Ensinar Geografia Passou A Ser Desafio?
Filed Under Educação, comunicação e Midia 2007 | Posted on Novembro 28, 2007
A primeira pergunta que eu me fiz quando vi o vídeo abaixo foi: o que realmente uma criança pode aprender?
Depois pensei: nossa, Lilly sabe mais localização de países do que eu! Como?
Mas a pergunta que mais me motivou a publicar este vídeo foi: o que o professor deve ensinar na escola, quando as crianças já trazem de casa conhecimentos tradicionalmente ensinados na escola?
Eu penso que com as novas tecnologias da informação e comunicação isto passa a ser um problema pedagógico. Os professores e professoras estão interessados em aprender ou reaprender para continuarem a ser professores?
NEW! Lilly: The World Map Master Baby Genius
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Mestrado, Eu Cheguei Lá!
Filed Under Notícias | Posted on Novembro 28, 2007
É com grande prazer que publico abaixo um texto de satisfação de minha ex-aluna e orientanda PIBIC, Camila Aparecida de Campos, após ser aprovada no programa de mestrado em Educação da Universidade Federal de Goiás - Goiânia.
Na foto abaixo, ela e eu no dia da colação de grau do Curso de Pedagogia, em 19 de abril de 2007, Catalão-GO. Ao fundo, a professora Cida Almeida e a aluna Andréia.
Parabéns Camila por mais esta conquista. Em breve é o doutorado!
Olá, meu nome é Camila, sou graduada em Pedagogia (2006), filha de Terezinha e Paulo. Tenho 22 anos, dois irmãos, dois sobrinhos. Filha de trabalhadores, o mais provável destino seria que eu seguisse o ramo de minha mãe, costureira, assim como temos outras pessoas na família. Mas, sempre fui muito cheia de pirraças, e quis fazer diferente.
Desde minha infância, meus pais me ensinaram a ter gosto pela leitura, e acompanhavam sempre de perto meu desempenho escolar. Isso até mesmo no Ensino Médio. Quando entrei na Universidade o curso escolhido não era o almejado, mas era o possível. Como vários filhos de trabalhadores, eu também sonhava em ter uma profissão na área da saúde, e, na época, eu possuía uma vontade enorme de ser militar (abafa o caso!).
No primeiro ano de curso já me apaixonei! As disciplinas eram História da Educação Ministrada pelo Professor Wolney, Sociologia pela Elma, Língua Portuguesa com a Sirlene, Psicologia com a Tânia e Biologia com a professora Neila. Percebi que a importância da educação, e comecei a conhecê-la.
Nos anos seguintes tive aulas fantásticas! Era um romance com o curso, aliás, com a universidade. Tentei conhecer cada pedaço da universidade, fui bolsista PIBIC, participei de gestões do Diretório Acadêmico, do Centro Acadêmico de Pedagogia, do Conselho Diretor, e de eventos de todos os cursos do Campus.
Mas daí, formei. Foi como a separação de um grande amor. Sofri, chorei muito. E do mundo em que eu era livre pra pensar, fui arremessada ao mundo do trabalho. Era mais uma na disputa. E nesta eu perdi, pra mim mesma.
Como não pude me inscrever pro processo seletivo da 20º turma de mestrado em educação da UFG, eu me via sem rumo. Novamente presa à situação do sonho e do possível. O sonho era estudar e seguir carreira na Universidade, o possível era arrumar um emprego, não necessariamente na área. Resolvi driblar as regras e fui para Goiânia de “mala e cuia”.
Fiquei 5 meses participando de eventos da Faculdade de Educação, da História (UFG) e outras coisas. Vi uma fala do Frigotto sobre educação e trabalho que me causou arrepios.
Voltei pra Catalão continuei na correria contra o possível, fiz alguns concursos, fiquei em segundo lugar. Não desanimei, alias, só fiquei com mais fôlego, mais vontade!
Tanta euforia me levou pra quatro seleções pra mestrado, sendo duas de educação e duas de história (UFU e UFG). Eu respirava, comia e bebia projetos, referencias bibliográficos, currículos. O Resultado foi se aproximando e a ansiedade era quase insuportável. Coitado do Wolney e dos meus telefonemas nas horas inusitadas!
