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No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

As Novas Tecnologias Da Educação De Forma Interativa

Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Dezembro 11, 2008



As Novas Tecnologias Da Educação De Forma Interativa

 

 

Durante o segundo semestre de 2008, ofereci a oportunidade aos meus alunos e alunas da disciplina “Educação, Comunicação e Mídia” de participarem do I Congresso de Tecnologias na Educação, coordenado pela professora Fátima Franco (coordenadora da lista Blogs Educativos e do Congresso). A grande maioria destes alunos e alunas são iniciantes no que diz respeito ao uso das TICs. Porém, aceitaram o desfio. Abaixo, reproduzo um dos textos produzidos a partir do congresso.

 

Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão

Disciplina: Mídia, Comunicação e Educação

Docente: Wolney Honório Filho

Alunas:

 

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Luciana Maria A. Guimarães

Nayara Alves Fernandes

Cirlandia R. Almeida Costa

 

Cabe ao professor usar metodologias adequadas dentro de cada disciplina, observando as diferenças dos alunos e respeitando-as. O importante é usar um método que chame a atenção do aluno para o aprendizado, que envolva os educandos de forma tal que consiga despertar o interesse do aluno para determinado conteúdo e as novas tecnologias aplicadas a educação é um referencial importante.

 

Para que isto aconteça o educador tem que fazer uma análise, de forma refletida para avaliar qual ou quais métodos funcionam melhor dentro de cada disciplina. Não existem receitas, é preciso ser criativo para alcançar o objetivo proposto, ou seja, uma aprendizagem gradual e que com o tempo vai se tornando mais complexa e, conseqüentemente, ajuda o educando a ser agente de transformação de uma sociedade em constante mudanças.

 

O professor consciente de seu papel de educador deve utilizar os aparatos pedagógicos existentes na escola em que atua como forma de incrementar e dinamizar as aulas, assim como o DVD, a TV, o computador, o aparelho de som e outros. Assim, ele pode transformar o processo educacional e resgatá-lo da mesmice.

 

O professor poderá utilizar o DVD para aprimorar as suas aulas, um filme, um documentário pode enriquecer as aulas tornando-as mais sugestivas, participativas ou até mesmo mais atrativas. Porém, para que isso aconteça, o educador precisa planejar suas atividades de forma refletida e buscar o mecanismo necessário para despertar o interesse do aluno. Não se pode usar um jogo pedagógico, por exemplo, sem um planejamento consciente e com metas a serem atingidas. Todo trabalho requer um processo de reflexões sobre a maneira, o para que, o como e o por quê usar determinado material.

 

O educador não deve se prender ao quadro-negro ou livro didático,  e sim procurar inovar utilizando mais o trabalho com as novas tecnologias da educação. Se utiliza uma música, deve explorar desde a expressão corporal até a interpretação das letras. Propor que os alunos façam paródias da música, que dancem e cantem de forma que a atividade lúdica proposta gere uma aprendizagem ampla e necessária ao processo no desenvolvimento integral do educando.

 

Segundo Cavalcante (2008)

 

Trabalhar com as tecnologias (novas ou não) de forma interativa nas salas de aula requer: a responsabilidade de aperfeiçoar as compreensões de alunos sobre o mundo natural e cultural em que vivem. Faz-se, indispensável o desenvolvimento contínuo de intercâmbios cumulativos desses alunos com dados e informações sobre o mundo e a história de sua natureza, de sua cultura, posicionando-se e expressando-se, de modo significativo, com os elementos observados, elaborados que serão melhor avaliados. Ao se trabalhar, adequadamente, com essas novas tecnologias, Kenski constata-se que: “a aprendizagem pode se dar com o envolvimento integral do indivíduo, isto é, do emocional, do racional, do seu imaginário, do intuitivo, do sensorial em interação, a partir de desafios, da exploração de possibilidades, do assumir de responsabilidades, do criar e do refletir juntos.” (KENSKI,1996, apud CAVALCANTE, 2008, p. 2). 

 

As novas tecnologias da educação devem ser trabalhadas de forma interativa, é uma metodologia de trabalho que requer muita responsabilidade. Dessa forma, é indispensável o envolvimento dos alunos. Acreditam que a escola é um veículo que poderá ajudar o aluno a ter contato com tecnologias que muitos desconhecem. No entanto, é necessário ter cuidado para não deixar a criança frustrada, pois ela pode sentir-se excluída desse avanço tecnológico em função de sua carência econômica.

