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No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

Jogos Cooperativos: Ação Positiva No Ambiente Escolar

Filed Under Estagio | Posted on Dezembro 9, 2008

Jogos Cooperativos: Ação Positiva No Ambiente Escolar*

Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui (resumo elaborado no começo de novembro de 2008) o trabalho de:

 

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Avelina Oliveira de Sousa MartinsGraduanda de Pedagogia-CAC/UFG

Luciana Maria de Almeida GuimarãesGraduanda de Pedagogia-CAC/UFG

Françoise de MesquitaProfª. Orientadora

 

Palavras-chave: Jogos; Cooperação; Educação.  

 




O projeto “Jogos Cooperativos: ação positiva no ambiente escolar” está em fase de implementação, em uma escola da rede estadual de Catalão, em uma turma do 3° ano do Ensino Fundamental, com 25 alunos matriculados, com a média de idade de oito anos.

 

Os jogos cooperativos têm por objetivo estimular habilidades e atitudes de colaboração de forma que os envolvidos percebam que cooperando nas ações do dia-a-dia, todos lucram. A partir de atitudes solidárias, os indivíduos têm maior facilidade em alcançar os objetivos, bem como, expressar-se e respeitarem-se mutuamente. Nosso tema partiu do questionamento, sobre qual tem sido a atitude da escola frente a questões de relacionamento cooperativo entre as crianças dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental.

 

O intuito do projeto é desenvolver atividades de jogos cooperativos, promovendo ações e relações educativas, a fim de incentivar a melhora da qualidade de convivência e contribuir para a ampliação das habilidades de relacionamento entre os alunos dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental.

 

O Objetivo Geral é oportunizar momentos de cooperação através de jogos a fim de propiciar às crianças possibilidade de desenvolver características de colaboração. Brincando cooperativamente descobrirão as possibilidades e vantagens do trabalho em grupo.

 

Assim, buscamos focalizar os Jogos Cooperativos na interface com a Pedagogia do Esporte, como exercício fundamental para o desenvolvimento pessoal e transformação do indivíduo, bem como promover a qualidade nas interações cooperativas, Incentivando a Ética da Cooperação.

 

Para fundamentarmos teoricamente o projeto, trabalhamos baseados em vários autores SOLER, ORLICK, BORWN, BARRETO, TEIXEIRA, entre outros que discutem esse tema e justificam sua eficácia por apresentar bons resultados sempre que aplicados. Pretendemos através deste projeto, facilitar o desenvolvimento do trabalho realizado em sala de aula. Ajudando a promover melhor inter-relacionamentos, não só no ambiente escolar, como também na família, na sociedade como um todo, ao longo de suas experiências contribuindo também, para melhoria da qualidade de vida.           

 

Profissionais como Terry Orlick, (apud, BARRETO) considerado um pioneiro dos jogos cooperativos, tem como objetivo o desenvolvimento de brincadeiras cujo resultado não se desse sempre nos termos do binômio vencedor/perdedor. Desta forma, os jogos cooperativos buscam promover experiências reais de cooperação, pois sempre haverá construção e proveito de habilidades, visíveis ao dito “perdedor”, e crescimento na busca de objetivos comuns.  Ainda , segundo (ORLICK apud BARRETO s.d.):

 

…a diferença principal entre Jogos Cooperativos e competitivos é que nos Jogos Cooperativos todo mundo coopera e todos ganham, pois tais jogos eliminam o medo e o sentimento de fracasso. Eles também reforçam a confiança em si mesmo, como uma pessoa digna e de valor.

 

No jogo cooperativo, aprende-se a considerar o outro que joga como um parceiro, um solidário, e não mais como o adversário. A pessoa quando joga aprende a se colocar no lugar do outro, priorizando sempre os interesses coletivos.

 

Jogar cooperativamente é reaprender a conviver consigo mesmo e com as outras pessoas. O jogo cooperativo serve para nos libertar da competição, seu objetivo maior é a participação de todos por uma meta comum. Neste tipo de atividade, a agressão física é totalmente eliminada, cada participante estabelece seu próprio ritmo, todos se enxergam como importantes e necessários dentro do grupo. Aumentando a confiança e auto–estima tentamos superar desafios ou obstáculos, sempre com alegria e motivação.

 

Os padrões de comportamentos fluem dos valores que adquirimos enquanto brincamos e jogamos durante a nossa infância, então o modelo a que estamos expostos resultará no modelo que seguiremos no jogo e fora dele.

