Vozes Da Maioria Silenciada
Filed Under Cinema | Posted on Fevereiro 14, 2009
Vozes Da Maioria Silenciada
No próximo dia 02 de março iniciamos o curso de especialização em Educação especial. Eu e a minha colega Maria José da Silva vamos oferecer a disciplina “Cultura e Educação Especial”. Mas o motivo deste post não é falar do curso, coisa que falaremos em outro momento, especialmente sobre esta disciplina. O que gostaria de indicar aqui é um documentário sobre a palestina – Vozes Da Maioria Silenciada - que é imperdível. O filme está aqui:
cinema cultura educação especial palestina silenciadaSe voce eh novo(a) aqui, inscreva-se ao meu RSS feed. Obrigado pela visita!
Inscrições Especialização Em Educação Especial
Filed Under Eventos | Posted on Dezembro 19, 2008
Adiadas As Inscrições Especialização Em Educação Especial
As inscrições para o Curso de Especialização
APRESENTAÇÃO
O Departamento de Pedagogia da UFG-Campus Catalão vem, ao longo dos últimos dez anos, desenvolvendo cursos de Pós-Graduação Lato Sensu cumprindo a uma política de desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e pós-graduação.
O Curso de Especialização
O objetivo do Curso é qualificar, ao nível de pós-graduação lato sensu, especialização, educadores e profissionais que atuem ou irão atuar na Educação Especial e Processos Inclusivos de crianças e adultos com necessidades educacionais especiais, em atendimentos educacionais especializados, em salas de recursos, em centros e núcleos especializados, nas classes hospitalares, nos ambientes domiciliares, na oferta de serviços e recursos de educação especial em contextos escolares e não escolares, em equipes multidisciplinares e na gestão de projetos e propostas educacionais – planejamento, desenvolvimento e avaliação – de Educação Especial em uma perspectiva inclusiva, através de estudos, pesquisas e ensino referentes a esta área.
O curso se organiza sob a forma de disciplinas, Seminários e Fórum de Debates. Também envolve espaços de apresentação e discussão dos trabalhos de conclusão de curso.
A Carga Horária Total do Curso é de 720 horas.
INSCRIÇÕES
Período: 28 de Janeiro a 11 de Fevereiro de 2009.
Número de vagas: 30
Podem inscrever-se:Graduados
reconhecidos pelo MEC.
Local: Departamento de Pedagogia do Campus de Catalão-UFG
Av. Dr. Lamartine Pinto de Avelar – Setor Universitário
Horário: 8:00 às 12:00h e 14:00 às 18:00
Segunda-feira a Sexta-feira
Telefone: 64-34411511
Taxa de Inscrição: R$ 13,00.
DOCUMENTOS NECESSÁRIOS
No ato da Inscrição:
- Ficha de inscrição devidamente preenchida.
- Cópia do Diploma de Curso Superior ou Comprovante de Conclusão do Curso de
Graduação.
- Cópia do Histórico Escolar do Curso de Graduação.
- Cópia dos documentos pessoais: carteira de Identidade, CPF, título de eleitor (e comprovante da ultima votação) e certidão de casamento.
- Currículum vitae (comprovado).
- Carta de intenção de estudo (3 cópias).
- Uma foto 3×4.
Obs: Os documentos poderão ser autenticados no local de inscrição com a apresentação dos originais.
A estrutura da carta de Intenção de Estudo (no máximo 5 páginas)
1. Dados de Identificação.
2. Tema ou Assunto.
3. Problematização (Questão de Pesquisa)
4. Objetivos.
5. Justificativa e Fundamentação Teórica.
6. Metodologia.
7. Referências.
SELEÇÃO
Período: 12 e 13 de Fevereiro de 2009
Critérios:- Carta de intenção de estudo
- Entrevista oral.
- Análise do curriculum vitae e do histórico escolar.
Publicação do resultado: data a ser divulgada durante o processo seletivo.
DISCIPLINAS E COPPO DOCENTE
1. Cultura e Educação Especial*
2. Educação de Surdos e a Língua Brasileira de Sinais -120h
3.Pesquisa e Produção do Conhecimento em Educação*
4. Desenvolvimento Humano e Necessidades Educacionais Especiais*
5. Educação e Inclusão das Pessoas com Limitações Cognitivas*
7. Infância e Necessidades Educacionais Especiais: os processos e práticas educativas de educação especial e de educação infantil*
8. História e Políticas Públicas de Educação Especial e Inclusão*
9. Didática e Metodologia do Ensino Superior*
11. Seminários - 30h
Trabalho de Conclusão de Curso*
*60h
CORPO DOCENTE
1. Prof. Dr. Wolney Honório Filho
Graduado em História, Mestre e Doutor
Profa. Maria José da Silva
Graduação
2. Profa. Dra. Dulcéria Tartuci
Graduada em Pedagogia, Mestre e Doutora em Educação (FCH-Unimep).
