Formação de Professores|Cultura Educacional |Educação E Blog

No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

Entrevista Com Professores – Josete Maria Zimmer

Filed Under Entrevista com Professores | Posted on Fevereiro 25, 2008

osete-maria-zimmer.JPG

Josete Maria Zimmer, na foto ao lado, Professora de Educação Física Efetiva da Rede Estadual de São Paulo.

Colaboradora do Núcleo de Comunicação e Educação (NCE/USP) no Curso Básico de Mídias na Educação, e participante de Grupo Alpha da Faculdade de Educação da USP, pesquisando Educação de Jovens e Adultos e Educação a Distância.

1) Fale um pouco sobre você (de onde veio, onde trabalha, formação, etc

Por dezessete anos, fui professora de Educação Física da Rede Estadual e Privada. Ingressei na Rede Municipal de São Paulo em 1996 e logo em seguida fui designada para a função de Professora Orientadora de Informática Educativa (POIE), que exerci até março de 2007.

Em 2006, ingressei novamente no serviço público, Estado de São Paulo. Como sou professora de Educação Física com menos de três anos de exercício, não posso atuar em outra função, a não ser que os médicos peritos me readaptem! Tenho problemas nas cordas vocais, pós-cirurgia que fiz na tireóide no final de 2005.

Enquanto aguardo as decisões administrativas e médicas, voluntariamente, sou colaboradora do Projeto TeofiloEduc@ na Mata, (projeto que iniciei em 2003 enquanto POIE). Além disso, atuo como tutora do Curso Mídias na Educação/MEC, promovido pelo Núcleo de Educação e Comunicação da Universidade de São Paulo. E, para continuar em formação, participo do Grupo Alpha, de Pesquisa em Educação de Jovens e Adultos e Educação a Distância, coordenado pela Profa. Dra. Stela Piconez, da Faculdade de Educação da USP.

Há pouco mais de dez anos, o meu maior desafio foi de aprender e ensinar a utilizar o computador como instrumento auxiliar no processo ensino-aprendizagem. A saída foi elaborar um projeto de formação para o uso pedagógico do computador e ensinar aprendendo. Hoje, embora ainda não saiba lidar com tantas tecnologias e informações ao mesmo tempo, procuro selecionar e ajudar aos alunos sobre o que melhor responde aos objetivos da escola e vida deles.

Tenho especialização em Informática Aplicada à Educação (Universidade Presbiteriana Mackenzie/2002), e em Design Instrucional para Educação On-line, (Universidade Federal de Juiz de Fora/2006).

No Blog Informática Educativa que mantenho desde 2004, descrevo algumas práticas pedagógicas com o computador e outras atividades relacionadas à Educação e Tecnologia.

2) Como você se tornou professor(a)?

Tive como exemplo meu pai que era alfabetizador em Poço Verde/ Sergipe. Aos meus nove anos de idade, eu o ajudei ensinando adultos a assinar o próprio nome. Mais tarde, já em São Paulo, influenciada pelas práticas esportivas, (Voleibol e Ginástica Rítmica Desportiva), fiz Educação Física. Voleibol ainda pratico como atividade física até hoje.

Minha primeira atuação no Magistério foi substituindo uma professora que ministrava aulas para o 3º ano do Ensino Fundamental. (época que não precisava ter o Curso de Magistério). Fiquei com a turma um semestre e logo depois assumi aulas substitutivas de Educação Física na Rede Estadual ingressando como efetiva apenas em 1986.

3) Como tem sido a sua experiência como docente?

Minha bandeira sempre foi desenvolver projetos que promovessem situações desafiadoras e incentivassem os alunos na elaboração de outros projetos próximos da realidade deles.

4) Para você, quais são as mudanças significativas quem vem acontecendo na
educação brasileira nos últimos anos?

Muitas mudanças… Especialmente relacionadas às novas tecnologias da informação e comunicação! (NTIC) Infelizmente, a escola não acompanha essas mudanças na velocidade desejada e os professores, poucos se engajam na preparação de práticas pedagógicas desafiadoras e contextualizadas com o avanço que essas novas tecnologias e mídias exigem.

5) Como vê a educação no futuro próximo?

Não consigo responder a essa questão sem lembrar as palavras da Prof. Dra. Vani Kenski (2007, p.67). Ela lembra que “educar para a inovação e a mudança significa planejar e implantar propostas dinâmicas de aprendizagem” E isso significa que a escola contribua para uma nova forma de humanidade, em que a tecnologia esteja fortemente presente e faça parte do cotidiano, sem que isso signifique submissão a ela. “O desafio para nós educadores que utilizamos tecnologias é inventar e descobrir usos cada vez mais criativos, que inspirem professores e alunos a gostar de aprender continuamente”.

Eu não consigo ver a Educação do futuro desvinculada das NTIC. Penso que os alunos cada vez mais estarão à frente dos professores nesse quesito. O que fazer? Vejo um grande desafio a nossa frente.

Se voce eh novo(a) aqui, inscreva-se ao meu RSS feed. Obrigado pela visita!

1 Comentários


Close
E-mail It