 

No nosso dia-a-dia percebemos que a criança aprende muito rápido a lidar com essa nova demanda social, a tecnologia, além da curiosidade natural as crianças têm muita facilidade para aprender sobre as coisas que lhes chamam a atenção e a modernidade desperta no educando o prazer de aprender a manusear botões de forma fantástica.

 

No entanto, é importante que todos participem desse processo de aprendizagem, uma vez que temos alunos tímidos e, conseqüentemente, que têm medo de serem criticados pelos colegas de sala de aula. É muito gratificante quando percebemos que eles ficam com os olhos brilhando quando assistem a um filme e que são eles que nos ajudam com o vídeo e a televisão.

 

Como a sociedade vive o momento da terceira revolução industrial, é importante que a escola reveja algumas ações educativas, para fazer da escola um local mais atraente e que dê condições de integrar o educando dentro de um contexto histórico-social necessário aos avanços da sociedade globalizada.

 

Ao nosso ver, o professor deve utilizar a tecnologia que a escola possui para despertar no aluno uma visão crítica sobre as informações recebidas e canalizá-las para a formação de cidadãos responsáveis, informados e conscientes de seu papel dentro dessa sociedade que exclui o pobre das possibilidades de crescimento.

 

Laboratórios de informática costumam, por exemplo, viabilizar a adoção de modelos de informatização das escolas, em que o professor regular não tem vez! Aquele professor do dia-a-dia, que ministra aulas das disciplinas curriculares, muitas vezes não entra nesses laboratórios. Um outro profissional é contratado para cuidar especificamente do laboratório de informática e dos alunos. Esse modelo é bastante comum ainda hoje, apesar do flagrante equívoco. É evidente que a responsabilidade pelo equívoco não da existência do laboratório! Pode-se, muito bem, programar um laboratório e utilizá-lo com os professores das disciplinas. (ALMEIDA e FONSECA 2000)

 


Sobre as novas tecnologias na educação Perrenoud (2000) diz: “Formar para as novas tecnologias é formar o julgamento, o senso crítico, o pensamento hipotético e dedutivo, as faculdades de observação e de pesquisa, a imaginação, a capacidade de memorizar e classificar, a leitura e a análise de textos e de imagens, a representação de redes, de procedimentos e de estratégias de comunicação.” Para Perrenoud, as novas tecnologias contribuem para a formação e desenvolvimento do senso crítico, tendo em vista melhorar as estratégias de comunicação da formação de opiniões e outros.

 

 

REFERÊNCIAS

 

CAVALCANTE, Márcio Balbino. A educação frente às novas tecnologias: perspectivas e desafios.http://www.profala.com/arteducesp149.htm. Acesso em 5/11/08.

ALMEIDA, F. J. Educação e Informática: os computadores na escola. São Paulo, Cortez, 2000.

Análise Semiótica da Sala de Aula no tempo da EAD.pdf

Aprendizagem Colaborativa na Web Fatima Franco.pdf

Comunidades de prática, comunidades de paixão e aprendizagem na web.pdf

EXPERIENCIANDO O LETRAMENTO DIGITAL - SISTEMATIZAÇÃO DE UMA.pdf

Formação de Professores para o uso adequado das Tic’s uma pf

Inclusão Digital na Comunidade.pdf

INTERNET COM EDUCAÇÃO – RISCOS JURÍDICOS.pdf

Professores conectados.pdf

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Educação E As TICs

Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Dezembro 10, 2008


Educação E As TICs

 

 

Durante o segundo semestre de 2008, ofereci a oportunidade aos meus alunos e alunas da disciplina “Educação, Comunicação e Mídia” de participarem do I Congresso de Tecnologias na Educação, coordenado pela professora Fátima Franco (coordenadora da lista Blogs Educativos e do Congresso). A grande maioria destes alunos e alunas são iniciantes no que diz respeito ao uso das TICs. Porém, aceitaram o desfio. Abaixo, reproduzo um dos textos produzidos a partir do congresso.

