Formação de Professor|Cultura Educacional |Educação E Blog

No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

Omissão Ou Manutenção Dos Mesmos Rumos Em Educação?

Filed Under Púlpito | Posted on Março 4, 2008

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By Ana Maria Gonçalves*

Pensar a educação brasileira hoje exige retomar a proposta do atual governo durante a campanha eleitoral. O programa de campanha do presidente Lula, “Uma escola para todos”, era bastante vago em relação ao financiamento federal da educação brasileira, prometendo somente o re-exame dos vetos do governo Cardoso ao Plano Nacional de Educação (Lei nº 10. 172/2001) – PNE. É certo que o re-exame não foi feito até hoje, o que de qualquer modo se configuraria em uma medida modesta, visto que ficaria aquém da proposta do Plano Nacional de Educação elaborado no âmbito do Congresso Nacional de Educação – CONED, o qual previa a aplicação de 10% do PIB.

Em relação ao PNE/CONED, denominado PNE da Sociedade Civil, cabe indagar por que as entidades que o produziu vêm se omitindo quanto a cobrar do governo federal o compromisso de cumprir a dívida de campanha. Mais do que isso, por que o governo Lula não é cobrado no sentido de ampliar a aplicação de recursos na educação. Que o Congresso Nacional e o Executivo sejam omissos e/ou estratégicos quanto aos vetos do PNE/CONED não é preciso fazer nenhum esforço para entender. Todavia, o silêncio de parcela expressiva dos educadores quanto ao PNE é que resulta incompreensível.

Cumpre lembrar que em 2007 o governo Lula lançou o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE, que agrega o conjunto dos programas federais para educação brasileira, mas sem nenhuma vinculação direta com as metas anunciadas no PNE. Não é demais destacar que o maior mérito do PDE refere-se ao compromisso com a qualidade do ensino, por isso mesmo foi entusiasticamente recebido pela sociedade, o que não deve impedir a percepção de que várias metas foram reduzidas. A título de exemplo, vale lembrar que em relação à educação superior, quando o governo fixa para as universidades federais a meta de duplicar as vagas até 2017, “o PDE fica aquém do PNE, que, na meta 1, se propôs a atingir, até 2010, um número total de vagas capaz de absorver 30% da faixa etária de 18 a 24 anos, o que significa a triplicação da totalidade das vagas atuais” (SAVIANI, 2007, p. 1240)**.

Assim, se há algo inadiável em termos de educação é a necessidade de a sociedade assumir a tarefa de pensar a escola. Todavia, isso não deve ser feito segundo a lógica do voluntariado. Aqui vale retomar o que o PDE apresenta como proposta de piso para o magistério - R$ 850.00. É bom lembrar que os cálculos foram feitos sobre 4.28 salários mínimos (hoje o mínimo é de R$ 415.00). Cabe salientar, também, a previsão de sua implantação gradativa até 2010. Além disso, é bom destacar a tendência de se colocar o piso mínimo como teto máximo.

É óbvio que a questão salarial não é o único elemento a ser considerado quando se pensa a educação brasileira, mas é difícil acreditar na melhoria da qualidade do ensino sem melhores condições salariais. A perspectiva que se desenha é, pois, de manutenção da precarização do trabalho docente, que resulta em um profissional sobrecarregado de tarefas e com pouco ou nenhum tempo para o exercício refletido e partilhado de sua profissão.

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Finalmente, é preciso registrar que a escola sofre críticas generalizadas, que se aprofundam à medida que os índices insatisfatórios são divulgados. Qual a saída então? Abrir um amplo debate acerca do papel que queremos que a escola desempenhe, sobre os seus limites e possibilidades. Nesse debate público, nós professores devemos desempenhar um papel central no sentido de celebrarmos um novo contrato educativo. Não há mágica. A melhoria da educação é uma tarefa da sociedade. Se a política que aí está revela continuísmo é porque a sociedade não vem participando da construção da educação que se quer para o século XXI.

*Ana Maria Gonçalves - Doutora em Educação Escolar pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, e professora do Curso de Pedagogia, Universidade Federal de Goiás - Campus de Catalão.

**SAVIANI, Dermeval. O Plano de Desenvolvimento da Educação: análise do projeto do MEC. Educação & Sociedade, out. 2007, vol.28, nº 100, p.1231-1255. ISSN 0101-7330. Disponível em www.scielo.br.

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Educação E Blog No Maps Google

Filed Under Tecnologia | Posted on Fevereiro 12, 2008


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Está sendo divulgado na Net o mapa dos Edublogs – professores que utilizam o blog para suas atividades educativas.

Abaixo, você pode visualizar e encontrar o Soprando.Net nesta lista.