 

Orlick (1989) define o que é cooperar: “A cooperação exige confiança porque, quando alguém escolhe cooperar, conscientemente coloca seu destino parcialmente nas mãos de outros.” Os Jogos Cooperativos são essencialmente divertidos, pois o riso prende a atenção de todos, e assim acontece o envolvimento de corpo e alma.

 

Para implementação do projeto com o grupo de alunos, utilizamos como metodologia o desenvolvimento de atividades, que buscam por meio dos jogos cooperativos, ajudar a  promover a diminuição das manifestações de agressividade, promovendo boas atitudes, tais como: sensibilização, amizade, cooperação e solidariedade, facilitando o encontro com os outros que jogam, predominando sempre os objetivos coletivos sobre os objetivos individuais. O elo principal para a união das pessoas nessa corrente positiva é a cooperação, é confiar, ou seja, fiar juntos, já que a confiança é a essência  da  solidariedade, da ajuda mútua.

 

O projeto encontra-se em fase de execução na escola campo e podemos avaliar positivamente os resultados parciais já obtidos. A começar do nosso entrosamento com as crianças e professora da turma que se solidifica a cada encontro. Quanto às atividades, aos poucos as crianças vão entendendo a lógica da cooperação: ajudar ao outro e se deixar ser ajudado para juntos obterem melhores resultados.

 

O trabalho com jogos cooperativos, como qualquer outro, exige  dedicação e persistência, mas mesmo não havendo encerrado as atividades previstas, estamos crentes de já termos conseguido bons resultados e sabemos que teremos mais trabalho e conquistas pela frente.

 

 

REFERÊNCIAS

 

ALMEIDA, Marcos Teodorico Pinheiro da. Jogos Cooperativos Na Educação Física Uma Proposta Lúdica Para A Paz.

<http://www.labrinjo.ufc.br/apostilas/artigos/Jogos_Cooperativos.PDF>   acesso em: 10/06/008.

 

BARRETO, André Valente de Barros. Jogos Cooperativos: Promovendo Valores Solidários. <http://www.unopec.com.br/revistaintellectus/_Arquivos/Jan_Jul_04/PDF/Artigo_Andre.pdf> acesso em: 10/06/2008.

 

FOELKER, Rita. Jogos Cooperativos e Jogos Competitivos. <http://www.edicoesgil.com.br/educador/boasvindas.html > acesso em: 20/06/2008.

 

SOLER, Reinaldo. Jogos cooperativos . 3ª ed.. Rio de Janeiro: Sprint, 2006.

 

TEIXEIRA, Mônica. Revista Jogos Cooperativos. <http://www.jogoscooperativos.com.br/Revista.htm> acesso em: 11/05/2008.

 

*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9

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A Qualidade De Ensino E A Formação De Professores Em Blog

Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Dezembro 9, 2008


A Qualidade De Ensino E A Formação De Professores Em Blog

 

 

 

Durante o segundo semestre de 2008, ofereci a oportunidade aos meus alunos e alunas da disciplina “Educação, Comunicação e Mídia” de participarem do I Congresso de Tecnologias na Educação, coordenado pela professora Fátima Franco (coordenadora da lista Blogs Educativos e do Congresso). A grande maioria destes alunos e alunas são iniciantes no que diz respeito ao uso das TICs. Porém, aceitaram o desfio. Abaixo, reproduzo um dos textos produzidos a partir do congresso.

 

Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão

Disciplina: Mídia, Comunicação e Educação

Docente: wolney Honório

Alunas:

 

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Simone Pereira dos Santos

Lazara Maria dos Reis

Juliana Aparecida Silva

Carolina de Oliveira Sousa

Laura Maria da Silva



 

 

A escola é considerada hoje o espaço de construção e autonomia, devido ao grande crescimento do uso das Tecnologias da Informação e Comunicação por parte dos professores em práticas inovadoras. Isso se deve pelo fato de estarmos vivendo uma era da globalização dos grandes negócios e dos grandes mercados, o que é danoso para o mundo, mas é preciso que batalhemos para uma globalização que comece de baixo para cima, onde os povos, grupos, nações entre neste universo fantástico que é o mundo das tecnologias. Através deste contato é que vamos conseguir promover a interação do individual com o coletivo e isto está acontecendo através dos blogs onde as pessoas têm acesso aos mesmos, pois é interagindo que o sujeito produz sua capacidade de conhecer.