O primeiro resultado foi o da História da UFG, em que não fui aprovada na ultima fase, entrevista. O outro de História (UFU), eu até fui muito bem no projeto, mas a data coincidiu com a entrevista da Educação em Goiânia, e tive que abandonar.
A entrevista, inclusive, foi um fato muito marcante pra mim. Resumindo o ato, que tremo só de lembrar, sai de lá engolindo orgulho ferido e choro.
Ontem, dia 27 de novembro de 2007, olhei o resultado do projeto do processo seletivo de Educação da UFU, e fui aprovada. Um feixe de esperança surgiu, agora falta só a entrevista.
Minha ansiedade crônica me levou à página da Faculdade de Educação da UFG, e o resultado programado pra sair até dia 30, havia sido publicado. Respirei fundo e vi meu nome! Tive um sentimento de prazer, de alívio, de sonho.
Eram tantos inscritos! A minha inscrição era 173. Mas fui aprovada!
Minha vida agora segue um rumo que não sei qual será o desfecho, mas consegui dar mais um passo rumo a um sonho!
Eu poderia discorrer agora sobre educação e neoliberalismo, sobre o processo de seleção que é excludente. É possível ainda, enumerar vários obstáculos que enfrentarei mesmo depois de terminar o mestrado no mundo do trabalho. Mas, sinceramente, estou cansada de teorizar. Não ousem me acordar pelo menos hoje! O que os olhos não vêem o coração não sente, essa sabedoria popular me ajuda a ser feliz neste momento.
Agora, o que me sobra é agradecimentos por cada palavra de apoio recebida neste percurso. Em primeiro lugar, o meu grande professor Wolney, orientador, às vezes até psicólogo! Sem ele não teria conseguido. Tem uma professora que durante o curso me fez acreditar na educação: Cida Almeida. Recebi incentivos de vários professores do curso de Pedagogia, e seria capaz de falar de cada um, mas farei isso pessoalmente (alias, já iniciei né Selma), com um abraço fraterno!
No mundo da competição onde o capital determina os vencedores, não me considero como tal. Ninguém vence num mundo de miséria, onde a educação não é pra todos.
Meus agradecimentos aos mestres, aos amigos, e principalmente aos meus pais e irmãos, que suportaram meu mau humor, me ajudaram a erguer a cabeça em horas difíceis, e me deram carinho.
Sigo o rumo daquilo que acredito, e minha felicidade é saber que farei o que amo.
educação escolarização história mestrado NotíciasHistória Da Educação – Escolarização II
Filed Under Historia da Educação 2007 | Posted on Novembro 27, 2007
Uma das atividades desenvolvidas na disciplina História da Educação é montar a história da escolarização das alunas e alunos do curso de pedagogia, Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão.
Abaixo disponibilizo alguns testemunhos.
A escolaridade de Joice Mara da Silva Prado
A minha história de escolarização se inicia na escola municipal de Catalão-Go, Nilza Aires Pires em 1993, com 5 anos de idade, onde fiz o jardim II e o “pré”. Minha primeira professora se chamava Maria Darc, a qual me auxiliou para uma escolarização de qualidade. Recordo que ela nos orientava a ficarmos em fila, para cantarmos (macha de soldado, hino de Catalão…meu lanchinho) , antes de entrarmos para a sala e antes de lancharmos e também fazíamos orações.
O método de ensino era através de desenhos, história variada e a maior parte era a recreação com um espaço propício para a criatividade no brincar. Neste período se inicia minha alfabetização se consolidando na escola “Estadual madre Gorrochategui”. A minha maior dificuldade foi a construção da letra A do alfabeto, mas fui me aprimorando com o auxílio da professora.
No colégio ”Estadual João Netto de Campos” fiz o ensino fundamental. O quadro de professores era ótimo, os conteúdos sempre foram bem dados, tendo neste tempo um período de novidades, que insere uma visão nova de mundo, sendo novos colegas, nova escola, novos professores, tudo era novo e isso me estimulava a estudar e ser dedicada e esforçada nos estudos. Foi neste período que fui mais incentivada pelos meus pais a estudar me inserindo em um mundo que só me falavam que eu tinha que estudar, estudar…
Assim passei para o ensino médio na mesma instituição, onde tudo se complicou, pois os conteúdos eram sempre mais difíceis, mas nunca desisti de me esforçar e consegui passar com notas excelentes. A minha primeira recuperação foi em matemática no 2º ano, esta disciplina não me chamava atenção, não gostava de cálculos, mas tive que estudar e aprender.