O uso de Blogs na educação está sendo um recurso tecnológico crescente entre professores e professoras. Eu tenho encontrado muitas informações em duas comunidades de professores de Ensino fundamental e médio, sobre o uso da Internet e da Web como ferramentas de aprendizagem colaborativas, além de discutir as inúmeras possibilidades educacionais dos weblogs.

 

Blogs Educativos

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blog-educativo2.gifVivência Pedagógica

 

A propósito, no site anacarmen.com, encontrei uma excelente indicação sobre o uso de Blogs na Educação. O material está em inglês. Vale a pena conferir, clicando AQUI.

Eis o Mapa:


Exibir mapa ampliado

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A Escola De Samba Vai Vai E A Educação

Filed Under Púlpito | Posted on Fevereiro 10, 2008

A Escola de Samba campeã do Carnaval de São Paulo em 2008 foi a Vai-Vai. E ela trouxe para a avenida do samba um “acorda Brasil” Educação.

Educar pela arte, educar pela música. Misturando um clima de “a educação vem ai”, com críticas ao governo federal pela falta, por exemplo, de iluminação adequada, numa época em que a Internet vem ocupando o banco na primeira fila da sala de aula, a Vai abre alas com uma efervescente apresentação na avenida.

Destaque para o trabalho do Maestro Silvio Baccarelli na formação da orquestra sinfônica na favela de Heliópolis.

Eis o samba:

Vai-Vai - Samba-Enredo 2008
Zé Carlinhos,nayo Denai,vagner Almeida E Danilo Alves

“Vai-Vai acorda Brasil”

Eu sou guerreiro de fé
Meu samba é no pé, sou Vai-Vai
Se quero axé meu manto traz
No branco a paz, no preto amor
Sou brasileiro e tenho meu valor

Desperta gigante, é novo amanhecer
A levada do meu samba, vai te enlouquecer (Meu Brasil)
Esbanja talentos musicais, herança de gênios imortais
Do céu ecoam melodias, em sinfonias, que embalam meu cantar
E “carinhosamente” a Bela Vista a desfilar vem mostrar
Que um lindo sonho, nesta vida se torna real
Pra quem lutar, acreditar, buscar um ideal
Um lindo sonho, nesta vida se torna real
Pra quem lutar, acreditar num ideal

Alô Brasil, o nosso povo quer mais
Educação pra ser feliz!
Com união, vencer a corrupção
Passar a limpo este país!

Brilhou na arte a esperança
Iluminou as nossas vidas com o doce afã
De tocar, encantar, transformar as mentes do amanhã
Com o dom da musicalidade, “acordes com dignidade”
Vem ver, na grande ópera do carnaval
O bem vencendo o mal é a força da cidadania a trilhar
Vamos gritar aos quatro cantos desta pátria mãe gentil
Pra sempre vou te amar, “ACORDA BRASIL”

Não sou cético a ponto de dizer: ah, isto não vai dar em nada. Afinal, é (foi) uma manifestação no carnaval, uma das maiores festas populares do mundo. Eu penso que uma manifestação assim alerta pelo menos os pessoal da escola de samba, não é?

Mas alerta para o quê? Talvez para a necessidade mesmo de pressionar, brigar, contestar, lutar pela educação. A educação virou notícia por tabela na maior festa popular do Brasil – esta poderia ter sido uma manchete dos jornais.

De qualquer forma, o samba foi para a avenida, levou também mulheres bonitas e gente brasileira, coisa nossa, loucos por samba, carnaval e uma boa festa.

Aqui estou apenas pegando um gancho do evento e puxando a sardinha para nossa praia – a luta cotidiana pela educação. Vejam as fotos publicadas no site da Folha Online.

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Entrevista Com Professores – Jenny Horta

Filed Under Entrevista com Professores | Posted on Fevereiro 8, 2008

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Ao lado, a professora Jenny Horta, quem nos concedeu esta estrevista.

1) Fale um pouco sobre você (de onde veio, onde trabalha, formação, etc)

Sou professora há 24 anos. Sempre trabalhei com ensino básico e pré escola. Sou mineira de BH, mas vim para Niterói com 7 anos e trabalhei em várias escolas particulares.

Em 1990 prestei concurso para a Prefeitura de Niterói, mas só fiquei 6 meses, pois meu marido foi trabalhar na região dos Lagos e como a oportunidade era financeiramente boa, optei por acompanha-lo e pedi exoneração. Infelizmente, os salários não seguram ninguém…

De 1990 a 1994 fiquei sem lecionar. Foi um período muito difícil, mas aproveitei para estudar informática e em 1995 comecei a trabalhar como “instrutora” de informática para crianças. Também aprendi design gráfico e trabalhava com material gráfico para empresas.