 

Desse modo vale ressaltar a importância de se trabalhar com projetos relacionados com a tecnologia dentro da escola, e o grande desafio que a maioria das escolas tem enfrentado é o de trabalhar com tais projetos, pois são poucas as escolas que trabalham com este método e a maioria são particulares. Então fica a indagação: O que fazer para mudar isto? Será que estamos preparados (as) para mudar nossa prática pedagogia?

 

Neste sentido, apesar de presenciamos nas escolas, a resistência de continuar fragmentando o conhecimento em disciplinas e descolá-lo de seu contexto de produção ou vivência, cabe a nós professores entender que o conhecimento é formado pela articulação de vários saberes e que para isso, precisamos nos conscientizar da importância de partilharmos saberes para construirmos novos conhecimentos.

 

Nessa perspectiva, para que possamos ter um relacionamento mais abrangente, uma alternativa é compartilhar saberes através dos blogs. Pois o blogueiro (ou professor-blogueiro) não se envolve em apenas um projeto, mas em vários, dando espaço para a reflexão sobre suas práticas. O compartilhar de idéias, a busca de novas teorias e a visibilidade para a leitura que faz delas, discutir com outros, argumentar, ou seja, o “se fazer fazendo” que constitui o professor um ser em constante re-construção. 

 

É sobre este olhar que nasce os blogs de acordo com uma série de necessidades, como, por exemplo, manter o registro de certos processos na web, propiciando outras formas de ver o mundo e agir sobre ele. Assim os sujeitos vão se apropriando disto, adaptando os blogs às suas necessidades, gerando novos processos de ensino aprendizagem. Assim, o que nós teremos é o intelectual coletivo, é a mídia eletrônica, que reúne a interpretação, na divulgação, na produção de novelas, minisséries, filmes, que influenciam decisivamente na maneira pelas quais as pessoas se situam no mundo.

 

Mas é preciso ter orientação sobre como inserir os alunos no mundo das tecnologias principalmente em relação à internet, se escutamos, por diversas vezes, chamadinhas de nossos pais como: “não fale com estranhos”; “não pegue carona com estranhos”; “não aceite bala de estranhos”, mas não escutamos que “não devemos pegar carona em comunidades de estranhos” ou “não abrir e-mail de estranhos”…

 

Hoje em dia acontece com freqüência a falta de preparo dos pais e dos educadores para lidar com as questões que envolvem a internet, pois, infelizmente, muitos ainda passam à impressão de que se trata de um espaço além da vida, sem limites, sem regras. O fato é que se as escolas, educadores e pais dessa garotada, não assumirem o papel de orientar de forma continuada (afinal educação acontece durante toda a vida), teremos no futuro sérios problemas. Temos sim que ser exemplos, sejam de que profissão for.

 

A educação para a formação da cidadania é uma transmissão de informações histórico-cultural, pois, os componentes de formação que ela deve propiciar ao ser humano são algo muito mais rico e mais complexo do que simples transmissão de informações. A mediação de conteúdos para a apropriação histórica da herança cultural a que supostamente têm direito os cidadãos. O principal objetivo da educação é favorecer uma vida com maior satisfação individual e melhor convivência social.

 

A educação, como parte da vida, é principalmente aprender a viver com a maior plenitude que a história possibilita. É através da educação que prepara o cidadão para o contato com o justo e com o verdadeiro, aprendendo a compreender as culturas, a admirá-la, a valorizá-la e a concorrer para sua construção histórica, ou seja, é pela educação da cidadania. Isso não se dá como simples aquisição de informação, mas como parte da vida, que forma e transforma a personalidade viva de cada um, nunca esquecendo que “cada um” não vive sozinho, sendo então precisa pensar o viver de forma social, em companhia e em relação com pessoas, grupos e instituições.

 

Neste sentido a educação se faz, assim, também, com a assimilação de valores, gostos e preferências, a incorporação de comportamentos, hábitos e posturas, o desenvolvimento de habilidades e aptidões e a adoção de crenças, convicções, expectativas em busca de uma educação que possa contribuir para a formação da cidadania com direitos iguais que atinja todas as classes sociais, o que não está presente no mundo contemporâneo.

 

Por sua vez, a capacidade social está relacionada à formação do cidadão tendo em vista a contribuição da educação, de modo que sua atuação ocorra para a construção de uma ordem social mais adequada. Com relação à dimensão social, a atuação da escola parece tanto mais ausente quanto mais necessária, diante dos inúmeros e graves problemas sociais da atualidade.

