Avaliação Do Professor
Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Novembro 28, 2008
Avaliação Do Professor
O final do semestre se aproxima e tentando ser mais blogueiro e menos acadêmico (se é que isto é possível para este que vos fala aqui), lanço o desafio, aos alunos e alunas das disciplinas História da Educação I e II, “Mídias, mediações e Educação” e “Educação, comunicação e Mídias” (todas em 2008), a uma conversa avaliativa. É claro que o(a) leitor(a), mesmo não sendo aluno(a) pode também dar uma palhinha.
O objetivo é provocar o diálogo do que foi ensinado, como foi ensinado e o valor disso para quem esteve envolvido no processo. Alguma coisa pode melhorar?
Opiniões, que vão além disso, também serão bem vindas. Quem começa?
A Nota Está À Altura Da Colaboração Significativa
Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Outubro 3, 2008
A Nota Está À Altura Da Colaboração Significativa
Avaliar é um quesito periódico do professor. Eu não gosto muito de promover seminários com alunos e alunas, em cursos de graduação, pois a experiência vem me mostrando o quanto uns utilizam-se dos outros, feitos aqueles organismos tradicionais, que mesmo não tendo a intenção de sugar completamente seus hospedeiros, afetando suas funções principais, podem, sem sombra de dúvida, levar à morte de ambos. Estas infecções intelectuais, geralmente presentes nestes rituais acadêmicos, são tratadas ora com desdenho, ora com rigidez, ou mesmo nem percebidas (é claro que em toda regra há exceções). De qualquer forma, avaliar um grupo de estudantes é sempre um desafio para o professor.
Esta questão não é nova entre os profissionais da educação e nas últimas décadas, com a crescente veiculação da baixa qualidade da educação nacional, avaliar está também necessariamente sendo problematizado quando se pensam na formação dos professores que são responsáveis pelo dito baixos níveis da educação nacional. E isto vem ocupando as páginas e telas do noticiário midiático. É o caso publicado recentemente na Revista Online Nova Escola: “Ao mesmo tempo, tão perto e tão longe”. Os preceitos fundamentais da profissionalização do professor, saber ensinar e dominar conteúdos, estão ausentes do cotidiano do(a) professor(a), nos revela uma pesquisa da Fundação Carlos Chagas.
Estamos diante de um mar sem fim? Crise na escola, na educação e de quebra uma crise financeira mundial (Eric Hobsbawm mostra, em entrevista à Revista Carta Maior, o quanto a leitura de Marx ainda é atual para se entender o momento presente, apesar do pensador ter produzido sua obra no século XIX: A crise do capitalismo e a importância atual de Marx).
Ora, há sim propostas, pensamentos, idéias para um O QUE FAZER com a educação. Não temos, é verdade, uma ação sistemática ainda, mas há experiências sendo pensadas, avaliadas e que podem ser operacionalizadas aqui e acolá (a própria matéria da Revista Nova Escola mostra dois vídeos interessantes: Video1; Video2.).
Foi com estas questões visitando minhas elucubrações que resolvi inventar uma experiência (que pretensão!), ou disparar uma experiência (iniciar) com minhas alunas do oitavo período do Curso de Pedagogia – UFG – Catalão (Disciplina Educação, comunicação e mídias). No início da aula, coloquei a frase no quadro: A Nota Está À Altura Da Sua Colaboração Significativa. Expliquei que o seminário não seria mais em grupo (uma pessoa falava pelo grupo), mas que cada membro iria buscar sua nota, na medida em que colaborava com a discussão do livro indicado.
Esta foi uma estratégia possível com uma turma de cerca de 35 alunas. Claro que quem mais estudou e tem maior poder de comunicação falou mais e levou mais nota para casa. Mas havia um critério: não bastava citar exemplos (o livro proposto para o seminário era MORIN, E. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Tradução de Catarina Eleonora F. da Silva e Jeanne Sawaya. Revisão técnica de Edgar de Assis Carvalho. 12ª ed. São Paulo: Cortez, Brasília, DF: UNESCO, 2007b.). A citação de exemplos não indicava necessariamente leitura e compreensão do texto. A fala considerada articulada, vinha sim com exemplos, mas com conceitos e idéias elaboradas pelo autor no texto. Cabia ao aluno, trabalhar tudo isto com suas próprias idéias e defender sua própria fala.
A questão agora é: será que os alunos entenderam a metodologia?
Como Se Mede A Qualidade Da Educação
Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Maio 20, 2008
Como Se Mede A Qualidade Da Educação
Neste nosso país, tão cheio de diversidades, culturais, sociais, econômicas, políticas, étnicas, um desafio para as políticas públicas educacionais é a medida da qualidade da educação de norte a sul, de leste a oeste. Um padrão de qualidade numa cidade do interior de Goiás seria o mesmo de uma cidade no Amazonas, ou em São Paulo?
O site Educarede publicou uma interessante matéria intitulada “O que é uma escola de qualidade?”, apontando formas alternativas de indicar padrões de qualidade para a escola. E um critério significativo de se levar em consideração é a realidade contextual da escola.
De um lado, a proposta de uma metodologia de operacionalização indicada para a Escola. Por outro, a Escola se reuni com sua comunidade e avalia a significância do material para a realidade escolar, apontando oportunidade para a elaboração ou re-elaboração de material político pedagógico para a escola.
O que me chama a atenção aqui é esta política de interação: Escola – comunidade – Estado – organismos sociais. Na minha formação como docente, lá nos anos 1985, quando entrei no curso de História, as disciplinas didático-pedagógicas que fizemos ressaltavam este lado democrático, ou melhor, esta necessidade democrática de atividades educativas na Escola. Lembrei-me disso aqui porque quando vimos ou ouvimos determinadas propostas ditas participativas fica aquela sensação de populismo.
Por um lado, penso que é por causa deste jeito de pensar que as massas não têm condições de se auto-dirigirem e que necessitam de líderes que façam por elas. Por outro, é o temor causado pela possibilidade desgovernada (em outros termos, fora dos rumos tradicionais de poder) a que as massas populacionais poderiam dar à história, aqui escolar, da nossa sociedade.
Não acredito que a Escola deva passar das mãos do Estado para a das massas populacionais. E nem que fique exclusivamente sob os auspícios do poder Estatal. Ao Estado cabe sim o financiamento da Educação e a destinação de pessoas qualificadas para oportunizar o surgimento de novas alternativas para a Escola pública, que não anda muito bem das pernas. E fazer isto não só como atores, mas também como coadjuvantes de propostas nascidas em todos os cantos possíveis.
Ora, este é um desafio permanente, não é mesmo?
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