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No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

Mensagem De Criança Para Adulto

Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Março 1, 2008

Ontem eu estava fazendo uma visita a alguns blogs e conheci o Diário de uma Professora, da professora Veneza de Almeida Babicsak. Na verdade parei para ver o post A criança que calou o mundo por 5 minutos.

Trata-se de um discurso de uma criança que discursou na conferência das Nações Unidas, no Rio de Janeiro. Tomando como referência as imagens, acredito que possa ser o evento Eco92, realizado no Rio de Janeiro, em 1992.

O discurso, um recado de criança para adulto, é um puxão de orelha em todos nós adultos para as agressões que vem acontecendo ao planeta, tanto do ponto de vista do meio ambiente quanto ao aumento da distancia entre ricos e pobres no Mundo.

Vejam aqui:

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O Olhar Da Criança E O Cinema

Filed Under Cinema | Posted on Fevereiro 14, 2008

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Navegando no mundo dos Blogs Educativos, posei no Blog Discurso citado, da Lilian Starobinas, onde encontrei referência a um post intitulado: “seduções da criança como narrador no cinema”.

Na verdade é uma referência a outro post “Filmes com criança: a culpa é dos adultos, esses adultos….”, do Blog da Lulu.

Muito sedutora a análise sobre filmes com crianças. Recomendo principalmente aos professores e professoras que se aventuram a pensar o mundo infantil também pelo olhar das câmeras de filmar.

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Um dos filmes ausentes, e que gostaria de incluir na lista, é “O Garoto”, uma comédia dirigida por Charles Chaplin, de 1921.

O drama, o sonho, as risadas e as estripulias no filme não são apenas do garoto e do vagabundo Carlitos, no caso, um vidraceiro ambulante que adota um bebê abandonado em carrinho de luxo. Mas também do olhar da câmera, que confundindo ou não com o nosso olhar, sensibiliza e intervêm com uma perspectiva diferente da do adulto.

Sabe-se que Jackie Coogan, o menino que encenou “O garoto”, tornou-se uma das primeiras personalidades infantis da história. Temos ai um nítido exemplo de como o cinema se apropria da perspectiva/olhar infantil e lança no mercado simbólico a criação de uma estrela (eu li em algum lugar, que o ator mirim chegou a receber honras de príncipe em sua viagem pela Europa para divulgar o filme).

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Recentemente participei de uma banca de monografia de final de curso (Curso Pedagogia – UFG – Catalão), da aluna Cristina de Fátima do Nascimento Ponciano, orientada pela professora Selma Martines Peres: “Invisibilidade da infância: uma análise da infância a partir do filme Crianças Invisíveis”. Cristina envereda pela análise da situação da criança na atualidade através deste filme.

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Este é outro filme (2005) forte. Dividido em 7 curtas, com a participação de 8 diretores, “Crianças invisíveis” traz 7 histórias diferentes de crianças, em lugares diferentes, inclusive uma em São Paulo, Brasil.

Juntando os filmes citados pela Lulu, com estes dois, vejo que há uma contradição, ou talvez uma ambigüidade no enquadramento das perspectivas infantis sob o olhar da câmera do cinema.

Posso, talvez, estar exagerando, mas o cinema tanto inclui quanto exclui a criança.

Deixa eu dar uma respirada e tentar explicar o que estou dizendo.

Não vejo nestas produções apenas exclusão ou inclusão da criança. “Cinema Paradiso”, “O Labirinto do Fauno”, “O Garoto” e “Crianças invisíveis” indicam um paradoxo no trato com a criança. Ora são excluídas, ora são incluídas.

Ou seja, não se trata apenas do que está sendo representado, a realidade em si, exterior à câmera de filmar e olhar dos diretores. Mas como se representa a criança. E neste sentido, o fator propositivo e político do próprio cinema, produzindo perspectivas de mundo.

Ah, isto aqui já está virando análise acadêmica. Virando a página.

 

 

E então, estamos vivendo um excesso de imagens de crianças nas telinhas? Eu penso que sim, e a Lulu está certíssima em atualizar esta reflexão. E acredito também que a televisão tem uma forte contribuição nesta história.

 

Paro por aqui, se não vira projeto de pesquisa…

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A Telinha Da TV E A Educação

Filed Under Púlpito | Posted on Janeiro 25, 2008

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Neste final de férias, ainda com filho e sobrinho, venho tentando propor atividades a eles. Isto porque frequentemente me dizem: “Não tem nada para fazer”.

