Formação de Professor|Cultura Educacional |Educação E Blog

No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

Aprenda Mais Sobre Cinema

Filed Under Cinema | Posted on Junho 9, 2008

Aprenda Mais Sobre Cinema

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Encontrei no Publifolha uma referência muito barata de livros que possam ajudar aqueles que gostam de cinema e gostariam de mais explicações, ou dicas de como escolher melhor os filmes para assistir.

O que chama a atenção é realmente o valor dos livros. É uma oportunidade para professores que se atiram nestas águas cinematográficas.

Se voce eh novo(a) aqui, inscreva-se ao meu RSS feed. Obrigado pela visita!

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Perro Loco Em Catalão

Filed Under Cinema | Posted on Junho 4, 2008

Perro Loco Em Catalão

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Segundo o próprio panfleto (Flayer) distribuído pelo grupo de alunos da UFG de Goiânia, dos cursos de Comunicação, Filosofia e Sociologia, Perro Loco “é uma expressão latino americano que reflete a gana e paixão deste povo. Uma expressão capaz de persuadir não só a construção de um espaço, mas levantar a capacidade de ação sobre ele”.

Este grupo de alunos trouxeram para o CaC o filme “Caroneiros” da mostra itinerante Perro Loco. O documentário foi produzido em 2006 e dirigido por Martina Rupp. Trata-se de dois carros (fusquinha) de brasileiros numa peregrinação pela América Latina. Mesclando cenários e caroneiros das mais diversas nacionalidades, o filme trata da preservação da identidade latino-americana.

Acredito que este documentário pode ser utilizado com mais freqüência na formação de professores, principalmente para quem quer buscar uma referência cultural para as questões da docência na América Latina.

Encontrei um bom comentário sobre o filme aqui:

http://web.mac.com/muanis/iWeb/Felipe%20Muanis/ideas/4ED3307C-0878-4305-ACD9-B6876C51006D.html

 

E eu não poderia deixar de comentar sobre a feliz escolha da diretora pelo fusquinha para percorrer tão longa viagem de pesquisa e documentação. Primeiramente, porque eu me lembrei da minha infância, quando meus pais, meu irmão, eu e uma ou duas primas, viajávamos longas distâncias no fusquinha cinza que ele tinha. Eu estava com meus 9 ou 10 anos de idade e aquilo parecia que estávamos sobre 4 rodas de uma mercedes.

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Em segundo lugar, o fusquinha seria o único carro que com um alicate e um arame qualquer motorista conseguiria resolver seus problemas mecânicos. Não sei se realmente isso é verdade, mas que estas histórias acompanham o fusquinha isto é verdade, ou seja, é o carro mais simples em termos mecânicos.

Por fim, o fusquinha, dois, no caso do “Caroneiros”, eles estão pintados de verde, um e amarelo, o outro. As cores da bandeira viajando por outros territórios nacionais. Idéia pouco simples, pretensiosa, mas de uma força cinematográfica suficiente para arrancar do telespectador uma atitude de busca pelas semelhanças latinas americanas.

Boa hora para pensarmos sobre possibilidades de termos na UFG, em Catalão, mais oportunidades de vermos e debatermos sobre o cinema, não é mesmo?

 

Lembrando: o Perro Loco2 – Festival de Cinema Universitário será de 4 a 9 de novembro de 2008. Veja mais detalhes aqui:

http://www.perroloco.com.br/edicoesanteriores.php

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Alternativas Para A Violência Nas Escolas

Filed Under Cinema | Posted on Junho 3, 2008

Alternativas Para A Violência Nas Escolas

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Hoje iremos divulgar aqui um interessante post que encontrei no Blog Tecnologia da Informação – Desenvolvimento e Educação, sobre a peça “Bang, Bang You’re Dead”, em português, “Bang, Bang, você morreu”.

 

A violência, estampada e financiada sabe-se lá por quem na televisão, ora por policiais corruptos, ora por famílias desorganizadas agredindo crianças, é um tema não menos presente nas Escolas brasileiras. Principalmente as Escolas públicas.

 

Venho insistindo neste blog sobre modos de pensar o desenvolvimento humano para além do desenvolvimento econômico/consumista. Pensar em alternativas de desenvolvimento do humano, no aspecto intelectual, moral e ético.

 

E acredito que a arte é um forte parceiro da Escola nestes desafios do século XXI. Por que não enfrentar os problemas de frente, encenando-os com crianças e adolescentes. A arte pode não apenas imitar a vida, mas oferecer alternativas de direções para o futuro.

 

Lembrando que a peça está traduzida para o português. Leia o post aqui:

http://blog.cidandrade.pro.br/bang-bang-voce-morreu-script-em-portugues/

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Cinema, Poesia E Educação

Filed Under Cinema | Posted on Abril 12, 2008

Cinema, Poesia E Educação

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Esta narrativa poderia começar assim: as luzes se apagam, o pano se abre e a tela do cinema se ilumina, trazendo aos espectadores imagem e som.

Mas, a realidade aqui é: ligue o seu computador e acesse o link do Portal Curtas abaixo para assistir Pequenos tormentos da Vida:

http://www.portacurtas.com.br/filme_abre_pop.asp?cod=5099&exib=2636#

Trata-se de um documentário dirigido por Gustavo Spolidoro onde a sala de aula, de uma turma da terceira série, é posta em cena, descortinando possibilidades didático-pedagógicas na educação da criança.

E na abertura, Mario Quintana:

Quando Guri, eu tinha de me calar
à mesa: só as pessoas grandes falavam…

“…agora, depois de adulto,
tenho de ficar calado
para as crianças falarem”

A primeira cena, propriamente dita, é um passeio pelo o que poderíamos chamar de uma “aula sem graça”, ou um dos pequenos tormentos da vida. Crianças bocejando, e a narradora explorando as palavras e as imagens, vai anotando o quanto a aula é sem fim e nada acontece.

