Formação de Professor|Cultura Educacional |Educação E Blog

No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

Aprender A Aprender

Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Dezembro 17, 2009


Aprender A Aprender

Aprender
Surpreender
Surpreender-se
Tudo muito mágico…

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O Que Aprendemos Com A Multidão?

Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Novembro 13, 2009



O Que Aprendemos Com A Multidão?

 

 

Duas imagens ocuparam-me a atenção, agora pela manhã. Na verdade, uma saiu ou consegui localizar no Google por conta do encontro que tive com a primeira. Vamos a elas.

 

multidao1.jpgEsta imagem que chamei de multidão1, apareceu-me primeiro quando estava lendo um livro (Norbert Elias – A sociedade dos indivíduos). O autor indagava da identidade das pessoas que vemos na multidão. À primeira vista, essa multidão ou qualquer outra parece um todo mais ou menos organizado, por colocarem pessoas, umas ao lado de outras. Mas, é também hábito do nosso pensamento, imaginar o todo como um conjunto desorganizado, ou mesmo, de forma mais exagerada, um possível caos.

 

Quem são as pessoas que vemos? Alguém é marceneiro, pedreiro, taxista, médico, lixeiro, professor, engenheiro…? Vive no Brasil, Portugal, Alemanha, Estados Unidos, Colômbia, Uganda…?

 

multidao2.jpgEsta outra imagem, que chamei de multidão2, parece um contra-senso. Por que multidão se ao fundo vemos uma pessoa, velha, sentada sozinha em um banco, numa praia isolada? Não se desespere leitor, eu capturei esta imagem de propósito. Primeiramente, para ter uma visão da contradição com a imagem da multidão1. Em segundo lugar, eu estava, no momento, pensando na idéia da multidão em nós, ou seja, como carregamos sobre o ombro multidões de pessoas que nós conhecemos, nos relacionamos, ao longo da vida. Propositalmente, portanto, eu quis criar um efeito de contraste, para ver como isso poderia provocar meu próprio pensamento. Um exercício do pensar por imagens, apenas.

 

Pois bem, voltemos ao foco. O que aprendemos com a multidão? Difícil tanto de responder quanto de encontrar resposta homogênea e hegemônica.

 

Eu prefiro arriscar uma interpretação e não uma resposta. No campo político, o discurso da governabilidade traz a multidão, traduzida também como povo, como agentes políticos. Agentes que podem estar tanto a favor quanto contrários ao movimento político. Mas que em geral é objeto de ações políticas, ou o beneficiário maior dessas ações.

 

No caso dos movimentos sociais, tão apagados no dias de hoje, o povo apresentam-se como um conjunto de gente reivindicante, em busca de um propósito, direitos a conquistar.

 

Quem é o velho sentado sozinho, no banco da praia isolada? Essa imagem contrastante provoca desconforto às concepções que tomam o indivíduo como “postes sólidos”, ou a sociedade como anterior e independente dos indivíduos. Indagar sobre a identidade do indivíduo sentado sozinho seria tão diferente de indagarmos sobre os indivíduos na multidão?

 

Eu penso que não. E minha intuição diz que é ai que está um mote para trazermos esses pensamentos para a educação. Em suma, quanto de postes sólidos nós estamos projetando nos aprendentes quando pensamos em formação? Existe educação sem ou anterior aos indivíduos que se educam?

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Aprendendo A Compartilhar Com Tico Tico No Fuba

Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Novembro 5, 2009


Aprendendo A Compartilhar Com Tico Tico No Fuba

Posso estar exagerando, mas ando cada vez mais convencido que na arte de aprender e educar, as atitudes de compartilhamento e colaboração são essenciais. Talvez seja até mais fácil trabalhar sozinho. Isso evita os conflitos e divergências. Porém, como diz uma colega, é “no balançar da carroça que as abóboras se assentam”.

Quando vi o vídeo abaixo foi nisso que pensei: as mãos se entrecruzando, se confundindo, misturando identidades, distribuindo habilidades, vão perfilando uma estética que nos diz que fazer “com” é tão interessante ou mais interessante que fazer “sozinho”.

