Inscrições Especialização Em Educação Especial
Filed Under Eventos | Posted on Dezembro 19, 2008
Adiadas As Inscrições Especialização Em Educação Especial
As inscrições para o Curso de Especialização
APRESENTAÇÃO
O Departamento de Pedagogia da UFG-Campus Catalão vem, ao longo dos últimos dez anos, desenvolvendo cursos de Pós-Graduação Lato Sensu cumprindo a uma política de desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e pós-graduação.
O Curso de Especialização
O objetivo do Curso é qualificar, ao nível de pós-graduação lato sensu, especialização, educadores e profissionais que atuem ou irão atuar na Educação Especial e Processos Inclusivos de crianças e adultos com necessidades educacionais especiais, em atendimentos educacionais especializados, em salas de recursos, em centros e núcleos especializados, nas classes hospitalares, nos ambientes domiciliares, na oferta de serviços e recursos de educação especial em contextos escolares e não escolares, em equipes multidisciplinares e na gestão de projetos e propostas educacionais – planejamento, desenvolvimento e avaliação – de Educação Especial em uma perspectiva inclusiva, através de estudos, pesquisas e ensino referentes a esta área.
O curso se organiza sob a forma de disciplinas, Seminários e Fórum de Debates. Também envolve espaços de apresentação e discussão dos trabalhos de conclusão de curso.
A Carga Horária Total do Curso é de 720 horas.
INSCRIÇÕES
Período: 28 de Janeiro a 11 de Fevereiro de 2009.
Número de vagas: 30
Podem inscrever-se:Graduados
reconhecidos pelo MEC.
Local: Departamento de Pedagogia do Campus de Catalão-UFG
Av. Dr. Lamartine Pinto de Avelar – Setor Universitário
Horário: 8:00 às 12:00h e 14:00 às 18:00
Segunda-feira a Sexta-feira
Telefone: 64-34411511
Taxa de Inscrição: R$ 13,00.
DOCUMENTOS NECESSÁRIOS
No ato da Inscrição:
- Ficha de inscrição devidamente preenchida.
- Cópia do Diploma de Curso Superior ou Comprovante de Conclusão do Curso de
Graduação.
- Cópia do Histórico Escolar do Curso de Graduação.
- Cópia dos documentos pessoais: carteira de Identidade, CPF, título de eleitor (e comprovante da ultima votação) e certidão de casamento.
- Currículum vitae (comprovado).
- Carta de intenção de estudo (3 cópias).
- Uma foto 3×4.
Obs: Os documentos poderão ser autenticados no local de inscrição com a apresentação dos originais.
A estrutura da carta de Intenção de Estudo (no máximo 5 páginas)
1. Dados de Identificação.
2. Tema ou Assunto.
3. Problematização (Questão de Pesquisa)
4. Objetivos.
5. Justificativa e Fundamentação Teórica.
6. Metodologia.
7. Referências.
SELEÇÃO
Período: 12 e 13 de Fevereiro de 2009
Critérios:- Carta de intenção de estudo
- Entrevista oral.
- Análise do curriculum vitae e do histórico escolar.
Publicação do resultado: data a ser divulgada durante o processo seletivo.
DISCIPLINAS E COPPO DOCENTE
1. Cultura e Educação Especial*
2. Educação de Surdos e a Língua Brasileira de Sinais -120h
3.Pesquisa e Produção do Conhecimento em Educação*
4. Desenvolvimento Humano e Necessidades Educacionais Especiais*
5. Educação e Inclusão das Pessoas com Limitações Cognitivas*
7. Infância e Necessidades Educacionais Especiais: os processos e práticas educativas de educação especial e de educação infantil*
8. História e Políticas Públicas de Educação Especial e Inclusão*
9. Didática e Metodologia do Ensino Superior*
11. Seminários - 30h
Trabalho de Conclusão de Curso*
*60h
CORPO DOCENTE
1. Prof. Dr. Wolney Honório Filho
Graduado em História, Mestre e Doutor
Profa. Maria José da Silva
Graduação
2. Profa. Dra. Dulcéria Tartuci
Graduada em Pedagogia, Mestre e Doutora em Educação (FCH-Unimep).
Prof. Convidado.