Eu fico indignado com estas afirmações, pois há uma gama de coisas para fazer, criar, imaginar e eles insistem em afirmar daquela forma.

Pois bem, ontem, ao falar sobre Pokemon e Naruto, 2 filmes, de desenhos animados que vêm passando na telinha da TV, eu pensei: por que será que estas crianças (não só meu filho e sobrinho) têm estas atitudes de insatisfação com aquilo que elas têm em casa?

É verdade que a dita babá eletrônica alcança cada vez mais uma maior presença na vida das crianças no Brasil. Qual professor não pensou nisto, ou seja, na concorrência destes produtos simbólicos em relação às aulas a serem oferecidas nas escolas, sejam públicas ou privadas?

Minha impressão é que não há apenas insatisfação, mas uma liquidez acelerada do cotidiano, revertendo na diminuição da criatividade, imaginação, proporcionando uma leveza insuportável para nossas crianças.

Hum, talvez eu peguei pesado no parágrafo acima. Mas vamos lá!

Eu fui educado com uma rigidez e certos limites que hoje não estão mais em prática na educação familiar. Meu irmão e eu não ganhávamos tantos presentes como meus filhos e os dele ganham hoje. Apesar de minha mãe nos segurar um bom tempo para não brincarmos na rua, lembro-me que com 6 anos jogava bola na porta da minha casa, andava de bicicleta, e participava de várias brincadeiras como pique pega.

É claro que achava meus pais ultrapassados quando eles não deixavam a gente brincar à noite com meus primos, por exemplo, quando íamos passar férias em Canápolis-MG, onde morava meus avós paternos e tias.

Mas eu posso dizer que sou um “urbanóide”, cresci vendo TV - de sessão da tarde ao programa do Chacrinha, passando pelas telenovelas.

A TV nos acalmava e nos fazia ficar mais em casa, nos imobilizava? Acredito que sim, numa proporção menor, penso, do que hoje em dia.

Mas para que este post não vire artigo, vamos aos finalmente:

penso que há uma relação entre a insatisfação, ao pequeno valor dado às coisas do cotidiano e os produtos simbólicos que estão por ai, principalmente na telinha da TV.

Sei que esta idéia da liquidez não é autêntica (há um autor-sociólogo Zygmunt Bauman que trata disso em seus livros), mas refere-se, sem querer afirmar que dá conta, à transição que venho presenciando entre minha infância e adolescência e a dos meus filhos e sobrinhos. Se tornar a vida mais leve e fluida é algo tão comum hoje em dia com a presença maciça da telinha da TV, urge pensar em alternativas, não é mesmo?

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Pokemon, Naruto E A Educação das Crianças

Filed Under Cinema | Posted on Janeiro 24, 2008

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Eu não sou nenhum especialista em Desenhos animados e nem em educação das crianças. Mas ando com uma pergunta (sem respostas) na cabeça:

O que Pokemon e Naruto tem de especial que atrai tanto Ibope? Como estes desenhos animados se relacionam com a educação das crianças?

Instiga-me a estratégia de desenho animado, muito colorido, alternância de movimentos rápidos com tela sobreposta e desenhos fixos na tela, além, é claro, de estes filmes apresentarem aventuras de crianças num mundo imaginário.

Quando eu era criança brincava com meu irmão mais novo de cowboy – mocinho e bandido. Eu me lembro que montávamos cavalos de pau, dávamos tiro apontando os dedos das mãos um para o outro e gritávamos: eu te matei, eu te matei…

Comparado às lutas e guerras dos desenhos de hoje isto era café com leite.

Mas o que pretendo aqui é mesmo indagar sobre as relações destes filmes com a educação das crianças. A mim parecem ter uma influência muito grande no cotidiano infantil. Isto cria conseqüências para as relações sociais? Como as crianças se apropriam destes modelos simbólicos? Seriam passageiros?

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A Criança Também Dá Gargalhada

Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Outubro 29, 2007

O ano escolar se aproxima do fim
É novembro chegando
E com isto
A sobrecarga de provas para fazer
Provas para corrigir
Alunos e professores

Tensões e expectativas múltiplas

Que tal dar uma risada
E encarar de frente
As últimas segundas-feiras?

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