 

É importante ressaltar que é através da educação como um direito social básico e universal que o cidadão se interligará no universo das tecnologias de informações que hoje estão presente no nosso dia-a-dia, ou seja, o desafio não é ensinar as tecnologias, mas formar cidadãos usando as tecnologias, como diria Ianni “ah, está vendo, as conquistas da eletrônica podem transformar a mídia num poderoso agente pedagógico e a hegemonia, a construção de novas hegemonias, passa por aí”.

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Artes Visuais No Contexto Escolar Do Ensino Fundamental

Filed Under Estagio | Posted on Dezembro 8, 2008


Artes Visuais No Contexto Escolar Do Ensino Fundamental*

 

 

Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui (resumo elaborado no começo de novembro de 2008) o trabalho de:

 

 

SILVA, Laura Maria da - Graduanda de Pedagogia-CAC/UFG

PRADO, Silviene Aparecida do - Graduanda de Pedagogia-CAC/UFG

Françoise de Mesquita - Professora Orientadora

 

Palavras-chave: Artes Visuais, Ensino Fundamental

 

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Considerando as mudanças ocorridas no Brasil desde o século XIX no campo sócio-político-econômico, podemos observar que transformações substanciais influenciaram nas estruturas familiares e no surgimento de novas leis referentes ao ensino no Brasil. Fez-se necessária uma re-organização das práticas educacionais, na busca de uma educação de qualidade, tendo em vista que o aluno hoje, questiona, discute, interage e está cada vez mais conquistando seu espaço e construindo sua autonomia. Nesse contexto histórico, a disciplina de Artes “começa” a conquistar o seu espaço.

 

Assim, decorre a reformulação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) de 1996, beneficiando o ensino de Artes, que foi introduzido no Currículo Oficial, como disciplina obrigatória, a fim de promover o desenvolvimento cultural dos alunos e conceber este ensino através de uma linguagem que tem estruturas e características próprias.

 

Consideramos que o ensino de Artes, em sua amplitude de conhecimento, é fundamental para a formação cultural, intelectual e social não só do aluno como também do professor, pois favorece momentos de reflexão, conscientização, interação, inter-relacionamento, além de trocas de experiências e aquisição de conhecimentos. Nesse sentido, elaboramos um projeto intitulado “Artes Visuais no Cotidiano Escolar do Ensino Fundamental” que já está em processo de desenvolvimento na escola campo, em uma sala do 5º ano do Ensino Fundamental, com um grupo de 26 alunos freqüentes, com uma média de idade entre 10 e 11 anos.

 

Assim sendo, salientamos que o conteúdo de Artes é um componente fundamental no desenvolvimento da aprendizagem do aluno. Cabe ao professor proporcionar caminhos que possibilitem a reflexão, seja na sua própria produção, na do colega ou do artista. É importante destacar, que o trabalho educacional com  Artes Visuais não visa formar artistas, mas ampliar a capacidade criativa dos alunos e possibilitar que eles conheçam a linguagem artística e tenham um olhar sensível para o mundo, aprendendo a representá-lo.

 

A Arte como um todo, pode ser ensinada e aprendida, então é preciso trabalhar a organização pedagógica das relações artísticas e estéticas com os alunos. Sua importância na sociedade e na educação é devido a sua função indispensável na vida dos seres humanos, pois, representa, também, um determinado tempo histórico-cultural, expresso através de quadros, estátuas, esculturas e museus.

 

Nessa perspectiva, nosso projeto busca oportunizar aos alunos, professores e a nós estagiárias, uma visão voltada à amplitude das especificidades desse ensino, envolvendo três aspectos fundamentais nesse processo, que são a observação, reflexão e análise.

 

Para elaborarmos e executarmos nosso projeto, nos fundamentamos em alguns teóricos que discutem a relevância do ensino de Artes tanto para a formação intelectual, quanto social e cultural do homem. Ferraz e Fusari (1999) que discute o contexto histórico do ensino de Artes, o PCN de Artes (1997) defende que a educação em Artes, propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e da percepção estética, caracterizando um modo próprio de ordenar e dar sentido à experiência humana. Jorge Coli (2003) questiona a Arte e afirma que ela é supérflua, porém essencial para a formação do homem. Já para Dias (1999), o que contribui para a formação da sensibilidade dos educadores é reconciliá-los com a própria expressão, resgatar-lhes a palavra, o gesto, o traço, as idéias e a autoria.

