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No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

A Era Digital E A Geração De Novos Conhecimentos

Filed Under Estudantes | Posted on Abril 15, 2008

A Era Digital E A Geração De Novos Conhecimentos

Por Joice Mara Silva Prado*

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Vivemos em uma nova era: a era digital. As informações, nesta revolução tecnológica, são produzidas e consumidas numa velocidade espantosa. O que caracteriza a atual revolução tecnológica não é a centralidade de conhecimentos e informação, mas sim a aplicação desses para a geração de novos conhecimentos e de processos a serem desenvolvidos obtendo novos domínios em todos os cantos, a uma velocidade altíssima.

As tecnologias de informação e comunicação vêm produzindo uma mudança na forma de pensar. Esta mudança paradigmática do pensamento atinge o processo de aprendizagem. Entretanto, a maior contribuição que a Internet pode proporcionar à Educação diz respeito à mudança de paradigma, impulsionada pelo grande poder de interação que ela propicia.

O mundo virtual é um ambiente de interação fornecendo múltiplas formas e espaços de aprendizagem, espaços nos quais os sujeitos podem interagir e construir conhecimento. Nesse sentido o computador é visto como potencializador do desenvolvimento sócio-cognitivo.

A revolução tecnológica é vista como uma questão ambígua na educação. Alguns, mais pessimistas não querem nem passar perto. Outros, mais otimistas já a estão usando em sala de aula, mesmo não compreendendo todos os aspectos de um computador, mas inserindo o aluno no mundo digital. A educação digital traz novos benefícios à Educação? Ainda não temos tantos dados assim para avaliarmos esta questão.

Porém, isto não quer dizer que nada deva ser feito. Pelo contrário, a qualificação do professores para operarem estas ferramentas, já nos cursos de licenciatura, é uma boa medida para passos futuros.

Os formadores educacionais devem estar adeptos às inovações tecnológicas para se igualar a uma nação digital, pois hoje todos os docentes deveriam pelo menos conhecer o básico de um computador, tornando se alguém que assume uma posição ativa neste fascinante mundo digital. Portanto é importante refletirmos: estamos inserindo os educandos no mundo digital?

*Aluna do Curso de Pedagogia, Universidade Federal de Goiás - Campus Catalão

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Inclusão Digital Ou Educação Digital

Filed Under Educação, comunicação e Midia 2007 | Posted on Outubro 23, 2007

Cresce no meio acadêmico e escolar brasileiro uma necessidade premente de interagirmos com os computadores e navegar na Internet.

Por que navegar? Para acessar e enviar e-mails, fazer pesquisa de preço, de notícias, de produtos, de informações, divertir-se e aprender. Sim, haveria outros milhares de motivos, se formos contar as populações em diferentes idades.

E neste burburinho, cresce também a idéia de inclusão digital. O artigo abaixo, retirado do site Brasil Escola, faz uma interessante discussão sobre a relação entre inclusão digital e educação digital.

No Brasil, o processo de inclusão digital ainda está permeado pela necessidade de ofertar acessos públicos, e aqui friso principalmente nas escolas e universidade, aos jovens do país. Falta aparelhos e pessoas responsáveis para instruir crianças, jovens e adultos na utilização destas novas tecnologias.

Mas não podemos deixar de lado uma questão: inclusão não significa apenas acessar a Internet. Existe ai uma nova/velha educação em tramitação. Veja o artigo.

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Educação Digital

Em dezembro de 2000, os Estados Unidos aprovaram o “Children’s Internet Protection Act”, também conhecido como CIPA, que exige que escolas e bibliotecas subsidiadas pelo governo federal possuam uma tecnologia que garanta que menores não tenham acesso a conteúdos obscenos, pornografia infantil e outros conteúdos a eles inapropriados. Assim, os estabelecimentos acabaram por adotar filtros, visando evitar o contato dos alunos com tais materiais.

Devido ao fato de filtros e outras tecnologias serem imperfeitos, e poderem, inclusive, acabar por filtrar recursos educacionais úteis, alguns ainda defendiam a adoção de soluções paralelas ao problema. Neste sentido foi aprovado o “Child Online Protection Act” (COPA) e criada uma comissão para estudar métodos de redução do acesso de menores a materiais de cunho sexualmente explícito. A comissão, formada por representantes da indústria de tecnologia e serviços online, importantes agências federais, grupos defensores dos direitos de crianças e adolescentes, grupos religiosos, educadores e bibliotecários, concluiu que uma combinação de fatores (ações técnicas, legais, econômicas e educacionais) seria a melhor solução.