3. Profa. Dra. Selma Martines Peres
Graduada em Pedagogia, Mestre em Educação (UFMG) e Doutora em Educação (UFSCAR).
Profa. Dra. Eliza Maria Barbosa
Graduada em Pedagogia, Mestre
4. Profa. Dra. Altina Abadia da Silva
Graduada em Pedagogia, Mestre em Psicologia (UCB-DF) e Doutora em Educação (FCH-Unimep).
Karinne Regis Duarte
Graduada em Psicologia e Ms. em Psicologia
5. Prof. Convidado
6. Prof. Convidado
7. Profa. Dra. Dulcéria Tartuci
Profa. Ms. Kátia Silene da Silva
Graduada em Pedagogia e Ms. em Educação (FE-USP).
8. Profa. Dra. Maria Marta Lopes Flores
Graduada em Pedagogia, Ms. em Educação (FE-UFU) e Doutora em Educação (FCH- Unimep).
Profa. Ms. Fernanda Ferreira Belo
Graduada em Pedagogia e Mestre
9. Profa. Dra. Ana Maria Gonçalves
Graduada em Pedagogia, Mestre
Educação Escolar (Unesp-Araraquara).
Prof. Dr. Sérgio da Silva Pereira
Graduado em Filosofia e História, Mestre
Doutor em Educação (PUC-SP).
10. Profa. Ms. Cristiane da Silva Santos
Profa. Ms. Roseane Patrícia de Souza e Silva
Graduadas
11. Profa. Pós-Danda Maria José dos Santos
Graduada em Psicologia,Doutora e Pós doutoranda-Psicologia Educacional(PUC-SP).
Pra. Dra. Neila Coelho de Souza
Graduada
As Novas Tecnologias Da Educação De Forma Interativa
Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Dezembro 11, 2008
As Novas Tecnologias Da Educação De Forma Interativa
Durante o segundo semestre de 2008, ofereci a oportunidade aos meus alunos e alunas da disciplina “Educação, Comunicação e Mídia” de participarem do I Congresso de Tecnologias na Educação, coordenado pela professora Fátima Franco (coordenadora da lista Blogs Educativos e do Congresso). A grande maioria destes alunos e alunas são iniciantes no que diz respeito ao uso das TICs. Porém, aceitaram o desfio. Abaixo, reproduzo um dos textos produzidos a partir do congresso.
Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão
Disciplina: Mídia, Comunicação e Educação
Docente: Wolney Honório Filho
Alunas:
Luciana Maria A. Guimarães
Nayara Alves Fernandes
Cirlandia R. Almeida Costa
Cabe ao professor usar metodologias adequadas dentro de cada disciplina, observando as diferenças dos alunos e respeitando-as. O importante é usar um método que chame a atenção do aluno para o aprendizado, que envolva os educandos de forma tal que consiga despertar o interesse do aluno para determinado conteúdo e as novas tecnologias aplicadas a educação é um referencial importante.
Para que isto aconteça o educador tem que fazer uma análise, de forma refletida para avaliar qual ou quais métodos funcionam melhor dentro de cada disciplina. Não existem receitas, é preciso ser criativo para alcançar o objetivo proposto, ou seja, uma aprendizagem gradual e que com o tempo vai se tornando mais complexa e, conseqüentemente, ajuda o educando a ser agente de transformação de uma sociedade em constante mudanças.
O professor consciente de seu papel de educador deve utilizar os aparatos pedagógicos existentes na escola em que atua como forma de incrementar e dinamizar as aulas, assim como o DVD, a TV, o computador, o aparelho de som e outros. Assim, ele pode transformar o processo educacional e resgatá-lo da mesmice.
O professor poderá utilizar o DVD para aprimorar as suas aulas, um filme, um documentário pode enriquecer as aulas tornando-as mais sugestivas, participativas ou até mesmo mais atrativas. Porém, para que isso aconteça, o educador precisa planejar suas atividades de forma refletida e buscar o mecanismo necessário para despertar o interesse do aluno. Não se pode usar um jogo pedagógico, por exemplo, sem um planejamento consciente e com metas a serem atingidas. Todo trabalho requer um processo de reflexões sobre a maneira, o para que, o como e o por quê usar determinado material.