 

Nosso projeto intitulado “O Ensino de Artes Visuais no Contexto Escolar do Ensino Fundamental”, ainda está em fase de execução na escola campo. Inicialmente, desenvolvemos uma pesquisa de campo e a partir de observações, coletas de dados, aprofundamento teórico sobre o tema e já mais integradas à sala de aula, o elaboramos e o estamos implementando, buscando atender algumas especificidades dos alunos, da professora, da escola e nossa.

 

O objetivo geral é proporcionar às pessoas envolvidas – alunos, estagiárias e professoras – o conhecimento sobre materiais, estilos e estética, que compõem o fazer artístico, estimulando assim, a pesquisa acerca dos componentes da aprendizagem artística, e sobre os processos através dos quais o conhecimento da arte é construído.

 

Alguns de nossos objetivos específicos traçados são: promover a visita de uma artista plástica para que os alunos, sob a sua orientação, possam conhecer algumas técnicas de pinturas, como pintar na tela, como misturas de cores, texturas diferentes. Fazer, também, visitas (excursões) à Fundação Cultural Maria das Dores Campos, ao Museu Histórico Municipal Cornélio Ramos e à Biblioteca Municipal Digital Prof. Antônio Miguel Jorge Chaud. O intuito é possibilitarmos às partes interessadas, um contato direto com a Arte, conhecendo artistas da nossa cidade, obras, os materiais que foram utilizados nas pinturas e esculturas. Desta forma, segundo Dias (1999), “contribuir para a formação da sensibilidade, significa criar oportunidades para que os alunos expressem e enriqueçam suas experiências, aumentando suas possibilidades de interlocução e o entendimento da realidade que os cerca”.

 

Como Metodologia, propusemos atividades práticas de trabalhos com alguns materiais com os quais os alunos dificilmente têm contato na escola – tinta e pintura em tecido de algodão, manipulação de argila. Discutimos, também, sobre alguns artistas que influenciaram no contexto histórico das Artes Visuais. Nessas atividades tivemos de um modo geral, o objetivo de dar oportunidade para o aluno entender como se dá o processo de criação da pintura, a partir da memória visual e auditiva, do raciocínio e da sensibilidade latente. Planejamos também uma vivência, com a participação de uma Artista Plástica, que irá interagir com as crianças demonstrando como é pensar, sentir, executar uma obra de arte. Finalizando as atividades na escola campo, na última aula, faremos uma excursão à alguns pontos culturais da cidade de Catalão, que chamaremos de Tarde Cultural, descrito no parágrafo anterior.

 

O projeto ainda está em processo de desenvolvimento, mas já nos permite, de acordo com nossos estudos e pesquisas, chegarmos a conclusões parciais. A primeira delas é que a realidade do ensino de Artes ainda deixa a desejar, pois esse conteúdo, geralmente, é relegado a um segundo plano nos projetos pedagógicos das instituições. Mas, também pudemos comprovar que com um trabalho pedagógico consistente, planejado e direcionado para a especificidade de ensino desta disciplina, o resultado do processo de aprendizagem é muito positivo. Nesta fase dos trabalhos em sala, na escola campo, os alunos demonstram mais desenvoltura para imaginar, criar, produzir, interpretar uma obra de arte.

 

O estágio tem nos proporcionado momentos prazerosos de descobertas, de experiências, de interação, esclarecimento de algumas dúvidas teóricas da vida escolar e, principalmente, está contribuindo significativamente para a nossa constituição como Ser social e como profissional da educação.

 

REFERÊNCIAS:

 

Brasil, Parâmetros Curriculares Nacionais: Artes / Secretaria de Educação Fundamental. Brasília, 1997.

COLI, Jorge. O que é arte.  São Paulo – SP: Brasiliense, 2003.

DIAS, Karina Sperle. Formação Estética: Em Busca do olhar sensível IN Infância e Educação Infantil.  Campinas – SP: Papirus, 1999, p. 175 a 201.

FERRAZ, Maria Heloísa C. de T. e FUSARI, Maria F. de Rezende. Metodologia do Ensino de Arte. Cortez, 1999.   