Vejam e tirem suas próprias conclusões!

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O Valor Do Aprendizado Sob Suspeita

Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Julho 8, 2009


O Valor Do Aprendizado Sob Suspeita

 

Eu já disse em outro lugar, onde não me lembro mais, e também já li que aprender dói. Em outras palavras, o aprendizado, seja de qual matéria for, carrega em si e para o aprendente certa dor, seja pelo esforço, pelo querer ou qualquer reação física ou emocional. E digo isto, ou reedito o que eu já disse em outro lugar, principalmente porque para mim, na qualidade de aprendente, as coisas também acontecem assim, a despeito de meus alunos acreditarem que para o professor, aprender é algo natural. Isto é uma ilusão!

 

E talvez por ter esta faceta de dor, o aprendizado de qualquer matéria merece de nós, aprendizes, atenção especial. Porém, ao deparar com a realidade da sala de aula salta uma impressão suspeita de que o aprendizado escolar está fora de moda, sem paixão, sem hegemonia, marketing e talvez, mais do que isto, cambaleando no terreno movediço da realidade sócio cultural. Eu insisto, para que o(a) leitor(a) não me compreenda mal: esta é uma impressão.

 

É raro ver alunos(as) envolvidos até os dentes em aprender os conteúdos disciplinares. Indago se nós professores estamos indicando realmente leituras suficientes para o interesse e despertar formativo do alunado (esta seria uma questão para um longo debate). Mas indago também sobre esta atitude consumista, cada vez mais presente na Universidade, de estudar para tirar nota.

 

Por um lado, vejo que a carência do alunado nas práticas necessárias ao bom aprendizado, tais como ler e escrever, deixa aos ingressantes universitários um ardo trabalho de atualização de seus conhecimentos. O ingresso na linguagem acadêmica, seja através de leitura de textos diferentes àqueles acostumados a ler no ensino médio, seja pela produção de novos textos, também num teor de exigência bem superior ao do ensino médio, é um verdadeiro rito de passagem. E tudo isto sem contar a necessidade de absorção e digestão de novos conhecimentos.

 

Mas eu não entendo uma questão: a entrada na universidade parece-me que não foi compulsória, teve sim a opção livre do aluno. Ora, a partir do momento que alguém opta por fazer vestibular e seguir uma carreira, há dois caminhos: concluir o curso ou abandoná-lo. No caso de querer concluir significa encarar os fatos, arregaçar as mangas e mergulhar nos estudos. Mas não é esta a impressão que tenho.

 

Em outras palavras: onde está a paixão, o valor em aprender?

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Uma Semelhança Entre Aprender E Viajar

Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Junho 3, 2009


Uma Semelhança Entre Aprender E Viajar


Eu venho pensando no título acima há algum tempo. Não há um tempo contínuo que insiste em se atualizar cotidianamente. Penso, hora aqui, hora ali, tentando uma ligação entre o aprendizado, área que não sou nada catedrático, talvez apenas um aprendiz, e a dimensão dos significados de uma viagem, que nunca tem fim.

 

Hoje, este pensamento voltou a me visitar, quando li, no Blog do Saramago, o seguinte trecho:

 

«A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o viajante se sentou na areia da praia e disse: “Não há mais que ver”, sabia que não era assim. O fim da viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já.»

 

Por ora, não tenho nenhum pensamento conclusivo sobre esta relação entre aprender e viajar, e nem ousaria tê-lo. Porém, assim como as viagens sempre trazem algo novo ao viajante, uma paisagem, um entardecer, um cheiro, um amor, aprender, nem que seja reaprender o que supostamente já se sabe, mas sabe-se, agora, de um modo diferente, parece-me semelhante a esta sensação de estar, à beira da praia, pensando, como no texto acima, que não há mais nada a ver. Mas, imediatamente antes de terminar o pensamento, parece que algo novo se anuncia.

 

Aprende-se que não aprender é uma ilusão desnecessária e desmotivadora, como as viagens que parecem não ter sentido, mas sempre têm.

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