 

Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão

Disciplina: Mídia, Comunicação e Educação

Docente: wolney Honório

Alunas:

 

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Ruth Maria da Silva – sherazady_1@hotmail.com

Marisa Sucena Coelho - marisasucena_g12@hotmail.com

Lara Cristina de Andrade - ga-tti-nha@hotmail.com

Simone Pereira da Silva - sicapingote@hotmail.com

 

 

Em poucas décadas o processo de globalização desencadeou a revolução das comunicações e a difusão da tecnologia da informação, onde é possível uma interação social em escala global. Costa e Mendes (2003).

 

Para Alves e Carli essas diversas mídias chegaram à escola e tornaram-se grandes desafios para os professores, que necessitam buscar formas de apropriar-se delas como subsídios para sua prática pedagógica. Não é possível negar essas mudanças e ficar alheio a tudo que vem acontecendo. “Grande parte de nossos alunos nasceram nesta “era virtual” e trazem consigo informações, experiências e muita criatividade aliada à curiosidade” (2008, p.1). 

 

Um dos grandes problemas enfrentados pelos professores nos dias atuais é a dificuldade que os alunos têm em acompanhar argumentações que exigem muito tempo de exposição ou estudo, o que compromete sua aprendizagem.  Para reverter essa situação, Barato (s/d), afirma que “a educação precisa ser divertida”, onde o profissional docente adote métodos e procedimentos que melhorem a educação.

 

Halmann afirma que é necessário que a escola estabeleça sistemas de cooperação para a construção coletiva de objetos comuns, e para isso é necessário repensarmos os modelos instituídos. “Nessa perspectiva, toda a comunidade escolar, em especial os professores, deve estar atento às novas formas de educar, ressignificar espaços e metodologias que levem em conta as diversidades em um contexto global (não universalizante, não homogêneo), bem como as técnicas e o modo como são vistas.” (2006, p.42).

 

O trabalho com blogs, por exemplo, cria uma ampla discussão, uma possibilidade de aprender a aprender, de colaborar, de tirar dúvidas. Franco ainda afirma que:

 

Esta é uma das vantagens da aprendizagem colaborativa em rede: trocar experiências, descobrir o que dá certo, compartilhar os sucessos e os fracassos e receber sugestões de uso de novas metodologias e novas descobertas na rede. Compartilhar de tal forma, que a lista de discussão pode tornar-se uma comunidade virtual de aprendizagem colaborativa. (2008, p.1).

 

Dessa forma é possível que nos relacionemos com pessoas distantes que podem contribuir de alguma forma para nossa aprendizagem, principalmente nos dias atuais em que o tempo às vezes não nos permite uma relação presencial. Professores podem usar dessa ferramenta para trocar idéias e experiências com outros profissionais docentes, os momentos de interação também desempenham uma abertura para o aprender. Dentro da sala de aula as TICs podem ser usadas objetivando uma interação e a melhoria dos resultados educacionais.

 

Vygotsky (apud ALVES e CARLI,), através de sua teoria sócio-histórica enfatiza que o processo de interação social e a colaboração entre os sujeitos no ambiente é uma ação fundamental para a aprendizagem, “pois expressa que a diversidade presente nos grupos auxilia o processo cognitivo, implícito nas formas de interação e comunicação.” (2008, p.3).

 

Alvis e Carli salientam que:

 

Interação aqui pode ser concebida como encontro entre duas ou mais pessoas, podendo ser mediada pelo uso de algum meio de comunicação, favorecendo a colaboração ou a cooperação entre aluno-professor, alunos-aluno. Aprender torna-se uma proposta partilhada. Desta maneira todos participam de forma efetiva para o crescimento individual e do grupo. Aprender em um ambiente participativo valoriza a experiência e o conhecimento de cada sujeito, encorajando e respeitando as diferenças e construindo com as similaridades. (2008, p.3).

 

Essa interação, geralmente não existe nem mesmo na sala de aula, com o colega do lado, pois o individualismo não permite que experiências e conhecimentos sejam partilhados. Portanto, o professor deve desenvolver um trabalho que vise utilizr as TICs no contexto escolar, de forma potencializada e que contribua efectivamente para a promoção da qualidade educativa.

 

 

Referências

 

ALVES, Antônia; CARLI, Andréa de. Formação de Professores para o uso adequado das Tic’s: uma reflexão em construção.

 

BARATO, Jarbas Novelino. Comunidades de prática, comunidades de paixão e aprendizagem na Web.