O educador não deve se prender ao quadro-negro ou livro didático, e sim procurar inovar utilizando mais o trabalho com as novas tecnologias da educação. Se utiliza uma música, deve explorar desde a expressão corporal até a interpretação das letras. Propor que os alunos façam paródias da música, que dancem e cantem de forma que a atividade lúdica proposta gere uma aprendizagem ampla e necessária ao processo no desenvolvimento integral do educando.
Segundo Cavalcante (2008)
Trabalhar com as tecnologias (novas ou não) de forma interativa nas salas de aula requer: a responsabilidade de aperfeiçoar as compreensões de alunos sobre o mundo natural e cultural em que vivem. Faz-se, indispensável o desenvolvimento contínuo de intercâmbios cumulativos desses alunos com dados e informações sobre o mundo e a história de sua natureza, de sua cultura, posicionando-se e expressando-se, de modo significativo, com os elementos observados, elaborados que serão melhor avaliados. Ao se trabalhar, adequadamente, com essas novas tecnologias, Kenski constata-se que: “a aprendizagem pode se dar com o envolvimento integral do indivíduo, isto é, do emocional, do racional, do seu imaginário, do intuitivo, do sensorial em interação, a partir de desafios, da exploração de possibilidades, do assumir de responsabilidades, do criar e do refletir juntos.” (KENSKI,1996, apud CAVALCANTE, 2008, p. 2).
As novas tecnologias da educação devem ser trabalhadas de forma interativa, é uma metodologia de trabalho que requer muita responsabilidade. Dessa forma, é indispensável o envolvimento dos alunos. Acreditam que a escola é um veículo que poderá ajudar o aluno a ter contato com tecnologias que muitos desconhecem. No entanto, é necessário ter cuidado para não deixar a criança frustrada, pois ela pode sentir-se excluída desse avanço tecnológico em função de sua carência econômica.
No nosso dia-a-dia percebemos que a criança aprende muito rápido a lidar com essa nova demanda social, a tecnologia, além da curiosidade natural as crianças têm muita facilidade para aprender sobre as coisas que lhes chamam a atenção e a modernidade desperta no educando o prazer de aprender a manusear botões de forma fantástica.
No entanto, é importante que todos participem desse processo de aprendizagem, uma vez que temos alunos tímidos e, conseqüentemente, que têm medo de serem criticados pelos colegas de sala de aula. É muito gratificante quando percebemos que eles ficam com os olhos brilhando quando assistem a um filme e que são eles que nos ajudam com o vídeo e a televisão.
Como a sociedade vive o momento da terceira revolução industrial, é importante que a escola reveja algumas ações educativas, para fazer da escola um local mais atraente e que dê condições de integrar o educando dentro de um contexto histórico-social necessário aos avanços da sociedade globalizada.
Ao nosso ver, o professor deve utilizar a tecnologia que a escola possui para despertar no aluno uma visão crítica sobre as informações recebidas e canalizá-las para a formação de cidadãos responsáveis, informados e conscientes de seu papel dentro dessa sociedade que exclui o pobre das possibilidades de crescimento.
Laboratórios de informática costumam, por exemplo, viabilizar a adoção de modelos de informatização das escolas, em que o professor regular não tem vez! Aquele professor do dia-a-dia, que ministra aulas das disciplinas curriculares, muitas vezes não entra nesses laboratórios. Um outro profissional é contratado para cuidar especificamente do laboratório de informática e dos alunos. Esse modelo é bastante comum ainda hoje, apesar do flagrante equívoco. É evidente que a responsabilidade pelo equívoco não da existência do laboratório! Pode-se, muito bem, programar um laboratório e utilizá-lo com os professores das disciplinas. (ALMEIDA e FONSECA 2000)
Sobre as novas tecnologias na educação Perrenoud (2000) diz: “Formar para as novas tecnologias é formar o julgamento, o senso crítico, o pensamento hipotético e dedutivo, as faculdades de observação e de pesquisa, a imaginação, a capacidade de memorizar e classificar, a leitura e a análise de textos e de imagens, a representação de redes, de procedimentos e de estratégias de comunicação.” Para Perrenoud, as novas tecnologias contribuem para a formação e desenvolvimento do senso crítico, tendo em vista melhorar as estratégias de comunicação da formação de opiniões e outros.
