Entrevista Com Professores – Ana Maria Gonçalves
Filed Under Entrevista com Professores | Posted on Fevereiro 5, 2008
A professora Ana Maria Gonçalves (na foto ao lado), doutora em Educação pela Unesp de Araraquara, nos fala aqui sobre sua experiência como professora desde quando fez o magistério, em Goiânia – GO até os dias de hoje, como professora do Campus de Catalão-GO
1) Fale um pouco sobre você (de onde veio, onde trabalha, formação, etc).
Nasci em um sítio perto da Cidade de Goiás-GO, mas mudamos logo e, de fato, cresci em uma cidadezinha chamada Caiçara-GO. Aos treze anos fui para Goiânia-GO. Venho, portanto, de um lugar perto da antiga capital. Fiz a primeira fase do 1º grau no interior do estado e a segunda em Goiânia. Cursei Magistério, no Instituto de Educação de Goiás (IEG); Pedagogia, na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás (FE-UFG). Na FE-UFG fiz mestrado em “Educação Escolar Brasileira” e o doutorado, também em “Educação Escolar”, na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, UNESP de Araraquara. Portanto, toda formação em escola pública. Atualmente, trabalho no departamento de Pedagogia, da UFG-Campus Catalão.
2) Como você se tornou professor(a)?
Estranho, olhar para trás e lembrar do que queríamos ser e já não ter certeza se aquilo que somos é tudo que realmente poderíamos ter sido. Mas a questão é que me tornei professora porque fiz Magistério. O 2º grau era técnico e dentre as várias habilitações elegi essa. Assim que conclui comecei a trabalhar como pró-labore em uma sala de 1ª série no “Colégio Estadual Jardim Nova Esperança”, localizado no Setor Jardim Nova Esperança (Era o primeiro ano de funcionamento da escola). Nessa escola fiquei dois anos até ser aprovada em um concurso e ser modulada no “Colégio Estadual Ary Ribeiro Valadão Filho”, no Setor Finsocial. Depois consegui transferir para o “Colégio Estadual Polivalente”, no Setor Jardim América. Em 1992 vivi, também, a experiência de trabalhar na rede privada no “Colégio Rudá”, Setor Sul. Em 1993 fiz concurso para ingresso na carreira de ensino superior, pedi exoneração e vim trabalhar no Campus Catalão, na cidade de Catalão-GO. Simples, não! Você tem sua primeira oportunidade de emprego em uma determinada área, canaliza sua formação para aquilo que está fazendo e torna-se o que aquela área te possibilita ser.
3) Como tem sido a sua experiência como docente?
Sempre procurei desempenhar o ofício da melhor maneira possível, desde o início. Daí, o investimento na formação. No entanto, nunca foi fácil. Às vezes me parece insuportável. Há momentos terríveis com baixos salários (sempre), atraso no pagamento (o que piora a situação), turmas desmotivadas e o clima de trabalho nas escolas e, na própria universidade, nem sempre é bom. Contudo, há algo na experiência em sala de aula que me faz concluir que vale a pena. Desse modo, analiso que a experiência é boa, embora pudesse ser infinitamente melhor se as políticas educacionais no país fossem outras.
4) Para você, quais são as mudanças significativas quem vem acontecendo na educação brasileira nos últimos anos?
Com relação à Educação Básica a possibilidade de universalização do direito a esse nível de escolaridade (olha o otimismo) me parece ser a conquista mais significativa. No entanto, não dá para deixar de registrar a necessidade de políticas voltadas para a qualidade da educação. Quanto ao Ensino Superior acredito que há uma confusão entre democratização e massificação.
5) Como vê a educação no futuro próximo?
Há muito se diz que o mundo se transforma vertiginosamente e a escola não. Vejo com preocupação a mera constatação de que há algo errado e que a sociedade não assuma como prioridade pensar o projeto de educação que se quer para o milênio. Precisamos apresentar uma resposta aos problemas que aí estão e inventar (a escola é uma invenção moderna) uma escola que atenda aos imperativos do nosso tempo. Essa é uma tarefa de todos. Na minha opinião, se isso não for feito, embora não esteja fazendo exercício de futurologia, perderemos o “trem” da história.