No 3º ano mudei para uma instituição privada no, “Colégio Aprov”, encontrei muita dificuldade, pois o sistema de ensino era muito diferente, os conteúdos eram mais densos foi um ótimo período da minha escolarização o qual tive que estudar o dobro que estudava.
Enfim com todo esse processo da minha história, hoje em 2007 com 19 anos, estou cursando pedagogia, um curso que me satisfaz e a cada dia sinto mais gosto de estudar, pois a toda informação nova me capacita a obter uma racionalização de qualidade.
Escolarização de Denise Pereira Calaça
Iniciei minha vida escolar com 5 anos de idade em uma escolinha pública no meu bairro, comecei no jardim de infância no período vespertino e minha professora chamava Vânia. Ela era uma excelente professora preocupava com todos da turma, aprendíamos a desenhar, pintar os desenhos, brincar e cantar…, freqüentei esta escolinha até os 7 anos de idade.
Ao sair da escolinha passei para o colégio Instituto de Educação Matilde Margon Vaz, que também é uma escola pública e no bairro onde moro. Nesta nova escola iniciei cursando o pré no período vespertino. Depois passei para a 2°, 3°, 4°, 5°, 6°, 7°, 8° série no período matutino e na mesma escola, onde conclui o ensino fundamental, neste período sempre tirei notas boas.
O 1° colegial continuei na mesma escola e no mesmo período, tive muita dificuldade, pois algumas disciplinas eram diferentes. Neste ano de 1.999 fui reprovada por não conseguir alcançar a média em Química, Física e História.
No ano seguinte matriculei no Colégio Estadual João Neto de Campos, estudei até o 2°Bimestre, daí transferi para o Colégio Estadual Dona Iayá por ser mais perto do meu bairro, no 3° colegial estudei no período noturno, onde conclui o ensino médio no ano de 2.002.
Após a conclusão do ensino médio, fiz vestibular para o curso de matemática na UFG-CAC e não passei. No ano seguinte em 2.003 fiz vestibular para o curso de pedagogia na UFG-CAC e passei somente na 1° fase.
No ínicio de 2.004 fiz uma prova no Cesuc para o curso seqüencial: Gestão da Produção Industrial passei na prova e conclui o curso em Maio de 2.005. Neste mesmo ano fiz vestibular para o curso de pedagogia na UFG-CAC e novamente passei somente na 1°fase.
Em 2.006, passei no vestibular para o curso de pedagogia na UFG-CAC, na qual iniciei o curso em 2.007 e espero concluir em 2.010.
A escolaridade de Eslanda Francisca
Em 1993 comecei a minha escolarização, tinha 5 anos, não fiz o processo de jardins I e II, pois onde morava não tinha creche, a escola no meu primeiro ano de alfabetização era municipal e minha primeira professora se chamava Maria Canedo. Eu não tive problemas com ela, só confundiam o meu nome, eles me chamavam de Eslane, Islaine, mais nunca falaram o meu nome correto que é Eslanda.
Depois de um ano a escola passou a ser Estadual, trocaram todos os funcionários. Na 1ª e 2ª séries tive a mesma professora, também não tive dificuldades, assim como não tive na 3ª e 4ª séries, até aí nunca reprovei e não tive notas baixas.
Em 1998, fui para o ensino fundamental, tinha 10 anos, meus melhores anos de escolarização foi o ensino fundamental. Eram mais de 30 alunos, a metade era repetente da 5ª série, a gente fazia tanta bagunça, que um dia mais de 80% da sala foi advertida por uma semana, tive um colega que se chamava Rodrigo, quando a gente estava já na 8ª série, veio uma professora nova de história, ela é baixinha, parece um pingüim, ela era muito chata e a sala inteira ria dela, aí o Rodrigo por ser um “cara de pau” desenhava-a com uma vassoura e colava na parede da sala, e ela ficava pulando pra tentar pegar e não conseguia, e todos os dias a diretora ia na sala para gente assinar a ata.