Prof. Convidado.
3. Profa. Dra. Selma Martines Peres
Graduada em Pedagogia, Mestre em Educação (UFMG) e Doutora em Educação (UFSCAR).
Profa. Dra. Eliza Maria Barbosa
Graduada em Pedagogia, Mestre
4. Profa. Dra. Altina Abadia da Silva
Graduada em Pedagogia, Mestre em Psicologia (UCB-DF) e Doutora em Educação (FCH-Unimep).
Karinne Regis Duarte
Graduada em Psicologia e Ms. em Psicologia
5. Prof. Convidado
6. Prof. Convidado
7. Profa. Dra. Dulcéria Tartuci
Profa. Ms. Kátia Silene da Silva
Graduada em Pedagogia e Ms. em Educação (FE-USP).
8. Profa. Dra. Maria Marta Lopes Flores
Graduada em Pedagogia, Ms. em Educação (FE-UFU) e Doutora em Educação (FCH- Unimep).
Profa. Ms. Fernanda Ferreira Belo
Graduada em Pedagogia e Mestre
9. Profa. Dra. Ana Maria Gonçalves
Graduada em Pedagogia, Mestre
Educação Escolar (Unesp-Araraquara).
Prof. Dr. Sérgio da Silva Pereira
Graduado em Filosofia e História, Mestre
Doutor em Educação (PUC-SP).
10. Profa. Ms. Cristiane da Silva Santos
Profa. Ms. Roseane Patrícia de Souza e Silva
Graduadas
11. Profa. Pós-Danda Maria José dos Santos
Graduada em Psicologia,Doutora e Pós doutoranda-Psicologia Educacional(PUC-SP).
Pra. Dra. Neila Coelho de Souza
Graduada
As Novas Tecnologias Da Educação De Forma Interativa
Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Dezembro 11, 2008
As Novas Tecnologias Da Educação De Forma Interativa
Durante o segundo semestre de 2008, ofereci a oportunidade aos meus alunos e alunas da disciplina “Educação, Comunicação e Mídia” de participarem do I Congresso de Tecnologias na Educação, coordenado pela professora Fátima Franco (coordenadora da lista Blogs Educativos e do Congresso). A grande maioria destes alunos e alunas são iniciantes no que diz respeito ao uso das TICs. Porém, aceitaram o desfio. Abaixo, reproduzo um dos textos produzidos a partir do congresso.
Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão
Disciplina: Mídia, Comunicação e Educação
Docente: Wolney Honório Filho
Alunas:
Luciana Maria A. Guimarães
Nayara Alves Fernandes
Cirlandia R. Almeida Costa
Cabe ao professor usar metodologias adequadas dentro de cada disciplina, observando as diferenças dos alunos e respeitando-as. O importante é usar um método que chame a atenção do aluno para o aprendizado, que envolva os educandos de forma tal que consiga despertar o interesse do aluno para determinado conteúdo e as novas tecnologias aplicadas a educação é um referencial importante.
Para que isto aconteça o educador tem que fazer uma análise, de forma refletida para avaliar qual ou quais métodos funcionam melhor dentro de cada disciplina. Não existem receitas, é preciso ser criativo para alcançar o objetivo proposto, ou seja, uma aprendizagem gradual e que com o tempo vai se tornando mais complexa e, conseqüentemente, ajuda o educando a ser agente de transformação de uma sociedade em constante mudanças.
O professor consciente de seu papel de educador deve utilizar os aparatos pedagógicos existentes na escola em que atua como forma de incrementar e dinamizar as aulas, assim como o DVD, a TV, o computador, o aparelho de som e outros. Assim, ele pode transformar o processo educacional e resgatá-lo da mesmice.
O professor poderá utilizar o DVD para aprimorar as suas aulas, um filme, um documentário pode enriquecer as aulas tornando-as mais sugestivas, participativas ou até mesmo mais atrativas. Porém, para que isso aconteça, o educador precisa planejar suas atividades de forma refletida e buscar o mecanismo necessário para despertar o interesse do aluno. Não se pode usar um jogo pedagógico, por exemplo, sem um planejamento consciente e com metas a serem atingidas. Todo trabalho requer um processo de reflexões sobre a maneira, o para que, o como e o por quê usar determinado material.