 

COSTA, Alda, C. S.; MENDES, Ana, M. P. Globalização e Televisão: Alterando as Relações sociais. V.8, n. 14. Belém: Movendo Idéias, 2003.

 

FRANCO, Maria de Fátima. Aprendizagem Colaborativa na Web.

 

HALMANN, Ariane, Lizbehd.  Reflexões entre professores em blogs: aspectos e possibilidades. Dissertação (Mestrado). Salvador: UFB, 2006.

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Tecnologia E Educação: Possibilidades E Desafios Para A Educação Do Futuro

Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Dezembro 8, 2008


Tecnologia E Educação: Possibilidades E Desafios Para A Educação Do Futuro

 

 

 

Durante o segundo semestre de 2008, ofereci a oportunidade aos meus alunos e alunas da disciplina “Educação, Comunicação e Mídia” de participarem do I Congresso de Tecnologias na Educação, coordenado pela professora Fátima Franco (coordenadora da lista Blogs Educativos e do Congresso). A grande maioria destes alunos e alunas são iniciantes no que diz respeito ao uso das TICs. Porém, aceitaram o desfio. Abaixo, reproduzo um dos textos produzidos a partir do congresso.

 

Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão

Disciplina: Mídia, Comunicação e Educação

Docente: wolney Honório

Alunas:

 

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Kênia Calaça keniacalaca@yahoo.com.br

Cristiane Rocha cristianef.rocha@hotmail.com

Renata Lopes renata_l_silva@hotmail.com

Marília Rita dos Santos mariliarita.senai@sistemafieg.org.br

Silviene Apª do Prado pradoorg@hotmail.com

 


Sabemos que o uso das tecnologias na educação é um dos grandes desafios que a escola tem a enfrentar, pois não dá para desconsiderá-la. Hoje o grande problema é difundir tecnologias em escolas públicas, pois, ainda é grande a falta de conhecimento e interesse dos educadores/gestores em proporem uma prática pedagógica que envolva os meios tecnológicos. Além disso, outros fatores também dificultam esse avanço, entre eles a falta de recursos e a escassez de investimentos no âmbito educacional.

 

Estamos vivendo um momento em que os alunos vão para sala de aula com uma grande bagagem tecnológica, em que apenas o uso do giz e o quadro negro já não têm sentido para eles, pois necessitam de aulas dinâmicas e significativas. É a nova pedagogia relacionada ao uso das Tecnologias da Informação e Comunicação.

 

Atualmente, a função da escola não se resume na transmissão de conhecimento, pois o professor além de ensinar o conteúdo, precisa se preocupar com a relação familiar, a saúde, o social, o emocional, entre outros, ou seja, questões que influenciam no desenvolvimento integral do aluno dentro e fora da escola.

 

Além de exercer essas funções, a escola precisa adaptar-se ao desenvolvimento tecnológico contribuindo para o ensino-aprendizagem do aluno permeado de interação, experiências e descobertas.

 

Na busca de ampliar nossos conhecimentos acerca do uso das tecnologias na educação, participamos do 1º Congresso de Tecnologias de Informação e Comunicação, permitindo que o grupo de alunos e professores, discutisse diferentes assuntos relacionados à educação tecnológica, possibilitando a aprendizagem e troca de experiências. Percebemos que os blogs vieram atender a esta nova demanda na educação, propiciando conhecimento, troca de informações, diálogo, reflexão e confronto de idéias.

 

Constatamos que a tecnologia propicia esta oportunidade ao professor, de vivenciar as experiências colaborativas, em busca de clarear suas práticas em relação à demanda atual e ainda sem sair de casa e sem custos, é uma nova possibilidade de o professor buscar sua capacitação continuada.

 

A participação no congresso nos possibilitou entender que o meio tecnológico proporciona a interação e acesso aos novos conhecimentos, desencadeando o desenvolvimento do educador de forma individual ou coletiva, no momento em que refletem em relação a suas práticas.

 

Nesse sentido, o professor deixa de ser a pessoa que só transmite a informação e passa a des(re)construir novas práticas permanentes, isso conforme citado acima, atendendo a demanda atual.