Mas o trabalho com informática e crianças se tornou minha paixão. Em 1998, voltei para Niterói e atualmente trabalho numa pequena escola, colocando em prática tudo que aprendo no grupo dos blogs educativos. Mantenho um Blog sobre esta expeiência: http://melhorart.blogspot.com

Vou recomeçar minha graduação em pedagogia no Cederj e pretendo me especializar em Informática Educativa. Acredito profundamente que as tecnologias podem ser um grande aliado do professor. Comprovo na prática essa teoria, pois tenho um filho de 5 anos que utiliza o computador desde os três e já está alfabetizado.

Trabalho com crianças de 3 a 10 anos, utilizo Linux Edubuntu e mantemos um blog na escola: http://escolaedificar.blogspot.com

2) Como você se tornou professor(a)?


Acho que já nasci professora. Adorava a escola. Estudei no Colégio Assunção da 1ª série ao pré-vestibular. Não era uma escola, era uma família. Lá me alfabetizei e me formei no Curso Pedagógico. O curso era á tarde e pela manhã fiz o segundo grau e o pré vestibular. Mas algo não foi muito bem: optei por cursar Serviço Social na UERJ.

Trabalhava numa escola o dia todo, época das Diretas Já, ponte Rio-Niterói, ônibus lotado em dia de jogo no Maracanã, quase não havia aula…só comício, o curso… Larguei o curso e continuei professora. Sou professora.
Isso foi em 1983. Me casei e continuei só trabalhando. Era o que gostava. Ser professora!

3) Como tem sido a sua experiência como docente?

Não me adaptei no serviço público. Não aceito interferencia política na educação… Infelizmente, não deu certo.

Acredito que agora o país vem passando por boas mudanças, talvez agora conseguisse. Gosto muito do trabalho comutário e acredito nas novas iniciativas neste sentido. É por aí que eu vou.
Mas só largo as crianças quando estiver bem velhinha…

4) Para você, quais são as mudanças significativas quem vem acontecendo na
educação brasileira nos últimos anos?

Com certeza as tecnologias vem transformando a prática pedagógica. Meu filho de 5 anos me ensina a usar recursos do celular e até do computador. É a chamada Aprendizagem colaborativa.
Não é utopia futurista. É realidade e a escola precisa se adaptar a ela. Tenho visto bons esforços nas políticas públicas. Acredito numa nova realidade. Fico impressionada com blogs de professores de muitas boas escolas públicas ou não. Aos poucos, vamos modificar terríveis estatísticas!

5) Como vê a educação no futuro próximo?

Minha resposta anterior já diz tudo. Acredito que as coisas estão caminhando para melhorar. É preciso conscientizar a população e valorizar o profissional. Os professores, quando se qualificam, adquirem consciencia de seu valor, isso não pode deixar de ocorrer com os salários. Os pais, quando recuperam sua cidadania, adquirem consciência para cobrar e colaborar com a escola de seu filho.


Quando um pai, por exemplo, acessa a internet e lá vê um blog com as atividades de seu filho na escola, ele consequentemente participa do processo, vê a escola como uma aliada na educação de seu filho, mas isso só se consegue com a formação da cidadania.

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Quem Mexeu No Meu Queijo?

Filed Under Púlpito | Posted on Janeiro 30, 2008

Uma das primeiras conversas que faço com alunas no primeiro dia de aula é sobre identidade. Como assim?

Eu pergunto às alunas e alunos porque escolheram o Curso de Pedagogia. Grande parte das respostas aponta falta de opção. Outras dizem gostar de crianças. Outras ainda que o curso de pedagogia pudesse ajudá-las a criar os próprios filhos.

Bom, há várias outras respostas. O fato é que a maioria delas é jovem entre 18 e 25 anos, sem experiência em sala de aula enquanto docente. Digo isto, porque no final dos anos 1980 e início de 1990 tínhamos alunas que já eram professoras e que apesar de não trazerem para a sala de aula conhecimento teórico, traziam suas próprias experiências.

A realidade dos candidatos a futuro e futura professores mudou. Acredito que até meadas dos anos 1990, a aluna fazia vestibular e tinha mais claro a profissão que iria seguir. Ora, hoje esse processo começa no primeiro dia de aula, o que torna mais difícil comungar profissionalização com opção de vida.

Em outras palavras: quando a aluna ou aluno passam no vestibular e começam a fazer o curso superior, encontram aquilo que procuram?

Esta é uma questão que voltará aqui neste blog. Abaixo está um vídeo para ajudar a pensar nestas coisas.

Quem Mexeu no Meu Queijo? parte1 de 2

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