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No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

Consciência, Razão E A Ciência Intuitiva

Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Agosto 12, 2008


Consciência, Razão E A Ciência Intuitiva

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Estou perfazendo um caminho, já algumas semanas, de estudo sobre memória, conforme indiquei no post anterior, A força do esquecimento. E como um blog é também uma trilha de caminhos múltiplos, gostaria hoje de deixar aqui alguns sinais de onde ando passando.

 

Encontrei o site Centro de Estudos Cláudio Ulpiano, dedicado ao filósofo carioca Cláudio Ulpiano. Este meu encontro com o centro de estudos Cláudio Ulpiano se deu por conta da minha procura por relações entre memória e consciência, buscando entender melhor estes conceitos na Educação brasileira.

 

Abaixo, 3 palestras gravadas do filósofo que, para quem se interessar por uma boa vertente argumentativa a favor da ciência do pensar, é bem vinda (lembrar que para você ver a palestra no seu micro, sugiro clicar no link e assim que ele começar a “rodar”, click na pausa e espere carregar no seu micro):

 

Pensamento e Liberdade em espinosa - parte 1

 

Pensamento e Liberdade em espinosa - parte 2

 

Cláudio Ulpiano - Sobre a estética da existência

 

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A Força Do Esquecimento

Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Agosto 9, 2008


A Força Do Esquecimento

 

Este post iria ter o título de a memória e a consciência. Mas, no último momento mudei. O leitor, ao final, irá entender o porquê desta escolha.

 

Esta semana comecei um estudo sobre memória, a partir da obra de Paul Ricceur* e hoje, por razões que só a Internet pode nos oferecer, encontrei algumas palestras do psicólogo e filósofo Clécio Branco (abaixo) no Youtube.

 

Estas palestras foram feitas durante um culto religioso e talvez por isto têm uso de exemplos bíblicos. Mas isto não impede pensar sobre as questões da memória, da consciência e do ressentimento. Mais do que isso. Não impedem de pensar na própria Educação, lugar privilegiado, penso eu, para investigar estas questões.

 

Não é novo na história da educação a utilização da memória e o uso do conceito de consciência como uma força educacional, principalmente com a obra de Paulo Freire. Estes conceitos são muito utilizados na prática educativa. Porém, pouco revisitados enquanto problemas para a investigação educacional.

 

A intenção aqui é referenciar as palestras do professor Clécio Branco, mas não dar como respondidas questões como: o que é memória? Como ela se relaciona com esquecimento na prática avaliativa escolar? O que é produzir consciência?

 

Vamos considerar, aqui neste espaço do Soprando.Net, este post como mais uma investida para se pensar a respeito destas questões.

 

Abaixo, os links das palestras (lembrar que podem demorar um pouco para abrirem, pois vai depender da sua conexão com a Internet):

 

Memória, Consciência e Ressentimento - Clécio Branco

 

Memória, Consciência e Ressentimento I - Clécio Branco

 

Memória, Consciência e Ressentimento II - Clécio Branco

 

Memória, Consciência e Ressentimento III - Clécio Branco

 

Memória, Consciência e Ressentimento IV - Clécio Branco

 

Memória, Consciência e Ressentimento V - Clécio Branco

 

 

 

*RICCEUR, Paul. A memória, a história, o esquecimento. Tradução Alain François [et al.]. Campinas-SP : Editora da Unicamp, 2007.

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Educar Como Forma De Combater A Miséria Simbólica

Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Agosto 6, 2008


Educar Como Forma De Combater A Miséria Simbólica

 

Há dias que não escrevo por aqui. Final de férias, preparando aulas e apenas lendo um blog aqui, outro ali, tudo através da lista dos Blogs Educativos.

 

Nesta busca por novos textos (para a disciplina Educação, Comunicação e Mídias, que ministro no Curso de Pedagogia, Universidade Federal de Goiás – Campus Catalão), deparei-me com “Nossa visão do mundo: algumas reflexões para a educação”, de Pierre Léna*.

 

Falando-nos sobre as transformações da “nossa visão do espaço, do tempo, da Terra, do lugar e da evolução do homem no universo”, o autor indaga sobre a necessidade de a Educação enfrentar este contexto, traduzido, inclusive, eventualmente como coisa banal, para tratar do que é mito e do que e como a razão possa vir a contribuir para estas novas visões.

 

Diz o autor: “Alimentar o imaginário do adolescente, tão propenso a excitar-se, tão faminto de símbolos que estimulem sua criatividade, sem saturá-lo com ilusões adulteradas, eis uma tarefa urgente para o pedagogo de hoje” (LÉNA, p.58*)

 

Ora, eis ai um desafio de fato estimulante: desgarrar-nos dos nossos modelos ensináveis e buscar conteúdos e formas alternativas de ensino, visando alimentar o imaginário dos adolescentes (podemos estender a todos os estudantes, da criança ao adulto, sem dúvida). Mas o nosso velho problema é como fazer isto.

