Após essa triste manhã de quinta-feira eu me pergunto: Onde estamos realmente seguros?
Filed Under Púlpito | Posted on Abril 8, 2011
Após essa triste manhã de quinta-feira eu me pergunto: Onde estamos realmente seguros?
Por Fernanda Siqueira Silva[1]
Frente ao assassinato de 12 crianças na manhã dessa última quinta-feira, 07 de abril, essa é uma pergunta quase impossível de se responder, pois não há mais lugares seguros onde possamos estar distantes da violência e da maldade que estão presentes em nossa sociedade. Talvez seja a hora de suar a camisa para tentar mudar essa realidade, que grita e implora por socorro todos os dias e não percebemos.
No corre e corre do dia a dia, só nos preocupamos com o eu, esquecendo que existe um nós. Hoje, pessoas se lamentam e dizem estar revoltadas, mas, em menos de uma semana, apenas as famílias dessas vítimas irão lembrar e carregar essa dor, e o resto do país esquecerá e nada irá fazer para tentar sanar tal violência até que uma nova catástrofe aconteça novamente.
E me questiono novamente: - Quantas pessoas inocentes irão precisar morrer para que nós façamos algo para colocar um fim nessa realidade tão desigual e violenta?
Hoje é um dia triste e de luto para a educação brasileira, como bem disse o ministro da Educação, Fernando Haddad.
Não se sabe ao certo quais os reais motivos que levaram um jovem de 24 anos a entrar numa escola e disparar fogo em uma sala com 40 alunos. Muitos motivos irão surgir para explicar esse massacre, mas para mim não há nada que justifique tamanha crueldade contra seres inocentes e indefesos. Pois, ao que se sabe, o atirador Wellington Menezes de Oliveira, possuía um ótimo treinamento e carregava consigo duas armas nas mãos, um cinto com armamento e equipamentos profissionais.
Numa entrevista, o governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral disse que “é preciso saber de onde veio toda essa experiência de tiros do matador”. Talvez este pensamento de Karl Marx ajude a compreender onde o atirador adquiriu tamanha experiência: “Não é a consciência do homem que determina seu ser, mas é seu ser social que determina sua consciência.”
[1] Aluna do quinto período do Curso de Pedagogia, Departamento de Educação, da Universidade Federal de Goiás - Campus Catalão.
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Filed Under Púlpito | Posted on Março 4, 2010
Escola SESC De Ensino Médio
Liguei a televisão a pouco e sintonizei no canal do Senado. Para minha surpresa, o Senador Cristovam Buarque estava discursando. Falava sobre a grandiosidade da Escola SESC de Ensino Médio, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.
Busquei na internet a referência e encontrei este site:
O senador conseguiu chamar a minha atenção. Encontrei no site da Escola SESC um artigo do senador. Veja Aqui. Clique no artigo do senador Cristovam Buarque, chamado “É Possível”.
O leitor, acredito, tem, agora, alguns dados para pensarmos juntos sobre essa realidade e avaliar o quão possível podemos ter uma outra realidade educacional no País.
Cristovam Buarque ensino médio escola púlpito Púlpito senador SESCMeu Primeiro Dia Na Escola
Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Julho 20, 2009
Meu Primeiro Dia Na Escola
Eu, na verdade, não me lembro precisamente como foi meu primeiro dia na Escola. Minha mãe disse-me que com 76 anos ela não está lembrando nem dela direito. Exagero, claro. Mas, pelas histórias já contadas por ela, não fui à Escola com 6 anos por conta de bronquite asmática. Meus pais resolveram me colocar com 7 anos, em 1970, no pré-primário juntamente com meu irmão, um ano mais novo do que eu. Fomos estudar, em Catalão, na
Escola São Bernardino de Siena.
Portanto, eu não sei se são minhas próprias memórias, ou coisas que pessoas me contaram anteriormente, o fato é que tenho a impressão que o meu primeiro dia escolar não foi muito agradável. Eu não me lembro bem, já o disse, mas gostaria de ter guardado estas recordações. Quando meu primeiro filho foi à Escola, por volta dos dois anos de idade, foi inesquecível, pois, ao vê-lo em prantos, cheguei em casa, repensei o que tinha feito, e, depois daquele dia, ele ainda ficou um bom tempo sem voltar à Escola. Aquele choro me marcou. Eu já cheguei a pensar se isto me marcou porque acontecera o mesmo comigo. Ainda não tenho estas respostas.
Trazer para o presente, e para este post, as memórias do primeiro dia na escola é uma idéia que tive recentemente e supus que poderia ser interessante atrair pessoas para este espaço, para contarem suas histórias, tendo o cuidado, político e pedagógico, de ao acessar as lembranças, não isolar-se nesse passado, mas rever nossa relação entre estes tempos diferentes, passado e presente. Ao falarmos do passado estamos deslocando nosso tempo presente, mexendo com ele, alterando suas representações e, consequentemente, nossa inserção nele mesmo. Vejo, portanto, esta prática de lembrar o primeiro dia na escola não apenas como um reconstruir determinados tempos históricos passados, mas rever e agir sobre como estamos pensando e agindo sobre o primeiro dia na Escola das atuais crianças aprendentes deste novo século.
É, pois, com o intuito de conhecer melhor nosso presente, que convido o leitor, a leitora, a digitar suas memórias, recordações sobre o primeiro dia na sua vida em que foi na Escola. Então, Lembra-se?