O educador não deve se prender ao quadro-negro ou livro didático, e sim procurar inovar utilizando mais o trabalho com as novas tecnologias da educação. Se utiliza uma música, deve explorar desde a expressão corporal até a interpretação das letras. Propor que os alunos façam paródias da música, que dancem e cantem de forma que a atividade lúdica proposta gere uma aprendizagem ampla e necessária ao processo no desenvolvimento integral do educando.
Segundo Cavalcante (2008)
Trabalhar com as tecnologias (novas ou não) de forma interativa nas salas de aula requer: a responsabilidade de aperfeiçoar as compreensões de alunos sobre o mundo natural e cultural em que vivem. Faz-se, indispensável o desenvolvimento contínuo de intercâmbios cumulativos desses alunos com dados e informações sobre o mundo e a história de sua natureza, de sua cultura, posicionando-se e expressando-se, de modo significativo, com os elementos observados, elaborados que serão melhor avaliados. Ao se trabalhar, adequadamente, com essas novas tecnologias, Kenski constata-se que: “a aprendizagem pode se dar com o envolvimento integral do indivíduo, isto é, do emocional, do racional, do seu imaginário, do intuitivo, do sensorial em interação, a partir de desafios, da exploração de possibilidades, do assumir de responsabilidades, do criar e do refletir juntos.” (KENSKI,1996, apud CAVALCANTE, 2008, p. 2).
As novas tecnologias da educação devem ser trabalhadas de forma interativa, é uma metodologia de trabalho que requer muita responsabilidade. Dessa forma, é indispensável o envolvimento dos alunos. Acreditam que a escola é um veículo que poderá ajudar o aluno a ter contato com tecnologias que muitos desconhecem. No entanto, é necessário ter cuidado para não deixar a criança frustrada, pois ela pode sentir-se excluída desse avanço tecnológico em função de sua carência econômica.
No nosso dia-a-dia percebemos que a criança aprende muito rápido a lidar com essa nova demanda social, a tecnologia, além da curiosidade natural as crianças têm muita facilidade para aprender sobre as coisas que lhes chamam a atenção e a modernidade desperta no educando o prazer de aprender a manusear botões de forma fantástica.
No entanto, é importante que todos participem desse processo de aprendizagem, uma vez que temos alunos tímidos e, conseqüentemente, que têm medo de serem criticados pelos colegas de sala de aula. É muito gratificante quando percebemos que eles ficam com os olhos brilhando quando assistem a um filme e que são eles que nos ajudam com o vídeo e a televisão.
Como a sociedade vive o momento da terceira revolução industrial, é importante que a escola reveja algumas ações educativas, para fazer da escola um local mais atraente e que dê condições de integrar o educando dentro de um contexto histórico-social necessário aos avanços da sociedade globalizada.
Ao nosso ver, o professor deve utilizar a tecnologia que a escola possui para despertar no aluno uma visão crítica sobre as informações recebidas e canalizá-las para a formação de cidadãos responsáveis, informados e conscientes de seu papel dentro dessa sociedade que exclui o pobre das possibilidades de crescimento.
Laboratórios de informática costumam, por exemplo, viabilizar a adoção de modelos de informatização das escolas, em que o professor regular não tem vez! Aquele professor do dia-a-dia, que ministra aulas das disciplinas curriculares, muitas vezes não entra nesses laboratórios. Um outro profissional é contratado para cuidar especificamente do laboratório de informática e dos alunos. Esse modelo é bastante comum ainda hoje, apesar do flagrante equívoco. É evidente que a responsabilidade pelo equívoco não da existência do laboratório! Pode-se, muito bem, programar um laboratório e utilizá-lo com os professores das disciplinas. (ALMEIDA e FONSECA 2000)
Sobre as novas tecnologias na educação Perrenoud (2000) diz: “Formar para as novas tecnologias é formar o julgamento, o senso crítico, o pensamento hipotético e dedutivo, as faculdades de observação e de pesquisa, a imaginação, a capacidade de memorizar e classificar, a leitura e a análise de textos e de imagens, a representação de redes, de procedimentos e de estratégias de comunicação.” Para Perrenoud, as novas tecnologias contribuem para a formação e desenvolvimento do senso crítico, tendo em vista melhorar as estratégias de comunicação da formação de opiniões e outros.