Por seu turno, no estado americano da Virgínia, foi aprovada uma lei que obriga às escolas públicas a ensinarem sobre Segurança na Internet. A lei – com vigência a partir do primeiro dia de julho de 2006 – exige que o Departamento de Educação daquele estado elabore instruções sobre a inclusão da disciplina na grade curricular. Antes mesmo da lei, várias escolas já haviam adotado a disciplina em período de aula ou mesmo informalmente.

Workshops também têm surtido efeito nos Estados Unidos. Em se tratando de adolescentes, impera a idéia “comigo não acontece” mas, quando se é colocado diante de grupos de pessoas que já passaram por uma situação de perigo na Internet, ou, pelos menos, os educadores usam exemplos reais detalhados para dar ênfase aos perigos online, a mensagem é recebida. “É necessário que os alunos consigam visualizar a si ou a seus amigos na história”, diz Parry Aftab, diretora da ONG americana Wired Safety.

Na Grã-Bretanha, em 2002, o Departamento de Ciência da Informação da Universidade de Loughborough conduziu auditoria em 577 escolas inglesas, visando a coleta de dados sobre o que se tem feito em relação às práticas de segurança online. Alguns dos quesitos analisados foram: existência de filtros, políticas de uso da Internet, monitoramento e educação dos alunos; métodos de ensino de segurança online; métodos de implementação das políticas de uso e de identificação da fonte de informações sobre segurança e, ainda, se estas informações recebidas são realmente colocadas em prática.

Segundo pesquisa britânica, 61% dos professores não se sentem preparados para lidar com a educação digital. Os professores não precisam entender tudo de tecnologia, mas pelo menos necessitam saber sobre os riscos online. As escolas britânicas tendem a acreditar que a educação digital se limita a aplicações que envolvam o ambiente escolar, deixando de lado assuntos como bate-papos, mensagens instantâneas e P2P, por exemplo. Acreditam que, por serem assuntos que não fazem parte do dia-a-dia escolar, devem ficar sob responsabilidade dos pais. Questionamos esta posição.

Em Portugal, ao nível do 1º, 2º, 3º ciclo de ensino e ensino secundário, não existe uma grade curricular que aborde questões da segurança online aos mais novos. O foco é todo na aprendizagem das ferramentas básicas (processador de texto, folha de cálculo, etc.) e nas aplicações básicas relacionadas ao acesso à Internet. No entanto, há margem para que os professores abordem outras questões com os alunos, mas fica sempre ao critério do professor. Assim, um ou outro professor adota atitudes louváveis mas, mesmo assim, ainda precisam de ajuda. E o mesmo acontece com os pais.

Nos restantes países de língua oficial portuguesa, o desafio é o de conseguir levar as tecnologias de informação e comunicação às populações, já que faltam equipamentos, softwares, entre outros.

No Brasil, fala-se muito em Inclusão Digital, mas pouco em Educação Digital. Enquanto governos e empresas multinacionais investem em equipamentos e no ensino sobre como usar as ferramentas básicas, falta instrução a respeito do uso correto, de acordo com princípios básicos de cidadania.

Pesquisando sobre o assunto, descobrimos uma professora brasileira chamada Cleide Muñoz, que ministra aulas de ética na informática a alunos de 5ª série a 8ª série. A atitude de Cleide é, de fato, louvável. Mas, no geral, ainda impera uma sensação de insegurança nesta “colcha” globalizada mas retalhada. “Segurança na Internet”, “Ética na Informática”, “Cidadania Digital”: é necessário organizar a disciplina e preparar os professores para um ensino completo e adequado.

É por esse motivo que estamos desenvolvendo o projeto “Educação Digital”, que engloba lições sobre Segurança e Privacidade, e Cidadania e Ética Digital. A princípio são ministradas palestras a mantenedores de escolas, professores, pais e alunos, sempre em grupos separados e com foco nas necessidades de cada grupo. Num futuro não muito distante vislumbramos a possibilidade de adicionar a disciplina à grade curricular, seja como matéria independente ou parte de disciplinas afins, como a Informática.

O importante é não perder tempo. Vivemos em uma nova era – a Era Digital – em que as informações são bombardeadas em velocidade espantosa. Somos a Sociedade da Informação! Se não dermos a devida atenção a este novo tipo de educação, as crianças de hoje serão os adultos confusos, perdidos e desinformados de amanhã. Ficaremos de braços cruzados?

Por Carolina de Aguiar Teixeira Mendes
Advogada e consultora em Direito e Educação Digital
catm@catm.adv.br

Agradecimentos:
Anne Collier, Tito de Morais e Parry Aftab.

Fontes:
http://www.internetsuperheroes.org
http://www.washingtonpost.com
http://www.lsj.com
http://safety.ngfl.gov.uk/schools
http://image.guardian.co.uk
http://br.buscaeducacao.yahoo.com/…/atica_online_vi.html

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