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No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

Educar Como Forma De Combater A Miséria Simbólica

Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Agosto 6, 2008


Educar Como Forma De Combater A Miséria Simbólica

 

Há dias que não escrevo por aqui. Final de férias, preparando aulas e apenas lendo um blog aqui, outro ali, tudo através da lista dos Blogs Educativos.

 

Nesta busca por novos textos (para a disciplina Educação, Comunicação e Mídias, que ministro no Curso de Pedagogia, Universidade Federal de Goiás – Campus Catalão), deparei-me com “Nossa visão do mundo: algumas reflexões para a educação”, de Pierre Léna*.

 

Falando-nos sobre as transformações da “nossa visão do espaço, do tempo, da Terra, do lugar e da evolução do homem no universo”, o autor indaga sobre a necessidade de a Educação enfrentar este contexto, traduzido, inclusive, eventualmente como coisa banal, para tratar do que é mito e do que e como a razão possa vir a contribuir para estas novas visões.

 

Diz o autor: “Alimentar o imaginário do adolescente, tão propenso a excitar-se, tão faminto de símbolos que estimulem sua criatividade, sem saturá-lo com ilusões adulteradas, eis uma tarefa urgente para o pedagogo de hoje” (LÉNA, p.58*)

 

Ora, eis ai um desafio de fato estimulante: desgarrar-nos dos nossos modelos ensináveis e buscar conteúdos e formas alternativas de ensino, visando alimentar o imaginário dos adolescentes (podemos estender a todos os estudantes, da criança ao adulto, sem dúvida). Mas o nosso velho problema é como fazer isto.

 

O cinema, a poesia, o teatro, a literatura, enfim, as artes de maneira geral, podem ser umas pistas para estas indagações. Afinal, os filmes de ficção científica, como “Guerra nas Estrelas”, ou um mais recente, para ficar apenas nestes dois, “Guerra dos Mundos”, são exemplos de como o cinema interpreta e constrói visões sobre o universo, o tempo, o espaço e fundamentalmente o planeta Terra.

 

O fato é que estes filmes nos fazem vibrar, enquanto poucos conseguem se entusiasmar com os avanços das pesquisas contra o câncer, melhorias em construções civis, saúde pública, ou mesmo em pesquisas sobre métodos alternativos de ensino aprendizagem. Mas será que nós professores damos importância à evolução científica a tal ponto de nos entusiasmar e entusiasmar nossos alunos?

 

Talvez esta necessidade de alimentação do imaginário precise ser analisada melhor. Com qual imaginário estamos trabalhando quando pensamos a Escola como um lugar de Ciência? O que realmente precisaria ser mudado?

 

 

*LÉNA, Pierre. “Nossa visão do mundo: algumas reflexões para a educação”. In: MORIN, E. A religação dos saberes: o desafio do século XXI. Tradução e notas, Flávia Nascimento. 6ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007.

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Criar E Aprender Com Tecnologias Inspirado Em Paulo Freire

Filed Under Notícias | Posted on Junho 16, 2008

Criar E Aprender Com Tecnologias Inspirado Em Paulo Freire

O Estado de são Paulo publicou uma matéria no último dia 15 de junho, intitulada: ”Para criar uma geração de cientistas, temos de ensinar ciência do século 21”. Trata-se de uma entrevista com o paulistano Paulo Blikstein, que está terminando seu doutorado nos Estados Unidos e está sendo assediado por várias universidades americanas. Sim, você leu certinho: ele está sendo assediado por várias universidades americanas. Estas universidades o querem estudando e pesquisando dentro do seu território.

E o interessante é que o engenheiro Blikstein faz seus estudos e pesquisas inspirado em Paulo Freire. De olho na tecnologia e na educação, ele busca conectar o computador e toda esta tecnologia atual ao mundo da criança, mais próximo dos seus interesses.

Mais do que isso, ele dá sugestões e opina sobre o uso das TICs na Educação. Veja matéria completa Aqui:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080615/not_imp189679,0.php

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O Congresso Brasa E New Orleans: Ciência E Arte

Filed Under Eventos | Posted on Abril 3, 2008

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O Congresso Brasa E New Orleans: Ciência E Arte

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Falar sobre a participação do Professor Dr. Sergio Pereira da Silva e eu no IX Congresso Internacional da Brasa significa juntar Brasa e New Orleans, cidade do Estado da Louisiana, nos Estados Unidos, onde foi o congresso.