REFERÊNCIAS
CAVALCANTE, Márcio Balbino. A educação frente às novas tecnologias: perspectivas e desafios.http://www.profala.com/arteducesp149.htm. Acesso em 5/11/08.
ALMEIDA, F. J. Educação e Informática: os computadores na escola. São Paulo, Cortez, 2000.
Análise Semiótica da Sala de Aula no tempo da EAD.pdf
Aprendizagem Colaborativa na Web Fatima Franco.pdf
Comunidades de prática, comunidades de paixão e aprendizagem na web.pdf
EXPERIENCIANDO O LETRAMENTO DIGITAL - SISTEMATIZAÇÃO DE UMA.pdf
Formação de Professores para o uso adequado das Tic’s uma pf
Inclusão Digital na Comunidade.pdf
INTERNET COM EDUCAÇÃO – RISCOS JURÍDICOS.pdf
Professores conectados.pdf
Educação E As TICs
Filed Under Tecnologias da Informação e Comunicação | Posted on Dezembro 10, 2008
Educação E As TICs
Durante o segundo semestre de 2008, ofereci a oportunidade aos meus alunos e alunas da disciplina “Educação, Comunicação e Mídia” de participarem do I Congresso de Tecnologias na Educação, coordenado pela professora Fátima Franco (coordenadora da lista Blogs Educativos e do Congresso). A grande maioria destes alunos e alunas são iniciantes no que diz respeito ao uso das TICs. Porém, aceitaram o desfio. Abaixo, reproduzo um dos textos produzidos a partir do congresso.
Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão
Disciplina: Mídia, Comunicação e Educação
Docente: wolney Honório
Alunas:
Ruth Maria da Silva – sherazady_1@hotmail.com
Marisa Sucena Coelho - marisasucena_g12@hotmail.com
Lara Cristina de Andrade - ga-tti-nha@hotmail.com
Simone Pereira da Silva - sicapingote@hotmail.com
Em poucas décadas o processo de globalização desencadeou a revolução das comunicações e a difusão da tecnologia da informação, onde é possível uma interação social em escala global. Costa e Mendes (2003).
Para Alves e Carli essas diversas mídias chegaram à escola e tornaram-se grandes desafios para os professores, que necessitam buscar formas de apropriar-se delas como subsídios para sua prática pedagógica. Não é possível negar essas mudanças e ficar alheio a tudo que vem acontecendo. “Grande parte de nossos alunos nasceram nesta “era virtual” e trazem consigo informações, experiências e muita criatividade aliada à curiosidade” (2008, p.1).
Um dos grandes problemas enfrentados pelos professores nos dias atuais é a dificuldade que os alunos têm em acompanhar argumentações que exigem muito tempo de exposição ou estudo, o que compromete sua aprendizagem. Para reverter essa situação, Barato (s/d), afirma que “a educação precisa ser divertida”, onde o profissional docente adote métodos e procedimentos que melhorem a educação.
Halmann afirma que é necessário que a escola estabeleça sistemas de cooperação para a construção coletiva de objetos comuns, e para isso é necessário repensarmos os modelos instituídos. “Nessa perspectiva, toda a comunidade escolar, em especial os professores, deve estar atento às novas formas de educar, ressignificar espaços e metodologias que levem em conta as diversidades em um contexto global (não universalizante, não homogêneo), bem como as técnicas e o modo como são vistas.” (2006, p.42).
O trabalho com blogs, por exemplo, cria uma ampla discussão, uma possibilidade de aprender a aprender, de colaborar, de tirar dúvidas. Franco ainda afirma que:
Esta é uma das vantagens da aprendizagem colaborativa em rede: trocar experiências, descobrir o que dá certo, compartilhar os sucessos e os fracassos e receber sugestões de uso de novas metodologias e novas descobertas na rede. Compartilhar de tal forma, que a lista de discussão pode tornar-se uma comunidade virtual de aprendizagem colaborativa. (2008, p.1).
Dessa forma é possível que nos relacionemos com pessoas distantes que podem contribuir de alguma forma para nossa aprendizagem, principalmente nos dias atuais em que o tempo às vezes não nos permite uma relação presencial. Professores podem usar dessa ferramenta para trocar idéias e experiências com outros profissionais docentes, os momentos de interação também desempenham uma abertura para o aprender. Dentro da sala de aula as TICs podem ser usadas objetivando uma interação e a melhoria dos resultados educacionais.
