REFERÊNCIAS:

 

Brasil, Parâmetros Curriculares Nacionais: Artes / Secretaria de Educação Fundamental. Brasília, 1997.

COLI, Jorge. O que é arte.  São Paulo – SP: Brasiliense, 2003.

DIAS, Karina Sperle. Formação Estética: Em Busca do olhar sensível IN Infância e Educação Infantil.  Campinas – SP: Papirus, 1999, p. 175 a 201.

FERRAZ, Maria Heloísa C. de T. e FUSARI, Maria F. de Rezende. Metodologia do Ensino de Arte. Cortez, 1999.   


*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9

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Quem Não Chora Não Mama

Filed Under Estagio | Posted on Dezembro 6, 2008

Quem Não Chora Não Mama: A Aquisição Da Linguagem Oral, As Manifestações Das Diferentes Linguagens E Conhecimento Da Realidade Social*

 

Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui o trabalho de:

 

Claudiane Garcia Leite – Graduanda de Pedagogia– CAC

Gabriela M. Capingote – Graduanda de Pedagogia - CAC

Cristiane Rocha Dantas (cristianerochadantas@hotmail.com)- Graduanda de Pedagogia –CAC

Dulcéria Tartuci Professora Orientadora

 

Palavras-chave: Berçário, linguagem oral, Linguagens, Crianças Pequenininhas

 

Introdução

 

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As instituições educacionais têm um papel muito importante na formação das crianças, e tem por finalidade formar cidadãos capazes e na sociedade. Não se distingue idades quando se fala em educar, desde muito pequeninos até adultos temos o direito à educação e as atividades relacionadas a ela.

 

A proposta que o Estágio nos oferece está muito além de apenas ensinar. É preciso abrir os olhos, tanto para as crianças quanto para a Educação Infantil. Ver com através dos olhos das crianças, perceberem um mundo de possibilidades, troca de experiências entre as crianças do berçário e o professor, deixando de lado pequenas e velhas maneiras de perceber as crianças pequeninas no âmbito das instituições educacionais, isto é, romper com a visão meramente assistencialista. O estágio em educação infantil faz parte das atividades desenvolvidas na disciplina Estágio em Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental I e II.

 

Inicialmente, o trabalho visa à aproximação e o contato com a realidade das instituições. Durante nossas visitas a uma instituição de educação infantil, mais especificadamente a uma creche, vivenciamos junto às crianças do Berçário II e ao educador da turma, a oportunidade e a liberdade de trabalhar diversos temas, e o que mais nos chamou a atenção foi a maneira com que as crianças se relacionavam, interagiam, assim decidimos trabalhar a linguagem oral, as linguagens e descobrir as diversas manifestações do “falar” que esses pequeninos usam para dizer, pedir e brincar deixando um pouco de lado e quebrando o tabu de que o trabalho com bebês só está voltado para cuidados  de higiene e alimentação.

 

A partir de estudos desenvolvidos por Vygotsky (1984), Cerisara (2002) e Oliveira (2000) buscamos construir uma visão sobre a criança, seu desenvolvimento e sua educação que contempla cultura infantil criança e não apenas a criança aos olhos dos adultos e educadores, percebendo e distinguindo as aproximações e diferenças de cada uma.

 

A concepção de desenvolvimento, de mediação e de zona de desenvolvimento proximal (Vygostsky) nos permite perceber a importância da educação infantil se constituir como espaço de educação e o papel do educador enquanto mediador e construtor de situações que propiciem o desenvolvimento e aprendizagem das crianças pequeninas. Destaca-se, assim a importância da interação educadora-criança e criança-criança e o papel do professor em estimular a criança a construir mais conhecimento e significado sobre a realidade social.

 

Um dos princípios da teoria Vygotskiana além de muito importante para o desenvolvimento, é a Zona de desenvolvimento proximal, que representa a diferença entre a capacidade da criança de resolver problemas sozinhos e a capacidade de resolver com ajuda de alguém. Portanto, a partir dos estudos de Vygotsky, pudemos construir uma melhor compreensão em relação à criança e a fala. A partir do momento que a criança descobre que tudo tem um nome, cada novo objeto que surge representa um problema que a criança tenta resolver tentando nomeá-lo. Quando falta a palavra, a forma que ela usa é recorrer ao adulto. Esses significados básicos de palavras, adquiridos com o tempo, funcionarão como base para a formação de novos e complexos conceitos.

