Software Livre na Educação: Diálogos com uma Pedagogia da Autonomia
Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Fevereiro 12, 2010
Software Livre na Educação: Diálogos com uma Pedagogia da Autonomia
O Professor Luis Dhein, publicou
Ele referencia software livre como um marco na história das tecnologias educacionais e também da história da educação no Brasil. Eis um trecho do texto:
“levando esse tema para a direção da aprendizagem, vamos dizer que a escola precisa ser o espaço do tempo lento, do tempo da decodificação da informação. E nesse movimento não estou querendo dizer que a escola não deva utilizar os recursos tecnológicos. Muito pelo contrário, ela tem um papel muito importante. A escola precisa entrar nesse universo tecnológico, precisa investigar ele e decodificar ele, buscando apropriar-se de todo o potencial que as tecnologias digitais oferecem para o campo educacional”
Esta é uma postura de fato urgente, inclusive na universidade, para além dos cursos de Ciência da Computação e semelhantes. Estamos rodeados de tecnologias educacionais e a explosão das tecnologias relacionadas à informática ascendeu o pensar sobre esse campo do conhecimento. Estamos aprendendo.
Veja mais da palestra do Luis Dhein AQUI.
Eu, Você, Todos Pela Educação
Filed Under Notícias | Posted on Novembro 16, 2009
Eu, Você, Todos Pela Educação
A mobilização Eu, Você, Todos Pela Educação teve início na última quarta-feira, dia 11 de novembro, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
Segundo o site História Digital, a mobilização “faz parte do Todos pela Educação, um movimento apartidário que visa cumprir uma série de metas para melhorar a qualidade da educação no país, até 2022”.
Este é um vídeo da campanha. Acompanhe:
Fontes:
educação eu mobilização Notícias todos voceO Que Aprendemos Com A Multidão?
Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Novembro 13, 2009
O Que Aprendemos Com A Multidão?
Duas imagens ocuparam-me a atenção, agora pela manhã. Na verdade, uma saiu ou consegui localizar no Google por conta do encontro que tive com a primeira. Vamos a elas.
Esta imagem que chamei de multidão1, apareceu-me primeiro quando estava lendo um livro (Norbert Elias – A sociedade dos indivíduos). O autor indagava da identidade das pessoas que vemos na multidão. À primeira vista, essa multidão ou qualquer outra parece um todo mais ou menos organizado, por colocarem pessoas, umas ao lado de outras. Mas, é também hábito do nosso pensamento, imaginar o todo como um conjunto desorganizado, ou mesmo, de forma mais exagerada, um possível caos.
Quem são as pessoas que vemos? Alguém é marceneiro, pedreiro, taxista, médico, lixeiro, professor, engenheiro…? Vive no Brasil, Portugal, Alemanha, Estados Unidos, Colômbia, Uganda…?
Esta outra imagem, que chamei de multidão2, parece um contra-senso. Por que multidão se ao fundo vemos uma pessoa, velha, sentada sozinha em um banco, numa praia isolada? Não se desespere leitor, eu capturei esta imagem de propósito. Primeiramente, para ter uma visão da contradição com a imagem da multidão1. Em segundo lugar, eu estava, no momento, pensando na idéia da multidão em nós, ou seja, como carregamos sobre o ombro multidões de pessoas que nós conhecemos, nos relacionamos, ao longo da vida. Propositalmente, portanto, eu quis criar um efeito de contraste, para ver como isso poderia provocar meu próprio pensamento. Um exercício do pensar por imagens, apenas.
Pois bem, voltemos ao foco. O que aprendemos com a multidão? Difícil tanto de responder quanto de encontrar resposta homogênea e hegemônica.
Eu prefiro arriscar uma interpretação e não uma resposta. No campo político, o discurso da governabilidade traz a multidão, traduzida também como povo, como agentes políticos. Agentes que podem estar tanto a favor quanto contrários ao movimento político. Mas que em geral é objeto de ações políticas, ou o beneficiário maior dessas ações.
No caso dos movimentos sociais, tão apagados no dias de hoje, o povo apresentam-se como um conjunto de gente reivindicante, em busca de um propósito, direitos a conquistar.
Quem é o velho sentado sozinho, no banco da praia isolada? Essa imagem contrastante provoca desconforto às concepções que tomam o indivíduo como “postes sólidos”, ou a sociedade como anterior e independente dos indivíduos. Indagar sobre a identidade do indivíduo sentado sozinho seria tão diferente de indagarmos sobre os indivíduos na multidão?
Eu penso que não. E minha intuição diz que é ai que está um mote para trazermos esses pensamentos para a educação. Em suma, quanto de postes sólidos nós estamos projetando nos aprendentes quando pensamos em formação? Existe educação sem ou anterior aos indivíduos que se educam?
Educação: Uma Mistura De Comunicação E Ação
Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Outubro 10, 2009
Educação: Uma Mistura De Comunicação E Ação
NO dia a dia da Educação estamos geralmente às voltas com duas questões altamente vinculadas com práticas educativas: a comunicação e a ação.
O velho “Chacrinha” (José Abelardo Barbosa de Medeiros, um dos maiores nomes da televisão brasileira entre 1950-1980) já dizia que “quem não se comunica se estrumbica”. Estrumbicar é o mesmo que trumbicar, que significa dar-se mal, estrepar-se, entrar pelo cano. Portanto, a comunicação é um alicerce da boa educação. Aprendemos nos comunicando, seja através da leitura de livros, ou da conversa com pessoas.