Vygotsky (apud ALVES e CARLI,), através de sua teoria sócio-histórica enfatiza que o processo de interação social e a colaboração entre os sujeitos no ambiente é uma ação fundamental para a aprendizagem, “pois expressa que a diversidade presente nos grupos auxilia o processo cognitivo, implícito nas formas de interação e comunicação.” (2008, p.3).
Alvis e Carli salientam que:
Interação aqui pode ser concebida como encontro entre duas ou mais pessoas, podendo ser mediada pelo uso de algum meio de comunicação, favorecendo a colaboração ou a cooperação entre aluno-professor, alunos-aluno. Aprender torna-se uma proposta partilhada. Desta maneira todos participam de forma efetiva para o crescimento individual e do grupo. Aprender em um ambiente participativo valoriza a experiência e o conhecimento de cada sujeito, encorajando e respeitando as diferenças e construindo com as similaridades. (2008, p.3).
Essa interação, geralmente não existe nem mesmo na sala de aula, com o colega do lado, pois o individualismo não permite que experiências e conhecimentos sejam partilhados. Portanto, o professor deve desenvolver um trabalho que vise utilizr as TICs no contexto escolar, de forma potencializada e que contribua efectivamente para a promoção da qualidade educativa.
Referências
ALVES, Antônia; CARLI, Andréa de. Formação de Professores para o uso adequado das Tic’s: uma reflexão em construção.
BARATO, Jarbas Novelino. Comunidades de prática, comunidades de paixão e aprendizagem na Web.
COSTA, Alda, C. S.; MENDES, Ana, M. P. Globalização e Televisão: Alterando as Relações sociais. V.8, n. 14. Belém: Movendo Idéias, 2003.
FRANCO, Maria de Fátima. Aprendizagem Colaborativa na Web.
HALMANN, Ariane, Lizbehd. Reflexões entre professores em blogs: aspectos e possibilidades. Dissertação (Mestrado). Salvador: UFB, 2006.
Nas Asas Da Leitura
Filed Under Estagio | Posted on Dezembro 9, 2008
Nas Asas Da Leitura*
Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui (resumo elaborado no começo de novembro de 2008) o trabalho de:
Renata Lopes Silva – Graduanda de Pedagogia-CAC/UFG
Walbetriz Maria Silveira Dâmaso – Graduanda de Pedagogia-CAC/UFG
Juliana Aparecida Silva – Graduanda de Pedagogia-CAC/UFG
Françoise de Mesquita – Profa. Orientadora
Palavras-chave: Práticas de leituras; Educação; Desenvolvimento.
A leitura é de fundamental importância para o desenvolvimento e inserção dos alunos no convívio social, sendo uma das principais competências a serem trabalhadas/desenvolvidas na escola de Ensino Fundamental, pois abrange todas as áreas do conhecimento. Pesquisas recentes apontam à deficiência da leitura, como um dos principais fatores de limitação no desenvolvimento do educando.
Segundo o PCN/Língua Portuguesa (1997), o domínio da Língua tem estreita relação com a possibilidade de plena participação social, pois é por meio dela que o homem se comunica, tem acesso à informação, expressa e defende pontos de vista, partilha ou constrói visões de mundo, produz conhecimento. A leitura é um dos principais canais ou instrumento para ajudar o aluno nesse desvendamento de mundo, de idéias, de cultura, da linguagem.
Diante do exposto e a partir do período de observação na escola campo, percebemos a necessidade e importância de desenvolvermos, um projeto voltado para esta área, utilizando as diversas práticas de leitura, de maneira interdisciplinar, a fim de ajudarmos os alunos em seu processo de aprendizagem.
O projeto intitulado: “Nas Asas da Leitura”, trabalha com as diversas práticas de leitura e está em fase de implementação em uma escola estadual de Catalão, junto a uma turma do 3º ano do Ensino Fundamental, que conta com 27 alunos freqüentes, com a média de idade entre 08 e 09 anos.