 

A partir deste referencial teórico é que nosso projeto de estágio visa propiciar às crianças através da interação e de situações significativas de aprendizagem a aquisição e ampliação da linguagem oral, a manifestação das diferentes linguagens e o estabelecimento de relação com os objetos de conhecimento e com a realidade social.

 

Metodologia

 

Baseados nos recursos oferecidos pela instituição em que estamos desenvolvendo o projeto e pelas anotações, registros das observações realizadas no berçário, com a orientação da professora de Estágio Dulcéria Tartuci, procuramos elaborar um projeto que propiciasse o desenvolvimento da linguagem oral e a construção de conhecimentos da realidade social, isto é que promovesse a construção de conceitos de diferentes áreas do conhecimento, através das diferentes linguagens, da fala, da expressão facial e corporal, dos gestos e movimentos. Desse modo, nosso trabalho vem sendo desenvolvido através de atividades prazerosas que tem como base a interação e o estimulo a comunicação.

 

As situações vivenciadas pelas crianças no berçário envolvem temáticas como: conhecendo os animais, conhecendo e degustando as frutinhas, Brinquedos e brincadeiras, quem sou eu. O planejamento das situações de aprendizagem envolve todo o cotidiano das crianças: as rotinas, as atividades de “cuidados” (higiene e alimentação), as atividades de “educação”, enfim toda a dinâmica do berçário deve ser construída intencionalmente, ainda que não desconsideremos o espaço de liberdade e de criação.

 

Conclusão

 

De acordo com a prática do nosso projeto, percebemos que os objetivos estão sendo alcançados, sempre respeitando a criança como um todo no seu desenvolvimento e seus desejos e vontades. Portanto, é possível afirmar que nosso trabalho tem como base nosso compromisso em planejar todas as situações vivenciadas pelas crianças no berçário, além disso estamos nos empenhando em levar atividades e brinquedos criativos, e construir recursos alternativos que vem se constituindo em um incentivo a mais para a ampliação não só da linguagem oral nas crianças, como também de conhecimento.

 

As diversas situações do cotidiano e as interações que as crianças estabelecem desde que nascem é o que dá sentido a aprendizagem da fala, que permite a ela conhecer e viver o universo e o contexto em que a linguagem é produzida. Assim, o desenvolvimento do nosso projeto vem propiciando as crianças pequinininhas a aquisição e ampliação da linguagem de forma significativa, permitindo a interação e a construção de conhecimento da realidade social através das diferentes linguagens.

 

É possível perceber a ampliação do vocabulário das crianças, a participação e a manifestação em diferentes situações vivenciadas, inclusive envolvendo as temáticas/os conhecimentos. Constatamos também que as rotinas de higiene e alimentação podem compor as situações planejadas, uma vez que elas passaram a compor o trabalho pedagógico que desenvolvemos no berçário, diferente do que ocorre ainda em muitas turmas de berçário. Por outro lado foi possível perceber os grandes desafios enfrentados pelas professoras para construir um espaço educativo, como o grande número de crianças para apenas uma professora e uma auxiliar e a ausência de brinquedos e recursos pedagógicos em geral. Neste sentido, Tartuci (2008, p.14) afirma que “[…] é preciso se investir em estruturas adequadas para o atendimento das crianças pequenas e em políticas de valorização das professoras que atuam nesta etapa educacional”. A política de valorização precisa ainda conforme a autora “[…] garantir condições de trabalho e salários compatíveis, inclusive garantindo tempo remunerado para o planejamento e a formação continuada e condições de participação na construção de propostas pedagógicas para as instituições de Educação Infantil” (2008, p. 14).