*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9

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Tecnologia E Educação: Possibilidades E Desafios Para A Educação Do Futuro

Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Dezembro 8, 2008


Tecnologia E Educação: Possibilidades E Desafios Para A Educação Do Futuro

 

 

 

Durante o segundo semestre de 2008, ofereci a oportunidade aos meus alunos e alunas da disciplina “Educação, Comunicação e Mídia” de participarem do I Congresso de Tecnologias na Educação, coordenado pela professora Fátima Franco (coordenadora da lista Blogs Educativos e do Congresso). A grande maioria destes alunos e alunas são iniciantes no que diz respeito ao uso das TICs. Porém, aceitaram o desfio. Abaixo, reproduzo um dos textos produzidos a partir do congresso.

 

Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão

Disciplina: Mídia, Comunicação e Educação

Docente: wolney Honório

Alunas:

 

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Kênia Calaça keniacalaca@yahoo.com.br

Cristiane Rocha cristianef.rocha@hotmail.com

Renata Lopes renata_l_silva@hotmail.com

Marília Rita dos Santos mariliarita.senai@sistemafieg.org.br

Silviene Apª do Prado pradoorg@hotmail.com

 


Sabemos que o uso das tecnologias na educação é um dos grandes desafios que a escola tem a enfrentar, pois não dá para desconsiderá-la. Hoje o grande problema é difundir tecnologias em escolas públicas, pois, ainda é grande a falta de conhecimento e interesse dos educadores/gestores em proporem uma prática pedagógica que envolva os meios tecnológicos. Além disso, outros fatores também dificultam esse avanço, entre eles a falta de recursos e a escassez de investimentos no âmbito educacional.

 

Estamos vivendo um momento em que os alunos vão para sala de aula com uma grande bagagem tecnológica, em que apenas o uso do giz e o quadro negro já não têm sentido para eles, pois necessitam de aulas dinâmicas e significativas. É a nova pedagogia relacionada ao uso das Tecnologias da Informação e Comunicação.

 

Atualmente, a função da escola não se resume na transmissão de conhecimento, pois o professor além de ensinar o conteúdo, precisa se preocupar com a relação familiar, a saúde, o social, o emocional, entre outros, ou seja, questões que influenciam no desenvolvimento integral do aluno dentro e fora da escola.

 

Além de exercer essas funções, a escola precisa adaptar-se ao desenvolvimento tecnológico contribuindo para o ensino-aprendizagem do aluno permeado de interação, experiências e descobertas.

 

Na busca de ampliar nossos conhecimentos acerca do uso das tecnologias na educação, participamos do 1º Congresso de Tecnologias de Informação e Comunicação, permitindo que o grupo de alunos e professores, discutisse diferentes assuntos relacionados à educação tecnológica, possibilitando a aprendizagem e troca de experiências. Percebemos que os blogs vieram atender a esta nova demanda na educação, propiciando conhecimento, troca de informações, diálogo, reflexão e confronto de idéias.

 

Constatamos que a tecnologia propicia esta oportunidade ao professor, de vivenciar as experiências colaborativas, em busca de clarear suas práticas em relação à demanda atual e ainda sem sair de casa e sem custos, é uma nova possibilidade de o professor buscar sua capacitação continuada.

 

A participação no congresso nos possibilitou entender que o meio tecnológico proporciona a interação e acesso aos novos conhecimentos, desencadeando o desenvolvimento do educador de forma individual ou coletiva, no momento em que refletem em relação a suas práticas.

 

Nesse sentido, o professor deixa de ser a pessoa que só transmite a informação e passa a des(re)construir novas práticas permanentes, isso conforme citado acima, atendendo a demanda atual.

 

Alguns textos do congresso, como Internet com educação – Riscos Jurídicos nos chamou a atenção para o outro lado da tecnologia, nos informando sobre as responsabilidades legais, riscos mais comuns e sua prevenção. Enquanto futuras educadoras, nós ficamos inquietas, pois verificamos a necessidade do professor entender como se utiliza a internet e estar atentos aos riscos e limites que a mesma oferece.

 

Sabemos que o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação é um avanço na sociedade, mas até que ponto elas podem ser utilizadas em prol da formação do ser humano? O uso indevido da internet causa uma ameaça à integridade da humanidade, pois presenciamos diversos casos em que as pessoas têm suas vidas expostas, sofrendo agressões morais e físicas, danos emocionais, degradações de imagens e valores. Vemos casos de pedofilia e pornografia infantil circulando pela internet e como o exemplo mais recente, o professor que foi ridicularizado em um site de relacionamento pelos seus próprios alunos.