Apesar de ser a sala mais bagunçada da escola, a turma foi a melhor do ano, com as melhores notas do colégio. O bom da escola é que você faz amizades que duram para sempre, outras já não prevalecem, eu tenho poucas amizades do tempo da escola, apenas duas, essas são pra sempre, a gente também ganha inimigos para sempre.
A nossa formatura da 8ª série foi linda. O ginásio do colégio estava cheio, todo mundo de beca, éramos mais de 150 alunos, pena que choveu muito, mas foi tudo de bom.
Já no ensino médio também não tive problemas com professores, não tive dificuldades de aprendizagem e o que atrapalhava era a troca de professores, que às vezes eram ruins e outros muito bons. Nos três anos do ensino médio, o colégio era fechado de tela, a gente fugiu das aulas passando pelos buracos que tinham na tela, os alunos da sala, nós, combinávamos de matar aula, e um dia uma colega dedou a gente, todos assinaram a ata.
Minha história escolarização (Marise)
Comecei á falar da minha história de escolarização de uma maneira bem legal e diferente. Quando tinha apenas 5 anos de idade, minha mãe me colocou no jardim de infância foi onde tive meus primeiros contatos com os coleginhas e a minha primeira professora, ou melhor “tia”.
Completei meus sete anos de idade e passei para o pré. Aprendi cantar os números e a escrever e principalmente a ler mas com dificuldade. A cada dia que ia passando me aperfeiçoava na leitura, escrita, pintura e no desenho.
Os anos foram passando e a cada ano eu aprendia mais, nos anos iniciais tive uma experiência muito boa que foi com a professora, pois, todos os dias quando chegava, contava uma história bem no início da aula que tinha uma moral. Com as história dela nós alunas aprendíamos muito. Mostrava que não podia responder pai e nem mãe, jogar lixo na sala e não brigar com os coleginhas de turma, etc…
Para mim ficaram marcadas estas histórias e penso melhor antes de fazer algo que prejudica os outros. Passou os anos, então entrei no ensino fundamental sem esquecer o que aprendi na minha infância.
Sempre estudei em escola da rede pública, meu ensino fundamental foi bom, onde começou o interesse em aprender coisas novas. Mas, com grandes dificuldades em algumas matérias como a matemática. Todos os anos eu não dava conta de passar direto, eu ficava de recuperação em matemática.
Durante o ensino fundamental aprendi muito, pois eram minhas primeiras experiências de vida e o começo da vida sozinha. Mas passei para o ensino médio, então fui para um colégio particular terminei o 3ºcolegial. Eu fui fazer um curso pré-vestibular. Ai foi onde pensei bem que curso ia prestar vestibular e foi onde me interessei por pedagogia, pois gostava de criança.
Graças a Deus passei no vestibular e estou na faculdade. Em outra oportunidade conto minha história na faculdade, pois já é outra história.
Minha Escolaridade (Alaíde Fátima de Araújo)
A primeira escola, onde cursei as três primeiras séries do antigo primário, de 1966 a 1969, era uma escola municipal, localizada na zona rural, no interior de Minas Gerais.
A minha iniciação escolar foi aos seis anos de idade. A escola ficava a oito km de distância da minha casa. Eu e meus irmãos íamos para a escola a cavalo. Eram incontáveis as chuvas que tomávamos no caminho, sem falar da trajetória cortada por riachos e terrenos acidentados.
Apesar das dificuldades, fazíamos tudo isso com aquela alegria, própria de criança.
A escola funcionava com as três séries iniciais, com aproximadamente cinqüenta alunos, e todos estes compartilhavam a mesma sala e professora.
As disciplinas eram: português, matemática, literatura e ciências. Entre tantas poesias que os alunos decoravam, lembro-me de todas as estrofes dos poemas de Tomaz Antônio Gonzaga e Cecília Meireles.
O poder municipal negava assistência a esta escola. O salário da professora era mantido pelos fazendeiros da região.
O preconceito inconsciente por parte das crianças, dividia os pobres dos mais favorecidos, e tal preconceito era reforçado pela professora, além da rejeição às crianças deficientes e outros problemas de saúde.
O perfil da professora era de uma pessoa recalcada, o método de chamar atenção era bastante agressivo: usava uma vara comprida para intimidar os alunos. Este instrumento falava por ela.
A situação de aprendizagem era de planejamento próprio independente de outra intervenção pedagógica. O objetivo do aprendizado era somente aprender e decorar. Não eram colocados problemas a serem resolvidos pelos alunos. A proposta não era o uso de texto e sim o das palavras soltas.