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Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Junho 30, 2009
Uma Escola Sem Aula, Série E Provas?
O educador português José Pacheco, idealizador da Escola da Ponte, em Portugal, em visita ao Brasil, deu entrevista ao UOL Educação, falando sobre suas esperanças quanto à educação, e, em especial, seu otimismo quanto à Educação no Brasil.
Polêmico, para os mais pessimistas, estimulante, para os otimistas, vale a pena ler a entrevista. Quem sabe não está aí uma inspiração para a mutação genética da Educação Nacional?
Veja AQUI
Acessibilidade, Entrosamento E Domínio No Uso Da Internet Por Pedagogos
Filed Under Pesquisa | Posted on Julho 18, 2008
Acessibilidade, Entrosamento E Domínio No Uso Da Internet Por Pedagogos
Orientanda: Carolina Purcina Dos Santos*
Orientador: Wolney Honório Filho
Esta pesquisa trata de reflexões sobre a acessibilidade e o uso da internet por pedagogos. O ponto de partida foram pesquisas feitas por alunas do 8° período de Pedagogia no ano de 2008, na disciplina Educação, Comunicação e Mídia, da Universidade Federal de Goiás, Campus Catalão, da qual eu participei.
Considerando uso da internet em sala de aula, um elemento fundamental no processo de aprendizagem, organização e construção do conhecimento, este aponta as contradições de poder e dominação que estão associados ao processo de inserção das novas tecnologias no ambiente educacional.
A internet é um meio que nos permite informação do mundo todo e hoje essas novas tecnologias são vistas como novas ferramentas e instrumentos, capazes de alterar nossa cultura.
É importante o estudo desses avanços frente a esse novo paradigma, para percebermos que se antes a única forma de acesso ao conhecimento era através dos livros, a sala de aula e os professores, hoje esse conceito se amplia, pois a internet nos fornece conhecimentos que vão além das paredes das salas de aula e dos professores. Além disso, o estudo deste tema poderá potencializar minha formação como futura professora, pois a inclusão digital nas escolas já é uma realidade, e para encarar essa nova realidade, é preciso que o professor esteja preparado para ela.
Contudo, como tudo que é novo encontra dificuldades, no processo educativo não podia ser diferente. Questões tais como a falta de recursos tecnológicos, alguma resistência de alguns docentes e a falta de preparo dos professores são evidentes nas escolas.
O foco principal dessa pesquisa será a compreensão do avanço tecnológico e a relação educação e internet. Atualmente há constantes mudanças nas tecnologias, na qual tem produzido efeitos significativos na nossa forma de vida. O computador e a internet fazem com que parte da sociedade conviva com as praticidades criadas por suas diferentes aplicabilidades.
Essas novas tecnologias têm afetado os processos educacionais de ensino e aprendizagem, o que cria desafios e expectativas, tanto para o aluno quanto para o professor. Alguns docentes ainda desconhecem o papel do professor perante o excesso de informações, por isso a informática na educação ainda não está consolidada totalmente no nosso sistema educacional.
Algumas questões: como está sendo esta adaptação do uso da internet na sala de aula? Como o professor está lidando com essa relação professor e internet?
A emergência da tecnologia no cotidiano da sociedade contemporânea produz a necessidade de incluir nos currículos escolares as habilidades e competências para lidar com as novas tecnologias. No contexto de uma sociedade do conhecimento, a educação exige uma abordagem diferente em que o componente tecnológico não pode ser ignorado. A incorporação das novas tecnologias como conteúdos básicos comuns podem contribuir para uma maior vinculação entre o contexto de ensino e as culturas que se desenvolvem fora do âmbito escolar, pois ao colocar em prática o uso da internet sem a mediação do professor, o aluno não dará conta dos vários elementos que a internet oferece.
Portanto, esta pesquisa visa problematizar a temática Educação e internet, discutir os problemas que envolvem as novas tecnologias e analisar a situação dos professores frente a essa nova tecnologia. A composição da base teórica desta pesquisa vem se referenciando em autores como Ramal, Levy, Moran, dentre outros.
Andréa Cecília Ramal, apoia o uso das tecnologias nas escolas, para ela ao conectar à internet, as portas se abrem para um novo mundo diante dos alunos e professores, pois há uma infinidade de livros e sites que podem ser acessados, o que nos coloca em um grande desafio.
Além disso, ela mostra caminhos para alcançar uma formação neste contexto, capaz de nos tornar profissionais capazes de aprender sempre.
Pierre Levy destaca a importância de construir novos modelos de espaço dos conhecimentos, na qual rompe práticas obsoletas e estabelece uma mudança qualitativa.
Ressalta também sobre o hipertexto, a cibercultura e o cyberespaço, que é um universo de infra-estrutura e de uma interconexão mundial dos computadores, material de comunicação digital, ligados a nós que pode ser, palavras, páginas, imagens, gráficos, documentos, ou seja, dado de aquisição de informações e comunicação.
JoséManuel Moran segue o mesmo conceito de Ramal, onde o uso da internet e seus recursos na educação pode ampliar o mundo daqueles que utilizam. Ele salienta também sobre a importância da internet mediada pelo professor, pois ela é apenas um apoio indispensável para que se tenha total aproveitamento do conhecimento de modo geral.
*Aluna do Curso de Pedagogia, Universidade Federal de Goiás - Campus Catalão.