 

Alguns textos do congresso, como Internet com educação – Riscos Jurídicos nos chamou a atenção para o outro lado da tecnologia, nos informando sobre as responsabilidades legais, riscos mais comuns e sua prevenção. Enquanto futuras educadoras, nós ficamos inquietas, pois verificamos a necessidade do professor entender como se utiliza a internet e estar atentos aos riscos e limites que a mesma oferece.

 

Sabemos que o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação é um avanço na sociedade, mas até que ponto elas podem ser utilizadas em prol da formação do ser humano? O uso indevido da internet causa uma ameaça à integridade da humanidade, pois presenciamos diversos casos em que as pessoas têm suas vidas expostas, sofrendo agressões morais e físicas, danos emocionais, degradações de imagens e valores. Vemos casos de pedofilia e pornografia infantil circulando pela internet e como o exemplo mais recente, o professor que foi ridicularizado em um site de relacionamento pelos seus próprios alunos.

 

Com base nesses aspectos apontados acima, acreditamos que devemos sim utilizar as tecnologias para o melhor desenvolvimento educacional. Portanto, devemos estar preparadas para utilizá-las de maneira adequada, incentivando os alunos a explorar suas possibilidades.

 

Referências:

FRANCO, Maria de Fátima. Aprendizagem Colaborativa na Web. Doutoranda em Lingüística – Linguagens e Tecnologias –UFMG, Moderadora do grupo de Discussão: Blogs, Internet e Web na Educação.

Reflexões entre professores em blogs

SLEIMAN, Cristina. Internet com Educação – Riscos jurídicos.

GUTIERREZ, Suzana. Professores conectados.

ALVES, Antonia; CARLI, Andréa de. Formação de Professores para o uso adequado das Tic’s: uma reflexão em construção.

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Educação: Um Mergulho No Mundo Das TICs

Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Dezembro 7, 2008


Educação: Um Mergulho No Mundo Das TICs

 

 

Durante o segundo semestre de 2008, ofereci a oportunidade aos meus alunos e alunas da disciplina “Educação, Comunicação e Mídia” de participarem do I Congresso de Tecnologias na Educação, coordenado pela professora Fátima Franco (coordenadora da lista Blogs Educativos e do Congresso). A grande maioria destes alunos e alunas são iniciantes no que diz respeito ao uso das TICs. Porém, aceitaram o desfio. Abaixo, reproduzo um dos textos produzidos a partir do congresso.

 

Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão

Disciplina: Mídia, Comunicação e Educação

Docente: wolney Honório

Alunas:

 

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Maria Isabel Ferreira de Souza / belzitasouza@hotmail.com

Alessandra Cardoso Alencar /alencassandra@gmail.com

Juliana Ferreira Santos / juju_santos12@yahoo.com.br

Marilda Aparecida da Silva / amoraparecida@hotmail.com

 

 

Com o uso das tecnologias de informação e comunicação, professores e alunos têm a possibilidade de utilizar a escrita para descrever/reescrever suas idéias, comunicar-se, trocar experiências e produzir histórias. Assim, em busca de resolver problemas do contexto, representam e divulgam o próprio pensamento, trocam informações e constroem conhecimento, num movimento de fazer, refletir e refazer, que favorece os desenvolvimentos pessoais, profissionais e grupais, bem como a compreensão da realidade.

 

Pode parecer sem sentido escrever um texto centrado na potencialidade da produção da escrita na escola através do uso das TICs, uma vez que a ênfase dada pela escola à leitura e à escrita se direciona a elaboração de algo produzido para ser corrigido e muito pouco como prática para despertar o prazer da escrita para a leitura. Porém, com maior freqüência do que gostaríamos, temos ouvido professores reclamarem que seus alunos não sabem escrever. Os alunos têm apontado que a escola os leva a ler e a escrever sobre aquilo que não tem significado para a sua realidade ou a fazer cópias e repetir palavras desarticuladas.

 

O uso da TICs na educação tem a perspectiva de favorecer a representação do pensamento do aluno, de levar o professor a engendrar situações de aprendizagem que exigem investigação, reflexão crítica, aprimoramento e transformação de sua prática.

 

Sendo assim, poderá a se desprender do livro didático, que deixará de ser o guia da prática do professor e passará a ser mais uma, entre outras fontes de informações.