 

O cinema, a poesia, o teatro, a literatura, enfim, as artes de maneira geral, podem ser umas pistas para estas indagações. Afinal, os filmes de ficção científica, como “Guerra nas Estrelas”, ou um mais recente, para ficar apenas nestes dois, “Guerra dos Mundos”, são exemplos de como o cinema interpreta e constrói visões sobre o universo, o tempo, o espaço e fundamentalmente o planeta Terra.

 

O fato é que estes filmes nos fazem vibrar, enquanto poucos conseguem se entusiasmar com os avanços das pesquisas contra o câncer, melhorias em construções civis, saúde pública, ou mesmo em pesquisas sobre métodos alternativos de ensino aprendizagem. Mas será que nós professores damos importância à evolução científica a tal ponto de nos entusiasmar e entusiasmar nossos alunos?

 

Talvez esta necessidade de alimentação do imaginário precise ser analisada melhor. Com qual imaginário estamos trabalhando quando pensamos a Escola como um lugar de Ciência? O que realmente precisaria ser mudado?

 

 

*LÉNA, Pierre. “Nossa visão do mundo: algumas reflexões para a educação”. In: MORIN, E. A religação dos saberes: o desafio do século XXI. Tradução e notas, Flávia Nascimento. 6ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007.

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Pensando A Educação Enquanto Pensamos O Mundo

Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Junho 12, 2008

Pensando A Educação Enquanto Pensamos O Mundo

Estou, cada vez mais interessado na reflexão dos problemas locais e mundiais que ultrapassem a mera informação dos “plin, plin” da mídia, seja escrita, televisiva ou apenas auditiva. E “plin, plin” aqui quer apenas dizer informação insuficiente para que nós, meros “tele-leitores”, possamos ter argumentos suficientes para também avaliar e tomar posições nesta evolução do mundo contemporâneo.

Encontrei neste vídeo abaixo, uma entrevista feita pelo SIC notícias de Portugal, no dia 04 de junho de 2008, com Miguel Urbano Rodrigues, jornalista português que morou exilado no Brasil nos anos 1960 e início dos 1970. O Sr. Urbano Rodrigues fala sobre o aumento do preço do petróleo, dos alimentos e da barbárie mundial que estamos vivendo como efeito de políticas públicas nacionais e internacionais.

Comunista convicto, Rodrigues fala também do livro que está escrevendo a respeito do envelhecimento. Confira a entrevista aqui:

obs. O video tem 39 minutos de duração, o que pode demorar um pouco para abrir. Você pode assistir aqui também: http://video.google.com/videoplay?docid=5137723734380953069&hl=en

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Os Poderes De Uma Vírgula

Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Junho 2, 2008

Os Poderes De Uma Vírgula

Há vários blogs, listas de comunidades blogueiras que divulgaram recentemente os 100 anos da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). E nesta divulgação, os poderes da vírgula foram ressaltados com as devidas ênfases.

A vírgula se assemelha àquela historinha de criança: “ah, você não tem medo de formiga, então se sente num formigueiro”. Quer ver como? Leia atentamente as duas frases abaixo:

“Se o homem soubesse o valor que tem a mulher, ficaria de joelhos à sua frente.”

“Se o homem soubesse o valor que tem, a mulher ficaria de joelhos à sua frente.”

Sentiu o peso da vírgula? Uma vírgula no lugar errado pode por lenha na fogueira da guerra dos sexos.

Agora leia este pequeno poema, divulgado pela ABI (100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação):

A vírgula pode ser uma pausa… ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode ser autoritária
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.

Pode criar heróis
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

No processo de comunicação, mudar uma vírgula pode mudar a história de um amor, da economia, da política, da educação. Ora, o problema da vírgula é da ordem da gramática?

 

Acredito que não. Não que a gramática não tenha sua função no ensino da língua. Mas o que mais salta aos olhos é que a vírgula, ou seja, a sua localização na frase e no texto é uma questão social de leitura. Ou seja, quanto mais um povo lê, mais facilmente saberá onde colocar a vírgula.

 

Neste sentido, a vírgula é também uma questão de consciência: sócio, político e cultural. Então não se trata apenas de questão social de leitura, mas também de leitura da sociedade.

 

Vamos por ordem aqui: urge ensinar a pensar as coisas (vírgulas) no contexto, como também pensar o contexto relacionado a outros contextos, a uma multiplicidade de contextos, a uma totalidade imediata. Porque uma vírgula pode mudar tanto um contexto quanto o planeta.

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