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Filed Under Notícias | Posted on Janeiro 28, 2008
Semana passada estive no CAC – Campus de Catalão, onde trabalho e fotografei algumas cenas da reforma que está acontecendo nas dependências físicas deste campus da Universidade Federal de Goiás.
Vale lembrar que o CAC foi fundado em 1986, com a criação dos cursos de Geografia, Letras e Matemática. Hoje, além destes cursos, temos: Pedagogia, História, Educação Física, Psicologia, Ciências da Computação, Química, Biologia, Administração, Física.
Conheça o site do Campus de Catalão clicando aqui.
Gravei também uma entrevista com o Prefeito do Campus, Professor Madson que estarei disponibilizando aqui amanhã. Vejam as fotos:
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Histórias Em Quadrinhos, Educação E Informática
Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Outubro 5, 2007
Por que será que as histórias em quadrinhos fazem sucesso também na Internet?
A relação criança, jogos e história em quadrinhos é algo crescente no campo virtual. Estima-se que um dos fatores do crescimento de acesso à Internet no Brasil e no mundo é o acesso das crianças a jogos online.
A questão aqui é: como direcionar este potencial tecnológico de forma educacional?
Vejam uma interessante matéria sobre Quadrinhos, Educação e Informática abaixo:
“A era dos multimeios e o mundo da arte seqüencial”,
Por Alberto Pessoa & Igor Capelatto
http://www.fabricadequadrinhos.com.br/miolo.php?conteudo=antimateria&hide_bottom=true&id=2449
aprendizagem compartilhada campus de catalão educação formação de professor historia em quadrinhos pedagogia sociedade educativa ufgMemória E Educação – Imagens Do VIII Simpósio de Pedagogia 2007 – Parte III
Filed Under Eventos | Posted on Outubro 4, 2007
O Terceiro dia do VIII simpósio de Pedagogia:
Tema: As novas diretrizes curriculares nas perspectivas de diferentes licenciaturas do CAC
Coordenação Profª Ms Kátia Silene (Pedagogia – CAC/UFG)
Expositores:
Profª Dra. Ana Rita Pereira (Física – CAC/UFG)
Profª Dra. Luzia Márcia Rezende Silva (História – CAC/UFG)
Profª Ms Juçara Gomes de Moura (Pedagogia – CAC/UFG)
Em relação às fotos abaixo, realmente a outra câmera também não foi o suficiente para que saíssem melhor (não foi portanto apenas falta de experiência do fotógrafo).
Lembrando que na abertura do evento, tivemos novamente a apresentação do grupo de Anhanguera, “Retratando o Cerrado”, do Colégio Estadual Adelino A. Gomide.
Uma questão: como o tema do simpósio foi formação de professores, faço a seguinte indagação:
Formar-se professor exige do sujeito, ele ou ela, disciplina, trabalho, dedicação, foco, enfim, o candidato ou candidata a professor, cursando licenciatura, passa por um ritual contextualizado pelo nosso momento histórico.
Em sala de aula, não me canso de dizer aos alunos que ler é fundamental para o aprendizado profissional. Sei que, por ser curso noturno, os alunos e alunas têm pouco tempo para a leitura.
Assim, pergunto: você tem se dedicado à leitura, pelo menos dos textos indicados pelos professores? Você lê outras coisas além das indicações de textos para a sala de aula? O quê?
Deixe o seu testemunho abaixo.
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Mídia e Ensino de Geografia - Personas Escolares II
Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Outubro 3, 2007
De acordo com o que já foi apresentado aqui, através do post “Proext Catalão – Mídia e Ensino de Geografia”, estamos disponibilizando o trabalho dos alunos e alunas do curso oferecido no Proext – Catalão.
Cada grupo apresentou uma proposta de visibilidade de personas escolares. Os trabalhos estão sendo publicados assim:
• Personas Escolares I
• Personas Escolares II
• Personas Escolares III
Fotos de atividades realizadas na Escola Municipal “Arminda Rosa de Mesquita” – Fazenda São Domingos – Catalão _ Go
Componentes do grupo:
Crisley Ferreira Gondim
Luciene Neiva da Silva
William Neiva da Silva
A escola é o lugar onde diferentes personagens se encontram. Em nossa escola estes diferentes personagens têm seu papel a cumprir, para que juntos alcancemos nossos objetivos, conduzir nossos alunos à aprendizagem, instrumentalizando-o ao exercício da cidadania.