REFERÊNCIAS
CAVALCANTE, Márcio Balbino. A educação frente às novas tecnologias: perspectivas e desafios.http://www.profala.com/arteducesp149.htm. Acesso em 5/11/08.
ALMEIDA, F. J. Educação e Informática: os computadores na escola. São Paulo, Cortez, 2000.
Análise Semiótica da Sala de Aula no tempo da EAD.pdf
Aprendizagem Colaborativa na Web Fatima Franco.pdf
Comunidades de prática, comunidades de paixão e aprendizagem na web.pdf
EXPERIENCIANDO O LETRAMENTO DIGITAL - SISTEMATIZAÇÃO DE UMA.pdf
Formação de Professores para o uso adequado das Tic’s uma pf
Inclusão Digital na Comunidade.pdf
INTERNET COM EDUCAÇÃO – RISCOS JURÍDICOS.pdf
Professores conectados.pdf
Educação E As TICs
Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Dezembro 10, 2008
Educação E As TICs
Durante o segundo semestre de 2008, ofereci a oportunidade aos meus alunos e alunas da disciplina “Educação, Comunicação e Mídia” de participarem do I Congresso de Tecnologias na Educação, coordenado pela professora Fátima Franco (coordenadora da lista Blogs Educativos e do Congresso). A grande maioria destes alunos e alunas são iniciantes no que diz respeito ao uso das TICs. Porém, aceitaram o desfio. Abaixo, reproduzo um dos textos produzidos a partir do congresso.
Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão
Disciplina: Mídia, Comunicação e Educação
Docente: wolney Honório
Alunas:
Ruth Maria da Silva – sherazady_1@hotmail.com
Marisa Sucena Coelho - marisasucena_g12@hotmail.com
Lara Cristina de Andrade - ga-tti-nha@hotmail.com
Simone Pereira da Silva - sicapingote@hotmail.com
Em poucas décadas o processo de globalização desencadeou a revolução das comunicações e a difusão da tecnologia da informação, onde é possível uma interação social em escala global. Costa e Mendes (2003).
Para Alves e Carli essas diversas mídias chegaram à escola e tornaram-se grandes desafios para os professores, que necessitam buscar formas de apropriar-se delas como subsídios para sua prática pedagógica. Não é possível negar essas mudanças e ficar alheio a tudo que vem acontecendo. “Grande parte de nossos alunos nasceram nesta “era virtual” e trazem consigo informações, experiências e muita criatividade aliada à curiosidade” (2008, p.1).
Um dos grandes problemas enfrentados pelos professores nos dias atuais é a dificuldade que os alunos têm em acompanhar argumentações que exigem muito tempo de exposição ou estudo, o que compromete sua aprendizagem. Para reverter essa situação, Barato (s/d), afirma que “a educação precisa ser divertida”, onde o profissional docente adote métodos e procedimentos que melhorem a educação.
Halmann afirma que é necessário que a escola estabeleça sistemas de cooperação para a construção coletiva de objetos comuns, e para isso é necessário repensarmos os modelos instituídos. “Nessa perspectiva, toda a comunidade escolar, em especial os professores, deve estar atento às novas formas de educar, ressignificar espaços e metodologias que levem em conta as diversidades em um contexto global (não universalizante, não homogêneo), bem como as técnicas e o modo como são vistas.” (2006, p.42).
O trabalho com blogs, por exemplo, cria uma ampla discussão, uma possibilidade de aprender a aprender, de colaborar, de tirar dúvidas. Franco ainda afirma que:
Esta é uma das vantagens da aprendizagem colaborativa em rede: trocar experiências, descobrir o que dá certo, compartilhar os sucessos e os fracassos e receber sugestões de uso de novas metodologias e novas descobertas na rede. Compartilhar de tal forma, que a lista de discussão pode tornar-se uma comunidade virtual de aprendizagem colaborativa. (2008, p.1).
Dessa forma é possível que nos relacionemos com pessoas distantes que podem contribuir de alguma forma para nossa aprendizagem, principalmente nos dias atuais em que o tempo às vezes não nos permite uma relação presencial. Professores podem usar dessa ferramenta para trocar idéias e experiências com outros profissionais docentes, os momentos de interação também desempenham uma abertura para o aprender. Dentro da sala de aula as TICs podem ser usadas objetivando uma interação e a melhoria dos resultados educacionais.
Vygotsky (apud ALVES e CARLI,), através de sua teoria sócio-histórica enfatiza que o processo de interação social e a colaboração entre os sujeitos no ambiente é uma ação fundamental para a aprendizagem, “pois expressa que a diversidade presente nos grupos auxilia o processo cognitivo, implícito nas formas de interação e comunicação.” (2008, p.3).