Aos nove anos, fui obrigada a interromper os estudos pelo fato da inexistência de escolas de quarta série acima, naquela região. Em 1980, fui pra Goiânia – Go. Onde concluí no Curso Supletivo, o primeiro e segundo graus, dos quais adquiri somente as noções básicas de todas as disciplinas e em Catalão, concluí o curso de Magistério em 2002.
Fazendo uma comparação dos métodos e programas de ensino entre os anos de 1966 a 2002, vejo que os conteúdos foram evoluindo de acordo com o desenvolvimento histórico e consequentemente surgindo a necessidade de uma escola que alcance as perspectivas desse desenvolvimento.
Lembro-me com clareza da fixação de um desejo: quando criança, sendo alfabetizada lá zona rural, eu, a noite olhava pra as estrelas e desejosamente dizia: um dia olharei para vocês de um pátio de uma universidade. E hoje, trinta anos depois, daqui do Campus de Catalão, olho para as mesmas estrelas e digo: Aqui estou!
Escolarização de Marcêtelly
A minha historia escolar não possui diferença em relação à maioria das crianças brasileiras, principalmente considerando um país socialmente desigual, compreendendo também a escolarização do individuo, ou seja, matriculei numa instituição pública ao sete anos e permanecendo nela nos dois primeiros anos do ensino inicial, já que eu mudei de Catalão para outra cidade por questões pessoais da família, onde o método de ensino também na primeira instituição será igual, tendo como principio a educação moral, hábitos de higiene e assim sucessivamente.
O ensinamento na nova instituição onde eu ingressei está pautada nos valores culturais tanto nacional quanto regional, como por exemplo: apresentação de cantigas, teatros, danças e outros, mas que não teve uma grande influencia o desenvolvimento da aprendizagem pelo fato dos educadores possuir formação insuficiente para transformar em benefícios.
Após três anos nesta mesma escola e na mesma cidade, retornei para catalão, estudando numa instituição de ensino perto da residência da minha família, ficando somente por um ano letivo, nela não teve nada de importante no modelo de aprendizagem empregada, pelo contrário, lá possui a utilização somente do quadro e giz.
Agora nós mudamos e instalamos numa casa que fica mais perto ainda da escola, onde o meu pai teve a possibilidade de acompanhar minha vida escolar com mais freqüência, permanecendo até o fim do ensino fundamental compreendendo da 5ª à 8º serie, pelo fato da nova lei de municipalização, onde o município abrange o ensino inicial até o fundamental.
O ensino médio que é responsabilidade do Governo Estadual, mas não terá variação no método de ensino empregado na instituição ou melhor ainda, apesar da divisão dos ensinos de acordo com a série a pedagogia empregada sofrerá poucos benefícios tanto para os professores quanto para os alunos, mas a eleição nas escolas estaduais é um ponto positivo, pelo fato de ser escolhido pelos alunos, professores, funcionários e pais, a direção escolar, deixando de lado a indicação pela secretária estadual de educação.
educação escolarização história Historia da Educação 2007História Da Educação – Escolarização I
Filed Under Historia da Educação 2007 | Posted on Novembro 25, 2007
Uma das atividades desenvolvidas na disciplina História da Educação é montar a história da escolarização das alunas e alunos do curso de pedagogia, Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão.
Abaixo disponibilizo alguns testemunhos.
A história da minha escolarização
Juliane Cristina da Silva Barbosa
Relatarei neste texto a história da minha escolarização. Nasci em Araguari, Minas Gerais, mas quando tinha apenas cinco meses de vida meus pais se mudaram para a capital mineira, Belo Horizonte. Em 1988, quando completei quatro anos, tive meu primeiro contato com a escola. Eu passava as minhas tardes no “Centro Educacional Tio Patinhas”, mas a única coisa que me lembro de lá, é que tínhamos uns “cadernões” onde a professora colava folhas com desenhos mimeografados, os quais eu nunca coloria sozinha, sempre tinha a ajuda da minha mãe, para que o caderno estivesse impecável. Guardei esses cadernos durante anos, até que uma professora, quando eu estava na 3ª série, pediu emprestado e nunca mais me devolveu. Na verdade, se soubesse que hoje estaria me graduando em Pedagogia teria guardado eles até hoje.