 

Por fim, consideramos que a execução do projeto de estágio além de propiciar espaço de formação às crianças, ele também nos propicia espaço de formação, a partir da possibilidade de aproximação do cotidiano do berçário e da intervenção e execução de projetos educacionais, que por sua vez influenciam no desenvolvimento das crianças, na aquisição significativa de conhecimento e na compreensão e significação das variadas formas de expressão, seja a fala, os gestos e as expressões corporais

 

Conforme Tartuci (2008, p. 11) “É necessário construir um novo olhar sobre o cotidiano da Educação Infantil e seus sujeitos, percebendo as interações sociais que o permeiam a fim de que sejam reconhecidas e respeitadas as diferenças. Cultivar o respeito e a autonomia é construir espaço de criatividade onde as crianças possam ter liberdade de expressão e de interação com seus parceiros, um ambiente lúdico, no qual a criatividade possa ser construída a partir das experiências significativas das aprendizagens infantis”.

 

Referências

 

CERISARA, Ana Beatriz. Implicações Pedagógicas do modelo Histórico Cultural. Edição 05 Florianópolis: UFSC, 2002.

OLIVEIRA, Zilma Ramos. A criança e seu desenvolvimento: perspectivas para se discutir a educação infantil. São Paulo: Cortex, 2000.

TARTUCI, Dulcéria. Educação Infantil, Práticas Educativas eFormação Docente. 9º Encontro de Pesquisa em Educação da Anped -Centro Oeste. Taguatinga, DF: UCB, UNB, UFG,  2008.

VYGOTSKY, L.S. Formação Social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984.

 

*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9

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Água: Uma Substância Essencial À Vida

Filed Under Estagio | Posted on Dezembro 4, 2008


Água: Uma Substância Essencial À Vida*

 

Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui o trabalho de:

 

Simone Pereira da Silva (sicapingote@hotmail.com)- Graduanda em  Pedagogaia-CAC

Patrícia Ferreira da Silva (patriciapatota@yahoo.com.br)- Graduanda em  Pedagogaia-CAC

Elânia Maria Marques Bergamaschi Profa. Orientadora

 

Palavras chave: Água, Cidadania, Interdisciplinaridade

 

Introdução

 

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O interesse pelo tema Meio Ambiente surgiu a partir do Núcleo Livre: Práticas Pedagógicas e Educação Ambiental que fizemos no curso de Pedagogia, no Campus Catalão, em 2007. As aulas nos possibilitaram uma melhor percepção sobre a importância da Educação Ambiental para a formação de cidadãos críticos e com consciência coletiva.

 

Em 2008, sob a orientação da professora de Estágio, realizamos leituras, discussões e a partir de várias observações na escola campo Escola Municipal Patotinha, situada a rua Guatemala, Nº 180, no Bairro das Américas, Catalão-GO, escolhemos a água como objeto de nossas investigações. Isso porque a água é indispensável para a vida em nosso planeta.

 

Atualmente, a água se encontra poluída e com ameaças de escassez. Hoje já existem algumas regiões do mundo que sofrem com a falta de água. Por isso é imprescindível mudar atitudes e conceitos e começar a refletir sobre as nossas ações em relação aos recursos hídricos, em virtude da água ser essencial para a existência da vida, (BONACELLA, 1990). A partir daí surgiram perguntas que este trabalho pretende responder: Qual é a concepção de recurso esgotável que os alunos possuem em relação aos recursos hídricos? Eles sabem realmente qual é a importância da água para a existência dos seres vivos?

 

Os trabalhos, referentes ao projeto de estágio, tiveram como objetivo despertar os educandos para a formação de consciência crítica sobre a importância de exercerem a sua cidadania e de saberem se posicionar diante dos problemas, relacionados à água, enfrentados na sociedade.

 

O projeto está sendo trabalhado na instituição campo de forma interdisciplinar, como garantia de produção de conhecimentos significativos para as crianças. A interdisciplinaridade está sendo trabalhada pelas disciplinas de Ciências, Português, Matemática e Arte por considerar a realidade do aluno como ponto de partida para a realização do trabalho e ampliação do conhecimento, tornando-o significativo para os educandos.

 

Baseado nos PCNs de Ciências Naturais (1997) os trabalhos relacionados ao Meio Ambiente devem ser integrados ao currículo de maneira interdisciplinar, de modo a impregnar toda a prática da educação e, ao mesmo tempo, os educadores devem proporcionar uma visão global e abrangente sobre questões ambientais no contexto escolar. Para tanto, a interdisciplinaridade questiona a segmentação entre os diferentes campos de conhecimento, produzida por uma abordagem que leva em conta a interrelação, questiona a visão compartimentada (disciplinar) da realidade sobre a qual a escola, tal como é conhecida, historicamente se constitui. (PCN, 1997, p. 30).