 

Com base nesses aspectos apontados acima, acreditamos que devemos sim utilizar as tecnologias para o melhor desenvolvimento educacional. Portanto, devemos estar preparadas para utilizá-las de maneira adequada, incentivando os alunos a explorar suas possibilidades.

 

Referências:

FRANCO, Maria de Fátima. Aprendizagem Colaborativa na Web. Doutoranda em Lingüística – Linguagens e Tecnologias –UFMG, Moderadora do grupo de Discussão: Blogs, Internet e Web na Educação.

Reflexões entre professores em blogs

SLEIMAN, Cristina. Internet com Educação – Riscos jurídicos.

GUTIERREZ, Suzana. Professores conectados.

ALVES, Antonia; CARLI, Andréa de. Formação de Professores para o uso adequado das Tic’s: uma reflexão em construção.

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Educação: Um Mergulho No Mundo Das TICs

Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Dezembro 7, 2008


Educação: Um Mergulho No Mundo Das TICs

 

 

Durante o segundo semestre de 2008, ofereci a oportunidade aos meus alunos e alunas da disciplina “Educação, Comunicação e Mídia” de participarem do I Congresso de Tecnologias na Educação, coordenado pela professora Fátima Franco (coordenadora da lista Blogs Educativos e do Congresso). A grande maioria destes alunos e alunas são iniciantes no que diz respeito ao uso das TICs. Porém, aceitaram o desfio. Abaixo, reproduzo um dos textos produzidos a partir do congresso.

 

Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão

Disciplina: Mídia, Comunicação e Educação

Docente: wolney Honório

Alunas:

 

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Maria Isabel Ferreira de Souza / belzitasouza@hotmail.com

Alessandra Cardoso Alencar /alencassandra@gmail.com

Juliana Ferreira Santos / juju_santos12@yahoo.com.br

Marilda Aparecida da Silva / amoraparecida@hotmail.com

 

 

Com o uso das tecnologias de informação e comunicação, professores e alunos têm a possibilidade de utilizar a escrita para descrever/reescrever suas idéias, comunicar-se, trocar experiências e produzir histórias. Assim, em busca de resolver problemas do contexto, representam e divulgam o próprio pensamento, trocam informações e constroem conhecimento, num movimento de fazer, refletir e refazer, que favorece os desenvolvimentos pessoais, profissionais e grupais, bem como a compreensão da realidade.

 

Pode parecer sem sentido escrever um texto centrado na potencialidade da produção da escrita na escola através do uso das TICs, uma vez que a ênfase dada pela escola à leitura e à escrita se direciona a elaboração de algo produzido para ser corrigido e muito pouco como prática para despertar o prazer da escrita para a leitura. Porém, com maior freqüência do que gostaríamos, temos ouvido professores reclamarem que seus alunos não sabem escrever. Os alunos têm apontado que a escola os leva a ler e a escrever sobre aquilo que não tem significado para a sua realidade ou a fazer cópias e repetir palavras desarticuladas.

 

O uso da TICs na educação tem a perspectiva de favorecer a representação do pensamento do aluno, de levar o professor a engendrar situações de aprendizagem que exigem investigação, reflexão crítica, aprimoramento e transformação de sua prática.

 

Sendo assim, poderá a se desprender do livro didático, que deixará de ser o guia da prática do professor e passará a ser mais uma, entre outras fontes de informações.

 

Assim, o uso das TICs na educação caminha no sentido da produção compartilhada de conhecimento, favorecida pela resolução de problemas ou desenvolvimento de projetos, nos quais a escrita, por meio das TICs, induz à liberdade de expressar e comunicar sentimentos, registrar percepções, idéias, crenças e conceitos, refletir sobre o pensamento representado e reelaborá-lo.

 