Antes que eu completasse cinco anos, meus pais voltaram para Araguari e no ano seguinte me matricularam na “Escola Estadual Visconde de Ouro Preto”, onde fui alfabetizada e estudei até o final da 4ª série. Considero o ensino desta instituição um tanto fraco, pois minhas médias eram sempre uma das maiores da sala, mas quando meus pais me matricularam em outro colégio, minhas notas caíram muito, chegando a tirar nota dois em uma disciplina onde foram distribuídos vinte pontos. Esse outro colégio é a “Escola Estadual Professor Antônio Marques”. Eu tive grande dificuldade para me adaptar à escola, e aos métodos dos professores, pois estava acostumada a ser elogiada pelos professores da outra instituição pelas minhas boas notas, e de repente me vi com uma das piores médias da sala. Foi nessa mesma instituição que conclui o Ensino Médio, e embora fosse considerada a melhor escola estadual da cidade, deixou muito a desejar.
Após terminar o Ensino Médio, consegui uma vaga em um curso pré-vestibular comunitário, onde os professores eram, na grande maioria, jovens graduandos de vários cursos, como Letras, Química, Geografia, Biologia e outros, na Universidade Federal de Uberlândia – UFU. Foi nesse momento que vi o quanto o ensino público estava deficiente, pois tive que aprender conteúdos que deviam ter sido aprendidos no Ensino Médio.
Durante três anos eu tentei vaga no curso de Pedagogia da UFU e não tive sucesso. Em 2006, uma amiga me convenceu a tentar vaga na Universidade Federal de Goiás, em Catalão (UFG-CAC). Confesso que não estava animada com a idéia de ir estudar em Catalão, pois tenho que viajar uma hora pra chegar lá, mas ela insistiu tanto que fiz a inscrição, as provas, e fui aprovada. Já a minha amiga não passou nem na primeira fase. Achei as provas muito fáceis, comparadas com as da UFU, onde são exigidas todas as disciplinas, independente se você pretende cursar exatas ou humanas.
Hoje estou cursando o 2º período do curso de Pedagogia da UFG-CAC, e estou gostando muito. Não me arrependi por ter entrado nessa instituição e nem por ter escolhido esse curso. É tudo novo e diferente. Aprendemos a pensar o mundo.
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A minha história de Escolarização
Anayana Vaz
Minha carreira estudantil teve início quando tinha cinco anos de idade, no ano de 1992, na pré-escola “Chapeuzinho Vermelho”, período vespertino. Uma instituição privada. Tive como minha professora Maria José.
Da 1ª a 4ª série estudei no “Colégio Dona Iayá”, também no período vespertino, com a professora Maria de Lurdes, Aparecida e outras professoras, que não me recordo dos nomes. Ainda no Colégio “Dona Iayá”, comecei a cursar a 5ª série, mas aconteceu algo muito ruim. Eu e minha família morávamos no bairro São João em Catalão-GO, e no meio do ano mudamos de casa, e fomos morar em outro bairro. Com essa mudança fui transferida para o “Instituto de Educação Matilde Margon Vaz”. Tive dificuldade de adaptação, e infelizmente não consegui acompanhar o ritmo da escola, e fui reprovada na 5ª série.
Da 5ª até a 8ª série continuei no “Instituto de Educação M. M. Vaz”, no período matutino, com os professores Sérgio, Regiane, Wilma, Joelma e Reinalto. Então, consegui me adaptar e tive um bom desempenho.
Algo que ficou marcado pra mim, foi quando estava na 8ª série e não consegui alcançar a média em matemática, que é a disciplina que mais tenho dificuldade, então, fiquei de prova final. Refiz a prova e depois entrei em contato com a professora pra me informar se eu tinha me saído bem na prova, e ela respondeu que eu tinha sido aprovada com média 6,0. No dia da entrega do boletim quase desmaiei, nele estava escrito: reprovada. Eu fiquei sem entender, chegando em casa liguei novamente para a professora e contei o que estava acontecendo, e ela no mesmo momento comunicou com a secretaria da escola. Para meu alívio, a secretária tinha errado no meu boletim. Então, fui aprovada. A turma da 8ª série resolveu fazer uma viagem para a Cidade de Goiás Velho, onde nos despedimos.