“Mães na escola: uma parceria de sucesso”
Neste sentido, objetivando a interação da comunidade e a escola, destacamos nesta ação a participação das mães. Elas são convidadas, uma vez por semana, geralmente na quinta-feira, para trabalhar a leitura e a interpretação de textos com seus filhos e demais alunos no horário da aula de língua portuguesa. Alternamos o convite entre as mães dos alunos que estão na 1ª fase do Ensino Fundamental e mães de alunos que estão na segunda fase, mas, sempre as atraindo, de modo que sempre possam estar trabalhando com os seus filhos.
As leituras realizadas são temáticas, de acordo com a indicação dos professores. Assim, uma semana podem ser lidos textos informativos, outra semana contos, poesias, textos narrativos, dissertativos, textos de opinião, literários, entre outros. Todos os dias dessa atividade são colocados à disposição das mães uma ficha avaliativa onde elas relatam sua opinião sobre a leitura e interpretação de cada aluno. Com o preenchimento dessas fichas esperamos acompanhar a evolução do corpo discente quanto as suas leituras e compreensão daquilo que leu. Podemos, então, criar mecanismos de intervenção e recuperação sempre que fizer necessário, garantindo uma escola que, democraticamente, cumpra sua função de “ensinar” e, ainda, de ensinar a ensinar, no caso especifico das mães e dos próprios professores.
Acreditamos que ao participar dessas atividades, as mães têm uma participação mais efetiva na vida escolar de seus filhos, incentivando-os a melhorar, a se superar sempre. Além disso, elas podem fazer comparações entre os alunos, pontuar o desempenho e o crescimento de todos, inclusive de seus próprios filhos, podendo também contribuir com as decisões da gestão em busca de uma escola sempre melhor.
É importante ressaltarmos o caráter interdisciplinar desta ação, pois, ao ter contato com diversos tipos de leituras que podem ser: históricos, geográficos, matemáticos, científicos, artísticos, entre outros, os alunos perpassam por todos os ramos do conhecimento, criando necessariamente e constantemente um espaço para discussões dentro da sala em todas as disciplinas e não apenas nas aulas de língua portuguesa.
Esperamos com esta ação contribuir para a “formação de leitores competentes e, conseqüentemente, desenvolver, nos educandos, a capacidade de produzir textos que originam da prática da leitura – espaço de construção da intertextualidade e fonte de referências. A leitura, por um lado, nos fornece a matéria-prima para a escrita: o que escrever. Por outro, contribui para a constituição de modelos: como escrever”.
Cumprindo as especificidades de cada data, e, com o olhar atento ao nosso objetivo primeiro: permitir, possibilitar que os alunos se apropriem, efetivamente, das práticas sociais de leitura e escrita (a saber, o letramento), nos valemos de todas as ocasiões comemorativas para aprimorar e desenvolver atividades que nos auxiliem na resolução dos problemas levantados.
O calendário das datas celebradas segue o calendário cristão, já que este é utilizado pela sociedade brasileira.
O objetivo principal desta ação é criar um espaço realmente de recreação para os alunos durante o intervalo entre as aulas, que atualmente é de 15 minutos. Durante este tempo os alunos tem a sua disposição recursos como: corda, pregobol, peteca, bola de vôlei, aparelho de som, bambolê, amarelinhas, bolas de gude, jogo de bola no litro, futebol de areia e, para aqueles que não querem nenhuma atividade física, a biblioteca fica aberta para leituras diversas.
Todas as atividades desenvolvidas na escola querem sejam pedagógicas ou comemorativas, ocorrem com objetivo de auxiliar nas dificuldades encontradas pelos alunos nos aspectos de sua formação emocional e cognitiva. Nossa intenção é utilizar do lúdico e da interdisciplinaridade para ampliar os horizontes do aluno e juntos, os diferentes personagens: professores, pais, diretor e funcionários da escola, conduzir nossos à aprendizagem do conhecimento sistematizado.
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