Alvis e Carli salientam que:
Interação aqui pode ser concebida como encontro entre duas ou mais pessoas, podendo ser mediada pelo uso de algum meio de comunicação, favorecendo a colaboração ou a cooperação entre aluno-professor, alunos-aluno. Aprender torna-se uma proposta partilhada. Desta maneira todos participam de forma efetiva para o crescimento individual e do grupo. Aprender em um ambiente participativo valoriza a experiência e o conhecimento de cada sujeito, encorajando e respeitando as diferenças e construindo com as similaridades. (2008, p.3).
Essa interação, geralmente não existe nem mesmo na sala de aula, com o colega do lado, pois o individualismo não permite que experiências e conhecimentos sejam partilhados. Portanto, o professor deve desenvolver um trabalho que vise utilizr as TICs no contexto escolar, de forma potencializada e que contribua efectivamente para a promoção da qualidade educativa.
Referências
ALVES, Antônia; CARLI, Andréa de. Formação de Professores para o uso adequado das Tic’s: uma reflexão em construção.
BARATO, Jarbas Novelino. Comunidades de prática, comunidades de paixão e aprendizagem na Web.
COSTA, Alda, C. S.; MENDES, Ana, M. P. Globalização e Televisão: Alterando as Relações sociais. V.8, n. 14. Belém: Movendo Idéias, 2003.
FRANCO, Maria de Fátima. Aprendizagem Colaborativa na Web.
HALMANN, Ariane, Lizbehd. Reflexões entre professores em blogs: aspectos e possibilidades. Dissertação (Mestrado). Salvador: UFB, 2006.
Nas Asas Da Leitura
Filed Under Estagio | Posted on Dezembro 9, 2008
Nas Asas Da Leitura*
Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui (resumo elaborado no começo de novembro de 2008) o trabalho de:
Renata Lopes Silva – Graduanda de Pedagogia-CAC/UFG
Walbetriz Maria Silveira Dâmaso – Graduanda de Pedagogia-CAC/UFG
Juliana Aparecida Silva – Graduanda de Pedagogia-CAC/UFG
Françoise de Mesquita – Profa. Orientadora
Palavras-chave: Práticas de leituras; Educação; Desenvolvimento.
A leitura é de fundamental importância para o desenvolvimento e inserção dos alunos no convívio social, sendo uma das principais competências a serem trabalhadas/desenvolvidas na escola de Ensino Fundamental, pois abrange todas as áreas do conhecimento. Pesquisas recentes apontam à deficiência da leitura, como um dos principais fatores de limitação no desenvolvimento do educando.
Segundo o PCN/Língua Portuguesa (1997), o domínio da Língua tem estreita relação com a possibilidade de plena participação social, pois é por meio dela que o homem se comunica, tem acesso à informação, expressa e defende pontos de vista, partilha ou constrói visões de mundo, produz conhecimento. A leitura é um dos principais canais ou instrumento para ajudar o aluno nesse desvendamento de mundo, de idéias, de cultura, da linguagem.
Diante do exposto e a partir do período de observação na escola campo, percebemos a necessidade e importância de desenvolvermos, um projeto voltado para esta área, utilizando as diversas práticas de leitura, de maneira interdisciplinar, a fim de ajudarmos os alunos em seu processo de aprendizagem.
O projeto intitulado: “Nas Asas da Leitura”, trabalha com as diversas práticas de leitura e está em fase de implementação em uma escola estadual de Catalão, junto a uma turma do 3º ano do Ensino Fundamental, que conta com 27 alunos freqüentes, com a média de idade entre 08 e 09 anos.
Para tanto nos apoiamos em alguns estudiosos da área dentre eles: Abramovich (1995), Coelho (2000), Colello (2003), Kleiman & Moraes (1999), Yunes & Ponde (1989). Embasamos-nos também nos Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa (1997). O PCN (1997, Vol I) ressalta que, para que a escola consiga formar cidadãos conscientes de sua função social, deverá trabalhar nas diferentes áreas, conteúdos selecionados em cada uma delas utilizando um tratamento transversal de questões sociais.
A partir desses estudos percebemos que a leitura é de extrema importância para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social dos indivíduos, além de possibilitar o aprimoramento das quatro habilidades lingüísticas básicas: ouvir, falar, ler e escrever.