Do 1º ao 3º ano do Ensino Médio, estudei no “Colégio Estadual João Netto de Campos”, no período matutino. No 3º ano, com a professora Eliane, realizamos um teatro do filme “Alto da Compadecida”. Interpretei um papel muito engraçado. E assim encerramos o ano de 2005.
Aos 18 anos, no ano de 2006, fiz o “Cursinho Israel Macedo”, no período noturno. Tive professores como: Thiago, Olma, Carlos André, Joana, “Pastor” e outros. Prestei vestibular para Biologia, e não consegui passar, porque não alcancei a pontuação mínima. Continuei o 2º semestre no “cursinho”, já com outra opinião. Dessa vez queria tentar o vestibular para Pedagogia. Tentei e consegui, passei na 1ª e 2ª fase, com uma nota muito boa na redação.
Por fim, estou na Universidade Federal de Goiás, Campus Avançado de Catalão (UFG-CAC), na turma de 2007 do curso de Pedagogia, cursando o 2º período. E pode estar certo de que não me arrependi da minha escolha.
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A história da minha escolarização
Aparecida Ramos
A minha formação educacional desde o inicio foi muito difícil. Sempre estudei em escola publica, até a quarta série em escola da zona rural. Não havia escola próxima a minha casa, tinha então, a necessidade de ficar em casa de parentes ou amigos para estudar.
Tive muitos professores, alguns ruins que me colocavam de joelhos em cima de pedrinhas, e outros bons, como a professora Zoraide Santana da Silva, era excelente, meiga, simpática, educada e muito inteligente. Todos eram amigos dela, ela tinha uma maneira e um jeito muito especial de ensinar e de agir com os alunos.
Dona Zoraide contava muitas histórias infantis e suas histórias nos fazia viajar, era como se nós estivéssemos vivenciando a própria história.
Antes de concluir a 4ª série do ensino médio, parei de estudar. Fiquei vinte e oito anos fora da sala de aula. Em 2002 voltei a estudar e não parei mais.
Hoje com quarenta e três anos de idade estou na Universidade Federal de Goiás, Campus Avançado de Catalão, cursando o segundo período do curso de PEDAGOGIA. Estou muito feliz, me dou muito bem com todos os professores. Mesmo com os problemas e dificuldades que podem surgir, e vão surgir, eu sei disso, pretendo concluir o curso.
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A Minha História De Escolarização
Simone Miranda
A história da minha educação teve início em 1983, eu tinha a idade de seis anos. Uma idade um pouco elevada se comparada com a idade que as crianças começam a estudar hoje. Mas naquele tempo, pelo menos no município em que eu morava, não havia creches municipais que oferecessem educação para crianças de 0 a 5 anos. Quando eu comecei estudar, as crianças entravam direto na pré-escola, que hoje foi substituído pelo primeiro ano, dos anos iniciais.
Como meus pais moravam na fazenda, a escola em que eu fui alfabetizada era chamado de grupo escolar, onde só tinha uma sala para todas as turmas de pré-escola e quarta série, e também, uma única professora dava aulas para todas essas turmas. Como era muito conteúdo para uma professora só, ela dividia seu trabalho com as alunas da quarta série, essas alunas ficavam responsáveis pela alfabetização das crianças.
Nesse grupo escolar eu estudei até a terceira série, depois meus pais mudaram para Campo Alegre de Goiás, e me matricularam no “Colégio Estadual de Campo Alegre”, eu estudei lá até a 7ª série. Depois eu parei de estudar por algum tempo, e quando resolvi voltar os estudos eu já morava aqui em Catalão, estudei no “Instituto de Educação” por dois anos, onde conclui a 8ª série e o 1º ano do Ensino Médio, e novamente me afastei da escola. Dois anos mais tarde, resolvi concluir o Ensino Médio. Quando terminei o Ensino Médio não tive oportunidade de prestar vestibular.
O tempo foi passando e eu já tinha desistido de cursar uma faculdade. Então, eu pensei que eu não deveria desistir, mas sim, ir em busca do sonho. E aqui estou eu, fazendo esse sonho se tornar realidade, me graduando em Pedagogia na Universidade Federal de Goiás.
educação escolarização história Historia da Educação 2007