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Em 2005 o furacão Katrina virou a cidade de cabeça para baixo, como noticiado na maioria dos meios de comunicação. A população, ainda hoje, sofre as conseqüências desta catástrofe.

Porém, a cidade vem sendo reconstruída e o que vimos foi um forte incentivo ao turismo, principalmente de americanos. É verdade que neste período de 27 a 29 de março que estivemos em New Orleans o movimento ainda não era tão grande quanto o previsto para meados de abril próximo, quando do festival de Jazz.

O Congresso Brasa

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Houve a presença na abertura do Congresso Brasa IX, dia 27, além de autoridades locais e ligadas à Brasa, do embaixador brasileiro nos Estados Unidos.

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Em seguida, uma Keynote Presentation by José Miguel Wisnik, com o título: “Machado Maxixe: Literatura e Música Popular Brasileira”. Brilhante apresentação do professor Wisnik sobre a hibridização na cultura musical brasileira.

Os dois outros dias, 28 e 29, sessões de apresentações de trabalhos em diversas áreas do conhecimento. Nota-se que a Brasa vem produzindo trabalhos convergentes no estudo de questões sobre América Latina, especialmente sobre o Brasil. Cabe ressaltar também a menor quantidade de trabalhos ligados à Educação.

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Além do professor Sergio e eu, esteve também apresentando conosco (Panel/Mesa 5-3: Educação, subjetividade e cultura, sala LBC Mouses) a professora Dra Dirce Djanira Pacheco, que coordenou a mesa.

Apesar de ter tido uma multiplicidade de temas e mesas redondas, e assim ter sido difícil acompanhar tudo o que aconteceu, acredito que o congresso em si foi uma oportunidade para ampliar horizontes para todo e qualquer pesquisador participante.

Interessante notar também tanto a presença de estudantes brasileiros na Tulane University quanto de estudantes americanos falando português e/ou espanhol. Estes estudantes, que desenvolvem pesquisas sobre o Brasil e América Latina, são estimulados a aprenderem a língua portuguesa e/ou espanhola.

Música e Arquitetura

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E o que é também marcante é o lugar, New Orleans. Se fosse apenas uma visita turística já seria suficiente para elevar a alma e o conceito sobre múltiplas culturas.

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Eu pelo menos nunca tinha saído do Brasil e confesso que fiquei entusiasmado com as diferenças culturais. Em saber como vivem outros povos, sua alimentação, roupas, carros, moradias, língua, etc.

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E dois aspectos me chamaram a atenção: a musicalidade e arquitetura local.

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No caso da arquitetura são os casarões de época, coloniais e os pubs na Bourbon Street, rua por excelência do Jazz, ou como foi chamada por vários brasileiros: a rua do pecado. Muita música, gente circulando e uma tradicional brincadeira de jogar uma corrente, ofertando às pessoas que passam e sugerindo que levantem a blusa. Pode se dizer uma carnavalização, ou virada de ponta cabeça da forma menos acolhedora, diferentemente do brasileiro, de tratar as pessoas, que tem o americano em geral.

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Especial atenção ao Café Du Monde: um lugar charmoso, romântico, de influência francesa, onde as pessoas se sentam para tomar o tradicional café de New Orleans com biscoitos.

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E nas ruas principais, próximo ao rio Mississipi muita gente circulando.

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O Jazz é o fermento musical que transpira pelas ruas do French Quarter, bairro central, onde estão localizadas ruas como a Bourbon Street e Royal, por excelência e respectivamente as ruas do Jazz e da pintura.

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Depois de mais de mil fotos, eu fiquei pensando: qual destas fotos poderia retratar o que vimos? Não tenho respostas, ou talvez dissesse que esta determinada foto não foi tirada. Mas fica uma foto/imagem especial, a do sentimento vivido nestes poucos dias que juntamos ciência e arte pelas ruas de New Orleans.

Este sentimento cobre-se de uma musicalidade pulsante
Uma arquitetura alegre
Romântica
Sensível

Tudo pulsa no sangue
E faz o corpo se levantar da cadeira
Para alguns movimentos jazzicos

Tudo isto
Às vezes parece bruto
Como uma pérola
Outras, sensível, como um beijo

Se eu fosse recomendar alguma coisa, diria:

Para ir a New Orleans
Leve dinheiro sim
para o drink, o táxi, o hotel e outras necessidades

mas leve também um coração aberto
para novas paixões.

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Educação E Ciência

Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Novembro 23, 2007

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