Para tanto nos apoiamos em alguns estudiosos da área dentre eles: Abramovich (1995), Coelho (2000), Colello (2003), Kleiman & Moraes (1999), Yunes & Ponde (1989). Embasamos-nos também nos Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa (1997). O PCN (1997, Vol I) ressalta que, para que a escola consiga formar cidadãos conscientes de sua função social, deverá trabalhar nas diferentes áreas, conteúdos selecionados em cada uma delas utilizando um tratamento transversal de questões sociais.
A partir desses estudos percebemos que a leitura é de extrema importância para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social dos indivíduos, além de possibilitar o aprimoramento das quatro habilidades lingüísticas básicas: ouvir, falar, ler e escrever.
O objetivo geral do projeto é promover e motivar a aprendizagem através da leitura, através de atividades linguisticamente significativas, contribuindo para a constituição de sujeitos que se integrem a uma sociedade, como cidadãos críticos, questionadores e potencialmente transformadores de sua realidade. O intuito é abrir um leque de oportunidades para aquisição de novos conhecimentos, organizando-os de maneira sistematizadas e significativas.
Traçamos também alguns objetivos específicos como: oferecer às crianças momentos de encantamento e prazer através da arte de contar histórias, nas mais diferentes formas; promover um conjunto de situações de uso real de leitura e escrita, nas quais as crianças tenham a oportunidade de participar e interagir; promover o entrosamento dos alunos com o universo da leitura; oferecer possibilidades de aprendizagens diferenciadas, abrangendo algumas áreas do conhecimento, procurando desenvolver assim um trabalho interdisciplinar a partir da articulação com as diversas práticas de leitura.
O projeto “Nas Asas da Leitura” está em fase de implementação na escola campo, quinzenalmente, com aulas de duração de quatro horas cada, com a finalização prevista para dezembro deste ano. As atividades são desenvolvidas no ambiente escolar (sala de aula, pátio) e envolvem as diversas práticas de leitura.
Os procedimentos metodológicos são vivências, dramatizações, trabalhos com leitura e produção de textos, exercícios práticos e outros. Atividades estas, elaboradas a partir dos diversos tipos de leitura, assim como,com a abordagem dos vários gêneros literários e tipos de narrativas, como os livros infantis, poesias, jograis, revistas, jornais, classificados, história em quadrinhos, jogos de adivinhações, parlendas entre outros. Os recursos serão: Livros, jornais, quadrinhos, DVD, TV, cola, tesoura, papéis diversos, lápis coloridos, entre outros objetos que se fizerem necessários.
Buscamos alcançar os objetivos estabelecidos e, avaliando ainda parcialmente, a execução do projeto, percebemos que as crianças estão mais motivadas e reflexivas, demonstrando mais interesse pelas práticas de leitura desenvolvidas, através das atividades propostas. Desse modo, podemos concluir que estamos contribuindo efetivamente para com a aprendizagem dos alunos, As aulas já executadas receberam uma avaliação positiva, por parte da professora preceptora e contaram com grande participação e interesse das crianças.
O estágio é a etapa do curso onde podemos obter maiores informações sobre o meio em que atua o pedagogo, levando-nos a assimilar de que forma este realiza o seu trabalho dentro da instituição escolar. Consideramos que esta prática é de grande relevância e muito contribui para o nosso aprendizado. Leva-nos a refletir profundamente, que, como futuras educadoras, teremos o dever de propiciar caminhos para oportunizar aos nossos alunos uma metodologia e estratégias diferenciadas, usando os variados meios, recursos e materiais pedagógicos, que estão à nossa disposição.
Referências
ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil: gostosuras e bobices. 5ª ed. São Paulo: Scipione, 1995
BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Língua Portuguesa. Brasília, 1997.
BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Introdução. Brasília, 1997, Vol. I.
COELHO, Nely Novaes. Literatura Infantil: teoria, análise, didática. 1ª ed. São Paulo: Moderna, 2000.
COLELLO, S. M.G. A pedagogia da exclusão no ensino da língua escrita. In VIDETUR, nº. 23 Porto/Portugal, Madruvá, 2003. < http://www.hottopos.com/>
ISER, Wolfgang. O ato da leitura: uma teoria do efeito estético, vol. 2; tradução de Johannes Krestschmer. 34ª ed. São Paulo: Coleção Teórica, 1999.