O uso das tecnologias de informação e comunicação - TICs - na escola tem evidenciado a necessidade de repensar questões relacionadas à aprendizagem e à prática do professor. Como lidar com a diversidade, a abrangência e a rapidez de informações e a provisoriedade do conhecimento? Como integrar as diferentes tecnologias ao trabalho pedagógico (computador, Internet, TV, vídeo…)? Para entender estas questão torna-se necessário que os professores possam assumir uma postura de “aprendente” que compartilha com seus pares, alunos e com a comunidade em geral, a busca de saberes e a construção de redes de conhecimentos, com vistas a resolver os problemas do contexto e melhorar a qualidade de vida. Pois, a revolução das tecnologias a cada dia ganha mais espaço sobre o mundo e cabem as pessoas se informatizarem para o futuro, para se socializarem com o mesmo. Devemos começar a pensar para um mundo totalmente universalizado onde as tecnologias cheguem aos ricos, mas também aos mais carentes, onde a internet, com suas informações, possa transmitir o que há de bom nela inserido, com a finalidade  de educar e formar cidadãos capazes de julgar e lidar com as novas tecnologias. Não há como negar que as tecnologias da informação  e da comunicação vem a cada dia revolucionando a forma dos textos, tantos os verbais quanto os não verbais. Diante disto, vem sendo colocado no processo de ensino-aprendizagem linguagens midiáticas, na forma de potencializar a construção dos saberes significativos para a atuação dos alunos.

 

O professor de hoje tem um grande papel a desenvolver junto a sua escola, um espaço de participação interativa de construção coletiva ao uso da tecnologia e sua formas de linguagens.

 

Tanto os adultos quanto as crianças são hoje atraídos a esse universo mdiático, onde circula essa variedade lingüística. Cabe ao professor planejar aulas que leve aos alunos a usarem essa forma lingüística na construção para novos conhecimentos, saberes futuros. A distância hoje não é principalmente a geográfica, mas a econômica (ricos e pobres), a cultural (acesso efetivo pela educação continuada), a ideológica (diferentes formas de pensar e sentir) e a tecnológica (acesso e domínio ou não das tecnologias de comunicação). Uma das expressões claras de democratização digital se manifesta na possibilidade de acesso à Internet e em dominar o instrumental teórico para explorar todas as suas potencialidades.

 

A educação presencial pode modificar-se significativamente com as redes eletrônicas. As paredes das escolas e das universidades se abrem, as pessoas se intercomunicam, trocam informações, dados, pesquisas. A educação continuada é otimizada pela possibilidade de integração de várias mídias, acessando-as tanto em tempo real como no horário favorável a cada indivíduo. E, também, pela facilidade de pôr em contato, educadores e educandos.

 

Na Internet, encontramos vários tipos de aplicações educacionais: de divulgação, de pesquisa, de apoio ao ensino e de comunicação. A divulgação pode ser institucional - a escola mostra o que faz - ou particular - grupos, professores ou alunos criam suas home pages pessoais, com o que produzem de mais significativo. A pesquisa pode ser feita individualmente ou em grupo, ao vivo - durante a aula - ou fora da aula, pode ser uma atividade obrigatória ou livre. Nas atividades de apoio ao ensino, podemos conseguir textos, imagens, sons do tema específico do programa, utilizando-os como um elemento a mais, junto com livros, revistas e vídeos. A comunicação ocorre entre professores e alunos, entre professores e professores, entre alunos e outros colegas da mesma ou de outras cidades e países. A comunicação se dá com pessoas conhecidas e desconhecidas, próximas e distantes, interagindo esporádica ou sistematicamente.

 

As redes atraem os estudantes. Eles gostam de navegar, de descobrir endereços novos, de divulgar suas descobertas, de comunicar-se com outros colegas. Mas também podem perder-se entre tantas conexões possíveis, tendo dificuldade em escolher o que é significativo, em fazer relações, em questionar afirmações problemáticas.

 

É importante que o professor fique atento ao ritmo de cada aluno, às suas formas pessoais de navegação. O professor não impõe; acompanha, sugere, incentiva, questiona, aprende junto com o aluno.

 

Ensinar utilizando a Internet pressupõe uma atitude do professor diferente da convencional. O professor não é o “informador”, o que centraliza a informação. A informação está em inúmeros bancos de dados, em revistas, livros, textos, endereços de todo o mundo. O professor é o coordenador do processo, o responsável na sala de aula. Sua primeira tarefa é sensibilizar os alunos, motivá-los para a importância da matéria, mostrando entusiasmo, ligação da matéria com os interesses dos alunos, com a totalidade da habilitação escolhida.

 

A Internet é uma tecnologia que facilita a motivação dos alunos, pela novidade e pelas possibilidades inesgotáveis de pesquisa que oferece. Essa motivação aumenta, se o professor a faz em um clima de confiança, de abertura, de cordialidade com os alunos. Mais que a tecnologia, o que facilita o processo de ensino-aprendizagem é a capacidade de comunicação autêntica do professor, de estabelecer relações de confiança com os seus alunos, pelo equilíbrio, competência e simpatia com que atua.

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