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No princípio, este Blog seria sobre História, Educação, Arte, Ciência e Tecnlogia. Agora é qualquer coisa que a cabeça pensa, o coração sente e os dedos teclam na redondeza e que possa contribuir para a formação do professor no Brasil.

Quando O Professor Estuda O Aluno Aprende Melhor

Filed Under Aprendizagem Compartilhada | Posted on Fevereiro 10, 2009

Quando O Professor Estuda O Aluno Aprende Melhor


O Robson Garcia, lá do Caldeirão de Idéias, fez uma sugestão na lista dos Blogs Educativos: a leitura do texto do Professor Pedro Demo, intitulado PROFESSSOR – PROFISSIONAL DA APRENDIZAGEM. Demo aponta uma série de características que evidenciam uma cultura de formação do professor pautada no instrucionismo, qual seja, a que fazem os professores suporem que devam “aprimorar seu jeito de ensinar, não de aprender”. E para o autor, “aprimorar a aprendizagem discente implica aprimorar a aprendizagem docente”.

 

Identificado como um vício capital, o instrucionismo é caracterizado dentro de uma “tradição reprodutivista escolar, calçada no argumento de autoridade, na disciplina, na transmissão de conhecimento, no currículo como “grade”. O aluno é mantido na condição de objeto de instrução, evitando-se que compareça como autor. Na prática, nem o professor é autor, muito menos o aluno. Faz parte do instrucionismo também a aleivosia de confundir aprendizagem com aula. Embora aula sempre caiba como expediente auxiliar, grande parte das aulas não ultrapassa o argumento de autoridade, esvaindo-se em pretensões disciplinares arcaicas”.

 

Em tese, o aluno é a figura central na escola, mas o professor é a centralidade da aprendizagem do aluno. Na prática, o aluno aprende como o professor aprende.

 

Bom, a pergunta que me fiz, no final da leitura do texto, foi: qual é meu jeito de aprender? Tomar consciência do meu jeito aprendiz irá melhorar o aprendizado das minhas alunas? Este é um desafio interessante. Mas como apreender como eu aprendo? Cabe lembrar também que o objeto aqui não é o que eu aprendo, mas como aprendo. Isto já é um bom ponto de partida. Porém, como diz um amigo meu, se estou ensinando história da educação caberia levar para a sala de aula como eu aprendi a fazer bolo? Eu posso estar exagerando, mas isto tem sentido, ou seja, o tema/conteúdo do aprendizado está relacionado ao aprendizado de determinada disciplina. Do contrário estaríamos, todos, apenas aprendendo em como fazer bolos.

 

Salvos pelo gongo do bom senso, acredito que o acordo é sim ensinar/aprender colaborativamente junto com os(as) alunos(as), respeitando as diferenças de experiências entre professor e corpo discente.

 

Minha forma de aprender é um tanto quanto eclética. Sou lento nas leituras, preciso anotar, rabiscar os textos para capturar as idéias e dialogar com as mesmas. Na infância, lembro que sentia dificuldade em concordar com a professora de português sobre o que era o tema principal de determinados textos que ela nos passava. Mas isto não acontecia em todos os textos, claro. Hoje entendo que esta dificuldade estava na pouca autonomia que tínhamos na interpretação e no medo de estar fazendo interpretações erradas.

 

Percebo também que é importante a fonte de informações. Hoje busco informações em citações bibliográficas de livros/artigos que leio; nas listas de discussões on-line que participo; blogs; conversas com colegas de trabalho e outros pesquisadores. Vejo que na universidade, há certa dificuldade ao propor uma disciplina, em eleger o que os alunos devem ler prioritariamente. Quando seleciono um texto significa que outras leituras e entendimentos foram feitos, o que certamente adjetiva a minha compreensão, que será diferente das alunas. Explicitar estes procedimentos não seria um caminho de pensar o como aprendi?

 

Mas este aprendizado está pronto quando vou para a sala de aula? Não. Ao problematizar textos, sugerir o debate de idéias, outras possibilidades de aprendizado/interpretação são lançadas no jogo. Acredito que ao fazer isto, lanço mão do meu esforço em ter estudado para publicar a aula, mostrando meu próprio percurso. E mais, propondo a produção de textos sobre questões abertas do tema estudado. Faço isto também utilizando este blog como referência para a continuidade da produção intelectual de sala de aula, oportunizando às alunas outro local de debate.

 

Eu me alonguei neste relato, eu sei. Mas foi por pura vontade de explicitar um pouco de como eu aprendo e ensino. Talvez se falarmos mais sobre isto nós possamos ir detectando um pouco mais nossas falhas e possíveis acertos quando ensinamos e aprendemos. E você leitor(a), como faz?

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A Escola do Futuro

Filed Under Educação, comunicação e Midia 2007 | Posted on Outubro 25, 2007

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Universidade Federal de Goiás
Campus de Catalão
Curso de Pedagogia
Disciplina: Educação, comunicação e mídia
Professor: Wolney H Filho

Debate Virtual como atividade disciplinar

Texto: “A escola do futuro. Um novo perfil para o professor na era digital”

http://teclec.psico.ufrgs.br/frajola/textos/entrevistaAndrea.html

O texto acima, entrevista realizada com a Prof. Dra Andréa Ramal, coloca em questão o(a) professor(a), o(a) aluno(a), a sala de aula e a produção de conhecimento. Tudo em função do desenvolvimento e crescimento da Internet como um desafio tecnológico do(a) professor(a).

Independente do tempo e do espaço de interação desta tecnologia com docentes, o grande desafio apontado pelo texto é a comunicação entre os pares, ou seja, a comunicação entre professores(as) e alunos(as), tendo em vista que se trata de uma interação humana.

Em termos educacionais, temos por um lado um desafio na formação do professor para um outro paradigma educacional, não linear, fluido, móvel, dinâmico e multidisciplinar.

Por outro lado, a existência desafiadora de um coletivo estudantil mais autônomo e responsável pelo seu próprio percurso como autor, investigador, propositor.

Neste sentido, com o crescimento do uso da Internet na educação, indago: toda a nossa era industrial foi marcada por suposições de que a máquina iria dominar o homem. Esta tem sido uma forma catastrófica de lançar para o futuro as mazelas dos relacionamentos entre homem e máquina.

Entretanto, como diz a Prof. Andréa Ramal, a questão principal não está na máquina, mas nas posturas de professores e alunos em sala de aula. Fica então a pergunta:

Quais posturas humanas sócio-culturais deveriam ser privilegiadas frente á utilização da Internet como instrumento de educação histórica?

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