 

Assim, o uso das TICs na educação caminha no sentido da produção compartilhada de conhecimento, favorecida pela resolução de problemas ou desenvolvimento de projetos, nos quais a escrita, por meio das TICs, induz à liberdade de expressar e comunicar sentimentos, registrar percepções, idéias, crenças e conceitos, refletir sobre o pensamento representado e reelaborá-lo.

 

O uso das tecnologias de informação e comunicação - TICs - na escola tem evidenciado a necessidade de repensar questões relacionadas à aprendizagem e à prática do professor. Como lidar com a diversidade, a abrangência e a rapidez de informações e a provisoriedade do conhecimento? Como integrar as diferentes tecnologias ao trabalho pedagógico (computador, Internet, TV, vídeo…)? Para entender estas questão torna-se necessário que os professores possam assumir uma postura de “aprendente” que compartilha com seus pares, alunos e com a comunidade em geral, a busca de saberes e a construção de redes de conhecimentos, com vistas a resolver os problemas do contexto e melhorar a qualidade de vida. Pois, a revolução das tecnologias a cada dia ganha mais espaço sobre o mundo e cabem as pessoas se informatizarem para o futuro, para se socializarem com o mesmo. Devemos começar a pensar para um mundo totalmente universalizado onde as tecnologias cheguem aos ricos, mas também aos mais carentes, onde a internet, com suas informações, possa transmitir o que há de bom nela inserido, com a finalidade  de educar e formar cidadãos capazes de julgar e lidar com as novas tecnologias. Não há como negar que as tecnologias da informação  e da comunicação vem a cada dia revolucionando a forma dos textos, tantos os verbais quanto os não verbais. Diante disto, vem sendo colocado no processo de ensino-aprendizagem linguagens midiáticas, na forma de potencializar a construção dos saberes significativos para a atuação dos alunos.

 

O professor de hoje tem um grande papel a desenvolver junto a sua escola, um espaço de participação interativa de construção coletiva ao uso da tecnologia e sua formas de linguagens.

 

Tanto os adultos quanto as crianças são hoje atraídos a esse universo mdiático, onde circula essa variedade lingüística. Cabe ao professor planejar aulas que leve aos alunos a usarem essa forma lingüística na construção para novos conhecimentos, saberes futuros. A distância hoje não é principalmente a geográfica, mas a econômica (ricos e pobres), a cultural (acesso efetivo pela educação continuada), a ideológica (diferentes formas de pensar e sentir) e a tecnológica (acesso e domínio ou não das tecnologias de comunicação). Uma das expressões claras de democratização digital se manifesta na possibilidade de acesso à Internet e em dominar o instrumental teórico para explorar todas as suas potencialidades.

 

A educação presencial pode modificar-se significativamente com as redes eletrônicas. As paredes das escolas e das universidades se abrem, as pessoas se intercomunicam, trocam informações, dados, pesquisas. A educação continuada é otimizada pela possibilidade de integração de várias mídias, acessando-as tanto em tempo real como no horário favorável a cada indivíduo. E, também, pela facilidade de pôr em contato, educadores e educandos.

 

Na Internet, encontramos vários tipos de aplicações educacionais: de divulgação, de pesquisa, de apoio ao ensino e de comunicação. A divulgação pode ser institucional - a escola mostra o que faz - ou particular - grupos, professores ou alunos criam suas home pages pessoais, com o que produzem de mais significativo. A pesquisa pode ser feita individualmente ou em grupo, ao vivo - durante a aula - ou fora da aula, pode ser uma atividade obrigatória ou livre. Nas atividades de apoio ao ensino, podemos conseguir textos, imagens, sons do tema específico do programa, utilizando-os como um elemento a mais, junto com livros, revistas e vídeos. A comunicação ocorre entre professores e alunos, entre professores e professores, entre alunos e outros colegas da mesma ou de outras cidades e países. A comunicação se dá com pessoas conhecidas e desconhecidas, próximas e distantes, interagindo esporádica ou sistematicamente.

 

As redes atraem os estudantes. Eles gostam de navegar, de descobrir endereços novos, de divulgar suas descobertas, de comunicar-se com outros colegas. Mas também podem perder-se entre tantas conexões possíveis, tendo dificuldade em escolher o que é significativo, em fazer relações, em questionar afirmações problemáticas.

 

É importante que o professor fique atento ao ritmo de cada aluno, às suas formas pessoais de navegação. O professor não impõe; acompanha, sugere, incentiva, questiona, aprende junto com o aluno.