O objetivo geral do projeto é promover e motivar a aprendizagem através da leitura, através de atividades linguisticamente significativas, contribuindo para a constituição de sujeitos que se integrem a uma sociedade, como cidadãos críticos, questionadores e potencialmente transformadores de sua realidade. O intuito é abrir um leque de oportunidades para aquisição de novos conhecimentos, organizando-os de maneira sistematizadas e significativas.
Traçamos também alguns objetivos específicos como: oferecer às crianças momentos de encantamento e prazer através da arte de contar histórias, nas mais diferentes formas; promover um conjunto de situações de uso real de leitura e escrita, nas quais as crianças tenham a oportunidade de participar e interagir; promover o entrosamento dos alunos com o universo da leitura; oferecer possibilidades de aprendizagens diferenciadas, abrangendo algumas áreas do conhecimento, procurando desenvolver assim um trabalho interdisciplinar a partir da articulação com as diversas práticas de leitura.
O projeto “Nas Asas da Leitura” está em fase de implementação na escola campo, quinzenalmente, com aulas de duração de quatro horas cada, com a finalização prevista para dezembro deste ano. As atividades são desenvolvidas no ambiente escolar (sala de aula, pátio) e envolvem as diversas práticas de leitura.
Os procedimentos metodológicos são vivências, dramatizações, trabalhos com leitura e produção de textos, exercícios práticos e outros. Atividades estas, elaboradas a partir dos diversos tipos de leitura, assim como,com a abordagem dos vários gêneros literários e tipos de narrativas, como os livros infantis, poesias, jograis, revistas, jornais, classificados, história em quadrinhos, jogos de adivinhações, parlendas entre outros. Os recursos serão: Livros, jornais, quadrinhos, DVD, TV, cola, tesoura, papéis diversos, lápis coloridos, entre outros objetos que se fizerem necessários.
Buscamos alcançar os objetivos estabelecidos e, avaliando ainda parcialmente, a execução do projeto, percebemos que as crianças estão mais motivadas e reflexivas, demonstrando mais interesse pelas práticas de leitura desenvolvidas, através das atividades propostas. Desse modo, podemos concluir que estamos contribuindo efetivamente para com a aprendizagem dos alunos, As aulas já executadas receberam uma avaliação positiva, por parte da professora preceptora e contaram com grande participação e interesse das crianças.
O estágio é a etapa do curso onde podemos obter maiores informações sobre o meio em que atua o pedagogo, levando-nos a assimilar de que forma este realiza o seu trabalho dentro da instituição escolar. Consideramos que esta prática é de grande relevância e muito contribui para o nosso aprendizado. Leva-nos a refletir profundamente, que, como futuras educadoras, teremos o dever de propiciar caminhos para oportunizar aos nossos alunos uma metodologia e estratégias diferenciadas, usando os variados meios, recursos e materiais pedagógicos, que estão à nossa disposição.
Referências
ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil: gostosuras e bobices. 5ª ed. São Paulo: Scipione, 1995
BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Língua Portuguesa. Brasília, 1997.
BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Introdução. Brasília, 1997, Vol. I.
COELHO, Nely Novaes. Literatura Infantil: teoria, análise, didática. 1ª ed. São Paulo: Moderna, 2000.
COLELLO, S. M.G. A pedagogia da exclusão no ensino da língua escrita. In VIDETUR, nº. 23 Porto/Portugal, Madruvá, 2003. < http://www.hottopos.com/>
ISER, Wolfgang. O ato da leitura: uma teoria do efeito estético, vol. 2; tradução de Johannes Krestschmer. 34ª ed. São Paulo: Coleção Teórica, 1999.
KLEIMAN, Ângela B; MORAES, Sílvia E. Leitura e interdisciplinaridade: tecendo redes nos projetos da escola. Campinas-SP: Mercado de Letras, 1999.
YUNES, Eliana; PONDÉ, Glória. Leitura e leituras da Literatura Infantil: por onde começar? 2ª ed. São Paulo: FTD, 1989.
PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e Docência: diferentes concepções. São Paulo: Cortez, 2004.
Projeto Político Pedagógico Curso de Pedagogia, Ministério da Educação – UFG – Faculdade de Educação Goiânia-Go, junho de 2003.
SOARES, Magda. Letramento. Um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 1998.
1. Atividades linguisticamente significativas = atividades onde são desenvolvidas as habilidades de ler, ouvir, falar e escrever. Onde faz sentido ler para escrever, escrever para ler, ler para decorar, escrever para não esquecer, ler em voz alta em tom adequado.
*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9