 

A interdisciplinaridade propõe trabalhar os conteúdos na sala de aula de maneira interligada. Desta forma, a Educação Ambiental foi proposta de forma interdisciplinar por facilitar a produção de conhecimento significativo aos alunos. De acordo com Dias (1993, p. 117), a educação ambiental, por ser interdisciplinar, por lidar com a realidade, por adotar uma abordagem que considera todos os aspectos que compõem a questão ambiental, sócio-culturais, políticos, científicos, tecnológicos, éticos, ecológicos, etc:, por achar que a escola não pode ser um amontoado de papel, por ser catalisadora de uma educação para a cidadania consciente, pode e deve ser o agente otimizador de novos processos educativos que conduzem as pessoas por caminhos onde se vislumbre a possibilidade de mudança e melhoria de seu ambiente total e da qualidade da sua experiência humana.

 

De acordo com o autor acima citado, a escola tem o papel de formar o cidadão para exercer de fato a sua cidadania de forma consciente. Mas, para tal, é preciso um trabalho interdisciplinar por lidar com a realidade do aluno.

 

Metodologia

 

Para a realização do projeto foram utilizados textos informativos sobre a água, o filme O Rei Leão 2, dinâmicas com revistas e jornais, aulas expositivas, realização de experiências, leituras, produções de textos, uso do globo terrestre, a música Planeta Água (Guilherme Arantes), entre outros, com o intuito de tornar o ensino aprendizagem mais significativo para os educandos.

 

Para concretização do projeto ainda serão realizadas discussões, produções textuais, aulas expositivas, produções artísticas, debates, análise de contas de água dos próprios alunos para verificar através de cálculos o consumo de água das famílias, e por meio das análises, trabalhar sobre o consumo e desperdício de água com os educandos.

 

Resultados e discussões

 

Acreditamos que o trabalho está sendo realizado de forma prazerosa tanto para os alunos quanto para nós estagiárias, e os resultados estão sendo positivos. Estamos conseguindo alcançar nossas metas, despertando os educandos para a percepção da importância da água para a manutenção da vida em nosso planeta. Cabe a escola formar cidadãos críticos que saibam se posicionar diante de problemas sociais. O nosso trabalho é realizado de acordo com as necessidades e realidade dos alunos.

 

Trabalhamos leituras e interpretações, pois essa é uma grande dificuldade dos alunos, como é um projeto interdisciplinar abordamos a água em todas as disciplinas e tem dado certo.

 

Os alunos têm demonstrado grande interesse pelo trabalho e já estão associando importância da água para todos os seres vivos a outras questões, como exemplo, para o crescimento das plantas e outras utilidades da mesma para a existência da vida. Constatamos isso na experiência da germinação dos grãos de feijão realizada na sala de aula em que pedimos relatórios passo a passo da germinação. Eles nos responderam com clareza que o vaso que havia recebido maior quantidade de água, os seus grãos germinaram mais rápido e estavam maiores do que os outros que não receberam água.

          

Considerações finais

 

Com a realização do projeto percebemos a melhoria da percepção dos alunos acerca do tema. Eles têm acompanhado o raciocínio durante a realização das atividades e têm se mostrado questionadores em relação à problematização e argumentação em suas respostas.

 

Concluímos que trabalhar projetos interdisciplinares na escola é importante para uma ampliação significativa do conhecimento dos educandos por tornar, o ensino aprendizagem e os momentos coletivos, esclarecedores.

 

Referências

 

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais/ Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria do Ensino Fundamental. Ciências Naturais. Vol. 4. Brasília. MEC/SEF. 1997.

BONACELLA, Paulo Henrique. A poluição das águas. 2ª ed. São Paulo: Moderna, 1990.

DIAS, Genebaldo F. Educação Ambiental: princípios e práticas. 2ª ed. São Paulo: Gaia, 1993.

 

*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9

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