KLEIMAN, Ângela B; MORAES, Sílvia E. Leitura e interdisciplinaridade: tecendo redes nos projetos da escola. Campinas-SP: Mercado de Letras, 1999.
YUNES, Eliana; PONDÉ, Glória. Leitura e leituras da Literatura Infantil: por onde começar? 2ª ed. São Paulo: FTD, 1989.
PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e Docência: diferentes concepções. São Paulo: Cortez, 2004.
Projeto Político Pedagógico Curso de Pedagogia, Ministério da Educação – UFG – Faculdade de Educação Goiânia-Go, junho de 2003.
SOARES, Magda. Letramento. Um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 1998.
1. Atividades linguisticamente significativas = atividades onde são desenvolvidas as habilidades de ler, ouvir, falar e escrever. Onde faz sentido ler para escrever, escrever para ler, ler para decorar, escrever para não esquecer, ler em voz alta em tom adequado.
*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9
Jogos Cooperativos: Ação Positiva No Ambiente Escolar
Filed Under Estagio | Posted on Dezembro 9, 2008
Jogos Cooperativos: Ação Positiva No Ambiente Escolar*
Dentro de uma perspectiva de abrir espaço neste Blog para a divulgação dos projetos de Estágio das alunas do oitavo período do curso de Pedagogia/2008, UFG-Catalão, estamos publicando aqui (resumo elaborado no começo de novembro de 2008) o trabalho de:
Avelina Oliveira de Sousa Martins – Graduanda de Pedagogia-CAC/UFG
Luciana Maria de Almeida Guimarães – Graduanda de Pedagogia-CAC/UFG
Françoise de Mesquita – Profª. Orientadora
Palavras-chave: Jogos; Cooperação; Educação.
O projeto “Jogos Cooperativos: ação positiva no ambiente escolar” está em fase de implementação, em uma escola da rede estadual de Catalão, em uma turma do 3° ano do Ensino Fundamental, com 25 alunos matriculados, com a média de idade de oito anos.
Os jogos cooperativos têm por objetivo estimular habilidades e atitudes de colaboração de forma que os envolvidos percebam que cooperando nas ações do dia-a-dia, todos lucram. A partir de atitudes solidárias, os indivíduos têm maior facilidade em alcançar os objetivos, bem como, expressar-se e respeitarem-se mutuamente. Nosso tema partiu do questionamento, sobre qual tem sido a atitude da escola frente a questões de relacionamento cooperativo entre as crianças dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental.
O intuito do projeto é desenvolver atividades de jogos cooperativos, promovendo ações e relações educativas, a fim de incentivar a melhora da qualidade de convivência e contribuir para a ampliação das habilidades de relacionamento entre os alunos dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental.
O Objetivo Geral é oportunizar momentos de cooperação através de jogos a fim de propiciar às crianças possibilidade de desenvolver características de colaboração. Brincando cooperativamente descobrirão as possibilidades e vantagens do trabalho em grupo.
Assim, buscamos focalizar os Jogos Cooperativos na interface com a Pedagogia do Esporte, como exercício fundamental para o desenvolvimento pessoal e transformação do indivíduo, bem como promover a qualidade nas interações cooperativas, Incentivando a Ética da Cooperação.
Para fundamentarmos teoricamente o projeto, trabalhamos baseados em vários autores SOLER, ORLICK, BORWN, BARRETO, TEIXEIRA, entre outros que discutem esse tema e justificam sua eficácia por apresentar bons resultados sempre que aplicados. Pretendemos através deste projeto, facilitar o desenvolvimento do trabalho realizado em sala de aula. Ajudando a promover melhor inter-relacionamentos, não só no ambiente escolar, como também na família, na sociedade como um todo, ao longo de suas experiências contribuindo também, para melhoria da qualidade de vida.