Comunicar é também comunicar-se. Ou seja, produção do conhecimento se dá pela interação, comunicação. Tanto com o outro, quanto consigo mesmo.
Porém, essa comunicação/educação às vezes não acontece por palavras. Ela se realiza por atos, exemplos, ações educativas. Foi isso que vi no vídeo abaixo, que vem sendo divulgado por emails e a qualquer hora cairá na sua caixa particular também, caros leitores.
Penso especialmente que em momentos de interações conflituosas a solução é desacelerar o verbo e mostrar, com ações, o que pensamos e como pensamos.
ação aprendizagem compartilhada comunicação educaçãoApresentação De Trabalhos Na Disciplina História Da Educação
Filed Under Historia da Educação 2007 | Posted on Junho 27, 2009
Apresentação De Trabalhos Na Disciplina História Da Educação
No último dia 26 de junho, as alunas da Disciplina História da Educação (Curso de Pedagogia, UFG – Catalão-GO) apresentaram o resultado do Estudo dirigido intitulado: “As idéias pedagógicas no Brasil entre 1759 e 1932: coexistência entre as vertentes religiosa e leiga da Pedagogia tradicional”, texto do Demerval Saviani*. A idéia do Estudo Dirigido foi dividir a turma em 9 grupos, propondo, aos mesmos, uma pesquisa básica, contextualizando o período histórico compreendido como Brasil Colônia, Império e início da República. Os temas propostos foram:
• Riquezas do Brasil colônia
• A escravização: índios e negros
• O conflito entre Colônia e Metrópole
• Fé e Razão
• O Marques de Pombal e o despotismo esclarecido
• Professores e aulas régias
• As instituições escolares
• Os métodos de ensino
• As reformas educacionais
O julgamento do trabalho foi dividido da seguinte forma: 50% da nota, que foi a apresentação, ficaram por conta das alunas avaliarem as colegas. Os outros 50% serão a avaliação do texto impresso entregue ao professor.
No final, fizemos um breve comentário. Primeiramente, sobre o nervosismo da turma. Eu disse que isto era normal, ou seja, tremer as pernas, ter dor de barriga e que na maioria das vezes acontece com todos os professores. Eu, inclusive, já ouvi isto de professores quando fazia o doutorado, e, sem sombra de dúvidas, fico também, se não nervoso, apreensível toda vez que estou para iniciar um novo curso, com uma nova turma.
Chamei a atenção para o fato de que ao se apresentar um trabalho não basta ler, seja no papel, no Retro Projetor ou na imagem projetada no Data Show. O argumento é que ao se apresentar um trabalho, uma idéia o(a) apresentador(a) está sendo um(a) mensageiro(a), alguém que é portador(a) de uma mensagem e que portanto tem que cativar quem o(a) está ouvindo. Despertar o interesse, mostrando domínio de conteúdo, versatilidade de movimentos, gestos ao falar, enfim, faz-se aproximadamente um show. No bom sentido do termo, pois eu já vi pessoas fazerem piruetas e não apresentarem nada de interessante, como já vi também pessoas de bom conteúdo conferindo palestras difíceis de engolir. Afinal, não é todo dia que estamos dando chute e marcando gol. Mas o importante é não fazer qualquer coisa, de qualquer jeito. E isto foi muito comum nas apresentações.
Eu não tenho o hábito de praticar estas estratégias de aula, quais sejam, os seminários apresentados por alunos(as) na graduação. Um dos motivos é este: os alunos ficam atordoados com o nervosismo e imaginam, principalmente nos primeiros anos, que o importante é falar, mesmo que seja qualquer coisa. Como se a fala fosse pontinhos que eles iriam ganhando, cada vez que se pronunciassem independente da forma. Ora, falar é algo que está diretamente relacionado com a forma, postura. É uma arte. Mas, nos últimos anos, venho percebendo que se os alunos e alunas não passarem por estes momentos difíceis e nós não os presenciamos praticando a oratória, nós pouco podemos contribuir para seu aperfeiçoamento. E não se trata apenas de avaliá-los(as). Fazemos com isto uma necessária auto avaliação.
Isto nos leva a pensar também sobre a formação que oferecemos na Universidade. Vou colocar o problema apenas como indício de suspeição, pois ainda não analisei o problema detalhadamente. Trata-se de imaginar sobre a Educação Integral. Com o crescimento das tecnologias da informação, a meu ver, há uma necessidade do aluno dedicar mais tempo com seus estudos e pesquisas pessoais e aproveitar de forma mais intensiva os momentos que nós chamamos de aula. Alunos e professores bem preparados para este momento especial que é a aula é como ver uma partida de sinuca bem disputada. Por outro lado, quando os textos não são lidos, ou o professor não prepara a sua aula, nada acontece, o tempo é perdido, as bolas, da sinuca, não são encaçapadas, não se faz gol.
Para fazer o debate responsável das idéias, tendo em vista a formação do cidadão, da pessoa educada nos “valores da solidariedade humana e respeito pela paz” (chamo a atenção para os dois textos que o Saramago escreveu recentemente no seu blog: Formação 1 e Formação 2) o vínculo entre uma aula/seminário e a perspectiva de tornar o aluno cidadão com estas práticas deveria ser mais estreito possível. Será que estamos no caminho?
Abaixo, algumas fotos da turma.
* SAVIANI, Dermeval. História das idéias pedagógicas no Brasil. 2 ed. rev. ampl. Campinas, SP: Autores Associados, 2008.
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