 

Ensinar utilizando a Internet pressupõe uma atitude do professor diferente da convencional. O professor não é o “informador”, o que centraliza a informação. A informação está em inúmeros bancos de dados, em revistas, livros, textos, endereços de todo o mundo. O professor é o coordenador do processo, o responsável na sala de aula. Sua primeira tarefa é sensibilizar os alunos, motivá-los para a importância da matéria, mostrando entusiasmo, ligação da matéria com os interesses dos alunos, com a totalidade da habilitação escolhida.

 

A Internet é uma tecnologia que facilita a motivação dos alunos, pela novidade e pelas possibilidades inesgotáveis de pesquisa que oferece. Essa motivação aumenta, se o professor a faz em um clima de confiança, de abertura, de cordialidade com os alunos. Mais que a tecnologia, o que facilita o processo de ensino-aprendizagem é a capacidade de comunicação autêntica do professor, de estabelecer relações de confiança com os seus alunos, pelo equilíbrio, competência e simpatia com que atua.

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As Tecnologias Da Educação E A Universidade

Filed Under Tecnologia | Posted on Outubro 30, 2008


 As Tecnologias Da Educação E A Universidade

 

 

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Alguns acontecimentos do meu dia a dia na educação tem feito pensar sobre a relação de uma política universitária e as TICs – Tecnologias da Informação e Comunicação. Primeiro, o I Congresso de Tecnologias na Educação, totalmente online e desbravador no tocante a discussões atualizadas sobre o uso das tecnologias na Educação.

 

Segundo, o fato do Campus de Catalão, unidade da UFG, onde eu trabalho, estar às voltas em pensar numa autonomia acadêmica para ofertar seus próprios cursos de Educação à Distância (EAD). Atualmente, alguns professores estão envolvidos na execução de cursos de licenciatura e especialização à distância, mas avaliando que participar da execução de projetos já não basta. A unidade deveria partir para uma autonomia propositiva de cursos não presenciais.

 

A questão central aqui é: como e quais políticas poderiam ser implementadas para, enquanto uma unidade da universidade, ser co-autora de cursos à distância? O que o leitor tem a dizer?

 

Para não riscar o fósforo e apenas deixar queimar, adianto minha participação. Em primeiro lugar, cabe lembrar que a introdução de tecnologias na educação não é coisa nova na História do Brasil, e, por extensão, da Educação. Objetos como o lápis, a caneta, o caderno individuais, bem como a criação dos grupos escolares, entre tantos, foram acontecimentos que se não marcaram mudanças pedagógicas, tiveram sua participação, como motivos para se repensar os métodos educacionais, por exemplo. Não muito menos, o uso do rádio, da fotografia, da televisão, vídeo cassete vêm mostrando que não só são importantes no processo de ensino aprendizagem, como também sinalizam outras luzes de se pensar a própria Educação. Com a chegada do Computador e da Internet parece que o impacto provocou reações mais intensas e extensivas.

 

Daí a se pensar uma política para um campus universitário é um outro pulo. Ora, envolver-se com as TICs não significa criar departamentos, laboratórios e dizer que estamos no século XXI educacional (não que isto não faça parte). E, penso, não basta também sair inventando cursos à distância. Neste sentido, aponto alguns itens para o debate, mais com o espírito de iniciar um pensar coletivo, do que dizer que esta é a saída apropriada.

 

·        Implantar uma política de softwere livre – do aprendizado por toda comunidade acadêmica à sua utilização.

·        Implantar, paulatinamente, as TICs nas disciplinas da graduação, o que seria diferente de criar uma disciplina exclusiva de comunicação e mídias.

·        Privilegiar a implantação de cursos à distância no nível da Especialização. Com a demanda de jovens, cada vez mais com problemas de formação básica, entrando para as graduações, significa priorizar a graduação presencial.

·        Criar uma secretaria especial que possa fazer o diálogo pedagógico com a graduação, pós-graduação, a direção e o MEC.

·        Ampliar as bases de acesso à rede mundial de computadores, abrindo, em 2009, um laboratório de informática para cada curso de graduação.

·        Criar quiosques de acesso virtual ao longo de todo o espaço geográfico do Campus.

·        Implantar Internet Wireless em todo o Campus

 

O que você pensa disso? Quais são suas idéias?

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