“Se ao menos um avião entrasse por uma janela e saísse pela outra”, diz a narradora, finalizando a cena inicial. Trata-se de uma passagem do poema de Quintana:

De cada lado da sala de aula, pelas janelas altas, o azul convida os meninos, as nuvens desenrolam-se, lentas, como quem vai inventando preguiçosamente uma história sem fim…

Sem fim é a aula: e nada acontece, nada…

Bocejos e moscas.

Se ao menos, pensa Lili, se ao menos um avião entrasse por uma janela e saísse pela outra!

Em seguida, entra a professora, revertendo a situação e dando outro rumo à aula, solicitando de cada criança que elas indicassem três tormentos em sua vida: pequenos, médios e grandes.

É essa nova direção à aula que me chamou a atenção, além do texto do Quintana. A professora atirou as crianças no universo do poeta, fazendo-as pensar na própria história de vida.

Daí em diante, vale a pena assistir e ver os tormentos relatados pelas crianças, bem como a forma como o diretor foi pontuando esta interação entre as descobertas que as crianças foram fazendo do mundo do poeta Maria Quintana, como também a forma como a professora conduz sua aula, envolvendo as crianças no estudo da obra do poeta.

Pequenos Tormentos da Vida é um documentário gaúcho que, mesmo que pensemos que a própria poesia seja um pequeno tormento na vida das crianças, quando não apreciada, podemos imaginar também que ela, a poesia, é uma das formas de incentivar a criança a ler. Ou não?

Da minha parte, otimista como sou, prefiro acreditar que mesmo que estas crianças tenham se envolvido no projeto por brincadeira ou por estar entrando em cena e sendo filmadas, elas, ao interagirem com a obra do poeta, pensam o mundo e a si mesmas por um viés diferente do habitual. E isto tem um poder educativo muito interessante.

 

 

Ficha Técnica

Produção Jaqueline Beltrame Fotografia Gustavo Spolidoro, Vicente Moreno Roteiro Gustavo Spolidoro Montagem Vicente Moreno Música Pata de Elefante

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O Olhar Da Criança E O Cinema

Filed Under Cinema | Posted on Fevereiro 14, 2008

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Navegando no mundo dos Blogs Educativos, posei no Blog Discurso citado, da Lilian Starobinas, onde encontrei referência a um post intitulado: “seduções da criança como narrador no cinema”.

Na verdade é uma referência a outro post “Filmes com criança: a culpa é dos adultos, esses adultos….”, do Blog da Lulu.

Muito sedutora a análise sobre filmes com crianças. Recomendo principalmente aos professores e professoras que se aventuram a pensar o mundo infantil também pelo olhar das câmeras de filmar.

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Um dos filmes ausentes, e que gostaria de incluir na lista, é “O Garoto”, uma comédia dirigida por Charles Chaplin, de 1921.

O drama, o sonho, as risadas e as estripulias no filme não são apenas do garoto e do vagabundo Carlitos, no caso, um vidraceiro ambulante que adota um bebê abandonado em carrinho de luxo. Mas também do olhar da câmera, que confundindo ou não com o nosso olhar, sensibiliza e intervêm com uma perspectiva diferente da do adulto.

Sabe-se que Jackie Coogan, o menino que encenou “O garoto”, tornou-se uma das primeiras personalidades infantis da história. Temos ai um nítido exemplo de como o cinema se apropria da perspectiva/olhar infantil e lança no mercado simbólico a criação de uma estrela (eu li em algum lugar, que o ator mirim chegou a receber honras de príncipe em sua viagem pela Europa para divulgar o filme).

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Recentemente participei de uma banca de monografia de final de curso (Curso Pedagogia – UFG – Catalão), da aluna Cristina de Fátima do Nascimento Ponciano, orientada pela professora Selma Martines Peres: “Invisibilidade da infância: uma análise da infância a partir do filme Crianças Invisíveis”. Cristina envereda pela análise da situação da criança na atualidade através deste filme.

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Este é outro filme (2005) forte. Dividido em 7 curtas, com a participação de 8 diretores, “Crianças invisíveis” traz 7 histórias diferentes de crianças, em lugares diferentes, inclusive uma em São Paulo, Brasil.

Juntando os filmes citados pela Lulu, com estes dois, vejo que há uma contradição, ou talvez uma ambigüidade no enquadramento das perspectivas infantis sob o olhar da câmera do cinema.

Posso, talvez, estar exagerando, mas o cinema tanto inclui quanto exclui a criança.

Deixa eu dar uma respirada e tentar explicar o que estou dizendo.

Não vejo nestas produções apenas exclusão ou inclusão da criança. “Cinema Paradiso”, “O Labirinto do Fauno”, “O Garoto” e “Crianças invisíveis” indicam um paradoxo no trato com a criança. Ora são excluídas, ora são incluídas.

Ou seja, não se trata apenas do que está sendo representado, a realidade em si, exterior à câmera de filmar e olhar dos diretores. Mas como se representa a criança. E neste sentido, o fator propositivo e político do próprio cinema, produzindo perspectivas de mundo.

Ah, isto aqui já está virando análise acadêmica. Virando a página.

 

 

E então, estamos vivendo um excesso de imagens de crianças nas telinhas? Eu penso que sim, e a Lulu está certíssima em atualizar esta reflexão. E acredito também que a televisão tem uma forte contribuição nesta história.

 

Paro por aqui, se não vira projeto de pesquisa…

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