Profissionais como Terry Orlick, (apud, BARRETO) considerado um pioneiro dos jogos cooperativos, tem como objetivo o desenvolvimento de brincadeiras cujo resultado não se desse sempre nos termos do binômio vencedor/perdedor. Desta forma, os jogos cooperativos buscam promover experiências reais de cooperação, pois sempre haverá construção e proveito de habilidades, visíveis ao dito “perdedor”, e crescimento na busca de objetivos comuns. Ainda , segundo (ORLICK apud BARRETO s.d.):
…a diferença principal entre Jogos Cooperativos e competitivos é que nos Jogos Cooperativos todo mundo coopera e todos ganham, pois tais jogos eliminam o medo e o sentimento de fracasso. Eles também reforçam a confiança em si mesmo, como uma pessoa digna e de valor.
No jogo cooperativo, aprende-se a considerar o outro que joga como um parceiro, um solidário, e não mais como o adversário. A pessoa quando joga aprende a se colocar no lugar do outro, priorizando sempre os interesses coletivos.
Jogar cooperativamente é reaprender a conviver consigo mesmo e com as outras pessoas. O jogo cooperativo serve para nos libertar da competição, seu objetivo maior é a participação de todos por uma meta comum. Neste tipo de atividade, a agressão física é totalmente eliminada, cada participante estabelece seu próprio ritmo, todos se enxergam como importantes e necessários dentro do grupo. Aumentando a confiança e auto–estima tentamos superar desafios ou obstáculos, sempre com alegria e motivação.
Os padrões de comportamentos fluem dos valores que adquirimos enquanto brincamos e jogamos durante a nossa infância, então o modelo a que estamos expostos resultará no modelo que seguiremos no jogo e fora dele.
Orlick (1989) define o que é cooperar: “A cooperação exige confiança porque, quando alguém escolhe cooperar, conscientemente coloca seu destino parcialmente nas mãos de outros.” Os Jogos Cooperativos são essencialmente divertidos, pois o riso prende a atenção de todos, e assim acontece o envolvimento de corpo e alma.
Para implementação do projeto com o grupo de alunos, utilizamos como metodologia o desenvolvimento de atividades, que buscam por meio dos jogos cooperativos, ajudar a promover a diminuição das manifestações de agressividade, promovendo boas atitudes, tais como: sensibilização, amizade, cooperação e solidariedade, facilitando o encontro com os outros que jogam, predominando sempre os objetivos coletivos sobre os objetivos individuais. O elo principal para a união das pessoas nessa corrente positiva é a cooperação, é confiar, ou seja, fiar juntos, já que a confiança é a essência da solidariedade, da ajuda mútua.
O projeto encontra-se em fase de execução na escola campo e podemos avaliar positivamente os resultados parciais já obtidos. A começar do nosso entrosamento com as crianças e professora da turma que se solidifica a cada encontro. Quanto às atividades, aos poucos as crianças vão entendendo a lógica da cooperação: ajudar ao outro e se deixar ser ajudado para juntos obterem melhores resultados.
O trabalho com jogos cooperativos, como qualquer outro, exige dedicação e persistência, mas mesmo não havendo encerrado as atividades previstas, estamos crentes de já termos conseguido bons resultados e sabemos que teremos mais trabalho e conquistas pela frente.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Marcos Teodorico Pinheiro da. Jogos Cooperativos Na Educação Física Uma Proposta Lúdica Para A Paz.
<http://www.labrinjo.ufc.br/apostilas/artigos/Jogos_Cooperativos.PDF> acesso em: 10/06/008.
BARRETO, André Valente de Barros. Jogos Cooperativos: Promovendo Valores Solidários. <http://www.unopec.com.br/revistaintellectus/_Arquivos/Jan_Jul_04/PDF/Artigo_Andre.pdf> acesso em: 10/06/2008.
FOELKER, Rita. Jogos Cooperativos e Jogos Competitivos. <http://www.edicoesgil.com.br/educador/boasvindas.html > acesso em: 20/06/2008.
SOLER, Reinaldo. Jogos cooperativos . 3ª ed.. Rio de Janeiro: Sprint, 2006.
TEIXEIRA, Mônica. Revista Jogos Cooperativos. <http://www.jogoscooperativos.com.br/Revista.htm> acesso em: 11/05/2008.
*Texto Original publicado em TARTUCI, Dulcéria (org). Estágio e docência: formação, valorização e construção da identidade. VIII Reunião anual da Didática e Prática de Ensino. Universidade Federal de Goiás – Campus de Catalão. ISBN: 978-85-60711-23-9













